Por Alfonso Cano.
ABP
Camaradas do Estado Maior Central, dos Estados Maiores dos Blocos e Frentes, dos Comandos Conjuntos, comandos das redes urbanas, colunas, companhias, guerrilhas, esquadras e comissões, guerrilheiras e guerrilheiros, comandos e milicianos bolivarianos, militantes do Partido Comunista Clandestino e integrantes do Movimento Bolivariano: recebam nossa revolucionária saudação que estendemos a todos que trabalham juntamente conosco por uma Nova Colômbia.
Durante a última semana do mês de maio recebemos mensagens de solidariedade de todas as unidades farianas, onde destacam a gigantesca dimensão política e militar do Comandante Manuel Marulanda Vélez como um dos maiores revolucionários de nossa história, e também reafirmando lealdade absoluta a seu legado, ao nosso compromisso e objetivo de transformação revolucionária e oferecendo total respaldo às decisões tomadas pela direção das FARC nesta conjuntura.
Em 27 de março, depois da morte do Camarada Manuel, acordamos que só a partir de 23 de maio informaríamos sobre isso aos comandos e guerrilheiros, aos amigos e conhecidos e, à opinião, enquanto decidíamos o necessário para garantir a continuidade dos planos em curso, como efetivamente ocorreu.
Redistribuímos funções dentro do Secretariado e o reajustamos igualmente o Estado Maior Central, fortalecemos os Estados Maiores dos Blocos, onde foi necessário, vistoriamos à situação orgânica e ao trabalho de massas, tudo isso no meio da permanente confrontação e cobertos com a indestrutível couraça do segredo das centenas de guerrilheiros cientes do falecimento de nosso comandante-em-chefe.
E assim, entre outras decisões, definimos o camarada Iván Márquez como chefe das relações internacionais do Estado Maior Central e o camarada Pablo Catatumbo como novo chefe do Movimento Bolivariano pela Nova Colômbia.
Nosso rico intercâmbio de opiniões diante da atual situação ratificou o sagrado compromisso revolucionário das FARC-EP, com sua direção à cabeça, de manter firme e hasteadas as bandeiras da Nova Colômbia, a pátria grande bolivariana e do socialismo; reafirmou a vigência de todos nossos planos político militares e de nossa condição de combatentes da paz democrática, isto é, da paz com justiça social, sem fome, com emprego, teto, saúde e educação para todos, com soberania nacional e vigência de uma verdadeira democracia política afastada da violência e da corrupção administrativa.
Vale recordar que as FARC nasceram há 44 anos como uma resposta popular e revolucionária ao terror institucional e para-institucional do Estado, à vergonhosa intromissão gringa em nossos assuntos internos, ao despojo das terras e sua acrescentada concentração em poucas mãos, às profundas injustiças sociais existentes e à voraz corrupção da oligarquia, realidades todas que hoje perduram multiplicadas para a desgraça de nosso povo.
Como revolucionários queremos e lutamos pela reconciliação da família colombiana e pela construção de um novo tecido social justo, mas a oligarquia, essa mistura maldita de privilegiadas fortunas, imensas fazendas, berços de ouro e poder político, não quis nem quer compartilhar um ápice de seus privilégios com as maiorias do país. Por isso elude qualquer possibilidade sólida de acordos de paz.
Camaradas: insistiremos quantas vezes forem necessárias sobre nossa disposição de concretizar um acordo humanitário que fixe regras claras ao redor da população civil de obrigatório cumprimento para as duas partes e que, antes de mais nada, priorize a liberdade dos camaradas extraditados: Sonia, Simón, Iván Vargas e de todos os prisioneiros de guerra de um e outro lado.
No entanto, e não é um segredo, este governo não teve o menor interesse em concretizá-lo, simplesmente porque seria reconhecer de fato, o status beligerante de uma guerrilha revolucionária à qual quer satanizar. Por isso tanta desculpa, teorias absurdas, improvisações, montagens, falsos positivos e temerárias ordens de resgate que brincam com a vida dos prisioneiros para a satisfação dos delírios de grandeza presidenciais.
O governo pensou que as decisões unilaterais das FARC- EP, quando libertamos 6 prisioneiros a começos do presente ano, eram fraquezas e não demonstrações inegáveis da vontade que nos acompanha.
Apesar disso, nossa proposta de nos encontrar com o governo para especificar os termos de um acordo, continua válida bem como a decisão de manter a comunicação e redobrar os esforços para que a reafirmada generosidade de muitíssimos governos amigos das soluções políticas, finalmente consiga fazer o governo colombiano entender que negar o conflito existente, confundir suas dimensões e esconder sua desesperadora realidade, não soluciona, mas sim agrava e aumenta os ódios e as distâncias.
Persistiremos em nossos esforços para alcançar a paz democrática pelas vias civilizadas do diálogo tal como o fizemos há 44 anos, porque é nossa concepção revolucionária, porque assim são nossos princípios. O levantamento armado, a guerra de guerrilhas, a clandestinidade e a atividade conspirativa respondem basicamente à violência institucional que desde a morte do Libertador Simón Bolívar os poderosos exercem contra as maiorias que lutaram por liberdade, terra, trabalho, justiça, democracia e soberania.
Na busca desses objetivos nunca desmaiaremos. Nossa palavra a apoiamos com a prática diária, no crisol da luta cotidiana. Assim nos ensinaram Bolívar, Manuel, Jacobo e todos os próceres e heróis da história pátria. Comprometemos nossa honra e vida neste empenho, porque estamos seguros da justeza e da possibilidade real de materializar o sonho de uma nova Colômbia. As dificuldades não nos amedronta, as ameaças da oligarquia que escutamos toda a vida não nos intimida, não cremos nos chamados à submissão e à indignidade, nem nos Judas que aceitam as moedas de seu oponente, porque sobre essa moral nunca se construirá um país melhor, nem uma sociedade pujante, nem uma família solidária. O valor a fundamentar como pedra angular deve ser o bem comum sustentado sobre uma ética transparente.
Camaradas: os caminhos que conduzem ao incremento da luta popular em suas mais variadas formas e à conquista do poder, nunca foram fáceis, nem em nosso país nem em nenhuma outra parte do mundo, nem agora nem antes. Só a profunda convicção na vitória, na justiça, validade e vigência de nossos princípios e objetivos e um monolítico esforço coletivo, garantirão o triunfo. Aos reacionários que fazem contas alegres com as FARC lhes informamos que a intensidade da confrontação nos fortaleceu, temos estreitado vínculos com as comunidades, suas organizações e as lutas populares, elevado a disciplina e o respeito pela população civil e melhorado nossa qualificação e aprendizagem. Caíram guerrilheiros, porque assim é a luta, mas também seu generoso sangue derramado é evidência de nosso total compromisso com o povo, outros camaradas já cobriram a trincheira e muitos mais continuam chegando às filas, assim foram também a gesta de nossa independência e todos os processos libertadores da humanidade onde se desataram os demônios da guerra.
Somos uma força revolucionária com suficiente história, solidez e consistência para superar o falecimento de nosso Comandante-em-chefe, porque o mesmo nos instrumentou e contribuiu no esforço coletivo de consolidação política e militar. O Secretariado, o Estado Maior Central, os Estados Maiores dos Blocos e frentes, os comandos de todo nível, os comandos e combatentes das FARC-EP garantiremos o triunfo.
Continuamos lutando para cumprir todos com os planos aprovados, mantendo a fundo a prática da guerra de guerrilhas móveis, aumentando nossos laços com a população civil e com o movimento de massas que resiste a ofensiva do grande capital e dos latifundiários, intensificando o intercâmbio de opinião com todas as forças interessadas realmente nas saídas políticas ao conflito e em atingir um grande acordo democrático e patriótico, diante do desmoronamento de uma institucionalidade fraturada irreversivelmente pelo narco-paramilitarismo o autoritarismo totalitário e o submissão à Casa Branca.
Devemos convidar as comunidades a denunciar a agressão militar do governo, que depois da máscara da confrontação com a guerrilha, massacra civis para apresentá-los como guerrilheiros, arrasa lavouras, campos e bosques de reserva com os bombardeios, gera deslocamento possibilitando o despojo de terras e aterrorizando os que protestam através da ameaça direta, agressão e crime.
E esforçar-nos mais por informar sobre as centenas de combates diários que se livram em campos e cidades, porque o regime esconde a terrível realidade da guerra fratricida, de suas baixas e reveses, para transmitir um inexistente ambiente de controle oficial no território nacional.
Também ignorar a farsa montada sobre os supostos computadores e arquivos do Comandante Raúl Reyes, como manobra e macabra manipulação reeleicionista que procura prejudicar os que não compartilham da estratégia presidencial da chamada segurança democrática depois da que esconde o papel de “cabeça de ponte” atribuída pelo pentágono norte-americano a nosso país em seus planos de agressão militar contra os povos da América Latina buscando recuperar sua deteriorada hegemonia imperial.
A indignante decisão de levantar uma base militar norte-americana na Colômbia, as pretensões de uma segunda reeleição, o câncer da narco-parapolítica que afundaram as instituições em estado terminal e as propostas consignadas na Plataforma Bolivariana devem ser temas de encontro e unidade, que exortem os colombianos à convergência pela construção coletiva e pelo acordo de paz.
Camaradas: a espada de Bolívar permanece desembainhada e nas mãos de todos aqueles que como nós, não descansaremos até conseguir a justiça social, a democracia e a soberania, suportes verdadeiros da convivência com que sonhamos todos os colombianos.
Um forte aperto de mãos para todos.
‘’Continuamos Luchando por Cumplir con los Planes Aprobados'’
Por Alfonso Cano.
ABP
Camaradas del Estado Mayor Central, de los Estados Mayores de los Bloques y Frentes, de los Comandos Conjuntos, mandos de las redes urbanas, columnas, compañías, guerrillas, escuadras y comisiones, guerrilleras y guerrilleros, mandos y milicianos bolivarianos, militantes del Partido Comunista Clandestino e integrantes del Movimiento Bolivariano: reciban nuestro revolucionario saludo que extendemos a todos quienes trabajan junto a nosotros por una Nueva Colombia.
Durante la última semana del mes de mayo recibimos mensajes de solidaridad de todas las unidades farianas, donde destacan la gigantesca dimensión política y militar del Comandante Manuel Marulanda Vélez como uno de los más grandes revolucionarios de nuestra historia, y también reafirmando lealtad absoluta a su legado, a nuestro compromiso y objetivos de transformación revolucionaria y brindando total respaldo a las decisiones tomadas por la dirección de las FARC en esta coyuntura.
El 27 de marzo, luego del deceso del Camarada Manuel, acordamos que solo a partir del 23 de mayo informaríamos sobre ello a los mandos y guerrilleros, a los amigos y conocidos y, a la opinión, mientras decidíamos lo necesario para garantizar la continuidad de los planes en curso, como efectivamente ocurrió.
Redistribuimos funciones dentro del Secretariado y lo reajustamos al igual que al Estado Mayor Central, fortalecimos los Estados Mayores de los Bloques donde fue necesario, pasamos revista a la situación orgánica y al trabajo de masas, todo ello en medio de la permanente confrontación y cobijados con la indestructible coraza del secreto de los centenares de guerrilleros conocedores del fallecimiento de nuestro comandante en jefe.
Y así, entre otras decisiones, definimos al camarada Iván Márquez como jefe de las relaciones internacionales del Estado Mayor Central y al camarada Pablo Catatumbo como nuevo jefe del Movimiento Bolivariano por la Nueva Colombia.
Nuestro rico intercambio de opiniones frente a la actual situación ratificó el sagrado compromiso revolucionario de las FARC-EP, con su dirección a la cabeza, de mantener firme y muy en alto las banderas de la Nueva Colombia, la patria grande bolivariana y del socialismo; reafirmó la vigencia de todos nuestros planes político militares y de nuestra condición de combatientes de la paz democrática, es decir de la paz con justicia social, sin hambre, con empleo, techo, salud y educación para todos, con soberanía nacional y vigencia de una verdadera democracia política alejada de la violencia y de la corrupción administrativa.
Valga recordar que las FARC nacieron hace 44 años como una respuesta popular y revolucionaria al terror institucional y para institucional del Estado, a la vergonzosa intromisión gringa en nuestros asuntos internos, al despojo de las tierras y su acrecentada concentración en unas pocas manos, a las profundas injusticias sociales existentes y a la voraz corrupción de la oligarquía, realidades todas que hoy perduran multiplicadas para desgracia de nuestro pueblo.
Como revolucionarios queremos y luchamos la reconciliación de la familia colombiana y la construcción de un nuevo tejido social justo, pero la oligarquía, esa mezcla maldita de privilegiadas fortunas, inmensas haciendas, cunas de oro y poder político, no ha querido ni quiere compartir un ápice de sus privilegios con las mayorías del país. Por eso elude cualquier posibilidad sólida de acuerdos de paz.
Camaradas: insistiremos cuantas veces sea necesario sobre nuestra disposición de concretar un acuerdo humanitario que fije unas reglas claras alrededor de la población civil de obligatorio cumplimiento para las dos partes y que, ante todo, priorice la libertad de los camaradas extraditados Sonia, Simón, Iván Vargas y de todos los prisioneros de guerra de uno y otro lado.
Sin embargo, y no es un secreto, este gobierno no ha tenido el menor interés en concretarlo simplemente porque sería reconocer de facto, el estatus beligerante de una guerrilla revolucionaria a la que quiere satanizar. Por eso tanta disculpa, teorías absurdas, improvisaciones montajes, falsos positivos y temerarias órdenes de rescate que juegan con la vida de los prisioneros para satisfacción de los delirios de grandeza presidenciales.
Pensó el gobierno que las decisiones unilaterales de las FARC- EP cuando liberamos 6 prisioneros a comienzos del presente año, eran debilidad y no demostraciones innegables de la voluntad que nos acompaña.
A pesar de ello, nuestra propuesta de encontrarnos con el gobierno para precisar los términos de un acuerdo, continúa vigente así como la decisión de mantener comunicación y redoblar esfuerzos para que la reiterada generosidad de muchísimos gobiernos amigos de las soluciones políticas, finalmente logren hacer entender al régimen colombiano que negar el conflicto existente, tergiversar sus dimensiones y esconder su desgarradora realidad, no soluciona sino que agrava e incrementa los odios y las distancias.
Persistiremos en nuestros esfuerzos por alcanzar la paz democrática por las vías civilizadas del diálogo tal como lo hemos hecho desde hace 44 años, porque es nuestra concepción revolucionaria, porque así son nuestros principios. El levantamiento armado, la guerra de guerrillas, la clandestinidad y la actividad conspirativa responden básicamente a la violencia institucional que desde la muerte del Libertador Simón Bolívar ejercen los poderosos contra las mayorías que han luchado por libertad, tierra, trabajo, justicia, democracia y soberanía.
En la búsqueda de esos objetivos nunca desmayaremos. Nuestra palabra la respaldamos con la práctica diaria, en el crisol de la lucha cotidiana. Así nos lo enseñaron Bolívar, Manuel, Jacobo y todos los próceres y héroes de la historia patria. Hemos comprometido nuestra honra y vida en este empeño porque estamos seguros de la justeza y posibilidad real de materializar el sueño de una nueva Colombia. No nos arredran las dificultades, no nos amilanan las amenazas de la oligarquía que hemos escuchado toda la vida, no creemos en los llamados a la claudicación y a la indignidad, ni en los judas que aceptan las monedas de su oponente porque sobre esa moral nunca se construirá un mejor país, ni una sociedad pujante ni una familia solidaria. El valor a fundamentar como piedra angular debe ser el bien común sostenido sobre una ética transparente.
Camaradas: los caminos que conducen al incremento de la lucha popular en sus más variadas formas y a la conquista del poder, nunca han sido fáciles, ni en nuestro país ni en ninguna otra parte del mundo, ni ahora ni antes. Solo la profunda convicción en la victoria, en la justeza, validez y vigencia de nuestros principios y objetivos y un monolítico esfuerzo colectivo, garantizarán el triunfo. A los reaccionarios que hacen cuentas alegres con las FARC les informamos que la intensidad de la confrontación nos ha fortalecido, hemos estrechado vínculos con las comunidades, sus organizaciones y las luchas populares, elevado la disciplina y el respeto por la población civil e incrementado nuestra cualificación y aprendizaje. Han caído guerrilleros porque así es la lucha, pero también su generosa sangre derramada es evidencia de nuestro total compromiso con el pueblo, otros camaradas ya cubrieron la trinchera y muchos más continúan llegando a filas, así fueron también la gesta de nuestra independencia y todos los procesos liberadores de la humanidad donde se desataron los demonios de la guerra.
Somos una fuerza revolucionaria con la suficiente historia, solidez y consistencia para superar el fallecimiento de nuestro Comandante en jefe porque el mismo nos instrumentó y contribuyó en el esfuerzo colectivo de consolidación política y militar. El Secretariado, el Estado Mayor Central, los Estados Mayores de los Bloques y frentes, los comandos de todo nivel, los mandos y combatientes de las FARC-EP garantizaremos el triunfo.
Continuamos luchando por cumplir todos con los planes aprobados, manteniendo a fondo la práctica de la guerra de guerrillas móviles, incrementando nuestros nexos con la población civil y con el movimiento de masas que resiste la ofensiva del gran capital y de los terratenientes, intensificando el intercambio de opinión con todas las fuerzas interesadas realmente en las salidas políticas al conflicto y por alcanzar un gran acuerdo democrático y patriótico, ante el desmoronamiento de una institucionalidad fracturada irreversiblemente por el narcoparamilitarismo el autoritarismo totalitario y el arrodillamiento ante la Casa Blanca.
Debemos invitar a las comunidades a denunciar la agresión militar del gobierno, que tras la máscara de la confrontación con la guerrilla, masacra civiles para presentarlos como guerrilleros, arrasa labranzas, campos y bosques de reserva con los bombardeos, genera desplazamiento posibilitando el despojo de tierras y a aterrorizando a quienes protestan a través de la amenaza directa, la agresión y el crimen.
Y esforzarnos más por informar sobre los centenares de combates diarios que se libran en campos y ciudades porque el régimen esconde la terrible realidad de la guerra fratricida, de sus bajas y reveses, para transmitir un inexistente ambiente de control oficial en el territorio nacional.
También rechazar la patraña montada alrededor de los supuestos computadores y archivos del Comandante Raúl Reyes, como maniobra y macabra manipulación reeleccionista que busca lesionar a quienes no comparten la estrategia presidencial de la llamada seguridad democrática tras la que se esconde el papel de “cabeza de puente” asignado por el pentágono norteamericano a nuestro país en sus planes de agresión militar contra los pueblos de América Latina buscando recuperar su deteriorada hegemonía imperial.
La indignante decisión de levantar una base militar norteamericana en Colombia, las pretensiones de una segunda reelección, el cáncer de la narco para política que sumieron las instituciones en estado terminal y las propuestas consignadas en la Plataforma Bolivariana deben ser temas de encuentro y unidad, que alienten a los colombianos a la convergencia por la construcción colectiva y acordada de la paz.
Camaradas: la espada de Bolívar permanece desenvainada y en manos de todos aquellos que como nosotros, no descansaremos hasta lograr la justicia social, la democracia y la soberanía soportes verdaderos de la convivencia con que soñamos todos los colombianos.
Un fuerte apretón de manos para todos.
Por el Secretariado,
16 de julio 2008. - El nuevo líder máximo de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), Guillermo León Sáenz Vargas, más conocido como Alfonso Cano, aseveró que luego del fallecimiento de Manuel Marulanda, la guerrilla seguirá su lucha por un cambio político y social en el país andino.
En la carta, publicada por la Agencia de Noticias Nueva Colombia (Anncol), Cano anunció la reestructuración de la línea de mando de las FARC, en la que Iván Márquez asume como jefe de las relaciones internacionales del Estado Mayor Central, en sustitución del comandante Raúl Reyes, asesinado por tropas colombianas en Ecuador.
“Redistribuimos funciones dentro del Secretariado y lo reajustamos al igual que al Estado Mayor Central, fortalecimos los Estados Mayores de los Bloques donde fue necesario, pasamos revista a la situación orgánica y al trabajo de masas, todo ello en medio de la permanente confrontación y cobijados con la indestructible coraza del secreto de los centenares de guerrilleros conocedores del fallecimiento de nuestro comandante en jefe”, reza el comunicado.
A continuación, TeleSUR transmite el texto íntegro del líder guerrillero:
Camaradas del Estado Mayor Central, de los Estados Mayores de los Bloques y Frentes, de los Comandos Conjuntos, mandos de las redes urbanas, columnas, compañías, guerrillas, escuadras y comisiones, guerrilleras y guerrilleros, mandos y milicianos bolivarianos, militantes del Partido Comunista Clandestino e integrantes del Movimiento Bolivariano: reciban nuestro revolucionario saludo que extendemos a todos quienes trabajan junto a nosotros por una Nueva Colombia.
Durante la última semana del mes de mayo recibimos mensajes de solidaridad de todas las unidades farianas, donde destacan la gigantesca dimensión política y militar del Comandante Manuel Marulanda Vélez como uno de los más grandes revolucionarios de nuestra historia, y también reafirmando lealtad absoluta a su legado, a nuestro compromiso y objetivos de transformación revolucionaria y brindando total respaldo a las decisiones tomadas por la dirección de las FARC en esta coyuntura.
El 27 de marzo, luego del deceso del Camarada Manuel, acordamos que solo a partir del 23 de mayo informaríamos sobre ello a los mandos y guerrilleros, a los amigos y conocidos y, a la opinión, mientras decidíamos lo necesario para garantizar la continuidad de los planes en curso, como efectivamente ocurrió.
Redistribuimos funciones dentro del Secretariado y lo reajustamos al igual que al Estado Mayor Central, fortalecimos los Estados Mayores de los Bloques donde fue necesario, pasamos revista a la situación orgánica y al trabajo de masas, todo ello en medio de la permanente confrontación y cobijados con la indestructible coraza del secreto de los centenares de guerrilleros conocedores del fallecimiento de nuestro comandante en jefe.
Y así, entre otras decisiones, definimos al camarada Iván Márquez como jefe de las relaciones internacionales del Estado Mayor Central y al camarada Pablo Catatumbo como nuevo jefe del Movimiento Bolivariano por la Nueva Colombia.
Nuestro rico intercambio de opiniones frente a la actual situación ratificó el sagrado compromiso revolucionario de las FARC-EP, con su dirección a la cabeza, de mantener firme y muy en alto las banderas de la Nueva Colombia, la patria grande bolivariana y del socialismo; reafirmó la vigencia de todos nuestros planes político militares y de nuestra condición de combatientes de la paz democrática, es decir de la paz con justicia social, sin hambre, con empleo, techo, salud y educación para todos, con soberanía nacional y vigencia de una verdadera democracia política alejada de la violencia y de la corrupción administrativa.
Valga recordar que las FARC nacieron hace 44 años como una respuesta popular y revolucionaria al terror institucional y para institucional del Estado, a la vergonzosa intromisión gringa en nuestros asuntos internos, al despojo de las tierras y su acrecentada concentración en unas pocas manos, a las profundas injusticias sociales existentes y a la voraz corrupción de la oligarquía, realidades todas que hoy perduran multiplicadas para desgracia de nuestro pueblo.
Como revolucionarios queremos y luchamos la reconciliación de la familia colombiana y la construcción de un nuevo tejido social justo, pero la oligarquía, esa mezcla maldita de privilegiadas fortunas, inmensas haciendas, cunas de oro y poder político, no ha querido ni quiere compartir un ápice de sus privilegios con las mayorías del país. Por eso elude cualquier posibilidad sólida de acuerdos de paz.
Camaradas: insistiremos cuantas veces sea necesario sobre nuestra disposición de concretar un acuerdo humanitario que fije unas reglas claras alrededor de la población civil de obligatorio cumplimiento para las dos partes y que, ante todo, priorice la libertad de los camaradas extraditados Sonia, Simón, Iván Vargas y de todos los prisioneros de guerra de uno y otro lado.
Sin embargo, y no es un secreto, este gobierno no ha tenido el menor interés en concretarlo simplemente porque sería reconocer de facto, el estatus beligerante de una guerrilla revolucionaria a la que quiere satanizar. Por eso tanta disculpa, teorías absurdas, improvisaciones montajes, falsos positivos y temerarias órdenes de rescate que juegan con la vida de los prisioneros para satisfacción de los delirios de grandeza presidenciales.
Pensó el gobierno que las decisiones unilaterales de las FARC- EP cuando liberamos 6 prisioneros a comienzos del presente año, eran debilidad y no demostraciones innegables de la voluntad que nos acompaña.
A pesar de ello, nuestra propuesta de encontrarnos con el gobierno para precisar los términos de un acuerdo, continúa vigente así como la decisión de mantener comunicación y redoblar esfuerzos para que la reiterada generosidad de muchísimos gobiernos amigos de las soluciones políticas, finalmente logren hacer entender al régimen colombiano que negar el conflicto existente, tergiversar sus dimensiones y esconder su desgarradora realidad, no soluciona sino que agrava e incrementa los odios y las distancias.
Persistiremos en nuestros esfuerzos por alcanzar la paz democrática por las vías civilizadas del diálogo tal como lo hemos hecho desde hace 44 años, porque es nuestra concepción revolucionaria, porque así son nuestros principios. El levantamiento armado, la guerra de guerrillas, la clandestinidad y la actividad conspirativa responden básicamente a la violencia institucional que desde la muerte del Libertador Simón Bolívar ejercen los poderosos contra las mayorías que han luchado por libertad, tierra, trabajo, justicia, democracia y soberanía.
En la búsqueda de esos objetivos nunca desmayaremos. Nuestra palabra la respaldamos con la práctica diaria, en el crisol de la lucha cotidiana. Así nos lo enseñaron Bolívar, Manuel, Jacobo y todos los próceres y héroes de la historia patria. Hemos comprometido nuestra honra y vida en este empeño porque estamos seguros de la justeza y posibilidad real de materializar el sueño de una nueva Colombia. No nos arredran las dificultades, no nos amilanan las amenazas de la oligarquía que hemos escuchado toda la vida, no creemos en los llamados a la claudicación y a la indignidad, ni en los judas que aceptan las monedas de su oponente porque sobre esa moral nunca se construirá un mejor país, ni una sociedad pujante ni una familia solidaria. El valor a fundamentar como piedra angular debe ser el bien común sostenido sobre una ética transparente
Camaradas: los caminos que conducen al incremento de la lucha popular en sus más variadas formas y a la conquista del poder, nunca han sido fáciles, ni en nuestro país ni en ninguna otra parte del mundo, ni ahora ni antes. Solo la profunda convicción en la victoria, en la justeza, validez y vigencia de nuestros principios y objetivos y un monolítico esfuerzo colectivo, garantizarán el triunfo. A los reaccionarios que hacen cuentas alegres con las FARC les informamos que la intensidad de la confrontación nos ha fortalecido, hemos estrechado vínculos con las comunidades, sus organizaciones y las luchas populares, elevado la disciplina y el respeto por la población civil e incrementado nuestra cualificación y aprendizaje. Han caído guerrilleros porque así es la lucha, pero también su generosa sangre derramada es evidencia de nuestro total compromiso con el pueblo, otros camaradas ya cubrieron la trinchera y muchos más continúan llegando a filas, así fueron también la gesta de nuestra independencia y todos los procesos liberadores de la humanidad donde se desataron los demonios de la guerra.
Somos una fuerza revolucionaria con la suficiente historia, solidez y consistencia para superar el fallecimiento de nuestro Comandante en jefe porque el mismo nos instrumentó y contribuyó en el esfuerzo colectivo de consolidación política y militar. El Secretariado, el Estado Mayor Central, los Estados Mayores de los Bloques y frentes, los comandos de todo nivel, los mandos y combatientes de las FARC-EP garantizaremos el triunfo.
Continuamos luchando por cumplir todos con los planes aprobados, manteniendo a fondo la práctica de la guerra de guerrillas móviles, incrementando nuestros nexos con la población civil y con el movimiento de masas que resiste la ofensiva del gran capital y de los terratenientes, intensificando el intercambio de opinión con todas las fuerzas interesadas realmente en las salidas políticas al conflicto y por alcanzar un gran acuerdo democrático y patriótico, ante el desmoronamiento de una institucionalidad fracturada irreversiblemente por el narcoparamilitarismo el autoritarismo totalitario y el arrodillamiento ante la Casa Blanca.
Debemos invitar a las comunidades a denunciar la agresión militar del gobierno, que tras la máscara de la confrontación con la guerrilla, masacra civiles para presentarlos como guerrilleros, arrasa labranzas, campos y bosques de reserva con los bombardeos, genera desplazamiento posibilitando el despojo de tierras y a aterrorizando a quienes protestan a través de la amenaza directa, la agresión y el crimen.
Y esforzarnos más por informar sobre los centenares de combates diarios que se libran en campos y ciudades porque el régimen esconde la terrible realidad de la guerra fratricida, de sus bajas y reveses, para transmitir un inexistente ambiente de control oficial en el territorio nacional.
También rechazar la patraña montada alrededor de los supuestos computadores y archivos del Comandante Raúl Reyes, como maniobra y macabra manipulación reeleccionista que busca lesionar a quienes no comparten la estrategia presidencial de la llamada seguridad democrática tras la que se esconde el papel de “cabeza de puente” asignado por el pentágono norteamericano a nuestro país en sus planes de agresión militar contra los pueblos de América Latina buscando recuperar su deteriorada hegemonía imperial.
La indignante decisión de levantar una base militar norteamericana en Colombia, las pretensiones de una segunda reelección, el cáncer de la narco para política que sumieron las instituciones en estado terminal y las propuestas consignadas en la Plataforma Bolivariana deben ser temas de encuentro y unidad, que alienten a los colombianos a la convergencia por la construcción colectiva y acordada de la paz.
Camaradas: la espada de Bolívar permanece desenvainada y en manos de todos aquellos que como nosotros, no descansaremos hasta lograr la justicia social, la democracia y la soberanía soportes verdaderos de la convivencia con que soñamos todos los colombianos.
Un fuerte apretón de manos para todos.
Por el Secretariado,