Arquivo de 23 de Julho de 2008

Coletiva de imprensa debate criminalização do MST

O MST e entidades de direitos humanos promovem entrevista coletiva sobre o processo de criminalização dos movimentos sociais, um dos temas da jornada de lutas por Reforma Agrária, nesta quinta-feira (24), às 14h, no auditório da Ação Educativa, em São Paulo.

Participam da entrevista coletiva o jurista e professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), Fábio Konder Comparato, o integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile e o advogado do Movimento Aton Fon Filho.

Entidades de defesa dos direitos humanos, como Terra de Direitos e Justiça Global, apresentam na atividade as denúncias oficiais encaminhadas à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre o processo de criminalização do MST e a violência da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Um conjunto de entidades, parlamentares, intelectuais e defensores dos direitos humanos classificou os últimos episódios no Rio Grande do Sul como uma ameaça à consolidação da democracia no país e manifestaram apoio aos trabalhadores Sem Terra.

O Ministério Público Federal em Carazinho acusa oito trabalhadores rurais, que fazem a luta pela Reforma Agrária, de crimes contra a Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983), que define os crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social, sob a ótica de repressão do regime militar. A primeira audiência está marcada para 29 de julho, em Carazinho.

O Conselho Superior do Ministério Público, do Rio Grande do Sul, aprovou relatório que determina a ‘’dissolução'’ do MST no estado. Depois da condenação da iniciativa pela sociedade, o MP-RS recuou, mas seguem as oito ações civis públicas contra agricultores.

O MST realiza uma Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, que denuncia a ofensiva de setores antidemocráticos contra os trabalhadores Sem Terra e reivindica o assentamento das 140 mil famílias acampadas no país e um programa de agroindústria.

Serviço
Local: Ação Educativa
Endereço: Rua General Jardim, 660, na Vila Buarque (próximo ao metrô Santa Cecília) em São Paulo/SP,
Horário: 14h

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Eleições 2008: número de sites de candidatos cresce 272,9%

22 DE JULHO DE 2008 - 18h38

Pesquisa realizada na Pós-Graduação do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), com dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta aumento de 272,9% do domínio “can.br” entre as eleições municipais de 2000 e as últimas eleições para vereador e prefeito, em 2004.

O trabalho utiliza a relação de sites registrados por candidatos sob o domínio “can.br”, criado nas eleições municipais de 2000. Naquele ano, foram registrados 590 sites. Em 2004, o número mais que triplicou, alcançando 2,2 mil domínios (crescimento de 272,9%).

Na comparação das eleições estaduais e federais de 2002 e 2006, a evolução é ainda maior, com um salto de 542 para 2.639 sites, um aumento de 386,9%.

De acordo com o CGI.br, o aumento do número de sites nas eleições federais e estaduais é ainda mais significativo em relação ao das eleições municipais se comparado ao número total de candidatos. No ano 2000, apenas 0,2% dos candidatos a prefeito e vereador tinha site eleitoral, passando em 2004 para 0,6%. Já nas eleições federais e estaduais, o aumento foi de 3,2% em 2002 para 14,5% em 2006.

Os percentuais também variam de acordo com a vaga disputada no último pleito: 62,5%, para os candidatos a presidente; 43%, para governador; 29,8%, para senador; 18,6%, para deputado federal; e 12,1%, para deputado estadual e distrital.

Conforme a Resolução TSE 22.718/2008, está disponível o registro de domínios can.br para a campanha eleitoral 2008. No site da entidade, há a evolução dos domínios can.br: http://registro.br/stat/can.br.html.

Fonte: Terra

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