O Psol defende a Reunificação entre Carapicuíba e Barueri
O termo Reunificação significa Unir de União,o mesmo que “Juntar” no caso de Barueri e Carapicuíba é Reunificação, pois elas já foram uma mesma Cidades até 1965, então nossa proposta é de reunir as Cidades ou seja juntá-las para se transformarem em uma só cidade como era há 43 anos atrás.
O texto abaixo explica como ocorreu a equivocada separação das Cidades.
Até 1965, Carapicuiba e Barueri eram uma única cidade, sendo que a separação das duas cidades ocorreu sem qualquer justificativa política ou econômica.
Ententemos que Carapicuiba nunca deveria ter se separado de Barueri, pois a emancipação de Carapicuíba serviu apenas aos interesses de grupos políticos oportunistas, sendo que a população foi a maior prejudicada. Todos sabem que os serviços públicos oferecidos à população de Carapicuíba estão entre os piores do Brasil. Não há vagas em creches e pré-escolas, faltam médicos e remédios nos postos de saúde, os bairros estão abandonados, sem infra-estrutura e urbanização, e as atividades de esporte, lazer e cultura não atendem nem um por cento da população.
Uma das consenqüencias da separação das duas cidades foi a grave concentração de renda, pois enquanto Barueri vai arrecadar quase R$ 900 milhões em 2008 para uma população em torno de 250 mil habitantes, Carapicuíba vai arrecadar menos de R$ 250 milhões para uma população de quase 400 mil habitantes. Essa perversa distribuição de renda entre as duas cidades, faz com que Barueri tenha recursos para gastar mais de 50 milhões por ano no esporte e estádio municipal, enquanto milhares de crianças que residem em Carapicuíba não tem vagas em creches e pré-escolas, bem como milhares de idosos não tem atendimento médico e acesso a remédios.
A reunificação é a solução para promover distribuição de renda e justiça social.
Para os “nobres” vereadores de Carapicuíba, o dia 26 de março é um dia muito importante, pois é o dia em que se comemora o aniversário da emancipação da cidade. Muito bem. Mas comemorar o quê? Carapicuíba está entre as três cidades mais pobres do Estado. Há meses que os servidores municipais não recebem os salários em dia, a cidade não tem condições de investir no ensino básico, cuja responsabilidade é da prefeitura, que por sua vez, propôs privatizar até o cemitério, pois não tem recursos para mantê-lo e, além disso, há bairros que correm o risco de perder o único Pronto-Socorro que existe, já que a prefeitura também não tem dinheiro para custear o sistema básico de saúde, ou seja, não há muito o que comemorar nesses 43 anos.
Entre as décadas de 60 e 70 em toda a região oeste do Estado de São Paulo, assim como em muitas outras regiões do país, ocorreu o que chamamos de “a onda das emancipações”. Só para se ter uma idéia, do final da década de 50 até a metade da década de 60, somente na nossa região, a oeste, houve a criação de Itapevi, Osasco, Jandira, Embu e Carapicuíba. Muitas dessas cidades foram criadas, sem antes acontecer um estudo de viabilidade econômica. As cidades foram criadas e pronto. Conseqüentemente, essas cidades – recém criadas – herdaram uma população que precisava de saúde, educação, saneamento básico, lazer, vias pavimentadas etc.
Carapicuíba já nasceu sem ter condição de oferecer esses serviços públicos à população, porque sua arrecadação de tributos sempre foi muito pequena. Vale ressaltar que nunca em sua história Carapicuíba teve perspectiva de elevar sua arrecadação tributária, por uma série de fatores que precisaríamos de um outro debate para argumentá-las, mas como diz um velho ditado, não se deve chorar o leite derramado. Então, ou se exige que os políticos carapicuibanos cumpram o papel que lhes foi atribuído, deixando de gastar dinheiro onde não precisa, como na duplicação da Av. Integração e com ações assistencialistas ou, que busquem a reunificação com Barueri, visto que 40 % dos moradores de Carapicuíba vendem sua mão-de-obra naquela cidade e todos os impostos gerados pelo fruto desse trabalho ficam por lá, onde são oferecidos serviços públicos aos munícipes e onde se mantém um time de futebol na 1º divisão do campeonato paulista, enquanto as crianças de Carapicuíba não têm onde estudar e outras, nem onde nascer.