Arquivo de Junho de 2009

Araguaia era vigiado desde anos 60

Ex-informante do Exército fez relato sobre Osvaldão seis anos antes de descoberta ‘oficial’ da guerrilha na região
Nos últimos 37 anos, o Exército e o PC do B mantiveram a mesma versão sobre a descoberta da Guerrilha do Araguaia, em 1972. As histórias oficiais dos dois lados do conflito no Bico do Papagaio destacam que os militares chegaram à área após os depoimentos sob tortura dos ex-guerrilheiros Tereza Cristina e Pedro Albuquerque Neto, presos em fevereiro daquele ano. É uma ferida que costuma ser reaberta com frequência.

 

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Honduras fica isolada após destituição de presidente

Mica Rosenberg
da Reuters em Tegucigalpa

Postado: 24horasnews

 

REUTERS/Oswaldo Rivas

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Policiais enfrentam manifestantes nas ruas de Tegucigalpa, em Honduras. O país ficou isolado após a destituição de presidente, durante o fim de semana

 

A pressão pela volta de Manuel Zelaya ao cargo de presidente de Honduras aumentou nesta segunda-feira, quando líderes latino-americanos decidiram retirar os seus embaixadores da capital hondurenha, Washington chamou de ilegal a queda de Zelaya, e manifestantes saíram às ruas do país em protesto. Manuel Zelaya foi derrubado do poder por um golpe militar no domingo.

Nesta segunda-feira, na capital hondurenha, a polícia lançou gás lacrimogêneo contra manifestantes pró-Zelaya, que atacavam com pedras. Duas dezenas de pessoas foram presas.

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“O povo hondurenho está saindo massivamente às ruas contra o golpe”

Dirigente camponês hondurenho e membro da Via Campesina, Rafael Alegría, situação no país

 

29/06/2009 – Brasil de Fato

Alba TV Assista

Entrevista

Rafael Alegría, dirigente camponês de Honduras e membro da Comissão Coordenação Internacional da Via Campesina, está atualmente na clandestinidade, perseguido pelo governo de fato. Em comunicação telefônica com Prensa de Frente e Alba TV, ele denuncia que o levantamento está sendo protagonizado pelas Forças Armadas, mas sustentado pela Corte Suprema e pelas forças conservadoras de oposição ao presidente democrático deposto, Manuel Zelaya Rosales.

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Comunidade internacional repudia golpe em Honduras

Presidentes de diversos países afirmaram que não reconhecerão outro governo que não o de Zelaya

 

29/06/2009

Da Redação – Brasil de Fato

Diante do golpe contra o presidente Manuel Zelaya e das perseguições ao funcionários diplomáticos no país, a comunidade internacional manifestou apoio ao presidente, rechaçando sua destituição. Presidentes de diversos países afirmaram que não reconhecerão outro governo que não o de Zelaya.

Até mesmo os Estados Unidos, ora acusados de patrocinarem o golpe, ora de demorarem a apoiar Zelaya, condenaram o golpe em Honduras. “Peço a todos os atores políticos e sociais em Honduras que respeitem as normas, o império da lei e os princípios da Carta Democrática das Américas”, afirmou em comunicado o presidente Barack Obama.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a Organização dos Estados Americanos e a Organização das Nações Unidas também expressaram repúdio ao golpe.

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Ex-preso político diz que major Curió rompeu pacto de silêncio dos militares

As revelações do major reformado Sebastião Curió Rodrigues de Moura sobre o assassinato de 41 membros da Guerrilha do Araguaia representa a quebra do pacto de silêncio mantido pelos militares, disse Jarbas Silva Marques, militante que permaneceu preso por 10 anos durante a ditadura brasileira.

 

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Exigência do Diploma para Jornalistas, o fim de uma era

*Márcio Amêndola de Oliveira
O Supremo Tribunal Federal acaba de determinar, em sessão realizada na quarta-feira, 17 de junho de 2009 (data histórica) o fim da obrigatoriedade de diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. É o fim de uma era, que teve início no golpe civil-militar de 1964. É preciso que se diga isto, num momento de grandes paixões, quando os sindicatos de jornalistas, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas) atacam fortemente a decisão do STF.

 

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PSOL vai às ruas pelo Fora Sarney!

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Partido na Rua | Nesta segunda, dia 29 de junho, às 12 horas na Praça do Patriarca | Centro de São Paulo. O PSOL sai às ruas em apoio às iniciativas de nossa bancada no Congresso Nacional que defende apuração imediata e completa de todas as irregularidades cometidas no Senado. O senador José Nery (PSOL/PA) colhe assinaturas pela instalação de uma CPI e o PSOL vai entrar com uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Sarney e outros senadores envolvidos em casos de corrupção.

PSOL vai às ruas pelo Fora Sarney!

Partido na Rua | Nesta segunda, dia 29 de junho, às 12 horas na Praça do Patriarca | Centro de São Paulo.
O PSOL sai às ruas em apoio às iniciativas de nossa bancada no Congresso Nacional que defende apuração imediata e completa de todas as irregularidades cometidas no Senado. O senador José Nery (PSOL/PA) colhe assinaturas pela instalação de uma CPI e o PSOL vai entrar com uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Sarney e outros senadores envolvidos em casos de corrupção.
Na atividade, a militância do PSOL vai distribuir um material sobre a campanha Fora Sarney e colher assinaturas da população em apoio à instalação da CPI.
Não deixe de participar. Compareça e ajude na mobilização pelo Fora Sarney!

Site: Ivan Valente

 

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Irmã de guerrilheira diz que revelações de Curió são para confundir; Mendes defende abertura de arquivos

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, defendeu ontem a abertura de arquivos do período da ditadura (1964-1985) e da guerrilha do Araguaia, ocorrida entre 1972 e 1975, sustentando o "direito à verdade".
"Eu acho que há um direito à verdade. Se de fato esses documentos existem, eles devem ser mostrados", disse Mendes. O presidente do STF afirmou que não vê possibilidade de proibição em relação à medida. "Tem que haver abertura [dos arquivos]. Os documentos existentes devem ser apresentados", disse ontem, em São Paulo.

 

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ARAGUAIA: Exército tinha campos de execução de guerrilheiros, afirma Curió

Pelo menos oito morreram em clareira utilizada por militares para eliminar prisioneiros após interrogatórios
O regime militar repetiu, ao longo de 1974, nas matas do Araguaia, o método usado décadas antes pelos franquistas na Galícia para eliminar guerrilheiros republicanos presos. Após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), os vencedores utilizaram o verbo "passear" ao se referirem à "libertação" de presos e à transferência deles das celas para campos afastados das cidades, onde eram fuzilados e deixados em valetas às margens de rios e estradas. No Sul do Pará, os militares brasileiros optaram por dar ao verbo "fugir" um novo significado - execução sumária.

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Banckup do Site do IZB - Matérias 13/01/04 - 22/05/09

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Lula sugere analisar acervo de Curió

Segundo presidente, é preciso separar verdade de ‘chutômetro’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em entrevista à Rádio Capital, emissora AM de São Paulo, que é "importante levar a sério" os documentos revelados pelo Estado sobre a repressão à Guerrilha do Araguaia, guardados por 34 anos pelo oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió. Para o presidente, é preciso "analisar o que é verdade, o que não é verdade, porque não se pode ficar atrás do chutômetro".

 

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Reforma Agrária para combater a crise!

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Lula está governando o Brasil há mais de seis anos e até o momento a Reforma Agrária não saiu do papel. Não revogou a medida provisória que proíbe terras ocupadas de serem desapropriadas, não atualizou os índices de produtividade, não alterou uma vírgula na legislação agrária, o INCRA continua abandonado, o número de servidores não é suficiente para atender a demanda e as condições de trabalho são precárias.

Governo Lula privilegia os usineiros do agronegócio, produtores de agro-combustíveis, o tão propalado programa de Biodiesel não avançou. Outra vez quem está sendo beneficiado são os produtores de soja, já que 80% do Biodiesel está sendo produzido a partir dela.

 LULA FAZ MAROLA COM A CRISE

    Propõe emprestar dinheiro para o FMI enquanto milhares de trabalhadores estão sendo demitidos pelo país afora. (Ver tabela ao abaixo)

tabelademissoes Portanto como vemos não é só uma marolinha como disse LULA. É um vendaval acompanhado de tempestade que vêm cortando os empregos como uma foice afiada.

Os empresários, os banqueiros, ganharam milhões de reais e agora, quando têm uma pequena redução nos lucros, querem que os trabalhadores paguem a conta. Os governos mundo afora, incluindo o Governo Brasileiro, vêm socorrendo os “pobres banqueiros” e empresários. No caso do Brasil o Governo já repassou mais de R$ 400 Bilhões para empresas em dificuldades.

Os trabalhadores não podem PAGAR A CONTA DA CRISE, porque não somos responsáveis por ela. OS RICOS QUE PAGUEM. Os Governos, os banqueiros e os empresários, é que são os responsáveis: criaram este modelo econômico chamado de NEOLIBERAL, que privilegiou o capital internacional, que promoveu as privatizações, as terceirizações, as reduções de salário, a precarização do trabalho, a corrupção, a aplicação do dinheiro público no cassino financeiro internacional, ao invés de aplicar na produção, para gerar bem de consumo e emprego. Agora que o navio naufragou, eles querem que os trabalhadores os salvem em alto mar apenas com um barquinho.

            O modelo agrícola é baseado na produção de grãos, carne bovina, carne de frango para exportação, e não se importa com o mercado interno. O povo Brasileiro fica com grãos, carnes e frutas de segunda e terceira qualidade, enquanto tudo o que é alimento de primeira, é exportado. Com a crise, o setor agrícola patronal está chorando ao governo para renegociar as dívidas e ganhar isenção de impostos. E aí o governo não pensa duas vezes para socorrer estes vampiros.

Por Terra Livre Goiás

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Texto sobre a educação que queremos para o movimento

Por Vagner Moura (SP)

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      A educação é sempre uma prioridade nos discursos dos governos, principalmente em período de campanha eleitoral. Embora haja centenas de explicações para o mau desempenho na rede de ensino, e outras centenas para soluções, as escolas de modo geral, cumpre bem o seu papel, pelo menos pela qual foi criado.

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Intelectuais venezuelanos fazem balanço da revolução

Por Emir Sader

Carta Maior

Ao completar 10 anos, intelectuais venezuelanos , todos identificados com o processo bolivariano, mas ao mesmo tempo preocupados com os problemas que ele tem que enfrentar, se reuniram, em evento inédito, na capital da Venezuela, nos dias 2 e 3 de junho.

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Estamos rumando para o fim do regime do dólar?

Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) querem anunciar uma nova ordem econômica mundial. Como Estados do BRIC buscam o respaldo na reunião de Yekaterinburgo, primeiro encontro de cúpula destes países. O que está em jogo nesta reunião é, nem mais nem menos, uma aliança estratégica na política econômica de alcance planetário, a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos mercados financeiros estadunidense. A análise é de Michael R.Krätke.

Michael R.Krätke - Sin Permiso

Postado: Carta Maior

As grandes crises são tempos de mudanças e ajustes. No sistema capitalista mundial os equilíbrios estão se alterando a toda velocidade, e a atuação dos países do BRIC não jogam um papel menor nisso. Tudo se passa como se, de uma figura artística criada tempos atrás pelo Goldman Sachs surgisse agora uma magnitude global capaz de competir com os EUA e a União Européia: China, a potência mundial vindoura, e Rússia, a decadente, têm sido as primeiras a se entenderem; Brasil e Índia vêm em seguida. Há um esses países vêm mantendo reuniões informais como Estados BRIC. Esta semana se realiza a primeira cúpula oficial de países do BRIC na cidade russa de Yekaterinburgo.
Brasil, Russia, Índia e China representam quase 46% da população mundial, e suas potências econômicas de nível mundial como exportadoras de matérias primas e produtos agrícolas, como oficina do mundo, fábrica de idéias e centro de prestação de serviços. Dispõem, juntos, do maior volume de reservas monetárias: 2,9 trilhões de dólares. Suas economias nacionais crescem, ainda assim, agora, num ritmo claramente menor. Não lhes resta outra opção, senão a de livrarem-se o mais rápido possível da mordaça da recessão. E têm possíveis chances de consegui-lo, porque seus governos não se limitam a uma política de gestão da crise, como os governos norte-americanos e da União Européia, mas estão decididos a induzir mudanças.
Se conseguirem-no, em poucos anos alcançarão ou superarão economicamente os Estados do G-7. Porque então estariam mais imbricados entre si do que jamais estiveram, e vai de si que isso se poderia constatar objetivamente no momento em que a China substituísse os EUA como parceiro comercial principal do Brasil.
O FMI pode ficar satisfeito
O que está em jogo na cúpula de Yekaterinburgo é, nem mais nem menos, uma aliança estratégica na política econômica de alcance planetário, a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos mercados financeiros estadunidense. Quem quiser superar a crise presente sem assentar as bases para um próximo derretimento financeiro não pode se limitar a resgates bilionários de bancos e a regular mercados financeiros, escreveu o ministro brasileiro de estratégia Roberto Mangabeira Unger, autor de vários livros em que tem advogado pela importação pela América Latina do socialismo democrático de tipo europeu.
E aonde essas manobras e mudanças dos Estados do BRIC levam? Já antes de sua cúpula, chineses, brasileiros e russos vêm advogando pelo fim do regime do dólar e por uma nova divisa mundial. Os bancos centrais desses três países que, junto com a Índia, experimentaram, nas últimas quatro semanas, um aumento de 60 bilhões em suas reservas de dólares, estão decididos a fragmentar e a diversificar. Já anunciaram sua intenção de adquirir bônus de empréstimo do FMI e, ao mesmo tempo, vender bônus do Tesouro norte-americano por uma valor de 100 bilhões de dólares. Os títulos do FMI serão emitidos como direitos especiais de giro, quer dizer, vai se tratar de dinheiro fiduciário internacional, fundado numa cesta monetária composta de dólares, euros, libras esterlinas, yenes e francos suíços. O FMI estará safisfeito, porque sua emissão programada de bônus de empréstimo se converterá então num negócio seguro, ainda que não admirável. Em contrapartida, os Estados do BRIC podem endurecer suas exigências de igualdade nas deliberações do FMI.
Nas atabalhoadas ações dos Estados visando ao resgate de empresas no espaço da União Européia, algumas das crises que haverão de se tornar decisivas para o transcurso da atual Grande Depressão do ano de 2009 (a quarta do capitalismo moderno), estão silenciosas: a crise de fome, a crise agrícola, a crise energética, a crise de matérias primas e as ameaçadoras consequências da catástrofe ambiental.
Do BRIC ao “BRICSS”
Os Estados do BRIC não podem deixar de ver que todas essas crises mundiais não apenas batem na porta de sua casa, mas irrompem no seio de seus próprios países. Assim, esses Estados poderiam facilmente se converterem num grupo de Estados “BRICSS”, se Indonésia, Coréia do Sul e África do Sul se incorporarem. Então se ia poder falar com propriedade de um contrapoder de alcance econômico mundial. A União Européia, agora em situação de espera, terá que decidir com quem quer dar as mãos: se vai ao abismo com os EUA, ou com os países do BRIC, rumo a uma nova ordem econômica mundial.
Michael R.Krätke, membro do Conselho Editorial de SinPermiso, é professor de política econômica e direito fiscal na Universidade de Amsterdã, pesquisador associado ao Instituto Internacional de História Social dessa mesma cidade e é catedrático de economia política e diretor do Instituto de Estudos Superiores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.
Tradução: Katarina Peixoto

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