Arquivo de Julho de 2009

Boff: PAC vai na contramão da história

Para o teólogo Leonardo Boff, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) evidencia a falta de estratégia do governo federal para defender a natureza

 

Adital
Porto Velho (RO)

Em entrevista, o teólogo Leonardo Boff falou à ADITAL sobre a importante missão das Comunidades Eclesiais de Base na defesa da Amazônia. Falou também sobre o papel da Igreja frente a esses novos desafios que se apresentam como modelos de desenvolvimento na região Amazônia e criticou: "O Governo brasileiro, com um todo, tem pouca acumulação ecológica".
Entre outros temas, o teólogo se referiu ao Programa de Aceleração do Crescimento como um "projeto profundamente equivocado", que não respeita as comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas entre tantas outras que habitam a Amazônia.
Boff participou do 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base que aconteceu até o último sábado (25), em Porto Velho, Rondônia.

Adital - O 12º Intereclesial traz o tema da ecologia. Qual a importância de se trabalhar o assunto junto às Comunidades Eclesiais de Base?

Leonardo Boff - A Ecologia nasce como algo natural na consciência das Comunidades e também na consciência da Igreja, eu diria até da própria Teologia Libertação, porque ficou cada vez mais claro para as pessoas que o mesmo sistema que explora as classes, os trabalhadores, os países, explora também a natureza. Hoje, nós chegamos ao ponto de sentir os limites da Terra.

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Entrevista com Manuel Zelaya: "hondurenhos têm direito a pegar em armas"

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu que “se as armas voltaram às mãos da direita para derrocar presidentes reformistas, então os povos também têm direito de voltar a buscar soluções nesse caminho”

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu que “se as armas voltaram às mãos da direita para derrocar presidentes reformistas, então os povos também têm direito de voltar a buscar soluções nesse caminho”


29/07/2009 - Brasil de Fato


Claudia Jardim
Enviada a Las
Manos (Honduras)
 

Cercado por guarda-costas, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, cumprimentava com euforia um grupo de hondurenhos que cruzaram a fronteira com a Nicarágua, local em que ele havia convocado seus simpatizantes para, juntos, reingressarem ao país depois de 26 dias de exílio.
A entrada triunfal programada por Zelaya foi minguada pelo governo golpista de Roberto Micheletti, que decretou estado de sítio nos estados cuja rodovia leva à fronteira, em uma tentativa de impedir a mobilização convocada pela Frente de Resistência ao Golpe.
Empenhados em receber o presidente deposto, porém, centenas de hondurenhos se aventuraram pelas montanhas do país para driblar a repressão do Exército. Entre abraços e gritos de “urge Mel!” (algo como “apareça, Mel!”, apelido pelo qual é conhecido), a segurança do mandatário advertia sobre a presença de franco atiradores em uma colina.
Sem a multidão esperada, Zelaya não cruzou a fronteira. Se o fizesse, “seria preso”, advertiu um coronel do Exército hondurenho encarregado da vigilância da aduana. O presidente deposto aguardava a resposta de uma "negociação" para que o Exército permitisse sua entrada. Não houve acordo.
Sentado em um jeep rodeado por simpatizantes, Manuel Zelaya conversou brevemente com o Brasil de Fato. Visivelmente cansado e aparentemente sem estratégia real para garantir seu retorno à presidência, ele advertiu que “se as armas voltaram às mãos da direita para derrocar presidentes reformistas, então os povos também tem direito de voltar a buscar soluções nesse caminho”. 

Brasil de Fato – O governo dos EUA criticou sua decisão de tentar voltar ao país sem um prévio acordo com o governo golpista. Qual sua opinião?

Manuel Zelaya – Dei todas as tréguas. Fui extremamente tolerante, esperei e apoiei todas as decisões tomadas pela comunidade internacional. Aceitei o que disse a Secretária de Estado [estadunidense, Hillary] Clinton. No entanto, os golpistas continuam reprimindo o povo, violando os direitos humanos da população, apropriando-se de recursos que não lhes pertencem, usurpando a soberania popular, traindo os poderes do Estado. Me tiraram de casa em uma madrugada a balaços, amarrado. Nunca me acusaram formalmente em uma demanda judicial, nunca fizeram acusação anterior. Agora inventaram acusações contra mim, minha família e meus ministros. Os militares falam de democracias, mas quando alguém emite uma posição contrária, é declarado  comunista, perseguem e dão um golpe de Estado. A elite hondurenha é extremamente conservadora.

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Autoritarismo e luta pelo poder

Escrito por Waldemar Rossi

29-Jul-2009 – Correio da Cidadania

290709_brasil Os efeitos causados no Senado pelos desmandos do seu presidente, José Sarney, chegaram ao Planalto e estão provocando fortes rachaduras no "edifício" político do Executivo. Embora saibamos que os senadores do PT têm caminhado de mãos dadas com o presidente Lula, apoiando-o incondicionalmente em todas as suas ações, incluindo as reformas que visam eliminar direitos dos trabalhadores, no episódio em pauta está claro que o racha está dado, já que as divergências vêm à tona. Se para Lula é necessário manter Sarney na presidência do Senado - apesar de tantas falcatruas e crimes por ele cometidos -, porque é seu aliado em tudo o que interessa ao seu projeto de governo, para os senadores petistas, manter apoio a mais um corrupto, publicamente denunciado pela mídia, pode significar suas mortes políticas, porque já sentem na carne os efeitos da decepção popular, através das cobranças amiudadas dos seus eleitores.

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Paraguai conquista empate histórico

Se fosse futebol, poderia se dizer que o Paraguai garantiu um empate com sabor de vitória. Pois a declaração “Construindo uma nova etapa na relação bilateral”, assinada no último sábado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, em Assunção, se bem não atendeu a plenitude das reivindicações paraguaias sobre a hidrelétrica de Itaipu, pelo menos estabeleceu uma maior relação de igualdade entre os dois países.

A reportagem é de Daniel Cassol, correspondente em Assunção, Paraguai, do jornal Brasil de Fato, 27-07-2009.

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O dia a dia da educação

Luiz Araujo Em seu blog, Luiz Araújo comenta no seu dia a dia os problemas da educação nacional.  Entre as questões abordadas avulta o problemático financiamento da educação pública, que a prefeitura do Rio de Janeiro quer resolver na base da caridade - "Apoie uma escola ou creche" -, com a adoção de escolas e creches municipais por empresas privadas.

Postado: Fundação Lauro Campos

Reflexões sobre gastos com educação

 

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Ano passado foi apresentado pelo INEP um estudo sobre os investimentos públicos em educação. Confesso que esperava uma maior repercussão na mídia e no meio acadêmico, mas não foi o que aconteceu.

Relendo as tabelas divulgadas decidi tecer breves comentários. É uma forma de estimular o debate e valorizar o trabalho dos técnicos que produziram o referido levantamento.

Utilizando dados de 2000 a 2007, o estudo afirma que o investimento público direto com educação em relação ao Produto Interno Bruto passou de 3,9% para 4,6%, ou seja, uma elevação de 0,65, menos que 0,1% por ano. Recordo que em janeiro de 2001, quando do debate no Congresso Nacional do Plano Nacional de Educação, a expectativa da sociedade civil era de chegarmos em 2011 com um investimento de 10% do PIB. Devido a pressão do governo FHC este percentual baixou para 7%. Como todos sabem o dispositivo acabou sendo vetado pelo presidente e nunca o Congresso arranjou tempo para analisá-lo.

É interessante verificar que o estudo comprova aquilo que vários pesquisadores, educadores e gestores denunciam: a participação no financiamento da educação é inversamente proporcional ao potencial arrecadador dos entes federados, ou seja, quem mais arrecada é quem menos investe em educação.

O gráfico acima mostra esta distorção. A União investe apenas 0,84% do PIB. Os municípios, que são os entes federados com menor capacidade arrecadadora, investem 1,84%, quer dizer 2,19 vezes mais que a União.

Sábado, 4 de Julho de 2009

 

Congelamento do investimento da educação superior

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Nada como uma pesquisa feita pelo próprio governo para ajudar a mostrar como existe uma distância entre propaganda e realidade.

Os educadores são constantemente bombardeados com propaganda oficial que afirma um aumento nos investimentos públicos na educação e, em especial, uma maior atenção com a educação superior. São universidades sendo inauguradas e vagas sendo aumentadas.

O estudo sobre investimentos públicos diretos com educação, produzido pelo INEP, autarquia vinculado ao MEC, desmente estas afirmações, pelo menos quando resgata o comportamento do investimento na educação superior de 2000 a 2007.

Que elementos são esses:

1°. O investimento direto na educação superior em 2000 era de 0,7% do PIB. Em 2007 permanecia o mesmo.

2°. O investimento público por estudante na educação superior, com valores atualizados pelo IPCA, em 2000 era de R$ 14.485,00. Em 2007 este valor havia caído para apenas R$ 12.322,00. Isso representou uma redução de 14,93%.

3°. O estudo louva a redução da relação entre educação básica X educação superior que caiu de 11,1 vezes para 6,1 vezes. Acontece que essa redução foi provocada pelo congelamento do investimento público direto e não apenas pela elevação dos investimentos na educação básica.

É bom lembrar que este investimento na educação básica, que cresceu 52% no período, foi de responsabilidade dos estados e municípios enquanto que o congelamento da educação superior contabiliza também investimentos estaduais em suas universidades.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

 

Sugestões ao ministro

A imprensa noticiou no dia ontem o seguinte texto:

Sob o argumento de que não tem condições operacionais de executar um orçamento ampliado em R$ 9 bilhões, com os recursos do fim imediato da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre os recursos da educação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu o fim gradual do mecanismo.

O argumento do ministro foi usado para defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 277/08) que tramita no Congresso. Um destaque apresentado por um deputado, no entanto, estabelece o fim imediato da DRU e atrasou a votação da matéria.

"Não temos condições de colocar todo o recurso do fim da DRU este ano no orçamento, até porque já estamos em julho. Não há sequer condições materiais ou operacionais de executar o orçamento com R$ 9 bilhões a mais. Estamos preparados para um aumento orçamentário de, no máximo, R$ 5 bilhões", disse o ministro.

É inacreditável. O ministro da Educação está dizendo que não quer receber 9 bilhões, caso o congresso aprove a devolução imediata dos recursos surrupiados pela DRU, pelo motivo de que não terá capacidade para gastar.

Bem, já me referi dos limites da redação do texto da PEC que está em votação na Câmara dos Deputados, sendo o principal o de que não garante que os recursos devolvidos (de uma vez ou em parcelas), sejam efetivamente direcionados para a educação básica.

O argumento do ministro é totalmente improcedente. Quem precisa aplicar este recurso são os estados e municípios. Apresento algumas sugestões para que o dinheiro não fique parado:

1ª. Aumentar significativamente os repasses mensais do Programa Nacional de Transporte Escolar. Com isso se daria uma folga financeira importante para estados e municípios.

2º. Utilização do recurso para complementar o orçamento dos municípios que alegam não poder pagar o piso salarial nacional do magistério.

3º. Aumentar os recursos do programa que destina recursos para ampliação e construção de escolas pelos estados e municípios.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009


LDO não viabiliza "revolução’ na educação

De forma recorrente o governo federal vem anunciando que a educação é sua maior prioridade, que os investimentos seriam sempre crescentes, o que por si só viabilizará uma verdadeira "revolução educacional".

Hoje, a Comissão Mista de Orçamento analisa o relatório do deputado Wellington Roberto (PR/PB) sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2010.

O assessor econômico da bancada federal do PSOL, Rodrigo Ávila, desmonta qualquer possibilidade de enxergar algo de bom no referido documento.

O documento "manteve os pressupostos básicos da proposta do Executivo, de superávit primário de 3,3% do PIB em 2010, rejeitando a emenda do PSOL (ao art. 2º) que zerava o superávit. Portanto, o Relatório mantém a política de ajuste fiscal, que visa em primeiro lugar o pagamento da dívida. Este superávit corresponderá a R$ 111 bilhões, considerando União, Estados e Municípios, valor este correspondente a cerca de duas vezes todos os gastos federais com saúde previstos para 2009".

O economista acrescenta que a única concessão do relator em relação ao superávit primário foi permitir que as obras do PAC, no montante de até R$ 22,5 bilhões, não sejam contabilizadas como gasto, para fins de cálculo do superávit primário (caput do art. 3º). "Ou seja: na prática, o superávit poderá cair 0,7% do PIB, chegando, portanto, a 2,6% do PIB, caso estes R$ 22,5 bilhões sejam realmente empregados em obras do PAC. Cabe ressaltar que, ainda assim, tal queda do superávit não pode ser comemorada, uma vez que 2,6% do PIB é o exato valor imposto pelo Acordo com o FMI em 1998".

Em relação à educação o relator manteve a timidez do projeto original, rejeitando ou atendendo muito parcialmente as emendas que buscavam ampliar os investimentos nesta área.

Alguns exemplos:

No programa qualidade na escola temos três ações importantes para que a União cumpra seu papel supletivo em relação aos demais entes federados. Praticamente o relator manteve as metas tímidas. Na ação Apoio à Reestruturação da Rede Física Pública da Educação Básica, cuja meta original era 420 escolas apoiadas, o relator acrescentou apenas 40 novas escolas. Na ação Apoio à Aquisição de Equipamentos para a Rede Pública da Educação Infantil, cuja meta original era de apenas 1312 escolas, o relator adicionou mais 88 escolas.

Para se ter uma idéia de quão tímida são estas metas vale lembrar que o próprio MEC trabalha na distribuição dos seus recursos com a priorização de 1822 municípios, escolhidos pelo seu baixo desempenho educacional. Ou seja, as metas da LDO não conseguem garantir que o Orçamento contemple nem os municípios prioritários.

O senador Nery havia proposto uma significativa ampliação das metas, mas o relator acatou de forma simbólica os seus pleitos.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009


Caridade com as escolas

O jornal O Globo noticiou mais uma medida absurda na área da educação. A prefeitura do Rio de Janeiro editou um decreto que regulamenta a participação do setor privado em qualquer uma das 1.062 unidades da rede pública de educação.

Pelo programa "Apoie uma escola ou creche", o apoio pode abranger desde assistência a professores e alunos, com programas de capacitação profissional e de reforço escolar, até doação de bens, custeio de obras e a promoção de atividades culturais e de lazer. A secretária municipal de Educação Claudia Costin, disse ao repórter Natanael Damasceno que o projeto "se inspira nas melhores práticas internacionais".

O coordenador do Sindicato Estadual de Educação (Sepe), Danilo Serafim, acusa o programa de ser uma espécie de privatização do ensino público. "A partir do momento em que organizações particulares começam a cumprir esse papel, você abre a possibilidade para a privatização. Professores não podem ser gratificados por entidades privadas e empresas não podem cumprir nas escolas um papel que é do servidor", disse.

A secretária afirmou que o projeto "deixa claro que os interessados não poderão fazer repasse de verbas para as escolas ou para os professores". Segundo ela, os interessados terão de apresentar as propostas e a prefeitura faz a escolha. "Não estamos falando de dinheiro, mas de viagens, livros e visitas a museus", disse.

Concordo plenamente com o dirigente do SEPE. Esta medida é claramente privatizante, mas é daquele tipo mais difícil de combater. Esse tipo de privatização funciona basicamente assim: eu corto o custeio das escolas, deixo o prédio se deteriorar e os professores sem formação ou material básico para seu trabalho durante longo tempo.

Depois é só editar um decreto dizendo: ajudem nossas escolas carentes!

O fato do apoio não poder ser em espécie é simplesmente insignificante. As escolas irão depender da caridade empresarial e de cidadãos já sobrecarregados com a carga tributária.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009


Seis meses se passaram e…

A execução orçamentária do Ministério da Educação está aquém do esperado, tendo sido pago apenas 39,7% do que foi autorizado.

Em alguns programas o percentual de execução é assustadoramente baixo. No programa Qualidade na Escola a execução até 13 de julho era de apenas de 1,8% de 1 bilhão e 816 mil reais. Neste programa constam ações importantes como a formação continuada dos professores da educação básica e o apoio do MEC para a infra-estrutura das escolas públicas.

Outro exemplo de péssimo desempenho é o programa Educação para a Diversidade e Cidadania, com previsão de 115 milhões, mas que só conseguiu gastar 5,8 milhões, ou seja, apenas 5,1%.

Um dos programas com execução acima da média ministerial é o Brasil Escolarizado, com 43,8%. Porém, esse resultado satisfatório é conseguido pelo repasse religioso da complementação da União para o Fundeb, que representa 70% dos gastos do referido programa. E mais, isso só foi possível pela antecipação de recursos da complementação da União para diminuir os efeitos da crise econômica mundial, pois já foram repassados 62,6% dos recursos previstos para 2009.

Este resultado indica que a educação não está imune aos contingenciamentos provocados pela queda da arrecadação federal. Enquanto o governo mantém suas metas de superávit primário praticamente intactas, as áreas sociais são reduzidas na surdina, via diminuição do ritmo dos ministérios.

Neste ritmo a educação deixará de gastar preciosos 8 bilhões de reais.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009


Sem apoio

Uma das ações mais importantes realizadas pelo MEC é, sem sombra de dúvida, a denominada APOIO A REESTRUTURACAO DA REDE FISICA PUBLICA DA EDUCACAO BASICA. É por esta ação que são apoiados projetos de melhoria da rede física, tendo como prioridade os 1822 municípios considerados mais carentes. São municípios que possuem baixa capacidade de investimento.

Em 2009 essa ação possui 441 milhões e mais 87,2 milhões de emendas parlamentares. Infelizmente até o dia 13 de julho apenas 929 mil reais haviam sido pagos, o que representa 0,18% do montante autorizado.

Todo ano é a mesma coisa. Quando chegarmos nos últimos dois meses do ano começará uma correria para gastar os recursos. Presenciaremos a rotineira pressão do ministério sobre as prefeituras e governos estaduais. Da mesma forma presenciaremos a liberação de emendas parlamentares em troca de votação de itens de interesse do governo no parlamento, numa prática fisiológica que se eterniza na política brasileira.

Como não é possível operar milagres em apenas dois meses, os mais prejudicados serão os milhões de alunos da rede pública que estudam em escolas precárias.

O saldo não utilizado por meio deste contigenciamento clandestino será os especuladores dos títulos da dívida pública, os mesmos que já consomem metade de tudo que nós brasileiros contribuímos na forma de impostos e contribuições sociais.

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009


Crise reduziu verbas do Fundeb para os municípios

No último dia 16 de julho a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para debater os efeitos da crise econômica mundial no FUNDEB. O debate foi proposto pelo deputado Wilson Picler (PDT-PR).

Durante a audiência, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), professor Carlos Eduardo Sanches, afirmou que a crise econômica mundial afetou o volume de recursos disponíveis no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Segundo ele, a redução de recursos do fundo preocupa os municípios, principalmente neste ano em que deve ser implementado o piso nacional dos professores.

O presidente da Undime lembrou que, entre as medidas adotadas pelo governo federal para enfrentar a crise, está a redução de alíquotas de impostos. Essa redução tem impacto nas transferências de recursos para estados e municípios, que diminuíram 11,63% no segundo bimestre de 2009. Esse percentual foi maior que a queda da receita, que ficou em torno de 8%.

Em relação ao Fundeb, Sanches citou o caso do seu estado, o Paraná - ele é secretário de Educação do município de Castro (PR). No estado, o ICMS tem peso de 63% no Fundeb e, por causa da redução na arrecadação, os recursos do fundo diminuíram 3,2%. "Pela queda da arrecadação, teremos um volume grande de municípios que não conseguirão implantar o piso dos professores", disse.

Concordo integralmente com a análise feita pelo dirigente da Undime. A crise econômica tem sido enfrentada pelo governo federal priorizando a proteção dos grandes empresários e exportadores, por meio de redução de alíquotas de impostos. Se essas medidas conseguem manter a economia funcionando, basta ver os resultados comerciais de venda de automóveis novos, mas provocam uma redução dos repasses da União para estados e municípios, levando a queda do valor do custo-aluno efetivamente realizado.

É necessário o governo federal apresentar para a sociedade uma estimativa confiável dos efeitos da crise na educação.

Segunda-feira, 20 de Julho de 2009


Lei define os Profissionais da Educação

O Plenário do Senado Federal aprovou na última quarta-feira (15 de julho) o Projeto de Lei do Senado (PLS 507/03) que define as categorias de trabalhadores que podem ser considerados profissionais da educação básica. O projeto, de autoria da Senadora Fátima Cleide, seguiu para a sanção presidencial.

O Projeto altera o artigo 61 da Lei n° 9394/96 e tem o mérito de definir claramente quem são os profissionais da educação escolar básica.

Veja a nova redação do caput do artigo 61:

Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica:

I - os professores habilitados em nível médio ou superior em cursos reconhecidos de instituições credenciadas, para o exercício da docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;

II - os professores em efetivo exercício da docência em instituições públicas e privadas credenciadas, que oferecem alguma das etapas ou modalidades da educação básica, ainda que não habilitados mas que comprovem estar matriculados em cursos de formação profissional para o magistério;

III - os trabalhadores em educação portadores de diploma de curso de pedagogia, com habilitação em área pedagógica, bem como de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas, em exercício ou não na educação básica;

IV - os trabalhadores em educação, em efetivo exercício em rede pública ou privada, portadores de diploma de curso técnico ou tecnológico em área pedagógica ou afim, obtido em instituição credenciada, reconhecidos como profissionais da educação pelos sistemas de ensino;

V - os trabalhadores em educação, quando em exercício na educação básica e matriculados nos cursos a que se refere o inciso anterior.

A novidade principal é justamente o inciso IV e V, que estabelecem um estímulo a profissionalização dos atuais servidores da educação. Na maior parte dos estados esses profissionais são contratados em cargos genéricos, sem exigência de profissionalização específica para a educação, o que tem dificultado a criação de planos de careira unificados.

A nova redação garante uma transição e vai depender da capacidade de pressão dos trabalhadores em educação para que as respectivas secretarias estaduais de educação ofereçam formação em serviço, de caráter técnica, para os atuais servidores.

Terça-feira, 21 de Julho de 2009


Monitoramento em dois sentidos

O portal do MEC divulgou que todos os 4.100 municípios que já tiveram seus Planos de Ações Articuladas (PAR) analisados pelo Ministério da Educação passarão, a partir de hoje, 23, por um monitoramento, a ser feito pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O PAR é o planejamento plurianual da política de educação de estados e municípios para o período de 2008 a 2011. Hoje, mais de 4.500 prefeituras concluíram o planejamento e 4.100 já foram analisados pelo governo federal.

O monitoramento será feito on-line, por meio do Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação - Simec. Estados e instituições federais de ensino superior acompanharão de perto o monitoramento dos municípios que já foram analisados pelo MEC, aqueles com os mais baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb).

A partir de amanhã, dia 23, as secretarias de educação de municípios que acessarem o Simec encontrarão o ícone "Monitoramento". Ao clicar no ícone, será aberta uma página em que o gestor deverá preencher os dados sobre a execução do seu PAR. Preferencialmente, o sistema deve ser acessado pelo navegador Mozila Firefox.

É muito interessante que sejam criadas formas de estimular estados e municípios a realizarem suas atividades de forma planejada e à longo prazo. Uma das dificuldades para que alcancemos bons resultados na educação é a descontinuidade das ações administrativas e também a falta de planejamento com bons diagnósticos e monitoramento.

Deixo, contudo, registrada uma preocupação. As metas estabelecidas pelos estados e municípios foram motivadas pela promessa federal de ajudar os demais entes federados.

O desempenho da execução orçamentária até o meio do ano não foi animador.

Espera-se que a promessa seja cumprida. Vale muita à pena que os estados e municípios monitorem também o desembolso financeiro do MEC para as ações previstas nos seus planejamentos.

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Fonte: http://rluizaraujo.blogspot.com/

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Jim O’Neill, criador do Bric, diz que crise foi boa para alguns países

27 DE JULHO DE 2009 – 13h09

Postado: O Vermelho

Siglas podem poluir a linguagem de negócios com jargões complicados. Mas algumas conseguem transformar algo desajeitado em um sonho de marketing. Foi assim com “Bric”, a sigla criada em 2001 por uma equipe de Jim O’Neill, o economista-chefe do Goldman Sachs Group, em referência a Brasil, Rússia, Índia e China. O banco criou a sigla quando fazia uma previsão sobre o crescimento dos quatro grandes mercados emergentes.

Por Dominic Elliott*, especial para The Wall Street Journal

O Goldman Sachs previu que o produto interno bruto coletivo do quarteto iria representar mais de 10% da economia mundial no fim desta década. Eles já ultrapassaram isso, chegando a 15% no ano passado. O’Neill discutiu nesta entrevista como os Brics têm se recuperado da crise financeira, se eles já superaram sua classificação e que países podem ocupar o lugar deles.

Trechos:

George Soros dizia em março que os mercados emergentes corriam o risco de ser os mais prejudicados pela crise, mas os chamados países periféricos têm sido os mais fortes até agora na recuperação. Por quê?

A recuperação se deveu à força dos fundamentos econômicos. Quando a China lançou seu pacote de estímulo, no ano passado, o Goldman Sachs recomendou: “compre ações chinesas”. Muitos acharam que estávamos loucos, já que elas haviam desabado nos meses anteriores. Agora elas têm alta de 80%.

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Homossexualidade

Escrito por Gilvan Rocha

25-Jul-2009 – Postado: Correio da Cidadania

images Eis uma questão sobre a qual uma discussão esclarecedora é difícil de se realizar, tantos são os preconceitos e a passionalidade. Fala-se, com toda pertinência, nos direitos dos homossexuais. Pelo que nos parece, tais direitos encerram-se em um único: o direito de sê-lo, sem restrição, sem repressão, sem discriminação. Esse seria o único direito a ser conferido aos homossexuais.

Deixemos claro que a homossexualidade não é uma questão de classe ou camada social. Ele permeia todas as classes e segmentos sociais. Está presente entre os miseráveis aos mais ricos. Sendo assim, não se pode conferir ao movimento homossexual um caráter intrinsecamente socialista ou reacionário. Essas opções políticas dependem unicamente dos indivíduos, do grau de suas informações e dos seus diferentes interesses.

Não é verdade que a burguesia seja, por si, homofóbica. Aliás, ela tem um único objetivo: auferir lucros e administrar sua permanência no poder. Para bem servir-lhe, pouco importa à burguesia se o indivíduo é homem, mulher, negro, homossexual ou operário. Existem casos em que o lenhador (Abraham Lincoln) e o metalúrgico (Luiz Inácio Lula da Silva), com a devida presteza e talento bem serviram aos interesses do grande capital.

Em última instância, portanto, os chamados preconceitos de conduta sexual, raça, gênero e idade têm valor menor do que se presume.

E, falando em preconceitos, descuramos dos maiores como o cultural e, mais ainda, o social, e eles estão presentes na sociedade em geral e, em algumas vezes com mais intensidade, entre certos grupos de homossexuais que abominam os incultos, os ditos "pés rachados", "os baixa-renda", enquanto reverenciam a elite, o chique, o charmoso, o classudo.

Trazer os movimentos homossexuais para a causa anticapitalista terá que levar em conta se são eles trabalhadores, excluídos, classe média ou se são abonados burgueses, naturalmente conservadores. Caso contrário, estaremos atropelando o caráter de classe da luta socialista.

Gilvan Rocha é Presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos (CAEP).

Contato: gilvanrocha50@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 

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1 Liberdade e Exibicionismo Sexual
Escrito por Raymundo Araujo Filho Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , em 25-07-2009 12:56
Há algum tempo travamos um intenso debate no CMI, com representantes da direita homofóbica e reacionária, que por lá aporta de quando em vez. Demolimos algumas estatísticas manipuladas de organismos dos WASPs estadunidenses, para atacar o direito à Homossexualidade. 
Portanto, somos intransigentes na defesa da Livre Preferência Sexual, apenas considerando que o termo OPÇÃO SEXUAL não é correta, pois desde Freud sabe-se que a sexualidade não é uma Opção Racional, mas sim uma Preferência com origem nos recônditos de nosso subconsciente e Inconsciente. Assumir a Prefrência Sexual sim, pode ser uma ato racional, e é, digno na defesa do Direito Inerente às Liberdades Individuais. 
Porém, vejo com pouca espectativa política os Movimentos que ficaram conhecidos como a Parada GLBS, que juntam mais de Milhão de pessoas, em eventos públicos, que já entarm no calendário turístico das cidades que a promovem, como São paulo, por exemplo. 
Ressalto a atitude justa de se imporem, os homossexuais, perante a sociedade, inclusive com a adesão de muitos heterossexuais, inclusive levando suas famílias e filhos a tais eventos. Não é programa turístico de minha prefer~encia, mas há quem goste e ache instrutivo para a família. 
Mas, no Brasil tudo vira Negócios Comerciais e Políticos, muito rapidamente. 
A última Parada em São Paulo foi descaradamente vendida na TV, como um evento Comercial e Turístico apenas, notadamente para o público chamado Gay, com pacotes turísticos, gastronômicos e festivos, apenas denotando o interesse puramente comercial neste novo(?) tipo de "consumidor": O Público Gay, inclusive internacional de alto poder aquisitivo. Na TV não passou sequer uma entrevista com um Gay pobre, e pouca voz para representantes de entidades, a maioria delas muito sérias, acredito. O que era mostrado eram os "consumidores gays" em suas andanças e compras pela cidade, em um festival que nada tinha a ver com qualquer pleito político ou social. Apenas o Direito de existir sexualmente, que já considero um bom propósito, mas insuficiente para que não seja capturado como evento comercial apenas. 
A adesão e recepção por governadores e até pelo presidente da república dos representantes da comunidade Gay, também foi fato. Uma adesão política total aos Sérgiso Cabrais e Lula, como retribuição ao pequeno afago que fizeram à comunidade GBLS, os recebendo e dando voz ao que já é um consenso social avançado, sobre o Direito à Sexualidade Livre. 
Mas, os resultados destas Passeatas, não extrapolam os limites da necessidade de afirmação das Liberdades Sexuais Individuais. 
Nada foi discutido sobre o vertiginoso aumento da AIDS em jovens masculinos, notadamente os chamados "garotos de programa". A resposta do governo ao aumento da AIDS em adultos, homens e mulheres, já maduros, apenas gerou uma das mais trágicas e idiotas campanhas de TV que já vi. Era aquela com um grupo de homens, todos com cara de "família", a cantar musiquinha de letra idiota, sobre a necessidade de proteção com camisinha, mesmo em pessoas, como todos eles pareciam, fiéis e monogâmicos em seus casamentos. O mesmo se passou com o anúncio com as esposas monogâmicas. Estas ao menos devem estar escaldaadas com traições, embora "não passem recibo". Deve ser muito triste exigir camisinha de um marido, sem questionar a própria relação conjugal. Triste e falso. 
Assim, entre abraços, beijos e elogios mútuos, o Movimento GBLS vai sendo cooptado, e aprendeu rápido a exigir contrapartidas materiais aos governos, em troca de apoio político. 
Ao fundo, a falta de discussão sobre um tema, este sim necessário, que é sobre o exibicionismo sexual público, tanto por parte dos Homofóbicos, com seu exibicionismo machista, que deve ser mesmo duramente reprimido, mas também, e Freud há de sustentar o que escrevo, a oportunidade que se abre, para setores do Movimento GBLS, ou mesmo homossexuais que comercializam sua preferência sexual como meio de vida (e nada tenho a rigor contra isso, do ponto de vista do direito individual), passem a fazer da sociedade e do espaço público, um palanque livre ou mídia para a "venda e exposição de seus produtos". E sem a menor restrição de locais públicos e horários. 
Desta forma, os Gays Pobres, continuam embaixo da pirâmide, sendo vítimas sociais do Sistema, além de bucha de canhão para nutrir, sob mais valia, o silêncio da sociedade, não sobre os Gays assumidos, mas sobre aqueles, muitos da classe rica, que por omissão de sua condição, espalham doenças (por não se protegerem) e alimentam comportamentos neuróticos, quando não pré pscóticos, muito encontrados nos submundos de muitos ramos de atividades. 
Com ou sem Movimento GBLS, esta discussão não avançará, a não ser pela via da discussão política séria e não populista.

2 Tá e daí?
Escrito por Augusto Patrini Menna Barreto Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email website, em 25-07-2009 18:03
Não entendo em quê este texto contribui para a libertação homossexual. Saber que existem homossexuais em todas as classes não muda o fato de que 29 direitos garantidos aos heterossesuais brasileiros são atualmente negados aos homossexuais brasileiros - e isso não é baseado na sua classe, mas sim na orientação sexual heteronômica deles… a luta por liberdade sexual não faz parte da luta de classe, mas da luta por liberdade humana, civil e de expressão.

3 Preconceito?
Escrito por Adriano Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , em 27-07-2009 00:16
SERA Q AMAR É SINGULAR? OU PLURAL? E, SE PLURAL, PLURAL DE QUANTOS? EXPLICO… FULANO AMA BELTRANO, QUE AMA SICRANO, E SICRANO AMA FULANO. DAÍ PQ IMPEDIR Q ESSE AMOR SE CONCRETIZE? DEIXEMOS Q AS PARTES ENVOLVIDAS SE RESOLVAM… N-Ã-O PODEM HAVER PRECONCEITOS CONTRA O AMOR. SE,1, 2, 3, 4 OU 5 OU 6 PESSOAS SE AMAM E PRETENDEM LEGALIZAR ESTE AMOR, PQ PRECONCEITO??? AH? NÃO PODE? JÁ SEI, SENTIMENTOS PEQUENOS BURGUESE TEIMAM EM AFLORAR. ONDE ESTÁ O; "Caso contrário, estaremos atropelando o caráter de classe da luta socialista." ?

4 Homosexualismo
Escrito por Felipe Sá Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , em 27-07-2009 13:49
Dar um status político à classe dos homossexuais, se assim pode-se considerar, é começar a legalizar uma atitude controversa. 
No passado vários valores eram preservados, tais como a família, o respeito aos pais e aos mais velhos, o pudor nas relações sexuais. Hoje vemos vários valores serem desprezados e serem considerados "caretas". 
Assim também caminha a humanidade em relação aos desviados homossexuais… Assim já ocorreu em Sodoma e Gomorra. 
Deus ama o pecador, mas não compactua com o pecado. 
A paz.             

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PSOL protocola nova representação contra Sarney

 

verImagem O líder do PSOL no Senado, José Nery (PA), defendeu nesta quarta-feira (29) a cassação do mandato do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar. Para ele, os fatos e as denúncias contra Sarney "são tão graves" que não há outro caminho a não ser o Conselho de Ética "aprovar e encaminhar ao Plenário o pedido de cassação de Sarney".

O PSOL protocolou hoje, na Mesa Diretora do Senado, mais uma representação contra Sarney. O partido solicita que sejam investigadas as denúncias de que a Fundação José Sarney seria a responsável pelo desvio de cerca de R$ 500 mil recebidos da Petrobras a título de patrocínio cultural. O PSOL também questiona a declaração de Sarney de que "não teria nenhuma responsabilidade administrativa" sobre a fundação que leva o seu nome. O partido solicita ainda a abertura de investigações de que Sarney não teria declarado à Justiça Eleitoral uma casa onde mora em Brasília, avaliada em cerca de R$ 4 milhões.

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Empresas de telefonia poderão pagar R$ 300 milhões por descumprir Lei dos Call Centers

Priscilla Mazenotti – Agência Brasil - SAC
28.07.2009

As empresas de telefonia celular Claro e Oi/Brasil Telecom terão de responder na Justiça a uma ação por descumprimento às regras da Lei do Call Center. A ação foi ajuizada nesta segunda-feira (27) pelo Sistema Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.
A ação pede que cada uma das empresas seja condenada ao pagamento de R$ 300 milhões por danos morais coletivos. O valor é cem vezes maior que a multa máxima prevista pelo Código de Defesa do Consumidor, e o dinheiro irá para o Fundo de Direitos Difusos para subsidiar projetos voltados para a valorização da cidadania.

 

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PSOL ingressará com mais uma representação contra Sarney

 

O PSOL vai protocolar nesta quarta-feira uma nova representação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) por quebra de decoro parlamentar. O partido questiona a omissão à Justiça Eleitoral de uma propriedade de R$ 4 milhões, na Península dos Ministros, o desvio de R$ 500 mil da Fundação José Sarney e o fato do senador ter afirmado que não teria responsabilidade sobre a Fundação.

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O indissolúvel nexo entre teoria e prática no marxismo

foto_mat_23551 No segundo texto da série "Marxismo e Século XXI", Emir Sader trata das relações entre teoria e prática no contexto da obra e do legado de Marx: "Um brilhante pensamento critico não costuma estar acoplado à prática política, enquanto forças políticas novas tem dificuldades para encarar os novos desafios políticos, em suas dimensões teóricas. Trata de valorizar a reflexão teórica, acoplada organicamente à prática política, e de enriquecer a prática política, iluminada pela reflexão teórica", defende.

Emir Sader

Postado: Carta Maior

“Não se pode separar mecanicamente as questões políticas das questões de organização”.
(Lênin, Discurso de encerramento do 11° Congresso do Partido Comunista da Rússia, citado por Lukacs no encabeçamento do seu ensaio “Notas metodológicas sobre as questões de organização”, em “História e consciência de classe”)
O marxismo foi concebido como teoria transformadora da realidade. Por essa razão, suas primeiras grandes expressões – Marx, Engels, Lênin, Trotsky, Rosa Luxemburgo, Gramsci, – foram, ao mesmo tempo, indissoluvelmente, teóricos e dirigentes revolucionários. Suas analises e denúncias estavam comprometidas com captar o nervo do real com suas contradições como motores da realidade, para poder compreendê-la na sua dinâmica e decifrar suas alternativas. Seu trabalho teórico estava intrinsecamente comprometido com projetos de transformação concreta e radical da realidade. Daí essa identidade indissolúvel entre trabalho teórico e direção política revolucionária, prática intelectual e trabalho partidário, as fronteiras entre suas atividades como teóricos e como dirigentes revolucionários eram tênues, a ponto que a primeira sistematização da idéia do comunismo – o Manifesto Comunista – foi encomendada politicamente e serviu como documento básico do primeiro partido internacional dos trabalhadores.

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Expropriação, blindagem, crise: pequena história de uma mercadoria

Tanto nos países centrais, quanto na periferia do capitalismo, a história da arte se consolidou em torno de práticas e noções análogas às das técnicas financeiras. Hoje o destino da arte está atado à crise do capital fictício. Não são poucos os artistas, inclusive jovens, que concebem trabalhos para o gozo do entesouramento. O artigo é de Luiz Renato Martins, professor do departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, o quarto texto da série "Marxismo e Século XXI", organizada pela Carta Maior, com curadoria do sociólogo Chico de Oliveira.

Luiz Renato Martins

Na era do mercado, a arte, como o mais, é bifronte: trabalho vivo e concreto, para o artista; trabalho coisificado, valor acumulado, para o colecionador. Tal embate trava-se em vários fronts desde há muito, e não foram poucos os artistas combativos, da Revolução Francesa em diante, que se associaram à resistência anticapitalista e às lutas revolucionárias.
Já no âmbito da história da arte, associada à gestão dos grandes acervos e que pauta as grandes mostras e a recepção geral, quase não houve disputa. A hegemonia do ponto de vista do colecionador foi sempre inconteste e a luta política, quando houve, deu-se abaixo. No alto, o sistema que rege a circulação da arte, e dita o valor de face das obras, operou sempre com a idéia da arte como valor. Deste modo, a rotina da história da arte é a de sancionar o confisco do trabalho vivo do artista, e não difere do vampirismo patronal que suga, sabe-se, a mais valia do trabalhador para transformá-la em coisa morta monetizável. O resultado deste alinhamento, dos historiadores e curadores com os proprietários, é a noção corrente da obra de arte como valor, objeto especial e isolado das demais, vale dizer, em situação de rigor mortis.

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A viagem (quase) redonda do PT

foto_mat_23734 Em artigo publicado no Jornal de Resenhas, o professor Luiz Werneck Vianna analisa o giro intelectual e as circunstâncias que conduziram o governo Lula a retomar o repertório da tradição republicana brasileira. "Se o DNA do PT traz o registro das lutas operárias dos anos 1970 contra a estrutura corporativa sindical, a teoria que vai animar a sua atuação é bem anterior à sua própria fundação, tendo sido desenvolvida, entre meados de 1950 e 1960, nas obras de alguns dos mais importantes intelectuais e cientistas sociais do país", sustenta Werneck.

Luiz Werneck Vianna - Jornal de Resenhas

Postado: carta Maior

Com a expressão “viagem redonda”, metáfora-síntese do seu clássico os Donos do Poder, Raymundo Faoro queria aludir às grossas linhas de continuidade que, segundo a sua interpretação, dominavam o processo de formação histórica brasileira da colônia ao nosso tempo. Na sua explicação, tal continuidade se deveria a um fator estruturante desse processo – o patrimonialismo na ordem estatal centralizada –, nunca removido, e que, a tudo superior, se imporia como um desígnio da Providência na reprodução da vida social.
A ação da Providência nos negócios humanos é objeto de um pequeno ensaio de Hanna Arendt, “De Hegel a Marx”, contido em "A Promessa da Política" (Difel), em que confronta as posições desses autores sobre o assunto. Neste pequeno e brilhante texto, ela sustenta que só existiria uma diferença essencial entre Hegel e Marx: enquanto Hegel teria projetado sua visão histórica mundial exclusivamente para o passado, deixando sua consumação esbater-se no presente, Marx, contrariamente, a conceberia no sentido do futuro, compreendendo o presente como “simples provedor”.

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A crise da representação para além do denuncismo udenista

 

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Vaga e insossa, mas presencialista, a democracia parece ser quase o horizonte insuperável da nossa época. A saturação provocada pelo seu uso indiscriminado justifica a peremptoriedade dessa afirmação. De Barack Obama a Berlusconi, das filosofias políticas radicais ao Hamas e ao Vaticano, todos parecem ter uma opinião sobre aquilo que a democracia é e sobre aquilo que ela deveria ser. O artigo é de Roberto Ciccarelli, publicado no jornal Il Manifesto e traduzido pela revista IHU On-line.

 

Roberto Ciccarelli - Il Manifesto (IHU On-line)

Tradução publicada no site da revista IHU On-Line.
Em um livro recente, "Démocratie, dans quel état?" (La Fabrique, 152p.), que reúne contribuições de Giorgio Agamben, Alain Badiou, Wendy Brown, Jean-Luc Nancy, Jacques Rancière e Slavoj Zizek, dentre outros, defende-se que a desagregação dos conteúdos normativos da democracia foi gerada por uma oscilação entre regime e governo, entre soberania popular e gestão econômica e administrativa daquilo que existe. A democracia em que vivemos seria uma democracia "governamental", que impõe a busca de uma alternativa. Se esse é o objetivo, então não é por acaso a escolha das contribuições que compõem esse livro, escrito por autores considerados protagonistas de uma "reviravolta" no pensamento político contemporâneo, a da chamada "democracia radical".

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Protesto e reação de Yeda agravam crise política no RS

 

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Um novo protesto contra a corrupção no Estado, realizado por servidores públicos em frente à casa da governadora Yeda Crusius (PSDB) colocou mais lenha na fogueira da crise política no Rio Grande do Sul. Yeda foi para a frente da casa bater boca com os manifestantes. No ato, a presidente do sindicato dos professores, uma vereadora do PSOL e um fotógrafo chegaram a ser detidos pela Brigada Militar. Sindicato dos Jornalistas e Associação Riograndense de Imprensa emitiram nota repudiando ação da polícia.

 

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Um novo protesto contra a corrupção no Estado, realizado por servidores públicos em frente à casa da governadora Yeda Crusius (PSDB) colocou mais lenha na fogueira da crise política no Rio Grande do Sul. Yeda foi para a frente da casa bater boca com os manifestantes. No ato, a presidente do sindicato dos professores, uma vereadora do PSOL e um fotógrafo chegaram a ser detidos pela Brigada Militar. Sindicato dos Jornalistas e Associação Riograndense de Imprensa emitiram nota repudiando ação da polícia.

Clarissa Pont

Centenas de manifestantes se concentraram na manhã de quinta-feira (16) em frente à casa da governadora Yeda Crusius, na Rua Araruama, no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre. O protesto, organizado pelo Fórum de Servidores Públicos Estaduais, foi apenas mais um dos tantos que se repetem pelo Rio Grande do Sul a favor do impeachment da governadora tucana.

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