Arquivo de 2 de Julho de 2009

‘Presente’ de Férias: Pedágios aumentam nas Estradas estaduais de São Paulo

partir de 1º de julho, rodar pelas estradas paulistas ficará mais caro. Os valores dos pedágios serão reajustados, conforme contrato entre o governo do Estado e as concessionárias. Os reajustes variam de 3,64% a 5,19%. Descer para a Baixada Santista pelo Sistema Anchieta-Imigrantes vai custar R$ 17,80. Antes era R$ 17. Já o pedágio na Rodovia dos Bandeirantes passará dos atuais R$ 5,90 para R$ 6,10 e na Castelo Branco de R$ 10,80 para R$ 11,20.
Os índices foram divulgados ontem pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte no Estado de São Paulo (Artesp). O índice de 3,64% vale para as empresas que têm contratos de concessão assinados entre 1998 e 2000. Os 5,19% são referentes aos novos contratos originados na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias.
Recém-concedida, a D. Pedro I vai passar de R$ 8,60 para R$ 9. E o Sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto passará de um total de R$ 16 divididos em quatro praças de cobrança para R$ 16,80. Nas três rodovias está prevista a construção de praças de pedágio bidirecionais. No trecho oeste do Rodoanel, a tarifa passa de R$ 1,20 para R$ 1,30, aumento de 8,33%.
De acordo com a Artesp, o arredondamento do cálculo dos centavos permitiu a 63% das praças de pedágio reajustar as tarifas abaixo do índice aplicado. O cálculo de cada trecho de cobertura de pedágio, que é multiplicado pelo valor da tarifa quilométrica, possibilitou a manutenção dos atuais valores em quatro praças de cobrança: Diadema e Eldorado, na Rodovia dos Imigrantes; Sorocaba, na SP-075, e em Rio Claro, na SP-191.
NOVOS PREÇOS DOS PEDÁGIOS
Anchieta/Imigrantes: R$ 17,80
Castelo Branco, km 33: R$ 11,20
Anhanguera/Bandeirantes, km 26,4: R$ 6,10
Raposo Tavares, km 46,5: R$ 6,00
Dom Pedro I: R$ 9,00
Rodoanel Trecho Oeste: R$ 1,30(Agência Estado)
NOTA DO CONTRAPONTO!: Mantenha o ‘direito de ir e vir’, mas cobre pedágios estratosféricos nas estradas! Taí um jeito ‘tucano’ de impedir a livre circulação. Detalhe: o preço do pedágio da Imigrantes (aquela que ‘deveria’ levar a gente à praia) é escandaloso: quase R$ 20!!!

Comentários

Heloísa Helena diz que atos secretos privilegiam "banditismo do submundo que rasga Constituição"

A presidente do PSOL e vereadora em Maceió, Heloísa Helena, negou nesta terça-feira que a representação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), tenha motivação particular. A ex-senadora disse que os dois foram escolhidos como alvos porque os atos secretos assinados por eles envolvem questões mais delicadas como os contratos terceirizados e aumento de salários.
Segundo Heloísa Helena, os atos secretos fazem parte de uma engenharia criminosa. "Só precisa de ato secreto quem privilegia o banditismo do submundo que rasga a Constituição e o Código Penal", disse.

 

Leia o restante deste artigo »

Comentários

Presidentes da ALBA condenam golpe e apoiam Zelaya

Presidentes da ALBA condenam golpe e apoiam Zelaya

Alba_thumb

Postado: Pátria Latina

O Conselho Presidencial Extraordinário da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), que tem lugar em Manágua, Nicarágua, condenou o golpe de Estado em Honduras e respaldou seu presidente constitucional, Manuel Zelaya.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que su país está em pé, junto ao povo hondurenho, e afirmou que não se pode permitir o retorno ao passado (das ditaduras militares na América Latina) e às cavernas, de acordo com uma transmissão especial da Televisão Cubana.

O presidente andino, referindo-se às mais recentes reflexões de Fidel, ratificou que não há negociação possível com os golpistas, pois têm que se render e sair do poder incondicionalmente.

Leia o restante deste artigo »

Comentários

CARTA ABERTA À EMBAIXADA DE HONDURAS E À SOCIEDADE

Brasília, Brasil – 29 de junho de 2009

É com o sentimento de indignação que nós, organizações e movimentos sociais do Brasil abaixo assinados, recebemos a notícia de que o povo hondurenho sofreu um golpe militar a partir do sequestro do seu Presidente Manuel Zelaya na madrugada do último dia 28.

Repudiamos veementemente tal ato, pois atenta contra ao processo democrático em curso naquele país, construído à custa de muitas lutas sociais e populares por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade que na edificação da democracia Hondurenha tombaram e tiveram suas vidas ceifadas.

A vitória do Presidente Manuel Zelaya é uma conquista de toda uma mobilização social e do fortalecimento dos trabalhadores e trabalhadoras daquele país; além disso, de fortalecimento de um governo que leva em consideração as necessidades sociais do povo.

O povo latino-americano vem assistindo e participando do processo de reconhecimento dos seus direitos, com governos progressistas e que junto com as organizações sociais vem construindo processos internacionais e continental de solidariedade - a exemplo da ALBA. Em decisão soberana, a população hondurenha iria ratificar através de plebiscito a decisão contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder. Como resposta a esse processo popular, essas oligarquias golpearam duramente tal processo democrático em curso, tentando imobilizar o povo.  

Esse golpe militar reacende nossa memória sobre as décadas de ditadura iniciada na década de 60 em toda América Latina. É essa memória de lutas e resistência que nos leva a reforçar e apoiar a luta do povo Hondurenho e exigir:

1.    A volta imediata do presidente Manuel Zelaya ao comando do país;

2.    O restabelecimento da ordem constitucional, sem o derramamento de sangue e sem repressão à população de Honduras, que exige o retorno da democracia;

3.    Que seja respeitada a integridade física das lideranças sociais, inclusive a de Rafael Alegría – dirigente internacional da Via Campesina;

4.    Que as autoridades garantam em pleno exercício democrático a consulta popular, como forma de livre expressão;

5.    Uma reunião imediata do Grupo do Rio no Brasil para que se avalie a situação política do país.

Reafirmamos nossa solidariedade ao povo hondurenho, ao presidente Manuel Zelaya e às organizações e movimentos sociais que levam a cabo, e seguirão levando, as decisões soberanas do povo hondurenho e condenamos veementemente essa ação antidemocrática.

Subscrevem:

Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo – FNRA

Via Campesina – Brasil

Rede Brasil – Jubileu Sul

Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH

Confederação Nacional dos trabalhadores da agricultura – CONTAG

Movimento dos Trabalhadores rurais sem terra – MST

Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – FETRAF Brasil

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Comissão Pastoral da Terra – CPT

Caritas Brasileira

Movimento das Mulheres Camponesas – MMC

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento Democracia Direta – MDD

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Central dos Movimentos Populares – CMP

Conselho Nacional das Igrejas Cristas – CONIC

Confederação dos Trabalhadores do Serviço Publico Federal – CONDESEF

Pastorais Sociais da CNBB

Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL

Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA

Associação Brasileira de ONG’s – ABONG

Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – AS-PTA

Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – ANDES – SN

Centro de Justiça Global

Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE

Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI

Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais – DESER

ESPLAR Centro de Pesquisa e Assessoria

Federação de Órgãos para Assistência Social e Organizacional – FASE

Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor Publico Agrícola do Brasil – FAZER

Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB

FIAN – Brasil

FISENGE

Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE

Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – IBRADES

Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária – IDACO

IECLB

IFAS

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Movimento de Libertação dos Sem Terra – MLST

Pastoral da Juventude Rural – PJR

Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

RENAP

Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário – SINPAF

Terra de Direitos

Empório do Cerrado

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB

Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos – ABRANDH

Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF

Comissão de Justiça e Paz

Grito dos Excluídos

Mutirão Nacional pela Superação da Miséria e da Fome

TV Cidade Livre (o Canal Comunitário de Brasília)

Pátria Latina (portal de notícias)

Texto: / Postado em 01/07/2009 ás 10:06

Comentários (2)

Crise do Senado reflete profunda ‘coronelização’ dos partidos políticos

sarney Em meio às barbaridades republicanas, os brasileiros se perguntam o que mais será necessário para que tenhamos instituições minimamente respeitáveis. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o filósofo Roberto Romano procura destrinchar as origens do que se chama democracia no país. Para ele, proceder a uma autêntica reforma política, cuja condição essencial seria democratizar os partidos políticos, é questão de ‘salvação nacional’, único modo de acabar com a onda de despolitização e descaracterização da própria prática política A única maneira de não vermos, como nas palavras do próprio, obscenidades como a imagem de Lula, Collor, Sarney e Calheiros em risos de bons confrades.
Leia o restante deste artigo »

Comentários

Avaliação do PC do B cria ‘elite de indenizados’

Camponeses foram tratados pelo partido como "apoios" e "elementos de massa"
SÃO DOMINGOS (PA) - As avaliações ideológicas do PC do B que não reconheceram ou minimizaram em documentos oficiais o papel dos camponeses recrutados para a Guerrilha do Araguaia (1972-1975), criaram uma distorção. As indenizações para as vítimas da ditadura beneficiaram apenas a "elite" da guerrilha, os militantes que foram recrutados nas cidades.

 

Leia o restante deste artigo »

Comentários

RS: Em greve, servidores do INSS querem CPI da Previdência

Sindicalistas criam abaixo-assinado para a instauração de CPI. Grevista do interior do estado diz ser vítima de assédio moral por chefe de agência

Sindicalistas criam abaixo-assinado para a instauração de CPI. Grevista do interior do estado diz ser vítima de assédio moral por chefe de agência

30/06/2009

Joel Felipe Guindani

Porto Alegre (RS)

Agência Chasque


Cerca de 200 servidores do INSS reuniram-se nesta segunda-feira (29) em assembléia na capital para decidirem sobre os rumos da paralisação que completa mais de quatorze dias. Após votação, os presentes decidiram pela continuação da greve por tempo indeterminado. De acordo com Giusepe Finco, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e previdência do Rio Grande do Sul (SINDIPREV-RS), o próximo passo é a realização de um abaixo-assinado para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social.

Leia o restante deste artigo »

Comentários

Servidores do INSS mantêm greve e cobram diálogo

Paralisados desde o dia 16 de junho em 21 estados, servidores realizam ato nesta quarta-feira (01), reivindicando negociações com o governo federal

Paralisados desde o dia 16 de junho em 21 estados, servidores realizam ato nesta quarta-feira (01), reivindicando negociações com o governo federal

30/06/2009

Patrícia Benvenuti

Da redação - Brasil de Fato

 

RS: Em greve, servidores do INSS querem CPI da Previdência

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizarão, nesta quarta-feira (01), atos públicos em várias cidades do país. O objetivo é pressionar o governo a uma negociação com os trabalhadores que, desde o dia 16 de junho, estão paralisados em 21 estados.

O integrante do Comando Nacional de greve da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Tércio Leocádio da Silva, explica que, até o momento, houve apenas uma reunião, no dia 23 de junho, a pedido da Procuradoria da República do Distrito Federal.

Leia o restante deste artigo »

Comentários

“O presidente estava dando participação real ao povo”

Em entrevista para o Brasil de Fato, Wendy Cruz, da Via Campesina em Honduras, o presidente, Manuel Zelaya, aspirava abrir uma brecha para que povo conquiste sua emancipação

Em entrevista para o Brasil de Fato, Wendy Cruz, da Via Campesina em Honduras, o presidente, Manuel Zelaya, aspirava abrir uma brecha para que povo conquiste sua emancipação

1º/07/2009


Igor Ojeda

da Redação Brasil de Fato

 

Para Wendy Cruz, da Via Campesina em Honduras, o presidente do país, Manuel Zelaya, deposto por meio de golpe de Estado no dia 28, queria “abrir uma brecha para que o povo conquiste sua emancipação” ao propor uma consulta sobre uma Assembleia Constituinte. Em entrevista ao Brasil de Fato por correio eletrônico, esse foi o motivo da reação dos “grupos de poder econômico do país, monopolizado por 13 famílias”.

Zelaya propunha para o mesmo dia 28 uma enquete sobre a quarta urna: ou seja, nas eleições gerais de novembro, em que a população escolheria um novo presidente, deputados e autoridades locais, seria adicionada (caso no dia 28 o povo assim o determinasse) uma consulta sobre a convocação ou não de uma Assembleia Constituinte. Leia, a seguir, a entrevista com a integrante da Via Campesina:

Por que tiraram o presidente Manuel Zelaya da presidência de Honduras?

Porque ele decidiu consultar o povo hondurenho se se instalava uma quarta urna nas eleições do próximo novembro. Os grupos de poder deste país deram um golpe de Estado porque o presidente estava dando participação real ao povo.

Leia o restante deste artigo »

Comentários

Som de preto, de favelado, e quando toca é criminalizado

Vítima de preconceito histórico, o funk carioca sofre com a repressão policial e com uma imposição temática por parte de empresários

Vítima de preconceito histórico, o funk carioca sofre com a repressão policial e com uma imposição temática por parte de empresários

30/06/2009 - Brasil de Fato

Leandro Uchoas

do Rio de Janeiro (RJ)

exposicao-sobre-funk-na-uni “É som de preto, de favelado. Mas quando toca, ninguém fica parado”. O famoso refrão do funk Som de Preto, de Amilcka e Chocolate, tem mais informação do que se pode inferir no primeiro momento em que se escuta. Historicamente associado à violência e à promiscuidade, o estilo musical surgido no Rio de Janeiro a partir da fusão entre sonoridades estadunidenses e brasileiras vive, na capital, momento ímpar. Ao mesmo tempo em que a repressão policial ganha a conivência legal, as letras mais politizadas perdem espaço frente à temática sexual, o mercado cultural sofre um processo de cartelização e os verdadeiros impasses seguem afastados do debate social.

No início de 2008, havia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um deputado estadual, ex-chefe da Polícia Civil, chamado Álvaro Lins. Seu principal projeto de lei criminalizava a prática do baile funk através de métodos tortos. Estabelecia regras para a realização de evento cultural que certamente não seriam atendidas pelas atividades ocorridas nas comunidades pobres, mas apenas pelos clubes mais ricos. A lei foi aprovada em tempo recorde: três meses. 69 deputados votaram a favor e um contra.

Pouco depois, Álvaro Lins foi cassado a partir de denúncias do mesmo deputado responsável pelo voto solitário, Marcelo Freixo (Psol). Acusado de formação de quadrilha, facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, o ex-policial terminou preso. Seria solto apenas em maio deste ano, através de um habeas corpus. A lei que aprovou, entretanto, permanece em vigor, embora nenhum deputado admita formalmente concordar com ela.

Leia o restante deste artigo »

Comentários (1)