Arquivo de 13 de Novembro de 2009

Justiça condena União a devolver documentos de Cabo Anselmo

BRASÍLIA - Agente duplo mais famoso da ditadura militar (1964-85), Cabo Anselmo, como entrou para história José Anselmo dos Santos, ganhou na Justiça o direito de voltar a ter, 45 anos depois, sua própria identidade.

CABO ANSELMO E NEGUINHO Em sentença publicada nesta sexta-feira, a 8ª Vara da Justiça Federal de São Paulo condenou a União a apresentar em dez dias “documento militar pertinente e compatível com o status do autor expulso do serviço ativo da Marinha do Brasil”. A partir dessa identificação militar, Anselmo vai tirar carteira de identidade, CPF e título de eleitor, cassados desde 1964.

No ano do golpe, o ex-marujo (posto que ocupou na Força, não o de cabo) foi preso, expulso da Marinha e seu nome constava na lista dos primeiros brasileiros cassados pelo AI-1, o primeiro ato de exceção editado pelos militares.

Não se tem notícia de outro personagem da ditadura militar que precisasse recorrer à Justiça para ter direito a sua própria identidade.

O advogado de Anselmo, Luciano Blandy, afirmou que vai recorrer da decisão para que ele seja reconhecido como “militar reformado”, e não expulso, como está descrito na sentença.

José Anselmo foi um dos líderes da rebelião dos marinheiros, em 1964, ato que precipitou a queda do então presidente João Goulart. Na clandestinidade, ele militou em organizações da esquerda armada como VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e treinou guerrilha em Cuba.

Como agente da repressão, Anselmo atuou para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), em São Paulo, ao lado do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Ele entregou vários ex-companheiros de luta armada, como a própria mulher, assassinada (junto com mais cinco pessoas) em uma chácara em Pernambuco, em 1973. Após esse episódio, Cabo Anselmo saiu de cena. Durante muitos anos usou identidade falsa, o que nega fazer atualmente.

A dúvida, contudo, é se Anselmo já era um colaborador da ditadura antes mesmo do golpe. Ele sustenta que passou a colaborar com a repressão somente quando foi preso, em 1971, e que fez isso para não morrer.

Em agosto, o jornal “Folha de S.Paulo” publicou entrevista com o diretor do Dops do Rio à época do golpe militar, o policial Cecil Borer (morto em 2003), em que ele afirma que José Anselmo dos Santos já era informante da Marinha e da polícia política antes da deposição de Goulart.

Vivendo atualmente escondido, Anselmo reivindica anistia política e quer indenização do governo, pois alega ter sido perseguido pelo Estado. Ele protocolou processo na Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, em 2004. A ausência de seus documentos oficiais impedia a comissão de analisar o caso. (Último Segundo iG)

NOTA DO IZB!: Podem até ressuscitar a identidade civil de Cabo Anselmo, mas sua identidade moral e humana continuará ‘enterrada’ para sempre, como um dos maiores traidores da história recente deste País. Judas Iscariotes e Joaquim Silvério dos Reis são ‘café pequeno’ diante deste grande canalha e seus pares, como Brilhante Ustra, Sérgio Paranhos Fleury, Garrastazu Médici, entre tantos outros…

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Polícia de SP quer impedir viciados de recolher latas na cracolândia

lata Quase quatro meses após o início de uma operação na cracolândia que ainda não conseguiu acabar com o consumo de drogas na região, as polícias Civil e Militar querem restringir o acesso de catadores de lixo a materiais recicláveis.

O objetivo é evitar que os viciados que frequentam o local, no centro de São Paulo, obtenham dinheiro com a venda de latinhas e papelão para empresas de reciclagem e o usem para comprar droga.

A proposta foi apresentada pelas polícias de São Paulo ao grupo de trabalho que atua na região e internou mais de 40 usuários –parte deles desistiu de ser tratada.

"O pessoal [da cracolândia] está sobrevivendo [da venda] do lixo. Pegam material reciclável, vendem por R$ 10, R$ 15, comem no Bom Prato, por R$ 1, e com o resto compram droga e usam ali", diz o delegado da 1ª seccional (centro), Aldo Galiano Júnior.

A ideia é que os comerciantes coloquem o lixo nas lixeiras em um horário previamente combinado com as empresas de coleta e que ele seja recolhido rapidamente. Assim, os "noias", como são chamados os viciados, não teriam como catar o material reciclável e vendê-lo.

Atualmente, a coleta na região central é feita à noite, geralmente após as 22h, três horas após o fechamento do comércio, segundo lojistas.

Em nota, o subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni, informou que o órgão está trabalhando na conscientização dos grandes geradores de lixo para que eles colaborem com a limpeza, depositando o lixo no horário próximo ao que é realizada a coleta.

Catador não é drogado

A arquiteta Nina Orlow, membro do Grupo de Trabalho e Meio Ambiente da ONG Movimento Nossa São Paulo, diz que a proposta não tem relação com a redução da permanência de viciados na cracolândia.

"A solução não é a questão do resíduo. Se o viciado não tirar a renda de lá, vai tirar de outro lugar, pode ser até roubando. Ele não vai deixar de se viciar porque ele não poderia mexer no lixo", afirma.

Para ela, que defende uma ampliação da coleta seletiva na região, o projeto das polícias diz nas entrelinhas que todo catador é usuário de crack. "O que não é uma verdade."

"Vivo disso. Não uso drogas. O dinheiro que eu tiro do lixo é só para comer", disse o catador José Alves, enquanto recolhia papelão na rua Vitória.

Os comerciantes e moradores da região se dividem sobre a proposta. Geraldo Oliveira, gerente de um bar na rua Guaianazes, diz que o projeto poderia diminuir a sujeira das ruas e evitar aglomerações de "noias".

Já Ribamar da Rocha e Silva, recepcionista de um hotel na Conselheiro Nébias e morador da mesma rua, afirma que, sozinha, essa ação é inócua. "Nos últimos meses já diminuiu a quantidade de ‘noias’, mas, para ficar melhor, tem de aumentar a segurança. Se tirarem as latinhas, eles vão ficar pedindo dinheiro ou praticando furtos." (AFONSO BENITES, da Folha de S.Paulo)

NOTA DO CONTRAPONTO!: Mas que idéia de jerico! Querem tirar as latinhas dos catadores, tentando atingir e acabar com os ‘nóias’? Parabéns ao setor de ‘inteligência’ da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que acaba de descobrir o ‘ovo de colombo’ pra acabar com o uso de drogas em São Paulo! Porque não impedem a venda de caixas de fósforos e isqueiros? Aí os viciados não teriam como acender os cachimbos de crack. Também podiam proibir a distribuição de cobertores corta-febre. Quem sabe os viciados não morrem de frio e o problema acaba de uma vez! Com este tipo de política higienista proposta pelo tucanato, os problemas sociais de SP só tendem a eternizar-se…

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Coca-Cola usa açúcar de usina sem licença ambiental

10 de novembro de 2009

Da Repórter Brasil

Postado: MST

O Amazonas possui somente uma usina de açúcar e etanol atualmente em funcionamento: a Agropecuária Jayoro, no município de Presidente Figueiredo (AM). Caso o Projeto de Lei do Zoneamento Agroecológico (ZAE) da Cana seja aprovado conforme proposto pelo governo federal - com proibição de novas usinas na Amazônia -, o empreendimento continuará sendo o único do Estado.

Apesar da produção relativamente pequena (são em média 18 mil toneladas por ano), o açúcar da Jayoro chega indiretamente a todo o país e também é exportado para Colômbia, Venezuela e Paraguai. Isso porque como ele é feito, em Manaus (AM), o caramelo que dá sabor à misteriosa fórmula do concentrado de Coca-Cola distribuído para todas as fábricas de produção e engarrafamento do refrigerante no Brasil e nos três países vizinhos.

Considerada uma usina modelo pelo diretor de Meio Ambiente da Coca-Cola Brasil, José Mauro de Moraes, a Agropecuária Jayoro está funcionando em 2009 sem ter obtido a renovação anual da licença ambiental dos seus 4 mil hectares de canaviais e de seus 400 hectares de pés de guaraná junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão ambiental estadual. Apesar disso, conseguiu renovar as licenças ambientais das unidades industriais de produção de açúcar e etanol e de processamento do guaraná.

A não renovação da licença das lavouras é motivada por irregularidades fundiárias que afetam a averbação da Reserva Legal (80% na Amazônia), segundo Eduardo Costa, analista ambiental do Ipaam. A área ocupada pela Jayoro tem 59 mil hectares, dos quais apenas 13% estão desmatados (4,4 mil hectares com plantações de cana e guaraná; 600 hectares com estradas e construções e 2,67 mil hectares com pastagem degradada).

Poderia ser um bom exemplo de cumprimento da legislação ambiental, mas, formalmente, esses 59 mil hectares são a soma da área de 17 imóveis rurais. A maioria dessas propriedades são terras públicas ocupadas ilegalmente ou áreas tituladas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) há menos de 10 anos (período no qual o posseiro com título não pode vender nem arrendar a terra). "Para considerar a averbação da Reserva Legal de forma conjunta, considerando a área total de 59 mil hextares, a agropecuária precisa resolver a questão fundiária", explica o analista.

"A questão fundiária é um problema antigo da região amazônica. A Jayoro já tem um plano para trabalhar esse problema. Consideramos essa uma não-conformidade que pode ser solucionada", rebateu José Mauro, diretor da Coca-Cola Brasil. "Quando obtivemos nossa licença de operação, o Ipaam não questionou a regularidade da documentação fundiária que apresentamos. Se tivesse nos alertado antes sobre a necessidade de ajustes, isso já estaria resolvido", argumenta o superintendente da Jayoro, Waltair Prata.

Waltair acrescenta que a empresa já enviou ao Ipaam os títulos dos seis imóveis rurais em nome da empresa e que, para as demais áreas, haverá um processo de licenciamento ambiental individualizado, a ser solicitado pelos próprios posseiros quando eles obtiverem os títulos definitivos do Incra.

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Infoproletários - Degradação real do trabalho virtual

 

978-85-7559-136-9_big Título: Infoproletários

Subtítulo: degradação real do trabalho virtual

Autor(a): Ricardo Antunes e Ruy Braga (orgs.)

Páginas: 256

Ano de publicação: 2009

ISBN: 978-85-7559-136-9

Preço: R$ 44,00

 

 

 

Infoproletários evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.
A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.
Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.
Segundo Michel Burawoy, sociólogo que assina a orelha do livro, ”a obra aponta para a profunda transformação sofrida pela classe trabalhadora e o projeto de movimento internacional operário, ante os parâmetros verificados por Karl Marx em seu tempo. Apenas a articulação entre múltiplas identidades – de gênero, de nacionalidade, de raça, assim como de classe – forjadas em terrenos políticos que transcendam a produção imediata lhes permitirá se rebelar contra o mercado e desafi ar o capital global – mas, mesmo assim, apenas em um grau limitado e de uma forma fragmentária. Essa é certamente a mensagem deste livro – que revela a experiência cotidiana vivida por essa nova classe trabalhadora globalizada ligada aos serviços”.
Ensaios e autores
O trabalho do conhecimento na sociedade da informação: a análise dos programadores de software
Juan José Castillo
A construção de um cibertariado? Trabalho virtual num mundo real
Ursula Huws
A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo
Ruy Braga
O “trabalho informacional” e a reificação da informação sob os novos paradigmas organizacionais
Simone Wolff
Os trabalhadores das Centrais de Teleatividades no Brasil: da ilusão à exploração
Sirlei Marcia de Oliveira
O desenho do trabalho assalariado em empresas fidelizadoras da indústria de call centers no Brasil
Arnaldo Mazzei Nogueira e Fabrício Cesar Bastos
Centrais de Teleatividades: o surgimento dos colarinhos furta-cores?
Selma Venço
A identidade no trabalho em call centers: a identidade provisória
Cinara Lerrer Rosenfield
As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho?
Claudia Mazzei Nogueira
Trajetórias profissionais e saberes escolares: o caso do telemarketing no Brasil
Isabel Georges
Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho?
Ricardo Antunes
Apêndice
Capital fixo e o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade
Karl Marx
Sobre os organizadores
Ricardo Antunes é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (São Paulo, Boitempo, 2007). É autor de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 2003) e Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999), entre outros livros.
Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003).
Sobre a Coleção Mundo do Trabalho
Coordenação de Ricardo Antunes
Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas

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Lançamento do livro Infoproletários degradação real do trabalho virtual"

APROPUC-SP 13.11.09

Infoproletários degradação real do trabalho virtual

Ricardo Antunes e Ruy Braga (orgs.)

Lançamento no dia 13/11, sexta feira, com Ricardo Antunes, Ruy Braga e Francisco de Oliveira

A partir de 17h30, no Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da USP (sala 18)

978-85-7559-136-9_big Infoproletários evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.

A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.

Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.

Segundo Michel Burawoy, sociólogo que assina a orelha do livro, "a obra aponta para a profunda transformação sofrida pela classe trabalhadora e o projeto de movimento internacional operário, ante os parâmetros verificados por Karl Marx em seu tempo. Apenas a articulação entre múltiplas identidades - de gênero, de nacionalidade, de raça, assim como de classe - forjadas em terrenos políticos que transcendam a produção imediata lhes permitirá se rebelar contra o mercado e desafi ar o capital global - mas, mesmo assim, apenas em um grau limitado e de uma forma fragmentária. Essa é certamente a mensagem deste livro - que revela a experiência cotidiana vivida por essa nova classe trabalhadora globalizada ligada aos serviços".

Ensaios e autores

O trabalho do conhecimento na sociedade da informação: a análise dos programadores de software
Juan José Castillo

A construção de um cibertariado? Trabalho virtual num mundo real
Ursula Huws

A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo
Ruy Braga

O "trabalho informacional" e a reificação da informação sob os novos paradigmas organizacionais
Simone Wolff

Os trabalhadores das Centrais de Teleatividades no Brasil: da ilusão à exploração
Sirlei Marcia de Oliveira

O desenho do trabalho assalariado em empresas fidelizadoras da indústria de call centers no Brasil
Arnaldo Mazzei Nogueira e Fabrício Cesar Bastos

Centrais de Teleatividades: o surgimento dos colarinhos furta-cores?
Selma Venco

A identidade no trabalho em call centers: a identidade provisória
Cinara Lerrer Rosenfield

As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho?
Claudia Mazzei Nogueira

Trajetórias profissionais e saberes escolares: o caso do telemarketing no Brasil
Isabel Georges

Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho?
Ricardo Antunes

Apêndice
Capital fixo e o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade
Karl Marx

Sobre os organizadores

Ricardo Antunes é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (São Paulo, Boitempo, 2007). É autor de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 2003) e Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999), entre outros livros.

Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003).

Sobre a Coleção Mundo do Trabalho

Coordenação de Ricardo Antunes
Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas

Ficha técnica
Título: Infoproletários
Subtítulo: degradação real do trabalho virtual
Organizadores: Ricardo Antunes e Ruy Braga
Orelha: Michel Burawoy
Páginas: 256
Ano de publicação: 2009
ISBN: 978-85-7559- 136-9
Preço: R$ 44,00
Coleção Mundo do Trabalho - Boitempo Editorial

Boitempo Editorial
Débora Prado
Assessoria de Imprensa
+ 55 11 2305 1641
+ 55 11 8382 4978
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www.boitempoeditori al.com.br
Blog - http://boitempoedit orial.wordpress. com

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Debate Crise do capital e perspectivas do socialismo

Cartaz Seminário Crise do Capital.indd

 

com Perry Anderson, Emir Sader e Flávio Aguiar
mediação de Ruy Braga
Dia 17/11/2009, terça-feira, às 19h
Auditorio de Cultura japonesa da USP
Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária
São Paulo - SP

A Universidade de São Paulo receberá na próxima semana o historiador Perry Anderson. Promovido pela Boitempo Editorial e por Clacso, Cenedic e Programa de Pós-graduação em Sociologia da USP, o debate "Crise do capital e perspectivas do socialismo" acontecerá na terça-feira dia 17 de novembro, às 19h. Além de Perry Anderson, o debate contará com a participação de Emir Sader, do professor de literatura e jornalista Flávio Aguiar e do sociólogo Ruy Braga. A entrada é gratuita e não será necessário fazer inscrição prévia.
Perry Anderson nasceu em Londres, em 1938. É professor de história da UCLA, Estados Unidos, ex-editor da revista New Left Review e autor de vários livros publicados no Brasil, entre os quais Afinidades Seletivas (2002) e Considerações sobre o marxismo ocidental/ Nas trilhas do materialismo histórico (2004), lançados pela Boitempo. Seu próximo livro a ser publicado pela Boitempo, em 2010, será Spectrum.
Emir Sader nasceu em São Paulo, em 1943. Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, é cientista político e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). É secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e coordenador- geral do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Autor de vários livros, publicou pela Boitempo os títulos A vingança da história (2003), A nova toupeira (2009), entre outros.
Flávio Aguiar nasceu em Porto Alegre (RS), em 1947. É professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo desde 1973 e, atualmente, vive em Berlim. É também jornalista e autor, entre outras obras, do livro Anita (1999) e A palavra no purgatório (1997), além de organizador, em parceria com Og Doria, da antologia A escola e a letra (2009).
Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003) e organizador, ao lado de Ricardo Antunes, do livro Infoproletários, recém-lançado pela Boitempo.
Serviço:

Crise do capital e perspectivas do socialismo

Debate com: Perry Anderson, Emir Sader, Flávio Aguiar e Ruy Braga

Promoção: Boitempo, Clacso, Cenedic e Programa de Pós-graduação em Sociologia da USP

Dia 17/11, no Auditorio de Cultura japonesa da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária) , às 19h. Mais informações pelo telefone (11) 3875 7285.

Entrada gratuita

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