1901/1930
Primórdios do movimento estudantil
Essa fase se caracteriza pelo aparecimento das primeiras organizações nacionais do movimento estudantil brasileiro, marcadas ainda por certa efemeridade.
1901
É criada a Federação de Estudantes Brasileiros, mas a entidade dura pouco tempo.
1910
É realizado o I Congresso Nacional de Estudantes, em São Paulo.
1924
Por meio da revista A Época (dos acadêmicos da Faculdade Nacional de Direito), é feita uma campanha por uma Federação de Estudantes Brasileiros.
13/8/1929
É criada a Casa do Estudante do Brasil, visando à assistência social aos estudantes e à promoção, à difusão e ao intercâmbio de obras e atividades culturais.
1930/1945
O movimento estudantil na era Vargas
A partir da Revolução de 1930, a politização do ambiente nacional levou os estudantes a tomarem parte na Revolução Constitucionalista de São Paulo e a formarem organizações como a Juventude Comunista e a Juventude Integralista. Em 1937, foi criada a União Nacional dos Estudantes (UNE). Na década de 40, era o grande marco na luta contra o nazi-fascismo.
1932
Estudantes participam ativamente da Revolução Constitucionalista de São Paulo.
1934
É realizado o I Congresso da Juventude Operária-Estudantil.
São criadas a Juventude Comunista, a Juventude Integralista, a União Democrática Estudantil, a Federação Vermelha dos Estudantes e a Frente Democrática da Mocidade.
11/8/1937
Com a instalação do I Congresso Nacional dos Estudantes, nasce a União Nacional dos Estudantes (UNE), órgão máximo de representação estudantil. A entidade começa a funcionar no prédio da Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, sob a direção de Ana Amélia Queirós Carneiro de Mendonça.
12/1938
É realizado o II Congresso Nacional de Estudantes, no Rio de Janeiro. Preconiza a “luta pela indústria siderúrgica nacional”. O gaúcho Valdir Ramos Borges é eleito o primeiro presidente oficial da UNE.
8/1939
O III Congresso da UNE elege presidente o paulista Trajano Pupo Neto. Entre outras medidas, cria a carteira única do estudante e solicita ao governo federal o reconhecimento da UNE como entidade oficial máxima de representação estudantil.
A UNE é despejada da sede da Casa do Estudante do Brasil.
3/1940
Durante a Segunda Guerra Mundial, em pleno Estado Novo, os estudantes brasileiros iniciam campanha contra o nazi-fascismo e pela redemocratização nacional. No ano seguinte, o movimento se intensificaria e passaria a exigir o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com os países do Eixo.
7/1940
O IV Congresso Nacional de Estudantes elege o estudante de direito Luís Pinheiro Pais Leme presidente da UNE. É fundado o Teatro da UNE.
11/2/1942
Pelo decreto-lei no 4080, o presidente Getúlio Vargas institucionaliza a UNE como entidade representativa dos universitários brasileiros.
6/1942
Estudantes promovem passeatas, em diversos estados do país, contra os países do Eixo.
22/8/1942
A UNE ocupa o prédio da Praia do Flamengo, 132, onde funcionava o Clube Germânia.
14-24/9/1942
O V Congresso elege presidente da UNE o carioca Hélio de Almeida, responsável pelo primeiro recenseamento universitário. É criada a União Metropolitana dos Estudantes (UME).
26/12/1942
Começa a funcionar, na sede da UNE, o primeiro restaurante estudantil.
1/1943
A UNE lança as campanhas Pró-Banco de Sangue, Pró-Bônus de Guerra e Combate à Quinta Coluna. Patrocina também a campanha Pró-Aviões, doando três aviões de treinamento.
3/4/1943
Hélio de Almeida renuncia à presidência da UNE e é substituído pelo secretário geral da entidade, Tarnier Teixeira.
10/11/1943
O Centro Acadêmico XI de Agosto organiza a Passeata do Silêncio contra Vargas, que acaba em violenta repressão policial, com a morte do estudante Jaime da Silva Teles.
4/1944
A UNE organiza caravanas que percorrem o país, para que nesse mesmo ano siga para o front o primeiro escalão brasileiro.
3/1945
No dia 5, o estudante Demócrito de Souza Filho é assassinado, em Recife, no comício de propaganda da candidatura de Eduardo Gomes. Três dias depois, a UNE mobiliza estudantes contra a ditadura Vargas, em comício nas escadarias do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
5/1945
A criação da União Democrática Nacional (UDN), partido de oposição a Getúlio Vargas, provoca cisão do movimento estudantil, até então unificado.
1945-1964
O movimento estudantil no período democrático
A partir de 1947, iniciou-se a fase de hegemonia socialista na UNE, que foi até 1950. Nesse período, a entidade liderou campanhas nacionais contra a alta do custo de vida e em prol da indústria siderúrgica nacional e do monopólio estatal do petróleo (campanha O Petróleo É Nosso).
De 1950 a 1956, a UNE viveu sua fase direitista, comandada por um grupo ligado à União Democrática Nacional (UDN).
Com a esquerda de novo no poder, a UNE apoiou, em 1961, a campanha da legalidade, a favor da posse de João Goulart, e reforçou sua ação no campo da cultura com a criação do Centro Popular de Cultura e da UNE Volante.
22-28/7/1946
O IX Congresso leva o udenista José Bonifácio Coutinho Nogueira à presidência da UNE. Sua gestão é marcada pela criação de restaurantes e do balé da UNE e pela reativação do teatro da entidade, sob a direção de Sérgio Cardoso.
9/1946
Campanha contra Carestia e o Câmbio Negro.
24/9/1946
É realizado o I Congresso Paulista de Estudantes Secundaristas.
15/4/1947
Um decreto presidencial suspende a União da Juventude Comunista.
7/1947
O X Congresso da UNE elege Roberto Gusmão presidente: inicia-se o período de hegemonia socialista na entidade. A UNE lança a campanha O Petróleo É Nosso.
1948
Ocorre a primeira invasão do prédio da UNE pelo esquema policial do governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), que visa a impedir a realização do I Congresso Brasileiro pela Paz e reprimir os protestos estudantis contra o aumento do preço das passagens dos bondes.
1949
A União Metropolitana de Estudantes elege presidente da entidade Paulo Egydio Martins, da linha direitista, no então Distrito Federal.
7/1949
É realizado, na Bahia, o XII Congresso da UNE. Os estudantes conservadores, ligados a Paulo Egydio Martins, tentam conquistar a hegemonia no movimento estudantil, mas é eleito para a presidência da UNE o socialista Rogê Ferreira.
4/1950
Rogê Ferreira renuncia ao mandato três meses antes de seu término. Convoca-se, então, uma reunião extraordinária do conselho da UNE, que elege José Frejat para concluir o mandato de Rogê Ferreira. Encerra-se, assim, a fase da hegemonia socialista no movimento estudantil.
7/1950
O XIII Congresso da UNE elege Olavo Jardim Campos presidente da entidade. Começa a fase de domínio da direita na UNE.
1950
São criadas a Juventude Estudantil Católica (JEC) e a Juventude Universitária Católica (JUC), associações civis pensadas como setores especializados da Ação Católica Brasileira (ACB), com o objetivo de difundir os ensinamentos da Igreja nas escolas e universidades.
6/1952
Campanha pela criação da Petrobras.
9/1954
Estudantes realizam manifestações contra fraudes nos exames.
3/1955
A UNE organiza o Mês da Reafirmação Democrática, alusivo ao 10o aniversário do assassinato do estudante Demócrito de Souza Filho.
5/1956
Estudantes realizam campanha contra o aumento da passagem de bondes no Rio de Janeiro. Vários sindicatos operários se unem aos estudantes nessa luta. É criada, então, a União Operária-Estudantil contra a Carestia.
No dia 30, a polícia invade o prédio da UNE em repressão ao movimento.
7/1956
No XIX Congresso, os estudantes progressistas recuperam o domínio da UNE com a eleição de José Batista de Oliveira Júnior.
1957
O XX Congresso da UNE elege Marcos Heusi presidente. Inicia-se a campanha contra o American Can, empresa americana que ameaça a indústria brasileira de lataria.
1958
O XXI Congresso da UNE elege o baiano Raimundo Eirado presidente. A UNE promove uma campanha contra o Acordo de Roboré, preconizado por Roberto Campos, que atende aos interesses da multinacional Gulf, e pela abertura de CPI sobre a Shell e a Esso.
5/1960
A UNE debate a reforma universitária no país (por ocasião da discussão do projeto da Lei de Diretrizes e Bases) e realiza, em Salvador, o Seminário Nacional de Reforma Universitária, que resulta na Declaração da Bahia, considerada um dos mais importantes textos programáticos do movimento estudantil brasileiro.
1961
São criados o Centro Popular de Cultura (CPC) e a UNE Volante, ambos com o objetivo de promover a conscientização popular através da cultura.
7/1961
A eleição de Aldo Arantes (da JUC) à presidência da UNE, no XXIV Congresso, marca a ascensão católica no movimento estudantil.
8/1961
A UNE participa da Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola, pela posse de João Goulart.
A entidade transfere provisoriamente sua sede para o Rio Grande do Sul e organiza uma greve de repúdio à tentativa golpista.
17-23/3/1962
É realizado o II Seminário Nacional de Reforma Universitária, em Curitiba, que emite a Carta do Paraná, para reivindicar a regulamentação, nos estatutos das universidades, da participação dos estudantes nos órgãos colegiados, na proporção de um terço, com direito a voz e voto.
6/1962
Surge a Ação Popular (AP) a partir de desentendimentos entre a JUC e a hierarquia religiosa.
6-8/1962
A ação dos estudantes pela reforma universitária leva à decretação de greve geral nacional, paralisando a maior parte das 40 universidades brasileiras da época.
O prédio do MEC, no Rio de Janeiro, é ocupado por três dias pelos universitários.
7/1962
O XXV Congresso Nacional dos Estudantes elege Vinícius Caldeira Brant e consolida a hegemonia da AP no movimento estudantil.
1962
A sede da UNE é metralhada por membros do Movimento Anticomunista (MAC).
1964-1974
O movimento estudantil no período da ditadura militar
Esse período foi caracterizado pela luta contra a ditadura militar e pelo retorno às liberdades democráticas.
10/4/1964
A sede da UNE é incendiada por participantes do movimento político militar.
13/4/1964
O Diário Oficial publica decreto que extingue o mandato de todos os membros do conselho diretor da Universidade de Brasília.
Ocorre uma invasão policial e a intervenção na UnB.
9/11/1964
A Lei Suplicy de Lacerda coloca na ilegalidade a UNE e as UEEs, que passam a atuar na clandestinidade. Todas as instâncias da representação estudantil ficam submetidas ao MEC.
Início de 1965
A UNE convoca um conselho para eleger, com mandato-tampão, o presidente que a chefiará até o 27o Congresso, em julho. Alberto Abissâmara, de tendências progressistas, é escolhido.
1965
IPM da UNE.
4/1965
No dia 1o, o Conselho Universitário, presidido pelo reitor Pedro Calmon, dissolve a diretoria do Caco.
No dia 12, agentes do Dops e a Polícia Militar impedem com violência uma reunião do Caco. As aulas são suspensas.
6/1965
Greve de mais de 7 mil alunos paralisa a USP.
7/1965
O 27o Congresso da UNE, em São Paulo, elege o paulista Antônio Xavier.
É realizada uma campanha do movimento estudantil contra a Lei Suplicy de Lacerda.
8/1965
Surgem os Diretórios Acadêmicos Livres.
23/9/1965
São feitas manifestações contra a Lei Suplicy, no Rio de Janeiro.
De 1966 a 1973
É o período da ilegalidade.
3/1966
Uma passeata em Belo Horizonte contra o regime militar é brutalmente reprimida. A violência desencadeia passeatas estudantis em outros estados.
28/7-2/8/1966
Mesmo na ilegalidade, é realizado o XXVIII Congresso da UNE, em Belo Horizonte, que marca a oposição da entidade ao Acordo MEC-Usaid. O congresso acontece no porão da Igreja de São Francisco de Assis. O mineiro José Luís Moreira Guedes é eleito presidente da UNE.
9/1966
As aulas na Faculdade Nacional de Direito são suspensas e 178 estudantes paulistas são presos durante um congresso realizado pela UNE-UEE, em São Bernardo do Campo.
Castelo Branco cria o Movimento Universitário para o Desenvolvimento Econômico e Social (Mudes).
14/9/1966
Alunos da Faculdade Nacional de Odontologia entram em greve de protesto e colocam cartazes nas imediações da faculdade. Há choque entre os estudantes e policiais do Dops.
18/9/1966
A UNE decreta greve geral.
22/9/1966
A UNE elege o dia 22 como o Dia Nacional de Luta contra a Ditadura.
23/9/1966
A polícia invade a Faculdade de Medicina da UFRJ e expulsa estudantes com violência. O episódio ficou conhecido como o Massacre da Praia Vermelha.
8/1967
É realizado o XXIX Congresso da UNE, em Valinhos (SP), na clandestinidade. Luís Travassos é eleito presidente da entidade.
28/3/1968
O estudante Edson Luís Lima Souto é morto durante uma manifestação contra o fechamento do restaurante Calabouço.
No dia seguinte, cerca de 50 mil pessoas participam do cortejo fúnebre.
29/3/1968
A UNE decreta greve geral dos estudantes.
26/6/1968
A UNE promove a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro.
10/1968
É realizado clandestinamente o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna (SP). São presas mais de 700 pessoas, entre elas as principais lideranças do movimento estudantil: Luís Travassos (presidente eleito), Vladimir Palmeira, José Dirceu, Franklin Martins e Jean Marc Von Der Weid.
13/12/1968
É decretado o AI-5. Centros cívicos substituem os grêmios estudantis.
1969
A UNE tenta manter uma direção com a eleição de Jean Marc Von Der Weid através dos Congressinhos Regionais.
26/2/1969
O governo Costa e Silva baixa o decreto-lei no 477, que penaliza professores, alunos e funcionários de estabelecimentos de ensino público (até 1973, esse decreto atingiria 263 pessoas, a maioria estudantes).
9/1969
O presidente da UNE, Jean Marc Von Der Weid, é preso.
1970
Com quase todas as lideranças presas ou exiladas, o movimento estudantil realiza atos isolados, dentre eles uma missa pelo segundo aniversário da morte de Edson Luís.
9/1971
Honestino Guimarães, vice de Jean Marc Von Der Weid, é efetivado presidente da UNE, em microcongresso.
1972
A AP passa a denominar-se Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
O presidente da UNE, Honestino Guimarães, desaparece.
1973
Alexandre Vannucchi Leme, aluno da Universidade de São Paulo (USP), é preso e morto pelos militares. A missa em sua memória, realizada em 30 de março na Catedral da Sé, em São Paulo, é o primeiro grande movimento de massa desde 1968.
1974
É criado o Comitê de Defesa dos Presos Políticos na Universidade de São Paulo (USP).
1974-1984
O movimento estudantil na distensão política
Depois de um período de inatividade da UNE, em 1976, iniciou-se um movimento pela reconstrução da entidade. Favoreceu o contexto de “abertura lenta e gradual” iniciada por Ernesto Geisel (1974-1979) e aprofundada por João Batista Figueiredo (1979-1985).
1976
O I Encontro Nacional de Estudantes (ENE) inicia os debates visando à reconstrução da UNE.
1977
Os estudantes voltam às ruas, intensificando a luta contra a ditadura.
1977
Em 22 de setembro, as forças policiais da ditadura invadem o campus Monte Alegre da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em repressão ao ato público realizado pelos alunos em razão do 3º Encontro Nacional de Estudantes, que havia sido proibido pelo regime militar. Cerca de novecentas pessoas são detidas.
10/1978
O IV Encontro Nacional de Estudantes, realizado em São Paulo, aprova a comissão Pró-UNE.
5/1979
O XXXI Congresso da UNE, em Salvador, marca a retomada da entidade. É eleito presidente o baiano Rui César Costa Silva.
6/1980
O prédio que sediou a UNE até 1964, no Rio de Janeiro, é demolido por ordem do presidente João Batista Figueiredo.
10/1980
O XXXII Congresso da UNE, realizado em Piracicaba (SP), elege o alagoano Aldo Rabelo (PCdoB) presidente da entidade.
11/1981
O XXXIII Congresso Nacional dos Estudantes elege Javier Alfaya, que, por ser espanhol, quase é expulso do país pelo Ministério da Justiça.
10/1982
O XXXIV Congresso da UNE elege Clara Araújo (PCdoB), a primeira mulher a ocupar a presidência da entidade.
7/1983
O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, cede à UNE o casarão da Rua do Catete, 234, onde passa a funcionar a sede da entidade.
1-4/1984
A UNE participa ativamente da campanha das Diretas Já.
1984
A UNE apóia a candidatura de Tancredo Neves à presidência da República.
1984-dias atuais
O movimento estudantil na democracia
Desde a segunda metade da década de 80, com a posse do primeiro presidente civil desde 1964 e com o retorno às liberdades democráticas no país, o movimento estudantil brasileiro foi lentamente recuperando seu lugar e sua importância na política nacional. O grande destaque desse período foi a campanha pelo impeachment do presidente Fernando Collor, marcada pelas grandes manifestações de rua lideradas pelos estudantes “caras-pintadas”.
1985
Os centros cívicos são extintos e é permitida a reorganização dos grêmios estudantis.
3/1985
É aprovado o projeto de legalização da UNE, de autoria do então deputado federal Aldo Arantes.
4/1985
O XXXVII Congresso da UNE, o primeiro pós-legalização, elege Gisela Mendonça presidente da entidade.
1986
O presidente José Sarney devolve o terreno da Praia do Flamengo à UNE.
10/1987
O XXXVIII Congresso da UNE elege indiretamente o paraense Valmir Santos (PT).
1992
Estudantes participam da campanha pelo impeachment do presidente Fernando Collor, e a UNE readquire seu prestígio político.
A UNE começa a emitir carteiras de validade nacional que dão descontos para estudantes em cinemas e teatros.
1993
A UNE promove uma campanha a favor da alfabetização e participa do Movimento pela Ética na Política.
5/1993
É feita uma manifestação contra os aumentos elevados das mensalidades escolares.
17/5/1994
O presidente Itamar Franco assina um protocolo para a devolução definitiva do terreno da Praia do Flamengo aos estudantes. O ato da entrega é comemorado no restaurante Lamas, na companhia do presidente da República.
1995
O 44o Congresso da UNE, em Brasília, elege Orlando Silva Júnior, o primeiro negro no cargo de presidente da entidade.
1995-1997
A UNE mobiliza os estudantes contra o Provão.
4/1996
A UNE promove a campanha Se Liga 16.
12/6/1996
A UNE e o grupo Tortura Nunca Mais realizam um ato público pela indenização às famílias de 17 estudantes mortos pelo regime militar.
1/1997
A UNE integra uma campanha contra a emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.
4-5/1997
A UNE realiza uma ação contra a privatização da Cia. Vale do Rio Doce.
7/1997
A UNE comemora 60 anos no 45o Congresso, em Belo Horizonte. É aprovada no Congresso a cota de 20% para mulheres na diretoria. Ricardo Capelli é eleito presidente da entidade.
8/1997
A UNE e outras entidades estudantis integram a campanha Sou da Paz, pelo desarmamento.
7/1999
O presidente de Cuba, Fidel Castro, participa do Congresso da UNE em Belo Horizonte. Na ocasião, Wadson Ribeiro é eleito presidente da entidade.
8/1999
É realizado o Fórum Nacional de Lutas (FNL), reunindo dezenas de organizações sob a coordenação da UNE, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
6/2001
Em seu 47o congresso, a UNE elege Felipe Maia seu presidente.
6/2003
Gustavo Petta assume a presidência da UNE, eleito no 48o Congresso da entidade, o maior de sua história até então, com a participação de cerca de 15 mil jovens.
Fonte: Projeto Memória do Movimento Estudantil