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Trabalho de Brecht ganha nova edição

foto_mat_25166 Será lançada no dia 3 de julho, sábado, às 19 horas, no Estúdio do Latão, a nova edição do livro "Trabalho de Brecht", de José Antonio Pasta, professor de literatura brasileira da USP, pela Editora 34. A comemoração contará com a participação dos grupos teatrais Companhia do Latão, Companhia do Feijão, Teatro de Narradores, Companhia Ocamorana e Grupo Folias D’arte. Na ocasião, haverá um coquetel e fala do autor sobre a obra. Lançado originalmente em 1985, "Trabalho de Brecht" é considerado um dos mais importantes estudos sobre o autor alemão publicados em português.

 

Lançado originalmente em 1985, "Trabalho de Brecht" é dos mais importantes estudos sobre o autor alemão publicados em português. Escrito como dissertação de mestrado, o livro discute as várias dimensões e sentidos do projeto clássico de Brecht.
A primeira edição, esgotada há muitos anos, influenciou a pesquisa artística de muitos grupos teatrais de São Paulo, que participam agora da homenagem ao autor.
A obra passa a integrar a mais respeitada coleção da editora, a Espírito Crítico.
Em "Trabalho de Brecht: breve introdução ao estudo de uma classicidade contemporânea", José Antonio Pasta estuda a produção da obra madura de Brecht em seu contexto contemporâneo. Não começa pelas primícias do autor mas, sim, pelos momentos decisivos em que a experiência literária do jovem escritor alemão chega a seus embates frontais com a indústria cultural — isto é, com a forma-mercadoria, com o nazismo, o exílio e a guerra.
Da experiência dessa situação extrema vê-se então emergir, na obra de Brecht, um projeto estético e político que, da perspectiva deste estudo, terá como fio condutor a constituição de uma classicidade contemporânea, estratégica e de combate.
Tal projeto supõe, da parte de Brecht, um acerto de contas radical com o destino da Alemanha e sua herança cultural, e, no limite, com a própria modernidade, considerada em seus pressupostos e promessas. Nesse sentido, a análise de José Antonio Pasta se orienta pela leitura de Marx feita por Brecht, assim como sua retomada das bases hegelianas da dialética.
O AUTOR É PROFESSOR DA USP
José Antonio Pasta é mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Realizou estágio pós-doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris em 1995/1996. Desde 1984 é professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas das USP. Foi também professor-associado na Universidade de Paris III — Sorbonne Nouvelle, em 2001/2002.

ESTÚDIO DO LATÃO

Rua Harmonia, 931 (próximo ao metro Vila Madalena)
Dia 03 de julho às 19 horas
Informações: 38141905

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ATUALIDADE HISTÓRICA DA OFENSIVA SOCIALISTA

Uma alternativa radical ao sistema parlamentar, por István Mészáros
Em Atualidade histórica da ofensiva socialista – uma alternativa radical ao sistema parlamentar o marxista húngaro István Mészáros propõe um enfrentamento aos “graves problemas de nossa ‘política democrática’” como forma de responder à indagação: o que continua irremediavelmente errado no que se refere às genuínas expectativas socialistas? Fugindo de explicações simplistas que apontam “traições” no momento da chegada ao poder, Mészáros aponta para a necessidade de uma crítica profunda da concepção que vê na disputa dentro do sistema parlamentar um cenário de construção de transformações sociais.
Segundo ele, o discurso político tradicional proclama o sistema parlamentar como “o centro de referência necessário de toda mudança legítima”, tratando como tabu qualquer crítica que sugira algo além de pequenas mudanças em seu funcionamento. O autor de Para além do capital propõe que a alternativa necessária a esse sistema estaria ligada à “questão da verdadeira participação”, definida por ele nos termos de “autogestão plenamente autônoma da sociedade pelos produtores livremente associados em todos os domínios, muito além das restritas mediações do Estado político moderno”.
Mészáros defende a necessidade da criação de uma alternativa estrategicamente sustentável ao sistema parlamentar que liberte o movimento socialista da “camisa de força do parlamento burguês”. Num momento de grande contraste entre as promessas do passado e as condições realmente existentes, o que está em jogo é o “fenecimento do Estado”, uma vez que, apesar de dominar o parlamento, o capital é uma força “extraparlamentar por excelência”.
Assim, o filósofo pauta a construção de alternativas pela busca da “reconstituição radical historicamente viável da unidade indissolúvel das esferas reprodutiva material e política”. Para se transformar a forma como são tomadas as decisões em nossa sociedade, é necessário “mudar radicalmente o desafio ao próprio capital como o controlador geral da reprodução sociometabólica”, o que para ele é inconcebível “pela simples derrubada política do Estado capitalista, muito menos pela vitória sobre as forças de exploração no âmbito de determinada estrutura de legislação parlamentar”.
Esse lançamento tem por base a obra Historical actuality of the socialist offensive: alternative to parliamentarism (Londres, Bookmarks, 2010), composta pelo capítulo 18 do livro Para além do capital (São Paulo, Boitempo, 2002), acrescido de uma introdução especialmente preparada pelo autor para a nova edição.
Trecho da obra
O surgimento da classe operária na cena histórica foi apenas um acréscimo inconveniente ao sistema parlamentar, constituído bem antes de as primeiras forças organizadas do movimento operário tentarem manifestar em público os interesses vitais de sua classe. Do ponto de vista do capital, a resposta imediata a esse inconveniente mas crescente “incômodo” foi a rejeição e a exclusão dos grupos políticos operários. Mais tarde, entretanto, uma ideia muito mais adaptável foi instituída pelas personificações políticas mais ágeis do capital: domesticar de algum modo as forças do trabalho. Ela assumiu de início a forma do patrocínio parlamentar paternalista de algumas demandas da classe trabalhadora por partidos políticos burgueses relativamente progressistas e, mais tarde, a da aceitação da legitimidade dos partidos da classe trabalhadora no próprio Parlamento, embora, é claro, de uma maneira estritamente circunscrita, obrigando-os a se conformar às “regras democráticas do jogo parlamentar”.
Inevitavelmente, isso significou para os partidos operários apenas o “consentimento livre” da sua efetiva acomodação, mesmo que pudessem manter por um longo período a ilusão de que com o passar do tempo eles seriam capazes de corrigir radicalmente a situação pela ação parlamentar a seu próprio favor. Assim a força extraparlamentar original e potencialmente alternativa do trabalho transformou-se, na organização parlamentar, permanentemente desfavorecida. Embora esse curso de desenvolvimento pudesse ser explicado pelas fraquezas óbvias do trabalho organizado em seu início, argumentar e justificar desse modo o que havia realmente acontecido, nas atuais circunstâncias, é apenas mais um argumento a favor do beco sem saída da social-democracia parlamentar. Pois a alternativa radical de fortalecimento da classe trabalhadora para se organizar e se afirmar fora do Parlamento – por oposição à estratégia derrotista seguida ao longo de muitas décadas até a perda completa de direitos da classe trabalhadora em nome do “ganhar força” – não pode ser abandonada tão facilmente, como se uma alternativa de fato radical fosse a priori uma impossibilidade.
Sobre o autor
István Mészáros é um dos principais intelectuais marxistas contemporâneos. Nasceu no ano de 1930, em Budapeste, Hungria, onde graduou-se em filosofia e tornou-se discípulo de Georg Lukács no Instituto de Estética. Deixou o Leste Europeu após o levante de outubro de 1956 e exilou-se na Itália. Ministrou aulas em diversas universidades, na Europa e na América Latina. Recebeu o título de Professor Emérito de Filosofia pela Universidade de Sussex em 1991. Foi congratulado em 2009 com o Prêmio Libertador al Pensamiento Crítico, concedido pelo Ministério da Cultura da Venezuela, por sua obra O desafio e o fardo do tempo histórico (2007), cuja primeira edição mundial foi lançada em português. Entre seus livros, destacam-se também A crise estrutural do capital (2009) e Para além do capital – rumo a uma teoria da transição (2002), todos publicados pela Boitempo.

Ficha técnica
Título: Atualidade histórica da ofensiva socialista
Subtítulo: uma alternativa radical ao sistema parlamentar
Autor: István Mészáros
Tradução: Paulo Cesar Castanheira / Maria Orlanda Pinassi
Orelha: Ivana Jinkings
Páginas: 208 - Preço: 34,00
Editora: Boitempo
(Resenha enviada ao Contraponto pelo colaborador Sérgio Barbi, repassado de Imprensa Boitempo)

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A consistência de uma vida

Fernanda Perez em 01/12/08

Postado: Catraca Livre

 

José Saramago

“Estou comprometido até o final dos meus dias com a vida e esforço-me por transformar as coisas, e para isso não tenho outro remédio senão fazer o que eu faço e dizer o que sou”
José Saramago

(Frase de uma instalação da exposição. Uma oliveira que contêm alguns pensamentos do autor pendurados como se fossem seus frutos.)

Mais do que uma viagem na biografia do escritor português, a exposição “José Saramago: a  consistência dos sonhos” é uma lição de humanidade.  Inaugurada recentemente no Instituto Tomie Othake, em Pinheiros, a mostra vai até fevereiro de 2009 e promete atrair não só leitores do escritor, mas o público como um todo. Fato é que durante a visita, a presença de muitos pais acompanhados de seus filhos (futuros leitores, certamente), deixa claro o encantamento com o universo mágico do escritor.

Uma linha do tempo guia praticamente toda a exposição, desde seu nascimento em Azinhaga, Portugal, em 1922, passando pela cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Nem a sua visita, em 1999, ao comandante Marcos, líder do movimento revolucionário mexicano de Chiapas, passa batido.

É possível ficar frente a frente com inúmeros manuscritos originais do autor, relíquias que mantêm vivas as histórias de seus personagens. O que chama a atenção é a belíssima caligrafia; parece impossível não sentir a leveza de sua escrita no papel.

Filho de pais camponeses, com uma vida extremamente simples, Saramago começou a dedicar-se a literatura tardiamente, o que não o impediu de uma vasta formação intelectual.

Um escritor engajado, muitas vezes severo, destaca-se pelo excesso de responsabilidade perante um mundo injusto e desigual. Mas ao lado deste pessimismo ferrenho, sua vida é permeada por emoção e sensibilidade, mostra disso, são os textos escritos para sua avó e seu avô.

Comunista, ativista e intelectual polêmico, José Saramago, é um convite a reflexão e ao enfrentamento  à dura realidade em que vivemos. Mas claro, sem perder a doçura  expressada em cada olhar do escritor.

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Margem Esquerda n.14

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Título: Margem Esquerda n.14

Autor(a): Vários autores

Páginas: 160

Ano de publicação: 2010

ISBN: 16787-684

Preço: R$ 28,00

 Indique para um amigo

 

Com textos de Michael Löwy, Mike Davis, Perry Anderson e Slavoj Žižek, entre outros grandes nomes do pensamento contra-hegemônico, a Boitempo apresenta a edição número 14 da Revista Margem Esquerda. O número conta ainda com Dossiê “Imperialismo, ecologia e crise estrutural”, além de texto clássico de Rosa Luxemburgo sobre a Revolução Russa e homenagens a Daniel Bensaid e Giovanni Arrighi, importantes intelectuais falecidos recentemente. Confira apresentação e sumário abaixo.
Apresentação
A crise ecológica manifesta uma contradição fundamental do capitalismo: entre o sistema produtivo e as condições de produção. Desde os primórdios da acumulação primitiva do capital, a conquista de mais e mais lucro se dá com a destruição de trabalhadores e da natureza. Contraditoriamente, o capitalismo destrói sua base, minando a própria capacidade de reprodução. A sorte das classes trabalhadoras e a do meio ambiente estão diretamente vinculadas. A compreensão crítica do vínculo entre luta de classes e ecologia se torna tema indispensável ao pensamento marxista.
Organizado por Carla Ferreira e Mathias Luce, o dossiê deste volume reúne textos dedicados ao meio ambiente, onde, segundo Luce, “a crise climática é apenas a ponta do iceberg da ativação dos limites do capital, quando o imperialismo se torna mais agressivo e fecha o círculo vicioso que coloca em xeque o futuro da humanidade”. Os sociólogos norte-americanos John Bellamy Foster e Brett Clark discorrem sobre as contribuições de Marx e Mészáros à crítica da cisão no metabolismo ecológico e no sociometabolismo provocada pelo funcionamento do capital. O texto do geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves critica o apetite do capital, que, por meio de patentes industriais e biopirataria, privatiza o conhecimento indígena. Michael Löwy reflete sobre a insustentabilidade do modo de produção e consumo dos países capitalistas avançados. Segundo Mathias Luce, o texto de Löwy ressalta que “a consigna ‘mudar o sistema, não o clima’ e a recente Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Madre Tierra, em Cochabamba, evidenciam a radicalização das lutas ecológicas no movimento altermundialista”. E o urbanista norte-americano Mike Davis revela como o descontrole das autoridades sanitárias, sob os interesses da agroindústria, favoreceu mutações genéticas do vírus da gripe H1N1.
As contradições do capitalismo tomam nova forma a partir da Revolução Informacional. Em entrevista concedida a Henrique Amorim, em Paris, o sociólogo francês Jean Lojkine expõe os impactos do capitalismo atual no mundo do trabalho, em especial nas identidades classistas.
Abrindo a seção de artigos, Slavoj Žižek procura responder à questão levantada por Walter Benjamin, a respeito de ser ou não possível uma resolução não violenta de conflitos. Para falar sobre o tema sempre presente da “questão judaica”, os filósofos Zoltán Tarr e Judith Marcus descrevem a relação de Lukács com essa temática. Afrânio Mendes Catani e Renato Gilioli analisam as memórias de presas políticas durante a ditadura na Argentina, de 1974 a 1983. Luiz Renato Martins trata da perda de um sentido histórico dos atos culturais, que, segundo ele, é sintoma da passagem de um ideal de formação do Brasil para uma prática de desmanche.
Por fim, o historiador inglês Perry Anderson retoma a noção de hegemonia de Giovanni Arrighi para entender as dinâmicas das relações internacionais de poder e discutir as perspectivas da crise de hegemonia norte-americana.
Na seção Clássico, um texto de Rosa Luxemburgo sobre a Revolução Russa de 1917, no qual a autora critica Lenin e Trotski, que teriam se afastado da política socialista ao defender a formação de um regime ditatorial na Rússia pós-Revolução. Para Rosa, os socialistas têm de se opor à democracia formal burguesa, fundamentada na desigualdade e na servidão, mas de tal modo que surja um novo conteúdo político.
Este número traz ainda resenhas de Virgínia Fontes e Mauro Luis Iasi. E notas de leitura assinadas por Miguel Vedda, Edilson José Graciolli e Luiz Bernardo Pericás.
As fotos – selecionadas por Luiz Renato Martins – foram feitas por Bob Wolfenson para o documentário Um homem de moral, de Ricardo Dias, sobre o compositor Paulo Vanzolini.
“Não te rendas” [No te rindas], de Mário Benedetti – poeta e escritor uruguaio falecido em maio de 2009 –, compõe a seção Poesia, responsabilidade do professor de literatura da universidade de São Paulo Flávio Aguiar. É dele a tradução aqui publicada e a advertência aos leitores: “Há um jogo não ortodoxo com os pronomes pessoais, as concordâncias e a conjugação verbal. Não é descuido, é proposital, para manter o tom oscilante do poeta, entre o tom imperativo e o apelo, a dicção erudita e a coloquial”.
Carlos Eduardo Martins e João Machado homenageiam, respectivamente, o economista italiano Giovanni Arrighi, falecido em janeiro de 2009, e Daniel Bensaïd, filósofo e militante político francês falecido em janeiro de 2010.Além das obras fundamentais que nos legaram, Arrighi e Bensaïd deixaram, como todos os verdadeiramente grandes, exemplos de humanidade, modéstia, solidariedade. Dedicamos a eles esta edição, e também a Gildo Marçal Brandão, Howard Zinn, Giorgio Baratta e tantos outros que empenharam seus dias em fazer deste um mundo mais justo e igualitário.
Ivana Jinkings e João Alexandre Peschanski
Sumário
Apresentação
ENTREVISTA
Jean Lojkine
HENRIQUE AMORIM
DOSSIÊ: IMPERIALISMO, ECOLOGIA E CRISE ESTRUTURAL
A dialética do metabolismo socioecológico: Marx, Mészáros e os limites absolutos do capital
BRETT CLARK e JOHN BELLAMY FOSTER
Por uma ecologia política crítica da Amazônia
CARLOS WALTER PORTO-GONÇALVES
Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo: um ponto de vista ecossocialista
MICHAEL LÖWY
O capitalismo e a gripe suína
MIKE DAVIS
ARTIGOS
Linguagem, violência e não violência
SLAVOJ ŽIŽEK
Georg Lukács: filósofo e judeu na Europa do século XX
ZOLTÁN TARR e JUDITH MARCUS
Vozes da resistência: prisioneiras políticas na Argentina (1974-1983)
AFRÂNIO MENDES CATANI e RENATO GILIOLI
Dos estudos da formação à greve como formação
LUIZ RENATO MARTINS
Algumas notas históricas sobre hegemonia
PERRY ANDERSON
CLÁSSICO
Sobre a Revolução Russa (1918)
ROSA LUXEMBURGO
HOMENAGENS
Giovanni Arrighi: um pensamento para o século XXI
CARLOS EDUARDO MARTINS
Daniel Bensaïd: militância política como filosofia
JOÃO MACHADO
RESENHAS
O pensamento de um intelectual insubstituível
VIRGÍNIA FONTES
Manifesto contra a delinquência acadêmica e a pedantocracia
MAURO LUIS IASI
NOTAS DE LEITURA
A formação do mercado de trabalho no Brasil
LUIZ BERNARDO PERICÁS
Estado, política e classes sociais: ensaios teóricos e históricos
EDILSON JOSÉ GRACIOLLI
Da miséria ideológica à crise do capital: uma reconciliação histórica
MIGUEL VEDDA
POESIA
Não te rendas
MÁRIO BENEDETTI
IMAGENS
BOB WOLFENSON E RICARDO DIAS
APRESENTAÇÃO DAS IMAGENS
Até quando?
LUIZ RENATO MARTINS

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Lançamento do livro "Luta, Substantivo Feminino - mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura"

QUINTA-FEIRA, 25 DE MARÇO

9h00 às 11h00 - São PauloNesta quinta-feira ocorre o lançamento do livro "Luta, Substantivo Feminino - mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura", que irá ocorrer na PUC de São Paulo.

 

ATENÇÃO: O livro será distribuído gratuitamente.
LOCAL DO EVENTO: PUC-SP, rua Monte Alegre, 984 - Prédio Novo - Sala 239 (região de Perdizes), São Paulo.

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O Capital

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Cotas Raciais – Por que sim?

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Livro de Daniel Bensaid inédito no Brasil disponibilizado para download

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Como parte das homenagens ao companheiro e marxista revolucionário Daniel Bensaid, disponibilizamos em versão completa para download o livro Trotskismos.

 

No ano em que se comemoram os 70 anos da fundação da Quarta Internacional e os 35 da formação da LCI (Liga Comunista Internacionalista), a publicação em português do livro de Daniel Bensaïd sobre os trotskismos não poderia ser mais oportuna. Como o próprio autor afirma na nota introdutória: “Apesar de algum recuo relativo e do esforço de compreensão distanciada que procurei ter, não pretendo ter escapado à subjectividade inerente às experiências e comprometimentos pessoais”. Para Daniel Bensaïd, não se trata pois de elaborar uma história das correntes trotskistas, mas sim “de dar sentido às controvérsias políticas e teóricas que marcaram esta história agitada”.

Clique aqui para obter o arquivo

Para ter acesso ao livro, é só clicar em http://www.enlace.org.br/documentos-enlace/trotskismosdb.pdf/view

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A fuga, livro de André Borges, será lançado dia 19/01.

 

A fuga

Em seu novo livro, A fuga - presos políticos fogem para participarem da luta armada contra a ditadura, André Borges narra a sua longa trajetória nos cárceres do regime ditatorial e seu luta pela liberdade democrática em uma narrativa envolvente e realista dos acontecimentos da época.

André Borges é militante do Círculo Palmarino, fundador do IPDH - Instituto Palmares de Direitos Humanos e do MNDH.

 

A Editora Urbana e o Instituto Palmares de Direitos Humanos tem a honra que convidar a todos têm a honra de convidar para o seu novo livro A fuga. Na ocasião, haverá um coquetel.

Local: Instituto Palmares de Direitos Humanos

Av. Mem de Sá, 39 - Lapa - RJ

Data: 19 de janeiro 2010

19 horas.

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Frei Tito: "Morrer para Viver"

Este é o título do livro de Bernard (Ben) Strik sobre a Luta do Frei TITO DE ALENCAR contra a ditadura militar. O Prefácio é do Frei Betto, companheiro do Frei Tito na mesma luta.
Ben Strik foi missionário no Brasil durante 20 anos, realizando trabalhos de apoio ao movimento popular no nordeste, no sudeste e na Amazônia. De retorno à sua pátria (Holanda), criou o "Brasil op Weg" (Brasil caminhando), uma ONG formada para levar o conhecimento do que se passava no Brasil, naqueles anos de chumbo, às comunidades católicas e protestantes holandesas. Traduzia canções brasileiras - cerca de 150 - para sua língua pátria e as cantava nas comunidades. Com isso, tornou conhecido o Brasil, a ditadura e seus crimes e conseguia ajuda financeira para dezenas de trabalhos de base por ele apoiado.
Sabendo da morte do Frei Tito, e conhecendo sua vida através da família Alencar e de muitas e incansáveis pesquisas, dedicou-se a escrever o livro, tendo como pano de fundo a história da colonização do Brasil, as lutas do povo e os crimes da ditadura. Foram vários anos de trabalho árduo.
O livro está à venda no Brasil em várias cidades. Em São Paulo, está sob os cuidados da Pastoral Operária da arquidiocese (11) 3106-5531 (com Lucas o Cidinha), assim como deste que vos escreve. Seu preço? R$ 40,00. Pagas as despesas com a edição do livro, o demais Ben Strik está destinando à compra da casa onde Frei Tito nasceu, que será o museu sobre sua vida, luta e morte.
Se alguém quiser adquirir o livro entre em contato. (Waldemar Rossi - walderossi@gmail.com)

 

 

MORRER PARA VIVER
A Luta de Tito de Alencar Lima contra a Ditadura Brasileira

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De Ben Strik, com prefácio de Frei Betto, 719 páginas e mais de 200 ilustrações.
“Morrer para Viver” descreve a biografia de Frei Tito de Alencar Lima desde seu nascimento em 1945 até sua morte na França em 1974. Sua maneira de pensar, seus ideais. Sua luta contra a ditadura e seu exílio. Seu sofrimento depois das torturas físicas e mentais e sua morte. Para compreender seus motivos o livro esboça a negativa histórica do Brasil desde 1500 até hoje como a causa de seu idealismo fabuloso.

Sobre o autor
Ben Strik é holandês. Nasceu em 1923 e lutou contra os nazistas alemães na Segunda Guerra Mundial. Tornou-se sacerdote salesiano de Dom Bosco e trabalhou 22 anos no Brasil. A descoberta de semelhanças marcantes entre a vida dele e a de Frei Tito de Alencar Lima, deu a Ben Strik a idéia de fazer ouvir as razões que o levaram a dar sua vida por seus compatriotas oprimidos e abandonados.
Ao mesmo tempo, Ben Strik apresenta Frei Tito como um exemplo para todos os jovens do mundo, que, igualmente como ele, querem lutar por uma sociedade mais justa.

Encomenda e Informações
Editora “Brasilboeve”, Holanda
Paperback 2009-09-11
Parte da renda será para abrir um museu em honra de Frei Tito em Fortaleza

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Livro homenageia Noel Rosa

 

Editora Expressão Popular lançará na próxima terça-feira, dia 8, livro do professor Luiz Ricardo Leitão sobre a vida e obra do Poeta da Vila

 

da Redação – Brasil de Fato

Noel Rosa Às vésperas do ano de centenário de vida do músico e poeta Noel Rosa, a Editora Expressão Popular lançará na próxima terça-feira (8) o livro “Noel Rosa: Poeta da Vila, Cronista do Brasil”, de autoria do escritor, tradutor e professor Luiz Ricardo Leitão. O lançamento será realizado no Salão Nobre do Instituto de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

No livro, o autor busca inserir Noel Rosa na galeria dos poetas e prosadores que, por meio de sua obra, contribuem para o entendimento do processo de formação socioespacial do país.

De acordo com Leitão, a obra é dividida em duas partes: “a primeira recapitula a vida e a obra musical do compositor; e a segunda é uma longa digressão sobre os motes explorados por Noel em suas canções, cujos temas são os mais amplos possíveis, desde os tradicionais motivos da metafísica amorosa até os mais prosaicos dilemas da vida cotidiana e as contradições da imprevisível política da nossa Bruzundanga”.

O lançamento do livro de Luiz Ricardo Leitão abre o ciclo de homenagens que serão prestadas à Noel Rosa em 2010, ano em que completaria 100 anos de vida. Noel Rosa nasceu em 1910 no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, onde viveu e morreu aos 27 anos.

O autor explica que, na obra, “além de tecer algumas observações sobre a biografia do artista, associa a sua criação musical à obra de escritores como Gregório de Matos, Machado de Assis e Lima Barreto, todos eles mestres na sublime arte de interpretar o sentido e a formação do Brasil”.

Serviço:

Lançamento do livro “NOEL ROSA – POETA DA VILA, CRONISTA DO BRASIL”, escrito por Luiz Ricardo Leitão e ilustrado por Gilberto Maringoni.

Dia 8 de dezembro de 2009

Local: Salão Nobre do Instituto de Letras da UERJ

Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, 11º andar, Maracanã, Rio de Janeiro.

A partir das 18h 30.

Programação

18h30 – Breve sessão de apresentação da obra ao público

Participação Musical: Duo Lacrimae & músicos da Banda CAp-UERJ

19h30 / 21h30 – Coquetel e noite de autógrafos

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Livro resgata registros fotográficos de processos revolucionários

Revoluções Sobrecapa Final.indd No livro "Revoluções" (Editora Boitempo), Michael Löwy reúne os principais registros fotográficos dos processos revolucionários do final do século XIX até a segunda metade do século XX. Para o organizador da obra, “as fotos de revoluções revelam ao olhar atento do observador uma qualidade mágica, ou profética, que as torna sempre atuais, sempre subversivas. Elas nos falam ao mesmo tempo do passado e de um futuro possível”. O livro percorre a diversificada experiência das lutas populares por meio de imagens raras, como as fotografias da Comuna de Paris, e clássicas, como as de Lenin e Trotski na Rússia
Redação - Carta Maior
Em um esforço inédito de compilação, o livro "Revoluções" reúne os principais registros fotográficos dos processos revolucionários do final do século XIX até a segunda metade do século XX. O livro convida o leitor a percorrer a diversificada experiência das lutas populares por meio de imagens raras, como as fotografias da Comuna de Paris, e clássicas, como as de Lenin e Trotski na Rússia. Para Michael Löwy, organizador da obra, “as fotos de revoluções revelam ao olhar atento do observador uma qualidade mágica, ou profética, que as torna sempre atuais, sempre subversivas. Elas nos falam ao mesmo tempo do passado e de um futuro possível”.
Além da documentação iconográfica, os acontecimentos históricos são narrados por intelectuais como Gilbert Achcar, Rebecca Houzel, Enzo Traverso, Bernard Oudin, Pierre Rousset, Jeanette Habel e o próprio Löwy. São ensaios ágeis que, a partir de registros fotográficos, retratam a Comuna de Paris, as revoluções Mexicana (1910–1920), Russas (1905 e 1917), Alemã (1918–1919), Húngara (1919), Chinesas (1911 e 1949), Cubana (1953–1967) e a Guerra Civil Espanhola (1936).
A edição brasileira conta com um capítulo exclusivo, no qual Löwy faz uma reflexão sobre os momentos de resistência que marcaram a história do Brasil. O livro traz também um texto, "A história não terminou", que passa em revista uma série de eventos transformadores dos últimos trinta anos: o Maio de 1968, a Revolução dos Cravos em Portugal (1974) e a Nicaraguense (1978–1979), a queda do Muro de Berlim (1989) e a sublevação zapatista de Chiapas (1994–1995).
A obra resgata, assim, a trajetória daqueles que viveram movimentos contra-hegemônicos e de inspiração igualitária, aliando rostos de anônimos que protagonizaram as lutas de classe a registros de dirigentes eternizados pela história, como Vladimir Lenin, Felix Dzerjinski, Leon Trotski, Béla Kun, Emiliano Zapata, Pancho Villa, Che Guevara e Fidel Castro.
Nas palavras de Luiz Bernardo Pericás, que assina a orelha do livro, “sucesso de público e crítica tão logo foi lançado na França, em 2000, Revoluções teve sua primeira edição esgotada rapidamente. As imagens e os ensaios que compõem este volume tornam-se imprescindíveis para a compreensão de alguns dos episódios mais bonitos e emocionantes da história universal contemporânea”.
Sobre o organizador
Nascido no Brasil, formado em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, o sociólogo Michael Löwy vive em Paris desde 1969. É diretor emérito de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Homenageado, em 1994, com a medalha de prata do CNRS em Ciências Sociais, é autor de A teoria da revolução no jovem Marx (Vozes, 2002), Walter Benjamin: aviso de incêndio (Boitempo, 2005) e Lucien Goldmann ou a dialética da totalidade (Boitempo, 2009), dentre outras publicações. (Agência Carta Maior)

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11a Festa do Livro da USP - 2009

Feira do livro

25-26-27|11 das 9h ás 21h

Saguão do Prédio de Geografia e História da USP - FFLCH

  Av. Prof. Lineu Prestes, 338 - Cidade Universitária - São Paulo / SP

http://www.edusp.com.br/eventos.asp

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Infoproletários - Degradação real do trabalho virtual

 

978-85-7559-136-9_big Título: Infoproletários

Subtítulo: degradação real do trabalho virtual

Autor(a): Ricardo Antunes e Ruy Braga (orgs.)

Páginas: 256

Ano de publicação: 2009

ISBN: 978-85-7559-136-9

Preço: R$ 44,00

 

 

 

Infoproletários evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.
A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.
Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.
Segundo Michel Burawoy, sociólogo que assina a orelha do livro, ”a obra aponta para a profunda transformação sofrida pela classe trabalhadora e o projeto de movimento internacional operário, ante os parâmetros verificados por Karl Marx em seu tempo. Apenas a articulação entre múltiplas identidades – de gênero, de nacionalidade, de raça, assim como de classe – forjadas em terrenos políticos que transcendam a produção imediata lhes permitirá se rebelar contra o mercado e desafi ar o capital global – mas, mesmo assim, apenas em um grau limitado e de uma forma fragmentária. Essa é certamente a mensagem deste livro – que revela a experiência cotidiana vivida por essa nova classe trabalhadora globalizada ligada aos serviços”.
Ensaios e autores
O trabalho do conhecimento na sociedade da informação: a análise dos programadores de software
Juan José Castillo
A construção de um cibertariado? Trabalho virtual num mundo real
Ursula Huws
A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo
Ruy Braga
O “trabalho informacional” e a reificação da informação sob os novos paradigmas organizacionais
Simone Wolff
Os trabalhadores das Centrais de Teleatividades no Brasil: da ilusão à exploração
Sirlei Marcia de Oliveira
O desenho do trabalho assalariado em empresas fidelizadoras da indústria de call centers no Brasil
Arnaldo Mazzei Nogueira e Fabrício Cesar Bastos
Centrais de Teleatividades: o surgimento dos colarinhos furta-cores?
Selma Venço
A identidade no trabalho em call centers: a identidade provisória
Cinara Lerrer Rosenfield
As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho?
Claudia Mazzei Nogueira
Trajetórias profissionais e saberes escolares: o caso do telemarketing no Brasil
Isabel Georges
Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho?
Ricardo Antunes
Apêndice
Capital fixo e o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade
Karl Marx
Sobre os organizadores
Ricardo Antunes é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (São Paulo, Boitempo, 2007). É autor de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 2003) e Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999), entre outros livros.
Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003).
Sobre a Coleção Mundo do Trabalho
Coordenação de Ricardo Antunes
Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas

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Lançamento do livro Infoproletários degradação real do trabalho virtual"

APROPUC-SP 13.11.09

Infoproletários degradação real do trabalho virtual

Ricardo Antunes e Ruy Braga (orgs.)

Lançamento no dia 13/11, sexta feira, com Ricardo Antunes, Ruy Braga e Francisco de Oliveira

A partir de 17h30, no Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da USP (sala 18)

978-85-7559-136-9_big Infoproletários evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.

A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.

Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.

Segundo Michel Burawoy, sociólogo que assina a orelha do livro, "a obra aponta para a profunda transformação sofrida pela classe trabalhadora e o projeto de movimento internacional operário, ante os parâmetros verificados por Karl Marx em seu tempo. Apenas a articulação entre múltiplas identidades - de gênero, de nacionalidade, de raça, assim como de classe - forjadas em terrenos políticos que transcendam a produção imediata lhes permitirá se rebelar contra o mercado e desafi ar o capital global - mas, mesmo assim, apenas em um grau limitado e de uma forma fragmentária. Essa é certamente a mensagem deste livro - que revela a experiência cotidiana vivida por essa nova classe trabalhadora globalizada ligada aos serviços".

Ensaios e autores

O trabalho do conhecimento na sociedade da informação: a análise dos programadores de software
Juan José Castillo

A construção de um cibertariado? Trabalho virtual num mundo real
Ursula Huws

A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo
Ruy Braga

O "trabalho informacional" e a reificação da informação sob os novos paradigmas organizacionais
Simone Wolff

Os trabalhadores das Centrais de Teleatividades no Brasil: da ilusão à exploração
Sirlei Marcia de Oliveira

O desenho do trabalho assalariado em empresas fidelizadoras da indústria de call centers no Brasil
Arnaldo Mazzei Nogueira e Fabrício Cesar Bastos

Centrais de Teleatividades: o surgimento dos colarinhos furta-cores?
Selma Venco

A identidade no trabalho em call centers: a identidade provisória
Cinara Lerrer Rosenfield

As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho?
Claudia Mazzei Nogueira

Trajetórias profissionais e saberes escolares: o caso do telemarketing no Brasil
Isabel Georges

Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho?
Ricardo Antunes

Apêndice
Capital fixo e o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade
Karl Marx

Sobre os organizadores

Ricardo Antunes é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (São Paulo, Boitempo, 2007). É autor de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 2003) e Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999), entre outros livros.

Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003).

Sobre a Coleção Mundo do Trabalho

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Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas

Ficha técnica
Título: Infoproletários
Subtítulo: degradação real do trabalho virtual
Organizadores: Ricardo Antunes e Ruy Braga
Orelha: Michel Burawoy
Páginas: 256
Ano de publicação: 2009
ISBN: 978-85-7559- 136-9
Preço: R$ 44,00
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