Arquivo de Mídia Alternativa

Número de internautas no mundo chega à marca de 1,5 bilhão

Jamil Chade - Estadão.com.br - Estatísticas
01.12.2008 - Observatório do direito à comunicação

O número de internautas no mundo chega à marca de 1,5 bilhão de pessoas, sete vezes maior que no início da década. Os dados foram divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que destaca para a explosão do número de pessoas usando a web em todo o mundo. Hoje, um sexto da população mundial tem acesso à rede. Mas as diferenças entre países ricos, emergentes e os mais pobres ainda são gritantes. Na África, menos de 1% dos usuários de Internet contam com banda larga.
Desde 2005, o número de internautas aumentou em 500 milhões de pessoas. No ano 2000, o número total de pessoas usando a Internet não chegava a 200 mil. Os dados sobre os usuários de Internet são preliminares e a divisão entre os países será divulgada no início de 2009. Outra constatação da UIT é de que 2008 de fato marcará a venda de 4 bilhões de celulares. A explosão do número de usuários vem ocorrendo especialmente nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), onde já há um terço dos celulares no planeta. Há apenas oito anos, o mundo contava com pouco mais 500 milhões de celulares.
Hoje, o celular chega a 61% de penetração, taxa superior ao telefone fixo em muitas capitais africanas. O crescimento do setor foi de 24% em média por ano desde o início da atual década.
Nos quatro grandes países emergentes, a taxa de celulares já chegará a 1,3 bilhão até o final do ano. Na prática, isso significa que um terço de todos os celulares do planeta estão nesses quatro mercados.
A liderança entre os emergentes é da China, com quase 700 milhões de celulares. Em julho, o país já superava a marca de 600 milhões e se tornou o maior mercado de celulares do mundo, superando os Estados Unidos. Por ano, 100 milhões de celulares na China foram colocados no mercado desde 2000.
O Brasil acompanha o crescimento, mas em números absolutos foi ultrapassado pela Índia e Rússia nos últimos anos. Entre 2000 e 2003, o País foi o segundo maior entre os emergentes em números absolutos. Mas desde 2004 tanto a Rússia como a Índia ultrapassaram o Brasil em assinaturas. Hoje, os indianos somam cerca de 300 milhões de celulares, contra pouco mais de 110 milhões no Brasil. Na Rússia, são cerca de 160 milhões. Mas em termos de penetração, o Brasil é um dos líderes, com 50%.

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Blogs são fontes de informação para jornalistas

Para quem ainda acha que os blogs não são fontes de informação para os jornalistas, a pesquisa realizada por Paul Bradshaw desmistifica tal questão. Bradshaw enviou questionários  a 200 jornalistas com blogs, em 30 países diferentes, em junho deste ano, questionando dentre outros: “Blogar afetou sua abordagem ao processo de coleta de notícias?”

O resultado:

gráfico

Legenda:

Em Nada (Not at all);

Ligeiramente (Slightly);

Bastante (Quite a Bit);

Enormente (Enormously) e

Completamente (Completely)

Via blog do GJOL

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Novembro, mais um recorde: 45.306 visitas ao site e ao blog do IZB

Fechamos o mês de novembro com 45.306 visitas ao site e ao blog do IZB, em outubro foram 38.232 visitas e em setembro com 35.583. Agosto fechou com 31.215, em julho foram 25.021, em junho 22.821, já em maio foram 16.880 e em abril 8.780 visitas. O Blog, criado em abril já acumulou nesses oito meses 172 mil visitas. No total, somando o blog e o site, de janeiro a novembro, foram 229.431 visitas. Ou seja, continuamos numa rota de crescimento dos acessos à página.
Queremos agradecer a todos os que visitam a nossa página e continuar contando com vocês para fortalecer ainda mais esta ferramenta de comunicação do IZB.
Novamente, queremos pedir a ajuda dos companheiros e companheiras, sócios ou não do IZB, para ajudarem na divulgação do site, na sugestão de matérias, artigos, entrevistas e principalmente, na colaboração com textos próprios. Estamos abertos a todas as colaborações que ajudem nos objetivos do IZB que é propagar a luta socialista, manter viva a memória das lutas operárias e popular e ajudar na formação e elevação da consciência crítica dos trabalhadores e do povo.
Outra questão que o IZB tem procurado disseminar na Internet é a troca de links com entidades, movimentos, blogues individuais ou coletivos que tenham o mesmo perfil do IZB, ou seja, estejam dentro daquilo que podemos definir com portadores de uma opinião crítica e independente, queremos fortalecer esta colaboração, para isso o IZB divulga e indica sites e blogues afins. Entre em contato conosco.

Márcio Bento
Coordenação de comunicação do IZB

acessografico

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Blogs são fontes de informação para jornalistas

 

Para quem ainda acha que os blogs não são fontes de informação para os jornalistas, a pesquisa realizada por Paul Bradshaw desmistifica tal questão. Bradshaw enviou questionários  a 200 jornalistas com blogs, em 30 países diferentes, em junho deste ano, questionando dentre outros: “Blogar afetou sua abordagem ao processo de coleta de notícias?”

O resultado:

gráfico

Legenda:

Em Nada (Not at all);

Ligeiramente (Slightly);

Bastante (Quite a Bit);

Enormente (Enormously) e

Completamente (Completely)

Fonte:  Blog Herdeiros do Caos

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"Primeira MOSTRA LUTA!" de Campinas

http://camaracom.com.br/mostraluta/

No Brasil, seis famílias (Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) "produzem" praticamente toda a informação que chega aos 184 milhões de habitantes. Quase sem fiscalização, concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação, contrariando a legislação federal. Para garantir seus lucros e os de seus investidores, essas famílias não hesitam em criminalizar as lutas dos movimentos sociais e distorcer a realidade vivida pelos trabalhadores. Em Campinas, não é diferente: a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) monopoliza os meios impressos na cidade e região (Correio Popular, Diário do Povo, Notícia Já, Gazeta do Cambuí, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão). É com esse poder que (de)formam a opinião pública,  tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia.

A "Primeira MOSTRA LUTA!" surge para afirmar um dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à comunicação. De 1 a 6 de dezembro, em Campinas, muitos sem-voz falarão, através de vídeos, sobre sua realidade, sonhos e lutas: a luta dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-trabalho, a luta contra a privatização das nossas riquezas, pela diversidade sexual e pelo acesso à arte e cultura, a luta operária e estudantil, a luta antimanicomial, enfim, a luta geral pela sobrevivência. Esperamos que a população de Campinas não se deixe levar pelo silêncio enorme que nos engole e venha ver, com seus próprios olhos, e discutir, com sua própria boca e cabeça, a realidade que não passa na TV.

Programaçao:
Local: Museu da Imagem e do Som - Palácio dos Azulejos
Rua Regente Feijó, 859 - Centro,  Campinas - SP
telefone: (19) 32367851

Segunda 1/dez - 19hs
Companheiro Arcênio. Presente!

Cilla Amaral e Rafael Prata (TV COT), 2003 - 40′
O vídeo pincela a história do movimento dos trabalhadores de São Paulo da década de 60 aos anos 2000 através da biografia de Arcênio Rodrigues da Silva, um dos fundadores do Movimento Metalúrgico de SP (Momsp).

Lutar Sempre! – 5° Congresso Nacional do MST
Brigada de Audiovisual da Via Campesina, 2007 - 29′
O documentário "Lutar Sempre! – 5° Congresso Nacional do MST" pretende ir além do registro daquele que foi considerado o maior congresso de camponeses da história na América Latina, reunindo mais de 17.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra de todo o Brasil e convidados. Tem como objetivo ser um material formativo que discuta a situação atual das lutas sociais e a construção de um projeto popular.

Terça 2/dez - 19hs
JanaJana
Identidade, 2007 - 11′46"
Jana e Jana são a mesma pessoa, respondendo às mesmas perguntas, em duas entrevistas gravadas em um intervalo de poucas semanas. Estas duas Janaínas, duas travestis, que são uma, recontam sua história com o ensino formal. Sutilmente, cada narração transfigura o passado, reforçando ou enfraquecendo cada ponto do que é recontado. 

Movimento Passe-Livre Presente!
Denis Forigo e Jefferson Vasques (CAMARÁ), 2005 - 17′
Este vídeo retrata as movimentações do Movimento Passe-Livre em Campinas, em 2005, mostrando sua organização, suas manifestações e a repressão da mídia, polícia e governo.

Do Corpo à Palavra
c. e. m. – Centro em Movimento (Lisboa/Portugal), 2007 - 48′
Um grupo de mulheres com histórias de vida que passam pela prostituição de rua, na cidade de Lisboa, desenvolve um trabalho baseado no corpo e na dança, no contexto de um programa de reintegração social. No âmbito deste programa, participam num laboratório de cinema documental com o objetivo de realizarem um filme coletivo. No decorrer do processo surge a urgência de abordar o tema da prostituição e o direito à maternidade. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o grupo organiza um evento público na Igreja dos Anjos, onde é apresentado um vídeo criado por elas, "Mães de Corpo Inteiro", seguido de um debate. O processo de trabalho, momentos do laboratório de dança e de cinema, a preparação do evento, os conflitos, as escolhas, e a reflexão sobre o tema da maternidade, até chegar ao dia da exibição do vídeo, são o fio condutor deste documentário. Uma reflexão sobre a vida deste grupo de mulheres, as suas histórias pessoais, lutas e conquistas.

Quarta 3/dez - 19hs
Loucos por Jornalismo
Cleyton A Jacintho, Andreia Durta e Lucimeire. 2008 -  20′ 
O vídeodocumentário "Loucos por Jornalismo" tem como objetivo mostrar como a comunicação, em especial o jornalismo, pode ser um importante instrumento para inclusão social. O programa é elaborado desde a pauta, produção, edição e locução pelos usuários do Cândido Ferreira. Em cinco anos de existência, o programa tem se revelado fundamental na recuperação da cidadania, auto-estima e inclusão social destas pessoas. Não pretendemos com este trabalho simplificar o processo de recuperação destas pessoas, mas enfocar, em especial, os resultados alcançados pela oficina de comunicação, uma vez que ela está inserida dentro de um contexto muito mais amplo, que é a reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial.

Eles não vão a Daslu
Vinicius Zanotti, 2008 - 19′46"
Júlio e Eunice são catadores de recicláveis e vivem marginalizados no sistema capitalista. "Eles não vão a Daslu" traz os conflitos, alegrias e angustias de 1 dia de suas vidas.

Frei Tito
Grupo Risco, 2008 - 20′13"
O vídeo relata as duas semanas da ocupação Frei Tito em Campinas, desde a ocupação do terreno por 3000 pessoas até o despejo, entre março e julho de 2008.

Quinta 4/dez - 19hs
O Protesto
Identidade, 2008 - 7′15"
Em uma noite de sábado, em fevereiro de 2008, a militância LGTTB contabilizou seis assassinatos de travestis em todo o país. Uma delas foi morta em Campinas, com um tiro no rosto, em seu próprio apartamento. No final de semana seguinte, um grupo de ativistas indignados, vestidos de preto, toma a principal rua do centro da cidade. Dentre eles, algumas travestis carregando junto ao peito símbolos que intencionam mostrar às milhares de pessoas que faziam compras e passeavam que elas poderiam ser os próximos alvos da violência.

Excluídos
Video Kulatra, 2007 - 20′
"Excluídos" é um vídeo-manifesto produzido a partir de imagens feitas em Campinas/SP no Grito dos ExcluÌdos, 2007. Tem como objetivo, ao contrário da imprensa entorpecente, demonstrar parte da atual realidade brasileira. O vídeo, no qual a população expressa por si o quanto está farta deste governo discriminatório e opressor, provoca questinamentos acerca da idéia de exclusão, e os conflitos gerados quando a polícia intervém para obrigar a submissão e a exploração.
Sapphadas (lançamento!)
CAMARÁ, 2008 - 30′
"Sapphadas" é resultado do curso "Introdução ao vídeo-documentário como instrumento de comunicação popular" oferecido em parceria com o MO.LE.CA (Movimento Lésbico de Campinas). "Sapphadas" retrata a vida de dois casais de lésbicas: como se descobriram lésbicas, como se conheceram, as dificuldades do relacionamento e os desafios na luta pela afirmação de sua orientação sexual. 

Sexta 5/dez - 19hs
Em defesa da Previdência Pública
Denise Simeão (TV COT), 2007 - 8′
Uma exposição sobre os principais pontos da Reforma da Previdência no governo Lula e suas conseqüências para os trabalhadores.

Deus e o Diabo nas ondas do AR
Júlio Matos (Rádio Muda), 2002 - 16′
Curta que conta um pouco da vivência da Rádio Muda, um Rádio Livre que transmite em 105.7FM a mais de 15 anos.

Manifesto da TV Piolho + 1 programa da tv
Tv Piolho, 2006 -  2′(manifesto); 6′(programa)
Manifesto que marca o início de uma das primeiras, se não a primeira, TV Livre do Brasil - a TV Piolho, que transmite no canal 20 UHF. Um marco na história da comunicação livre.

Chamada a cobrar - 10 anos de privatização do CPqD/Sistema Telebrás (lançamento!)
Cristina Beskow (CAMARÁ e SINTPq), 2008 - 20′
O vídeo-documentário faz uma reflexão sobre a privatização do CPqD/Sistema Telebrás e as consequências deste processo para a população brasileira.

Sábado 6/dez
Sessão das 16hs

Com quantos quilos de medo se faz uma tradição?
Grupo Risco, 2005 - 12′37"
Imagens do despejo violento da ocupação "Plínio Ramos", prédio ocupado no centro de São Paulo, em agosto de 2005. Capturado com cameras fotograficas digitais.

Prestes (lançamento!)
Grupo Risco, 2007 - 30′14"
Documentário com entrevistas a moradores e imagens da maior ocupação vertical da América Latina, 2 meses antes de sua reintegração de posse. A ocupação, organizada pelo Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), localiza-se na região da Luz, centro da cidade de São Paulo.

Ninguém leva nossa casa! (lançamento!)
Sérgio Souza, Ike banto e Christhian Osyo, 2008 - 17′37"
No interior de um loteamento na região sudoeste de Campinas, grupos culturais e a comunidade estão organizados para garantir que o casarão histórico da Fazenda Roseira não seja demolido por seu antigo proprietário e que o espaço seja transformado em Casa de cultura, uma historia de luta da periferia consciente contra a especulação imobiliária, e a omissão do poder publico.

Sessão das 19:30hs
Flaskô: Fábrica sob o controle dos trabalhadores
Rafael Prata (TV COT), 2003 - 20′
A política ecônomica nas últimas décadas levou ao fechamento de muitas empresas, atraso de salários e demissões. A CIPLA e a INTERFIBRA (SC) e a FLASKÔ (Sumaré/SP) são exemplos disso. Só que nesses casos a resposta dos trabalhadores foi ocupar e controlar as fábricas, em defesa dos direitos e dos empregos.

Nem um minuto de silêncio
Brigada de Audiovisual da Via Campesina, 2007 - 23′
O documentário Nem um minuto de Silêncio: Fora Syngenta do Brasil foi produzido de forma independente pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina Brasil. Camponeses e camponesas, acampados e acampadas, assentados e assentados, todos moradores da periferia rural brasileira, começam a se organizar para produzir um contraponto audiovisual à deturpação e violência engendrada pelas transnacionais e pelos representantes do agronegócio. Uma violência que é legitimada e defendida pela grande mídia - através de suas novelas e telejornais - e por cineastas subjugados à lógica comercial. 
O presente documentário analisa os acontecimentos que levaram ao assassinato - em outubro de 2007 - do camponês Valmir Mota Keno no interior do estado do Paraná, por uma milícia armada contratada pela transnacional Syngenta Seeds. Keno era integrante do MST e já vinha sofrendo ameaças de morte. O documentário pretende aprofundar a discussão sobre a questão agrária brasileira, contrapondo o modelo de desenvolvimento voltado para a produção de transgênicos e liderado por grandes empresas transnacionais - que não descartam a utilização da violência para alcançar seus objetivos -, ao modelo que busca o fortalecimento da agricultura familiar voltado para a garantia da soberania alimentar de todo o povo brasileiro. A  Syngenta é uma transnacional suiça, que dentre outras atividades ilegais, mantinha um campo de testes com transgênicos dentro da faixa de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade.

2 meses e 23 minutos
Rogério Pixote e Fábio Ranzani (MTST), 2007 - 23′
Sob a perspectiva das mulheres e crianças, a luta pelo direito à moradia de 5 mil pessoas organizadas pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-teto) no acampamento João Cândido.

Para informações detalhadas acesse o site do evento: http://camaracom.com.br/mostraluta/

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Mass media e políticas de massas: Perspectivas conservadora, liberal e marxista

por James Petras

Debates e estudos sobre os mass media (MM) têm focado a sua parcialidade política, propriedade e ligações às grandes empresas, relações e laços com o Estado, abertura e diversidade relativas, promoção de guerras e interesses corporativos, entre outros grandes problemas que afectam as relações de poder, riqueza e imperialismo. De particular interesse para os autores que se opõem ou apoiam o papel dos MM é o impacto que estes têm, ao influenciar a visão geral do mundo, opiniões e comportamentos das pessoas. Ensaios, monografias e estudos empíricos têm sido publicados quanto à extensão da influência dos MM, o período de tempo durante o qual mantém controlo, a profundidade das opiniões inculcadas pelos MM e o ‘lugar’ que as mensagens transmitidas pelos MM têm na indução da opinião pública à conformidade com os interesses da classe dominante.
Uma compreensão do papel e poder dos MM na actual sociedade capitalista exige-nos que organizemos um debate compreendendo três grandes escolas – Conservadora, Liberal e Marxista – antes de procedermos a uma análise crítica e finalmente apresentarmos notas destinadas a criar alternativas às redes de informação e comunicações controladas pelas elites.
Paradigmas em competição: conservador, liberal e marxista
Há três paradigmas quanto ao papel, poder e relação dos mass media com a opinião e acção pública: o conservador, o liberal e o marxista.
O paradigma conservador, ou ‘pluralista’, largamente propagado pelos cientistas sociais dos EUA e Europa, enfatiza as múltiplas vozes, as redes em competição, o mercado de informação e a diversidade de opiniões. Os conservadores – ‘pluralistas’, afirmam que mesmo se a posse dos mass media estiver concentrada e a sua mensagem deturpada a favor do status quo, os mass media são simplesmente uma ‘ferramenta’, contrabalançada por outras ‘ferramentas’, tais como os ‘grandes números’ de votantes de baixos salários. Embora concedendo que haja um acesso desigual aos mass media entre trabalhadores e o capital, regimes pró-guerra e oposição anti-guerra, afirmam que a oposição também tem alguns meios de acesso ao mercado, através de numerosos escritores e agentes de difusão: O controlo sobre os mass media é ‘desigual mas disperso’. Discutem ainda que, com o crescimento da Internet, há múltiplas fontes de informação e que o monopólio dos mass media tem sido seriamente diluído, efectivamente ‘democratizando’ o ’sistema de comunicação’. Os ideólogos pluralistas mais astutos citam estudos empíricos, a demonstrarem que a maior parte das visões que os indivíduos têm são formadas pelos suas famílias, amigos e vizinhos – relações face-a-face, muito mais que os ‘impessoais’ media. Em suma, os conservadores defendem que não existe uma toda-poderosa elite dos mass media e que a extensão em que existe é contrabalançada pelos media alternativos, opiniões locais e pelo sua própria tolerância a opiniões diversas e concorrentes.
O paradigma liberal dos mass media
O paradigma liberal descreve os MM como o instrumento chave da dominação pela classe dominante numa democracia liberal. Começando com o registo histórico da concentração da propriedade do mass media nas mãos de um pequeno grupo de corporações interligadas com a área dos negócios e com o Estado, os MM são vistos como um componente essencial do ’sistema de controlo’ que perpetua a classe dominante e a construção de impérios pelo seu controlo e doutrinação da opinião pública. A maioria da população é convertida numa massa maleável, induzida na conformidade com os interesses e políticas da classe dominante, assim prevenindo a mudança e perpetuando o domínio pela elite corporativa. Para os liberais o controlo de cima para baixo pelos mass media explica o ‘paradoxo’ de um império altamente desigual e orientado para a acção militar, no contexto de um sistema político livre e democrático. O principal papel dos académicos é convencer outros académicos a desmascarar os media, a expor as suas fabricações, mentiras e hipocrisias, enfatizando as ‘contradições’ entre os ‘nossos’ valores democráticos e as mentiras dos poderosos. A versão mais radical da visão ‘liberal’ dos mass media atribui o alto grau de consenso entre as elites e as massas nos Estados Unidos à omnipresença e omnisciência dos mass media.
Crítica marxista
A abordagem marxista aos mass media começa necessariamente com a crítica às perspectivas conservadora e liberal. Contra a crítica conservadores, aponta que ‘poder’ não é um recurso imaterial desencarnado, mas uma relação em que os proprietários da riqueza e poder podem multiplicar e acumular bens políticos e económicos. A presunção que ‘toda a gente’ ou todos os grupos podem ter alguma influência esquece-se do facto de que os proprietários dos meios de comunicação estão ligados a outros poderosos grupos económicos, que têm poder sobre bancos, investimentos, trust funds, e estes, por sua vez, influenciam líderes políticos e partidos, controlando legislação, selecção de candidatos, gastos governamentais e agendas dos governos: tudo isto mina as fundações e validade do paradigma pluralista. Em todos os grandes eventos da nossa época, os mass media ecoaram fielmente as linhas políticas do Estado capitalista, justificando a invasão do Iraque, demonizando o Irão e ecoando a linha que o Estado assume em relação ao programa nuclear do Irão, aos bloqueios na Palestina, à invasão do Líbano e ao salvamento da Wall Street. Em todos os grandes eventos, os mass media unificaram-se, desempenhando um papel de liderança na propagação da mensagem da classe dominante entre as massas, com variáveis graus de sucesso.
O paradigma liberal do ‘determinismo dos mass media’ parece ser mais credível, uma vez que o seu diagnóstico da estrutura de poder e posse dos MM corresponde à realidade, assim como corresponde o seu papel de propagandista das mentiras do Estado acerca de guerras e economia. No entanto, quando abordamos a imagem liberal dos MM controlando a opinião pública e as atitudes das massas, as asserções dos todo-poderosos, todo-controladores mass media tendo grande sucesso em manipular o público, as assunções já são questionáveis.
Historicamente, o monopólio oligárquico de controlo dos mass media tem sido mal sucedido quanto ao moldar de atitudes e de acções das massas em grande número de importantes contextos políticos. Isto é verdade inclusivamente para os Estados Unidos. Por exemplo, apesar do apoio unânime dos MM à privatização do Programa Federal de Segurança Social, ao gigantesco salvamento público da Wall Street, à continuação da ocupação militar do Iraque, à escalada militar no Afeganistão e ao actual sistema de saúde lucrativo privado, a grande maioria do público dos EUA opõe-se fortemente à linha seguida pelos MM. Apesar dos líderes e maiorias dos dois partidos políticos governantes não reflectirem a opinião pública, uma maioria dos americanos tem consistentemente apoiado um sistema de saúde nacional de âmbito universal, a retirada das tropas americanas e tem-se veementemente oposto ao apoio do Congresso à Wall Street e à indústria da grande finança. Uma análise revela que os MM são influentes a moldar a opinião pública à classe dominante e políticas do Estado no que se refere a política externa, em particular as políticas de guerra, no início do conflito, com a agressão ou postura militarista a ocupar uma posição dominante antes dos custos económicos e humanos serem trazidos para o interior do país, para os cidadãos norte-americanos no seu dia-a-dia. Os MM são relativamente ineficazes no que se trata de medidas de política interna, que afectam adversamente a vida sócio-económica diária da massa do povo americano. Os MM operam com mais sucesso quando dominam o fluir e o acesso à informação, como no que se refere à política externa, onde podem fabricar, distorcer e carregar emocionalmente o que é visto e ouvido pelo público. Em contraste a propaganda de classe dos MM é severamente enfraquecida pelas evidências da experiência empírica, quando os americanos sentem na pele os problemas da sua saúde, pensões, salários e emprego. Os marxistas defenderiam que condições económicas específicas criam consciência de classe, o que contrabalança o poder dos MM.
A fraqueza do ponto de vista liberal acerca do domínio dos mass media encontra-se na falha em levar em conta o impacto dos contextos de classe, as restrições nas crises económicas, os custos de guerra, o impacto da mobilidade social descendente e a importância de uma segurança social básica na sua avaliação das operações dos MM. A maior parte da teoria liberal dos mass media baseia-se numa visão selectiva de contextos, temas e locais que apoiem essa teoria. Por exemplo, os mass media e a conformidade das massas ‘encaixam’ num período de economia em expansão, mobilidade social ascendente, paz relativa ou intervenções militares menos dispendiosas, em particular no que se refere a temas de política externa. O apoio de longo prazo dos MM ao capitalismo ou ao ‘mercado livre’ domina as opiniões das massas até ao colapso do capitalismo: Com as crises e o desmoronamento do sistema financeiro e especialmente com a perda de pensões por milhões de pessoas, até alguns propagandistas nos MM aperceberam-se que a sua posição era indefensável. A visão liberal da omnipotência e dominância dos MM sob a opinião pública é profundamente imperfeita e esquece-se de levar em conta as mudanças politico-económicas que resultam do forte desvio que a opinião pública tem tomado em relação à propaganda dos MM.
A perspectiva marxista dos mass media
A perspectiva marxista relativiza a influência dos MM fazendo com que o seu poder sobre as massas em função do grau em que os trabalhadores e seus aliados de classe dependam exclusivamente dos MM para obterem informação e para definirem os seus interesses políticos e acção social. Os marxistas argumentam que os MM exercem máxima influência onde há pouca ou nenhuma organização de classes ou luta de classe (como nos EUA). Em contraste, onde há ou houve organização de classe, como na Venezuela ou na Bolívia, no Chile dos anos 70 ou na América Central dos anos 80, os mass media têm um impacto bastante mais fraco na opinião pública. Os marxistas argumentam que onde há uma história e cultura da classe trabalhadora, camponesa, índia ou outros movimentos baseados em classe e solidariedade de classe, a propaganda da classe dominante ou do Estado, promovida pelos MM, tem apenas um efeito muito fraco. Nessas situações, as massas têm uma estrutura preexistente, redes de comunicações e líderes de opinião locais, os quais filtram mensagens/propaganda que violem a solidariedade social/de classe/étnica/nacional.
Por exemplo, no Chile, durante a presidência de Salvador Allende (1970-73), a vasta maioria da imprensa opunha-se violentamente ao Presidente Democrata Socialista – no entanto Allende venceu a eleição, a esquerda aumentou a sua votação nas subsequentes eleições municipais e parlamentares, baseando-se no apoio esmagador dos trabalhadores, camponeses pobres, índios e desempregados residentes em bairros de lata.
Mais recentemente na Venezuela, a vasta maioria dos MM tem-se oposto ao Presidente Chávez (1998-2008) em todas as eleições parlamentares e municipais, mas no entanto ele venceu massivamente eleições. Em ambos os casos, programas sócio-económicos (grandes aumentos em programas de saúde e educação, distribuição de terras, mobilidade ascendente, programas de salários progressivos, nacionalização de recursos básicos), forte apoio baseado em classe e mobilizações em massa, criando consciência de classe, minaram a eficiência dos mass media.
Por toda a América Latina durante a primeira década do novo milénio, poderosos movimentos populares cresceram em número de membros e em organização, apesar da intensa demonização pelos MM. No Brasil os Trabalhadores Rurais Sem Terra expandiram-se e apoiaram as ocupações de terras apesar da criminalização da sua actividade pelos MM. O mesmo é verdade para os movimentos de mineiros, trabalhadores, camponeses e índios na Bolívia – que levaram à queda dos presidentes neoliberais apoiados pelos MM. Movimentos de massas similares derrubaram presidentes apoiados pelos MM na Argentina (2001) e Equador (2000 e 2005).
Esses casos ilustram condições contingentes e circunstanciais que influenciam o domínio dos MM sobre a opinião pública. Existem várias condições comuns em todos esses casos:

1. Elos históricos, culturais, comunitários ou familiares podem criar um ‘bloco’ ou um ‘filtro’ à propaganda dos MM, especialmente em temas socio-económicos que afectem o emprego, a vizinhança ou o nível de vida.
2. A luta de classes cria laços de classe horizontais, especialmente em resposta à repressão pelo Estado ou classe dominante, da qual resulta o declínio dos níveis de vida, concentração de riqueza, desalojamentos em massa e migrações forçadas. A luta de classes cria respostas positivas a mensagens que reforçam a luta e rejeitam as mensagens dos media publicamente identificados como tomando o partido da classe dominante.
3. As organizações de classe fornecem uma base alternativa para entender os eventos e para definir os interesses de massas em termos de classe, que possam ressoar com a sua experiência quotidiana e fornecer informação e interpretação que contrariem aquelas dos MM. Quanto mais alto o grau de organização de classe, maior a solidariedade e luta de classe e menor o impacto dos MM na opinião pública. O contrário é também verdade. Nos Estados Unidos, onde os sindicatos são geridos por funcionários que ganham 300 mil dólares ou mais por ano, que enfatizam a colaboração com os patrões (ou que rejeitam publicamente políticas de luta de classe) e que não conseguem organizar 93% da força de trabalho privada, os MM têm menos dificuldades em influenciar a opinião pública.
4. Quanto mais fortes forem as redes alternativas de formação de opinião, mais fraca a influência dos MM. Onde os movimentos sociais desenvolvam organizações locais, líderes de opinião e activistas comunitários, mais dificilmente as massas extrairão as suas informações acerca de eventos dos formais e distantes MM. Em muitos casos, as massas acedem selectivamente aos MM para entretenimento (desporto, novelas, comédias), rejeitando as suas notícias e editoriais. Famílias multi-geracionais que vivam em proximidade, localizadas em vizinhanças homogéneas e ocupacionais, com forte história de construção baseada na classe geram solidariedade de classe e mensagens sociais que entram em conflito com as mensagens da classe dominante que promovem ‘iniciativa privada’ e ‘micro-capitalismo de sucesso’ ou a criminalização de acções colectivas de classe. Tanto a visão liberal como a conservadora dos MM esquecem-se do contexto de classe na receptividade e poder dos media; os pluralistas subvalorizam propositadamente a sua capacidade de dominar em tempos de fraca organização de classe; os liberais sobreavaliam o poder dos MM, ignorando o poder oposto de organizações de classe, lutas de classe, cultura, história, tradições familiares e solidariedade que ligam indivíduos à sua classe e minam a receptividade às mensagens da classe dominante presentes nos MM.

11/Novembro/2008

O original encontra-se em http://petras.lahaine.org/articulo.php?p=1761&more=1&c=1 .
Tradução de João Camargo.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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Comissão aprova rádios comunitárias para universidades e escolas

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou, na quarta-feira (5), o Projeto de Lei 5172/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que permite às instituições de ensino superior obter autorização para operar rádios comunitárias.
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Fernando Ferro (PT-PE), que amplia o projeto, fazendo-o abranger também escolas de nível médio, instituições particulares de ensino, escolas técnicas federais e centros vocacionais tecnológicos.
Além disso, o substitutivo permite a outorga de mais de uma emissora para universidades que tenham mais de um campus; e prevê a possibilidade das universidades operarem canal próprio de televisão educativa.
Importante suporte
O relator argumenta que muitas escolas de nível médio, em especial as públicas, situam-se em regiões carentes de infra-estrutura. Para essas regiões, diz Fernando Ferro, a emissora de rádio da escola será um importante suporte para acelerar o processo de desenvolvimento sócio-econômico.
Pelo substitutivo, a entidade de ensino particular que quiser operar uma rádio comunitária deverá comprometer-se a dar preferência a finalidades educativas, artísticas,culturais e informativas.
"Essas mudanças modernizadoras no marco legal vigente vão enriquecer a educação, a cultura e a cidadania no País", resume Fernando Ferro.
Preparação acadêmica
Segundo o autor, deputado Russomanno, o objetivo do projeto é contribuir para a preparação acadêmica e para o aperfeiçoamento profissional do estudante.
A legislação vigente já autoriza as universidades a operar emissoras educativas. Mas os altos custos de uma rádio educativa, diz Russomanno, inviabilizam o seu funcionamento nas instituições de ensino públicas. A rádio comunitária, mais barata, é mais compatível com a realidade universitária, argumenta o autor do projeto.
Tramitação
A proposta já havia sido rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura. Agora, ela segue para o exame da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, vai à votação em plenário.
(Fonte: Dióges Santos, em http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=128264)

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Ler a vontade

212 livros, de grandes autores, para baixar e ler ou imprimir. São todos em ‘pdf’ .

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  1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
  2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
  3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
  4. Dom Casmurro -Machado de Assis
  5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
  7. A Cartomante -Machado de Assis
  8. Mensagem -Fernando Pessoa
  9. A Carteira -Machado de Assis
  10. A Megera Domada -William Shakespeare
  11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
  12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
  13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
  14. Dom Casmurro -Machado de Assis
  15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
  17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
  18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
  19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  20. Macbeth -William Shakespeare
  21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
  22. A Tempestade -William Shakespeare
  23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
  24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
  25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
  27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
  28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
  29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
  30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
  31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  33. Arte Poética -Aristóteles
  34. Conto de Inverno -William Shakespeare
  35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
  36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
  37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  38. A Metamorfose -Franz Kafka
  39. A Cartomante -Machado de Assis
  40. Rei Lear -William Shakespeare
  41. A Causa Secreta -Machado de Assis
  42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
  43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
  44. Júlio César -William Shakespeare
  45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
  49. A Ela -Machado de Assis
  50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
  51. Dom Casmurro -Machado de Assis
  52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  54. Adão e Eva -Machado de Assis
  55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
  56. A Chinela Turca -Machado de Assis
  57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
  58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
  59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
  60. Iracema -José de Alencar
  61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  62. Ricardo III -William Shakespeare
  63. O Alienista -Machado de Assis
  64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
  65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
  66. A Carteira -Machado de Assis
  67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
  68. Senhora -José de Alencar
  69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
  70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
  72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
  73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
  74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
  75. Iracema -José de Alencar
  76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  78. O Guarani -José de Alencar
  79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
  80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
  81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  82. A Pianista -Machado de Assis
  83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
  84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  85. A Herança -Machado de Assis
  86. A chave -Machado de Assis
  87. Eu -Augusto dos Anjos
  88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
  89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  91. Quincas Borba -Machado de Assis
  92. A Segunda Vida -Machado de Assis
  93. Os Sertões -Euclides da Cunha
  94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  95. O Alienista -Machado de Assis
  96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
  97. Medida Por Medida -William Shakespeare
  98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
  99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
  100. A Vida Eterna -Machado de Assis
  101. A Causa Secreta -Machado de Assis
  102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
  103. Divina Comedia -Dante Alighieri
  104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  105. Coriolano -William Shakespeare
  106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
  107. Senhora -José de Alencar
  108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  111. A ‘Não-me-toques’! -Artur Azevedo
  112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  113. Obras Seletas -Rui Barbosa
  114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
  117. Édipo-Rei -Sófocles
  118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
  119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
  120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  121. Tito Andrônico -William Shakespeare
  122. Adão e Eva -Machado de Assis
  123. Os Sertões -Euclides da Cunha
  124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
  125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
  126. Camões -Joaquim Nabuco
  127. Antes que Cases -Machado de Assis
  128. A melhor das noivas -Machado de Assis
  129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
  130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
  132. Helena -Machado de Assis
  133. Contos -José Maria Eça de Queirós
  134. A Sereníssima República -Machado de Assis
  135. Iliada -Homero
  136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
  138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
  140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
  141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
  142. A Carne -Júlio Ribeiro
  143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
  145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
  146. A Semana -Machado de Assis
  147. A viúva Sobral -Machado de Assis
  148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
  149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
  150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
  151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
  152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
  153. Cartas D’Amor -José Maria Eça de Queirós
  154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
  156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
  157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
  160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
  161. Cartas D’Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
  162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
  163. Odisséia -Homero
  164. Quincas Borba -Machado de Assis
  165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
  166. Balas de Estalo -Machado de Assis
  167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
  168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
  170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
  171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
  172. Cinco Minutos -José de Alencar
  173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
  174. Lucíola -José de Alencar
  175. A Parasita Azul -Machado de Assis
  176. A Viuvinha -José de Alencar
  177. Utopia -Thomas Morus
  178. Missa do Galo -Machado de Assis
  179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
  180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
  181. Hamlet -William Shakespeare
  182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
  183. O Espelho -Machado de Assis
  184. Helena -Machado de Assis
  185. As Academias de Sião -Machado de Assis
  186. A Carne -Júlio Ribeiro
  187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
  188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
  189. Antes da Missa -Machado de Assis
  190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
  192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
  193. A mulher Pálida -Machado de Assis
  194. Americanas -Machado de Assis
  195. Cândido -Voltaire
  196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
  197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
  198. Conto de Escola -Machado de Assis
  199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões

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Em ato, organizações sociais criticam concentração dos meios de comunicação

A ação faz parte da 6ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que acontece em diversas regiões do país

A ação faz parte da 6ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que acontece em diversas regiões do país

15/10/2008

Patrícia Benvenuti
da Redação: Brasil de Fato

Movimentos sociais, sindicatos, estudantes e outras organizações populares realizaram na terça-feira (14), no centro de São Paulo, um ato político contra a concentração dos meios de comunicação e a falta de diálogo dos empresários da mídia com a população. A ação faz parte da 6ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que acontece em diversas regiões do país.

Segundo João Brant, da coordenação-executiva do Coletivo de Comunicação Intervozes, as atividades na rua são fundamentais para o objetivo principal da Semana, que é levar o debate sobre a democratização da comunicação junto ao povo. "Não há como fazer uma defesa da democratização sem democratizar também a palavra, trazer o microfone para a praça pública e ampliar o número de pessoas e entidades que possam discutir o tema", afirma.

Durante o ato, os manifestantes recolheram assinaturas de quem passava pelo cruzamento das avenidas São Bento e São João, na capital paulista, em favor da convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, um dos pilares dessa 6ª edição da Semana. O texto pede que o Executivo federal forme um Grupo de Trabalho entre governo, empresários e sociedade civil para preparar a conferência, que tem o apoio Legislativo.

As discussões da Semana envolvem, ainda, a outorga e a renovação das concessões de rádio e televisão e a criminalização e invisibilidade dos movimentos sociais imposta pela mídia corporativa. Na avaliação do membro da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT),  Antonio Carlos Spis, a conquista de novas formas de comunicação deve ser uma das prioridades das organizações populares.

Ele argumenta que, apesar de contar hoje com seus próprios meios, como portais na internet e outros informativos, esses grupos ainda carecem de canais para atingir mais pessoas. "Se não houver um sinal aberto para disputar com as grandes emissoras, nossos panfletos seguramente não chegarão ao conjunto da sociedade brasileira", alerta.

O sindicalista lembra que, mesmo com a conversão do sinal analógico para digital, com a inserção de vários novos canais no rádio e na televisão, nenhum foi concedido a movimentos sociais, sindicais e estudantis. Para ele, é prova de que o modelo de concessões atual serve para aumentar o lucro de grandes grupos econômicos. "Não se cobra nada sobre uma fortuna acumulada a partir de um sinal público de televisão. Deveria ter uma taxação em cima disso para a família Marinho, família Silvio Santos e outras famílias", defende.

As atividades da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação prosseguem até o dia 18 de outubro, Dia Mundial pela Democracia na Mídia, com debates, seminários, manifestações e atrações culturais.

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Fórum lança manifesto em defesa do fortalecimento da mídia livre

Jonas Valente – Observatório do Direito à Comunicação
24.10.2008

Revoltados com o abusivo poder exercido pelos grandes grupos comerciais de coObservátoriomunicação, uma série de comunicadores alternativos, ativistas e militantes da causa da comunicação democrática articularam no início deste ano um novo espaço de atuação: o Fórum de Mídia Livre. A iniciativa teve seu primeiro encontro em junho deste ano, no qual reuniu mais de 400 pessoas para debater os desafios da construção de exeperiências alternativas de comunicação.
Como resultado do encontro, o FML lançou nesta quinta-feira (23) um manifesto “pelo fortalecimento da mídia livre, por políticas públicas democráticas de comunicação e pela realização da Conferência Nacional de Comunicação”. O documento recebeu a assinatura de mais de 30 entidades da sociedade civil, entre sindicatos, movimentos sociais e ONGs, e 25 veículos alternativos, de jornais como Brasil de Fato e Le Monde Diplomatique Brasil a agências como CartaMaior e Adital. São também signatários acadêmicos,  jornalistas e lideranças da sociedade.
O manifesto aponta a necessidade de realizar na área das comunicações os avanços democráticos obtidos em outros setores da sociedade brasileira. Neste sentido, defende a promoção da diversidade informativa e de pontos de vista, a criação de um novo marco regulatório para as comunicações que privilegie a democratização do setor em detrimento do oligopólio existente hoje, a implantação de um robusto sistema público de mídia e o combate à criminalização dos movimentos sociais e organizações populares na mídia.
“Por fim, um Estado democrático precisa defender a verdadeira liberdade de expressão e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e pública. Um avanço que acontece, essencialmente, quando cidadãs e cidadãos, bem como os diversos grupos sociais, têm condições de expressar suas opiniões, reflexões e provocações de forma livre, e de alcançar, de modo equânime, toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade”, propõe o texto.
Pauta

O documento lista o conjunto de pautas definidas pelos participantes do FML como centrais para mudar o cenário da mídia brasileira. Uma das principais é a promoção de uma campanha pela democratização das verbas publicitárias públicas com vistas ao estabelecimento de critérios democráticos e transparentes de distribuição dos recursos oficiais investidos em anúncios nos meios de comunicação.
O Fórum questiona os critérios técnicos de alocação destas verbas utilizados pelos governos hoje, como o Índice de Verificação de Circulação (IVC), e argumenta que este montante deve ser aplicado sob a égide de uma política pública de fomento à diversidade, e não apenas a partir da reprodução da lógica mercadológica.
“O Estado não vende mercadoria, presta serviço público. O critério de veiculação não deve ser o da circulação, pois este está vinculado à lógica da audiência como mercadoria. A mídia comercial vende audiência, isto é, circulação ou pontos de Ibope, remunerando seus fatores de produção em função da receita que o anunciante lhe proporciona devido ao público que pode atingir. Ora, o Estado não precisa se subordinar a tais critérios. O Estado não vende nada, apenas presta contas, logo pode e deve chegar ao cidadão através dos muitos canais pelos quais o cidadão se informa”, afirma Marcos Dantas, professor da PUC-RJ e um dos integrantes do FML.
Outra opção de fomento sugerida no Manifesto é a implementação de um programa de financiamento de experiências de mídia livre a exemplo dos “Pontos de Cultura”, desenvolvido pelo Ministério da Cultura. Os “pontos de mídia” seriam articulados às demais experiências de produção de cultura e conhecimento e de inclusão digital, recebendo recursos para implantar infra-estruturas tecnológicas públicas de
produção, circulação e difusão da mídia livre.
Para o escoamento destes conteúdos, o FML promete articular uma rede colaborativa de veículos e iniciativas de mídia livre em torno de um portal que potencialize a visibilidade destas experiências e se constitua como referência informativa para aqueles interessados em uma informação contra-hegemônica. O Manifesto também reforça a importância dos veículos públicos, em especial aqueles mantidos pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) de abrirem espaço para as produções “midialivristas”.

O texto também destaca fortemente a relevância da convocação da Conferência Nacional de Comunicação, pauta que vem aglutinando os movimentos pela democratização da comunicação desde 2007 e que é vista como espaço privilegiado de debate público sobre o cenário totalmente assimétrico da mídia brasileira.

Próximos passos

Nas próximas semanas, representantes do FML devem entregar o Manifesto a autoridades do Executivo Federal, Congresso Nacional e Judiciário. Uma audiência com o presidente Lula está sendo buscada pelos coordenadores do Förum, bem como com ministros e com os presidentes da Câmara e do Senado.

Próximo ao Fórum Social Mundial, que acontece em Belém em janeiro de 2009, será organizado um encontro para reunir experiências de mídia livre de toda a América Latina. No segundo semestre do próximo ano, um novo encontro do FML será organizado na cidade de Vitória (ES).

Iniciativa inovadora

O Manifesto traz uma articulação que até agora estava restrita aos participantes do FML para dar visibilidade a esta nova iniciativa no cenário das comunicações. Para Antônio Biondi, do Coletivo Intervozes, o Fórum de Mídia Livre é um espaço novo, que busca contribuir com as lutas históricas do movimento pela democratização, “mas que também traz  pautas próprias e idéias novas e tem sua importância como um espaço que reúne uma grande diversidade de atores, entre veículos de mídia, coletivos de comunicação, universidade e entidades”.
Na avaliação do professor Marcos Dantas, a riqueza do FML está em ultrapassar os limites das organizações profissionais de jornalistas, hegemônicas no movimento de comunicação. “Estamos assistindo ao nascimento de um movimento que penetra por vários segmentos da sociedade. A sociedade começa a perceber que ela faz a mídia, não apenas lê”, diz.
Veja a íntegra do Manifesto no endereço http://forumdemidialivre.blogspot.com/2008/10/manifesto-da-mdia-livre.html

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Setembro - Mais um recorde: 35.583 visitas ao site e ao blog do IZB

Fechamos o mês de setembro com 35.583 visitas ao site e ao blog do IZB, em agosto foram 31.215, em julho foram 25.021, em junho 22.821, já em maio foram 16.880, em abril 8.780 visitas e em março 3.197. O Blog, criado em abril já acumulou nesses seis meses 112 mil visitas. Ou seja, continuamos numa rota de crescimento dos acessos à página.
Queremos agradecer a todos os que visitam a nossa página e continuar contando com vocês para fortalecer ainda mais esta ferramenta de comunicação do IZB.
Novamente, queremos pedir a ajuda dos companheiros e companheiras, sócios ou não do IZB, para ajudarem na divulgação do site, na sugestão de matérias, artigos, entrevistas e principalmente, na colaboração com textos próprios. Estamos abertos a todas as colaborações que ajudem nos objetivos do IZB que é propagar a luta socialista, manter viva a memória das lutas operárias e popular e ajudar na formação e elevação da consciência crítica dos trabalhadores e do povo.
Outra questão que o IZB tem procurado disseminar na Internet é a troca de links com entidades, movimentos, blogues individuais ou coletivos que tenham o mesmo perfil do IZB, ou seja, estejam dentro daquilo que podemos definir com portadores de uma opinião crítica e independente, queremos fortalecer esta colaboração, para isso o IZB divulga e indica sites e blogues afins. Entre em contato conosco.

Márcio Bento
Coordenação de comunicação do IZB

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Copyright Tira Blog do Ar

som barato - som barato
O blog Som Barato, que disponibilizava gratuitamente grande acervo de música brasileira na Internet, compartilhando albúns raros que não estão mais em catálogo e também albúns recentes de bandas independentes, foi colocado fora do ar pela Blogger, mais uma ferramenta do conglomerado Google. O motivo foi por conta de uma denúncia anônima (há indícios de que a denúncia tenha sido feita pela gravadora Biscoito Fino) alegando que o blog infringia a Digital Millennium Copyright Act (DMCA) lei de direitos autorais (Copyright) dos Estados Unidos, que desde que foi criada tenta inviabilizar qualquer processo colaborativo e participativo de aquisição do conhecimento.

Nestes quase dois anos de existência, o Som Barato é exemplo de como a Internet pode ser utilizada de forma positiva por seus usuários. Criado sem maiores pretensões, em pouco tempo já recebia muitas visitas. Ao mesmo tempo, o número de colaboradores que tinham em casa álbuns raros crescia e fortalecia a rede de troca, o que impulsionou a criação de projetos com o mesmo ideal: música de graça. O blog disponibilizava por dia, 10 álbuns completos com capa e contra capa e tinha uma média de 600 downloads diários. Isso provavelmente vinha tirando do sério, os donos de grandes gravadoras.

O espaço tinha uma visibilidade imensa e era o principal refúgio para as bandas novas, que sempre procuravam a página, com o intuito de disponibilizar e apresentar seu material ao público. O idealizador do Blog Som Barato argumenta: “A constituição brasileira diz que todo cidadão tem direito de acesso a cultura e é isso que estamos fazendo. Tentamos contribuir pra tampar um buraco que existe na cultura do país que deixa grandes obras engavetadas pelas grandes gravadoras. A lei prevê punição para quem ganhar dinheiro direta ou indiretamente com obras sem pagar direitos autorais, o que não é o nosso caso, pois fazemos tudo de graça. Felizmente, a nova geração de músicos já está entendendo os moldes da internet e está sabendo usá-la de forma legal”.

LinksBlog Som Barato tirado do ar pelo Google | Som Barato Fora do Ar | Gravadora Biscoito Fino ameaça o blog Som Barato
Por: Mídia Independente

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Mundo virtual requer inclusão digital

Antonio Mendes da Silva Filho

“Gravitation cannot be held responsible for people falling in love. How on earth can you explain in terms of chemistry and physics so important a biological phenomenon as first love? Put your hand on a stove for a minute and it seems like an hour. Sit with that special girl for an hour and it seems like a minute. That’s relativity.”

Albert Einstein

Mundo Virtual 1 - Mundo Virtual 1

Há relatividade no ato de explorar o mundo virtual e o mundo real? A citação de Einstein acima explica o que é relatividade. Note que a natureza humana instiga o homem a buscar um semelhante. Essa necessidade de comunicação e convivência com seres serve como catalisador para busca de comunicação. Os significativos avanços tecnológicos das comunicações permitem que as pessoas estejam em contato permanente com entes ou profissionais que elas desejam contatar. Perceba que a comunicação é uma necessidade intrínseca do homem. Esse mesmo avanço da tecnologia tem também proporcionado a (re-)criação de mundos virtuais a partir do real e tem sido cada vez maior a quantidade de pessoas que interagem com o mundo virtual. Esse artigo explora o porquê do mundo virtual e aponta necessidades de inclusão digital para que toda sociedade possa se beneficiar deste recurso.

O tempo não pára e, portanto, empregar bem o tempo é mais que arte, é sabedoria. A vida é feita de escolhas. Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você. Portanto, é preciso escolher bem como vamos dedicar nosso tempo, seja no mundo real ou virtual.

O que é um mundo virtual? É um ambiente no qual o usuário incorpora algum avatar (isto é, o usuário assume o papel de um personagem de um jogo ou ambiente virtual) e a partir dessa personificação ele passa a atuar e interagir como se aquele avatar tivesse vida, ou em outras palavras, você faz de conta que é o personagem daquele ambiente ou jogo. Um dos principais exemplos de mundo virtual é o Second Life (http://secondlife.com/) que permite ao usuário criar seu próprio avatar o qual poderá explorar o que esse ‘mundo’ (virtual) oferece, encontrar outras pessoas (outros avatars), fazer negócios, colaborar, divertir-se, enfim explorar o mundo virtual. Imagine você (um avatar) como parte de uma equipe médica interessada em recuperar a saúde de um paciente virtual (outro avatar) ou perseguindo um avião com sua asa delta, como ilustrado na figura 1.

Exemplos de mundo virtual.

Mundo Virtual - Mundo Virtual

O mundo virtual é bom? Qual sua percepção do mundo virtual?

Ao tentar responder essas questões, devemos considerar a diversidade humana que tem diferentes demandas e, portanto, é preciso refletir, pensar e explorar esses mundos virtuais, sem prejuízo do mundo real e do tempo.

O virtual é bom quando você quer realizar alguma simulação ou algum experimento e observar o comportamento da resposta de alguma função matemática, física, química ou mesmo se divertir (fazendo de conta como acontece no Second Life e jogos). Mundo virtual é bom, pois nos permite explorar, aprender, treinar, exercitando algumas habilidades no virtual antes de fazê-las no real.

Agora, se considerarmos o âmbito das comunicações entre as pessoas, o virtual é bom para aqueles que estão distantes (em outras cidades e países) de amigos ou familiares assim como de profissionais, pois a Internet e redes de telecomunicações aproximam essas pessoas, permitindo-lhe a comunicação (mesmo que não seja tetê-à-tête). Note o quanto a comunicação virtual proporciona aos usuários, ela tem o poder de aproximar as pessoas.

Por outro lado, vale observar que virtual é tudo que susceptível de ser real, de se concretizar, mas não se concretiza. Por exemplo, o beijo e o abraço virtual simplesmente não existem. Não existe o toque, não existe o contato e nada se concretiza. Além disso, o virtual é artificial. No virtual, você vive num mundo do faz de contas.

Vida digital é uma tendência global e nisso precisamos estar abertos a explorar mundos digitais. Observa-se que governos de todo o mundo têm concentrado esforços no desenvolvimento de políticas e definições de padrões em termos de tecnologias da informação e comunicação (TIC’s), visando construir uma infra-estrutura que ofereça suporte a interoperabilidade a fim de munir as pessoas com acesso a informações e serviços. A aplicação das TIC’s no provimento de acesso a informações e serviços é denominada de governo eletrônico (ou governo digital como um conceito mais amplo).

Distribuição de usuários da Internet.

Distribui    o de Usu  rios na Internet - Distribui    o de Usu  rios na Internet

Hoje, a América Latina tem cerca de 10% de todos usuários da Internet ou quase 140 milhões de internautas. A população brasileira de internautas é estimada em 42,6 milhões se considerado o uso em vários ambientes como em casa, trabalho, escola, universidade, dentre outros. Quando o uso é restrito ao ambiente residencial este número cai para cerca 22 milhões.

Apesar dos esforços e iniciativas do governo brasileiro, suas preocupações e ações estão mais concentradas no aspecto técnico. Entretanto, há também o aspecto social que é essencial a inclusão digital e, conseqüentemente, a vida digital. Como apresentado no artigo “Inclusão Digital: Em Busca do Tempo Perdido” em http://www.espacoacademico.com.br/040/40amsf.htm, TIC’s não é tudo. Parece que o governo não entendeu as necessidades apontadas no artigo “Os Três Pilares da Inclusão Digital (http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm) que são: TIC’s, renda e educação. Sem esses três pilares, apenas parcela da população terá vida digital. Vida digital requer TIC’s e inclusão social. Apenas assim, mais brasileiros podem explorar o que os mundos virtual podem proporcionar.

Leitores interessados no tópico podem encontrar mais informações nos links:

http://secondlife.com/
http://www.2collab.com/
http://www.myexperiment.org/
http://network.nature.com/

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Como a Internet move a campanha nos EUA

Kevin Allison e Richard Waters, do Financial Times

Stacey Weinberger estava visitando o site da campanha de Barack Obama no mês passado, quando viu um convite para uma festa local para assistir pela televisão o discurso do candidato democrata durante a convenção do partido em Denver.

Foram necessários apenas alguns cliques para descobrir o endereço da festa, que estava acontecendo em uma residência privada em seu caminho de volta do trabalho.

Na noite do discurso, em uma cena repetida em centenas de festas similares nos EUA, Weinberger e 15 outros eleitores de Obama reuniram-se em uma sala de estar de um voluntário da campanha para assistir ao discurso do candidato. “Eles tinham alguns salgadinhos e uma tela grande de televisão, com a convenção passando”, disse Weinberger. “Eu levei umas frutas. Fizemos crachás.”

A reunião democrata perto de San Francisco foi um exemplo do que pode se tornar um dos fatores mais decisivos desta campanha presidencial, agora em pleno vapor.

A política moderna ainda é um negócio feito cara a cara, mas, conforme praticada nas eleições de 2008, ela depende do uso eficaz de tecnologia cada vez mais sofisticada. Desde o marketing com bancos de dados de escala industrial até tecnologias da web 2.0, como redes sociais on-line, as campanhas rivais estão usando muitas das tecnologias que hoje são altamente empregadas nas empresas americanas para tentar