Arquivo de 50 Anos da Revolução Cubana

Tentemos ver Cuba sem fanatismos

Escrito por Duarte Pereira

05-Mar-2010 – Correio da Cidadania

Para mim, infelizmente, o lamentável e desnecessário falecimento do prisioneiro Orlando Zapata não está esclarecido. Sabemos, por nossas experiências durante a ditadura militar, que é fácil etiquetar oposicionistas e presos políticos como delinqüentes comuns, bandidos, terroristas, agentes de potências estrangeiras.

Será mesmo que Zapata recebeu o tratamento médico e POLÍTICO adequado? Será mesmo que não existe tortura em Cuba, nem prisões arbitrárias, nem condenações sem provas consistentes? Dizia-se o mesmo da União Soviética, da China e da Albânia, para citar alguns exemplos. Será preciso repetir que os fins não justificam quaisquer meios, e que, se os meios não são adequados aos fins, os resultados podem ser inversos aos pretendidos?

Por que, passadas tantas décadas da vitória da revolução popular e dos esforços para construir o socialismo, Cuba ainda precisa de métodos como os revelados no episódio para supostamente defender-se? Os revolucionários, especialmente os revolucionários socialistas e marxistas, devem ser exemplares no tratamento de prisioneiros.

É difícil saber o que realmente aconteceu com Zapata (e com outros) sem liberdade de informação e investigação, sem autonomia do Poder Judiciário, sem atuação desimpedida de advogados, para recordar algumas medidas democráticas. As razões para as dúvidas são várias. Em minha experiência política, nunca soube, de presos comuns, nem de agentes da CIA que tenham feito greves de fome até a morte. Também é uma novidade para mim que espiões freqüentem as embaixadas dos países a que servem abertamente.

Os verdadeiros espiões, que não podem faltar em Cuba, devem enrustir-se com muito mais cuidado e devem receber instruções e passar informações por meios muito mais sofisticados e eficazes. Não seria inusitado que, à semelhança do que aconteceu em outros países, alguns desses verdadeiros espiões estivessem infiltrados em órgãos do Partido Comunista, do governo popular e dos serviços repressivos.

Duas lições aprendi ao longo de anos de militância e estudo, e delas não abro mão. A primeira é que é impossível separar revolução democrática e revolução socialista, democracia e socialismo, pois não pode haver socialização efetiva da economia sem democratização da política e da cultura. E os trabalhadores precisam garantir sua emancipação não apenas do capitalismo, mas também do burocratismo que tem emergido das tentativas de construção de sociedades socialistas, com sua seqüela de novos privilégios, novas desigualdades e novas opressões.

A segunda lição é que a pior contribuição que podemos dar à causa democrática e socialista em nosso país e nos demais é continuar silenciando diante dos excessos, erros e crimes cometidos por regimes revolucionários – sejam proletários, populares ou simplesmente antiimperialistas.

Duarte Pereira é jornalista.

 

1. Escrito por Antonia Angulo

Tentemos ver Cuba sem fanatismos

Concordo com a questão principal colocada pelo jornalista Pereira. O cerne do debate é se era necessário que Cuba carregue com essa dúvida. Estive em nov. de 2009 em Havana num evento internacional, por primeira vez, gostei da cidade e das pessoas. Mas, percebi no evento que a sociedade civil não tem uma representação. O Estado fala por ela. Isto sem reconhecer os grandes avanços em saúde e educação, nos últimos anos com sérias dificuldades na saúde. É importante acompanhar as questões de direitos humanos não apenas em Cuba mas em toda América Latina.

2. Escrito por Alexandre Zourabichvili

O Senhor Pereira poderia, na sua busca da verdade, se interessar pelas fitas e gravações que mostram as conversas entre os médicos e a familia do preso comum O.Z.Tamayo. Nelas a mãe agradece os médicos pelos esforços en tentar salvar a vida do filho. Uma outra gravação interessante revela a conversa entre uma representante da máfia anticubana de Miami e um empregado dessa mafia baseado em Cuba. Este empregado presta contas e fala sem qualquer vergonha nenhuma de seus esforços pra convencer a mãe de O.Z.Tamayo em não ir ao hospital visitar o filho(pois a visita da mãe poderia dar vontade ao filho de viver e desistir da greve de fome). Ele diz que vai tentar de novo convencer a mãe a organizar uma reunião de imprensa contra o governo de Cuba em lugar de ir visitar o filho, as duas coisas "sendo incompatíveis" segundo este sujeito. Está clara por essas gravações a manipulação dessa máfia branca pronta a manipular e sacrificar a vida de um negro pra fins de convencer Obama em não abandonar o bloqueio economico e político dos Estados Unidos contra Cuba. Essas gravações, claro, não foram divulgadas pela "grande" midia "democrática" brasileira. Vejam-nas no www.aporea.org ou no www.granma.cu

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Cuba é uma ditadura?

Breno Altman

Postado: Brasil de fato

Essa discussão é um capítulo importante na agenda da contra-ofensiva à hegemonia do pensamento de direita

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O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo), no último dia 11/02, respondeu afirmativamente à pergunta que faz as vezes de título desse artigo. Com ressalvas de contexto, identificando no longo bloqueio norte-americano uma das causas do que chamou de “fechamento político”, Dutra assumiu a mesma definição dos setores conservadores quando abordam a natureza do regime político existente na ilha caribenha.
Essa discussão é um capítulo importante na agenda da contra-ofensiva à hegemonia do pensamento de direita. Afinal, a possibilidade do socialismo foi estabelecida pelos centros hegemônicos não apenas como economicamente inviável e trágica, mas também como intrinsecamente autoritária.
Quando o colapso da União Soviética permitiu aos formuladores do campo vitorioso declarar o capitalismo e a economia de livre-mercado como o final da história, de lambuja também fixaram o sistema político vigente na Europa Ocidental e nos Estados Unidos como a única alternativa democrática aceitável.
Não foram poucos os quadros de esquerda que assumiram esse conceito como universal e abdicaram da crítica ao funcionamento institucional dos países capitalistas. Alguns se arriscaram a ir mais longe, aceitando esse modelo como paradigma para a classificação dos demais regimes políticos.
Na tradição do liberalismo, base teórica da democracia ocidental, a identificação e a quantificação da democracia estão associadas ao grau de liberdade existente. Quanto mais direitos legais, mais democrático seria o sistema de governo. No fundo, democracia e liberdade seriam apenas denominações diferentes para o mesmo processo social.
Pouco importa que o exercício dessas liberdades seja arbitrado pelo poder econômico. As disputas eleitorais e a criação de veículos de comunicação, por exemplo, são determinadas em larga escala pelos recursos financeiros de que dispõem os distintos setores políticos e sociais.
No modelo democrático-liberal, afinal, os direitos formais permitem o acesso irrestrito das classes proprietárias ao poder de Estado, que podem usar amplamente sua riqueza para mercantilizar a política e seus instrumentos, especialmente a mídia. Basta acompanhar o noticiário político para se dar conta do caráter cada vez mais censitário da democracia representativa.
A revolução cubana ousou ter entre suas bandeiras a criação de outro tipo de modelo político, no qual a democracia é concebida essencialmente como participação popular. Ao longo de cinco décadas, mesmo com as dificuldades provocadas pelo bloqueio norte-americano, forjou uma rede de organismos que mobilizam parcelas expressivas de sua população.
A maioria dos cubanos participa de reuniões de células partidárias, do comitê de defesa da revolução de sua quadra, dos sindicatos de sua categoria, além de outras organizações sociais que fazem parte do mecanismo decisório da ilha. Não são somente eleitores que delegam a seus representantes a tarefa de legislar e governar, ainda que também votem para deputados – o regime cubano é uma forma de parlamentarismo. Esse tipo de participação talvez explique porque Cuba, mesmo enfrentando enormes privações, não seguiu o mesmo curso de seus antigos parceiros socialistas.
O modelo cubano não nasceu expurgando seus opositores ou instituindo o mono-partidarismo. Poderia ter se desenvolvido com maior grau de liberdade, mas teve que se defender de antigos grupos dirigentes que se decidiram pela sabotagem e o desrespeito às regras institucionais como caminhos para derrotar a revolução vitoriosa. Na outra ponta, as diversas agremiações que apoiavam a revolução (além do Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel, o Diretório Revolucionário 13 de Março e o Partido Socialista Popular) foram se fundindo em um só partido, o comunista, oficialmente criado em 1965.
Os círculos contra-revolucionários, patrocinados pelo governo democrata de John Kennedy, organizaram a invasão da Baía dos Porcos em 1961. Aliaram-se a CIA em algumas dezenas ou centenas de tentativas para assassinar Fidel Castro e outros dirigentes cubanos. Associados a seguidas administrações norte-americanas, criaram uma situação de guerra e passaram a operar como braços de um país estrangeiro que jamais aceitou a opção cubana pela soberania e a independência.
A restrição das liberdades foi a salvaguarda de uma nação ameaçada, vítima de uma política de bloqueio e sabotagem que já dura meio século. Os Estados Unidos dispõem de diversos planos públicos, para não falar dos secretos, cujo objetivo é financiar e apoiar de todas as formas a oposição cubana. Vamos combinar: já imaginaram, por exemplo, o que ocorreria se um setor do partido democrata recebesse dinheiro cubano, além de préstimos do serviço de inteligência, para conquistar a Casa Branca?
Claro que o ambiente de guerra e a redução das liberdades formais impedem o desenvolvimento pleno do modelo político fundado pela revolução de 1959. Vícios de burocratismo e autoritarismo estão presentes nas instâncias de poder. Mas ainda nessas condições adversas, o governo cubano veio institucionalizando interessante sistema de participação popular. O contrapeso ao modelo de partido único, opção tomada para blindar a revolução sob permanente ataque, é um sistema de organizações não-partidárias que exercem funções representativas na cadeia de comando do Estado.
A Constituição de 1976, reformada em 1992, estabeleceu o ordenamento jurídico do modelo. Um dos principais ingredientes foi a criação do Poder Popular, com suas assembléias locais, municipais, provinciais e nacional. Seus representantes são eleitos em distritos eleitorais, em voto secreto e universal. Os candidatos são obrigatoriamente indicados por organizações sociais, em um processo no qual o Partido Comunista não pode apresentar nomes – aliás, ao redor de 300 dos 603 membros da Assembléia Nacional não são filiados comunistas.
O Poder Popular é quem designa o Conselho de Estado e o Conselho de Ministros, principais instâncias executivas do país, além de aprovar as leis e principais planos administrativos. Seus integrantes não são profissionais da política: continuam a desempenhar suas atividades profissionais e se reúnem, em âmbito nacional, duas vezes ao ano para deliberar sobre as principais questões.
A Constituição também prevê mecanismos de consulta popular. Dispondo desse direito, o dissidente Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação, reapresentou à Assembléia Nacional do Poder Popular, em 2002, uma petição com 10 mil assinaturas para que fosse organizado referendo que modificasse o sistema político e econômico na ilha.
O governo reuniu 800 mil registros para propor outro plebiscito, que tornava o socialismo cláusula pétrea da Constituição. Teve preferência pela quantidade de assinaturas. Cerca de 7,5 milhões de cubanos (65% do eleitorado), apesar do voto em referendo ser facultativo, votaram pela proposta defendida por Fidel Castro.
Tratam-se apenas de algumas indicações e exemplos de que o novo presidente petista pode ter sido um pouco apressado em suas declarações. As circunstâncias históricas levaram Cuba a restringir liberdades. Mas seu sistema político deveria ser analisado com menos preconceito, sem endeusamento do modelo liberal, no qual a existência de direitos formais amplos não representa garantias para um funcionamento democrático baseado na participação popular.

Breno Altman é jornalista e diretor do sítio Opera Mundi (www.operamundi.com.br)

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Médicos de Cuba en Haití: la solidaridad silenciada

Assista os Vídeos abaixo e vão perceber quem está no Haiti para ajudar o povo Haitiano antes e depois do terremoto!

 

 

Médicos cubanos en Haití

 

Médicos cubanos trabajan las 24 horas en Haití

 

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A democracia socialista no centro do debate em Cuba

A mobilização atual da sociedade cubana é um esforço declarado, pelo menos de parte da intelectualidade e de dirigentes políticos, pelo aprofundamento da democracia e do socialismo no país, em favor de uma maior participação popular nas decisões. Esse clima se reflete também na imprensa, acusada nos debates populares de omitir assuntos considerados inconvenientes e de não retratar adequadamente a realidade do país. Mas, se é verdade que a mídia cubana deixa a desejar na cobertura das grandes questões nacionais, é igualmente verdade que ela tem sido sensível às críticas da sociedade. A análise é de Hideyo Saito.

Hideyo Saito (1)

Postado: Carta Maior

O que escondem as autoridades e dirigentes de empresas cubanas, empenhados em dificultar o trabalho de jornalistas e fotógrafos que tratam de oferecer informação pública à população? Como fazer do direito à informação uma realidade cotidiana em Cuba? Essas perguntas foram feitas em matéria de destaque publicada no jornal Granma, porta-voz do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, na edição de 23 de novembro de 2009. No texto, assinado pela jornalista Katia Siberia García e intitulado “Jornalismo com fobias”, são citados exemplos de autoridades que dificultam o acesso à informação por parte da imprensa. De acordo com Katia García, geralmente esses dirigentes exigem que o repórter mostre autorização escrita dos escalões superiores para aceitarem responder a seus questionamentos (2).
Outro artigo, este de 29 de agosto de 2009, assinado pelo colunista do Juventud Rebelde, José Alejandro Rodríguez, denunciou a “obsessão doentia” de autoridades de diversos escalões em não fornecer informações negativas, para pretensamente cuidar da imagem do país, do ministério, da empresa ou da província. Todas se escudam em desculpas de que as críticas depreciam as conquistas da revolução. O jornalista, porém, atribui essa concepção a “oportunistas e indolentes”, argumentando que “as sociedades também necessitam de espelhos para se olhar e perceber suas rugas, que são reversíveis, ao contrário das que marcam os rostos humanos.”
Nesse sentido, escreve ele, o pior desserviço à revolução “é o silêncio, a simulação, a dupla moral, o conformismo, a complacência diante dos problemas que se armam sob os nossos olhos”. Rodríguez lembra que houve muita resistência em aceitar a idéia que a corrupção estivesse incubada na sociedade cubana, mas graças aos que insistiram em denunciar o assunto o país acabou criando, em meados de 2009, uma Controladoria Geral para cuidar especificamente do assunto. O jornalista, por fim, adverte: o socialismo europeu desapareceu porque permitiu que prevalecesse essa atitude de avestruz diante dos problemas que se avolumavam (3).
Um terceiro jornalista cubano, Manuel David Orrio, concentrou sua crítica no funcionamento da própria imprensa, ao comentar uma nota publicada na BBC Mundo sobre um filme cubano que aborda o assunto de forma contundente (4). Trata-se do curta-metragem “Brainstorm”, de Eduardo del Llano, exibido em abril de 2009 no Festival de Cinema Pobre, realizado anualmente na cidade de Gibara (a quase 800 km de Havana). A película mostra o conselho de direção de um jornal discutindo qual será a manchete do dia, até que a conversa é encerrada por uma chamada telefônica ao diretor, em que alguém de fora determina a escolha. O correspondente da BBC, Fernando Ravsberg, escreve que a sátira de Llano não é nada exagerada: na vida real, ninguém se atreve a publicar uma notícia politicamente importante sem que haja um claro sinal de cima (5). O diretor da película é um jovem realizador, autor de vários filmes polêmicos, alguns exibidos em festivais cubanos com bastante sucesso, mas nenhum ainda apresentado em circuito regular de cinema. Sobre o tema de Brainstorm, ele declara: “O jornalismo cubano muitas vezes está de costas para a realidade ou a enfeita demais. Não é um jornalismo combativo como o que queremos. Não queremos algo meramente informativo e didático” (6).
Resolução partidária defende jornalismo crítico
Voltando às matérias, elas são também expressão do clima de efervescência vivido atualmente pelo país. A primeira delas, inclusive, menciona uma resolução, de fevereiro de 2007, do Burô Político do PCC (instância mais alta do partido), que exorta a imprensa local a praticar um jornalismo crítico e determina que, com exceção do segredo militar e de segurança do estado, ninguém tem o direito de negar informações à população.

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Morre um aliado inseparável de Fidel na Revolução Cubana

15/09/2009

Rui Ferreira

Operamundi

O vice-presidente cubano, Juan Almeida Bosque, foi o primeiro negro cubano que se colocou ao lado de Fidel Castro quando este decidiu fazer a revolução. Acompanhou-o no assalto ao Quartel Moncada em 1953, considerado o início do levante. Fracassada a tentativa, ambos foram presos e julgados em Santiago de Cuba. Seguiram-se dois anos de prisão, o exílio no México e depois, em 1956, o regresso à ilha rumo à Serra Maestra, a bordo do iate Granma.

 

Fidel sempre o considerou um amigo, entre outras razões porque Almeida foi o único homem que, no meio de um combate, teve a coragem de enfrentar Ernesto “Che” Guevara, então ainda um simples médico da força guerrilheira. Cercados por uma poderosa força militar do ditador Fulgêncio Batista, que os surpreendeu logo ao desembarcarem, Che teve um momento de debilidade e sugeriu uma retirada.

JFKalmeida3“Che, aqui ninguém se rende. ‘Cojones’!”, gritou Almeida no meio da escuridão da noite. Durante muitos anos, a frase foi atribuída ao Comandante Camilo Cienfuegos, mas nos anos 1980, o agora presidente Raúl Castro confirmou, num discurso, que era de Almeida. E acrescentou que foi a reação “correta de um revolucionário”.

Sua morte foi um choque para a maioria dos cubanos, que o viram pela última vez há dois meses, durante sessões do parlamento cubano, e ele parecia bem de saúde. Segundo um comunicado oficial, foi vítima de ataque cardíaco na última sexta-feira (11). Foi enterrado ontem.

Almeida conheceu Fidel no início da década de 1950, através de um amigo militante do Partido Ortodoxo. “O Fidel não teve que me convencer muito para me colocar a seu lado. Sou negro, toda a minha família sofreu com o racismo antes de revolução e eu percebi logo que era o homem indicado para salvar nosso país”, contou o carpinteiro Almeida, numa entrevista concedida à revista Cuba Internacional há uns 30 anos.

Desde então, não se separaram. Almeida permaneceu ao lado de Fidel em todas as primeiras batalhas. Na Serra Maestra, em cujo cemitério foi enterrado, recebeu a patente de comandante e foi nomeado chefe de uma das frentes de combate.

Governante ideal

Dizem historiadores cubanos que Fidel sempre pensou que Almeida era o homem ideal para governar o oriente do país, a zona mais rebelde de Cuba e habitada majoritariamente por negros. Por isso, logo em 1959, quando o poder revolucionário se consolidou, o ex-presidente o enviou para Santiago de Cuba, onde permaneceu por 15 anos à frente do governo civil da região.

Foi durante sua passagem pelo cargo que as tropas norte-americanas estacionada na Base Naval de Guantánamo atacaram a tiros vários soldados fronteiriços cubanos, matando pelo menos quatro. Apesar de Fidel ter dirigido a manobra de defesa, foi Almeida o encarregado de mobilizar as tropas.

De volta a Havana em 1975, Almeida é encarregado de organizar o primeiro congresso governamental do Partido Comunista, de onde sai membro do birô político e com a patente honorífica de “comandante da Revolução”, atribuída apenas ao atual ministro de Comunicações e Informática, Ramiro Valdés, e ao vice-presidente Guillermo García, o primeiro camponês da Serra Maestra, que aderiu à revolução de Fidel.

Compositor premiado

almeida_bosque Mas Almeida também se distinguiu noutro terreno. É considerado um importante compositor de boleros e canções populares cubanas. Escreveu mais de 300 e obteve vários prêmios em festivais de música.

A sua canção mais importante é, possivelmente, La Lupe, dedicada à santa mexicana, que escreveu durante a travessia do Granma entre o México e a Serra Maestra. “Nenhum de nós sabia se ia sobreviver ao desembarque. Sempre pensei que devia restar uma última homenagem ao México por nos ajudar e deixar alguma coisa escrita”, explicou Almeida na entrevista à Cuba Internacional.

“Sempre escutei com prazer as suas canções, em especial aquela em que, com grande emoção, se despedia de seus sonos com um apelo a vencer ou morrer pela pátria”, escreveu hoje, numa de suas reflexões, Fidel Castro, em referência a La Lupe.

Almeida 15 meses depois de Vilma Espín, que foi presidente da Federação de Mulheres Cubanas, esposa do presidente Raúl Castro e a mulher de mais alta hierarquia da revolução.

Dentro do círculo de poder da primeira geração revolucionária, além de Fidel (83 anos) e Raúl (78), permanecem vivos o primeiro vice-presidente, José Ramon Machado Ventura (78), os comandante Ramiro Valdés (77) e Guillermo Garcia (81), assim como o ministro da Defesa, general Julio Casas Regueiro (73), e o ministro do Interior, Abelardo Colomé Ibarra (70).

Há dois meses, ao anunciar a realização do sexto congresso do Partido Comunista no próximo ano, o presidente cubano admitiu que será o último da geração que fundou a revolução - o último foi realizado em 1997. Por isso, deverá delinear o rumo político do processo revolucionário e da renovação da sociedade, ainda baseados no modelo soviético.

Vítima de ataque cardíaco na última sexta-feira (11), Juan Almeida Bosque foi o primeiro negro cubano que se colocou ao lado de Fidel Castro quando este decidiu fazer a revolução

Vítima de ataque cardíaco na última sexta-feira (11), Juan Almeida Bosque foi o primeiro negro cubano que se colocou ao lado de Fidel Castro quando este decidiu fazer a revolução

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XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

 

 

SOLIDARIEDADE BRASIL

 

NOTÍCIAS DA CONVENÇÃO

 

DELEGAÇÃO CUBANA
Está confirmada a seguinte delegação de companheiros e companheiras cubanas que estarão presentes em nossa Convenção.
CAMILO ROJO ÁLVAREZ, Advogado, filho de Jesús Rojo Quintana, uma das vítimas do atentado contra o vôo da Cubana de Aviación, em 1976, na costa de Barbados. Ele representa o Comitê dos familiares das vítimas do terrorismo em Cuba. Tem participado de numerosas encontros internacionais para denunciar os atos terroristas que têm sido praticados contra Cuba.
ANTONIO VILLEGAS TAMAYO HARRY, Membro da Associação Nacional de Combatentes - General de Brigada e Herói Nacional de Cuba, membro do Comitê Central do PCC (Partido Comunista de Cuba) e deputado da ANPP de Cuba.
Foi o único que acompanhou o Che em todas as campanhas militares: em Sierra Maestra, na Campanha de Las Villas, na África e na Bolívia, Ele publicou seu diário, Pombo: um homem da Guerrilha de Che.
NATIVIDAD GUERRERO BORREGO, Diretora do Centro de Estudos sobre a Juventude, professora da Universidade de Havana, membro da sociedade cientifica de psicologia cubana e de estudos da sexualidade.
Participou de inumeros eventos científicos nacionais e internacional (Brasil, México e Guatemala), sendo convidada para debater sobre juventude e sexualidade.
TUBAL PAEZ, Presidente da União de Jornalistas de Cuba. Foi combatente clandestino durante ditadura Batista (1957-1958); Militante do Movimento Revolucionário 26 de Julho; e preso político em 1958. Secretário Geral Partido Unido da Revolução Socialista nos municipios havaneros de Campo Florido e Jaruco (1962-64), é deputado da ANPP (Assembléia Nacional do Poder Popular da República de Cuba), sendo vice presidente da Comissão das Relações Internacionales Asamblea Nacional e representante de Cuba no Foro Interparlamentar das Américas (FIPA).
E, ainda:
- ENRIQUE JOAQUIN ROMÁN HERNANDEZ, primeiro vice-presidente do ICAP
(Instituto de Amizade com os Povos);
- FÁBIO SIMEÓN GONZALEZ,especialista do ICAP.
- PEDRO NUÑEZ MOSQUERA, Embaixador de Cuba no Brasil.

 

CONTATOS E INSCRIÇÕES
Inscrição gratuita;
Contato com:
HELOISA - (48) 88111735 ou (48) 33355872
EDISON - (48) 3025-2991 ou (48) 9946-9441
Por e-mail: xviiconvencaocuba@gmail.com

ALOJAMENTO
a) Hotéis
Solicitamos que as reservas dos hotéis sejam feitas com antecedência, a fim de garantir-se vagas e os preços promocionais.
As reservas estão em nome da XVII CNSC/Edison
01. Hotel Cecomtur
- diárias variando de R$ 49,00 por pessoa
- telefone de contato: nome e telefone 48 2107 8800
- www.cecomturhotel.com.br
- hospedagem@cecomturhotel.com.br
- reservas@cecomturhotel.com.br
- C/ Marcio ou Tania
02. Oscar Hotel
- diárias de R$ 35,00, por pessoa
- telefone de contato: nome e telefone 48 3222 0099
- www.oscarhotel.com.br
- comercial@oscarhotel.com.br
- C/ Débora Decker.
b) Alojamento gratuito ao lado do local do evento na Escola Básica
Governador Celso Ramos.
Necessário colchonetes e roupa de cama.

 

PROGRAMAÇÃO
10 de Junho (Quarta-feira)
19 horas - Abertura
- Abertura oficial com apresentação cultural e execução dos hinos
nacionais de Cuba e Brasil).
- Presença do embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Nuñez Mosquera. o
presidente do ICAP (Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos), e,
representantes de organizações políticas da sociedade civil.
22 horas - Confraternização.
obs: o credenciamento dos participantes iniciará a partir das 14h.
11 de Junho (Quinta-feira)
09 horas – Início dos Trabalhos
- Informes das associações de solidariedade dos estados de SC,
RS, RJ e MG, sobre as atividades realizadas desde a última convenção -
(05 minutos para cada entidade).
09:30 às 12 Horas - Palestra e debate:
- 50 Anos da Revolução Cubana: A Desinformação e a Solidariedade. Mesa formada pelo Presidente do ICAP e um palestrante brasileiro.
- Debate
- Homenagens.
12 horas - Almoço
14 às 18 horas - Grupos de debate/trabalho (em dois locais distintos):
a) Luta contra o bloqueio, informação e desinformação - com a
presença de Tubal Paez (Presidente da União dos Jornalistas de Cuba);
b) Solidariedade – Presença do Presidente do ICAP.
19 horas - Reunião com diretores de entidades de solidariedade do Brasil.
12 de Junho (Sexta-feira)
09 horas – Início dos Trabalhos
- informes das associações de solidariedade dos estados de SP,
PE, RN e PR, sobre as atividades realizadas desde a última convenção
(05 minutos para cada entidade).
09:30 às 12 Horas - Palestra e debate:
- 50 Anos da Revolução Cubana: A Questão dos Cinco Heróis e a Questão da Juventude
12 horas – Almoço
14 às 18 horas - Grupos de debate/trabalho (em dois locais distintos):
c) Libertação dos 5 heróis Cubanos – com Roberto Gonzalez (advogado
e irmão de Rene Gonzalez); A confirmar
d) Juventude, convênios educacionais, associações de pais de
estudantes – dirigente da FEU Cubana.
20 horas - Festa comemorativa pelos 50 anos da Revolução Cubana
13 de junho (Sábado)
09 às 12 horas - Plenária Final
- apresentação dos relatórios dos 04 grupos de trabalho;
- discussão e aprovação dos relatórios;
- aprovação da Declaração de Florianópolis;
- definição do local da convenção do próximo ano;
- considerações finais da entidade organizadora da próxima convenção e do
Presidente do ICAP.
OBS: Cada grupo de trabalho terá um coordenador e um relator de uma
das associações, que iniciará com um informe do que foi definido na
convenção anterior. Haverá uma intervenção de cada um dos convidados,
e, em seguida um debate. O Relatório das propostas deverá ser escrito
no final, e, passado para a Comissão Central que se encarregará da
digitação.

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III CONVENÇÃO PAULISTA DE SOLIDARIEDADE A CUBA

 

 

 MOVIMENTO PAULISTA DE

  SOLIDARIEDADE A CUBA

 

 

30 de

Maio

Sábado

inicio 8h30

Local: Quadra do Sindicato ds Bancários

Rua Tabatinguera, 192 – Próximo ao metrô Sé

50 Anos

DA REVOLUÇÃO CUBANA

Palestras – Grupos de Trabalho – Filmes

Debates – Apresentação Culturais

Postado: www.solidariedadeacuba.org.br

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Frente pede validação dos diplomas de médicos formados em Cuba

Proposta quer chamar atenção da sociedade brasileira à questão dos médicos formados em Cuba e que não podem exercer a profissão no Brasil

Proposta quer chamar atenção da sociedade brasileira à questão dos médicos formados em Cuba e que não podem exercer a profissão no Brasil

30/04/2009

Michelle Amaral,

da Redação – Brasil de Fato

Entre seus objetivos, a Frente Parlamentar de Solidariedade à Cuba, lançada nesta quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, propõe apoio os brasileiros formados em medicina na ilha caribenha e que hoje são impedidos de exercer a profissão no Brasil.

Marcelo Chaves, da Associação de Familiares e Amigos de Estudantes em Cuba (AFAC), explica que hoje existem no país 300 médicos formados em universidades cubanas que não podem trabalhar por causa do não-reconhecimento da validade de seus diplomas pelas faculdades de medicina brasileiras e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que alegam incompatibilidade da grade curricular.

Segundo ele, “a Frente tem o papel de chamar atenção da sociedade brasileira - daquelas pessoas que estão nas filas dos hospitais e que não tem atendimento - para o problema”. Chaves explica que, em contraponto ao bombardeio feito pela grande mídia sobre o caos no sistema de saúde brasileiro, é necessário que se mostre que enquanto há falta de médicos nos hospitais públicos, existem muitos médicos formados em Cuba que são impedidos de exercerem a profissão diante da recusa de alguns setores em validar seus diplomas.

“Sou cético de que a Frente sensibilize o Congresso, porque muitos parlamentares que são médicos e tem ligação com o Conselho Federal de Medicina”, afirma Chaves, que acredita que, frente à uma mobilização popular, ela seja capaz de pressionar o Executivo, que também é apto a resolver a questão.

Os levantamentos da AFAC apontam que estudam hoje cerca de 900 brasileiros em Cuba, selecionados pela Embaixada Cubana através de indicação de partidos políticos e movimentos sociais e de critérios estabelecidos pelo governo cubano, como Ensino Médio completo, idade inferior a 25 anos e baixa renda.

A cada ano são 29 mil estudantes de vários países formados em Cuba. Destes, 25 mil se formam na área da saúde e 24 mil só em Medicina.

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Assembleia Legislativa e movimentos sociais de São Paulo em apoio a Cuba

               Fim do bloqueio
Assembleia Legislativa e movimentos sociais

    de São Paulo em apoio a Cuba

Deputados de diferentes partidos progressistas lançaram nesta quarta feira (29) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a Frente Parlamentar de Solidariedade a Cuba

Deputados de diferentes partidos progressistas lançaram nesta quarta feira (29) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a Frente Parlamentar de Solidariedade a Cuba

Cristiano Navarro,

São Paulo – Postado: Brasil de Fato

 

Frente pede validação dos diplomas de médicos formados em Cuba

Assinada por 19 parlamentares, a Frente proposta pelo deputado Raul Marcelo tem como principal objetivo promover ações em prol da luta do povo cubano pelo fim do bloqueio econômico e comercial imposto ao país pelo Estados Unidos, desde fevereiro 1962. As sanções dos estadunidenses comprometem o comércio de Cuba com países de todo o mundo.

Principal tema debatido entre os chefes de Estado no último encontro de Cúpula das Américas, realizado em Trinidad e Tobago, há 18 anos o fim do embargo tem recebido apoio da Organização das Nações Unidas. No final do ano passado um documento  pelo fim do embargo foi aprovado quase por unanimidade. Dos 192 países que integram a ONU, 185 países votaram a favor, apenas três contra (Estados Unidos, Israel e Palau), duas abstenções e duas nações que não votaram.

Para Vivian Mendes do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba (MPSC) a atual conjuntura política é favorável ao fim do bloqueio, “há um forte desgaste da política internacional dos Estados Unidos em todo mundo, o que beneficia a luta do povo cubano”.

Concordando com Mendes, o deputado propositor da Frente, Raul Marcelo, enxerga em alguns dos atuais chefes de Estado latino americanos aliados à causa cubana. “Até agora não se pode falar em avanços do governo Obama, por que ele apenas retomou as medidas que estavam em curso durante o governo Bill Clinton. No entanto, hoje temos presidentes latino americanos, como Fernando Lugo do Paraguai, Evo Morales da Bolívia e Hugo Chávez da Venezuela, que são sensíveis ao tema e pressionam pelo fim do Embargo”, afirma o deputado.

Como duas das primeiras iniciativas com intuito de estreitar as relações com país caribenho a Frente Parlamentar encaminhou a câmara dos deputados o projeto de Lei pelo reconhecimento dos diplomas dos estudantes de medicina e o convite à visita do corpo de Balé cubanos ao Brasil.

Outras frentes

Na avaliação da Frente o fim das imposições estadunidenses ao povo cubanos depende não só da relação de Estados, mas também das pressões dos movimentos sociais. Neste sentido, o MPSC que reúne diferentes setores da sociedade civil em prol de Cuba tem promovido debates e campanhas.

A articulação em favor do povo cubano tem no próximo dia 30 de maio um momento importante: a 3° Convenção Paulista de Solidariedade à Cuba. A convenção terá como tema central os 50 anos da Revolução Cubana e, além do fim do bloqueio, deve tratar de outros assuntos, como a campanha internacional pela soltura dos cinco cubanos anti-terroristas que estão presos injustamente nos Estado Unidos.

“O papel dos movimentos sociais é o mesmo que em qualquer outra situação pressionar: Difundido informações, mobilizando a opinião pública, furando o principal bloqueio contra Cuba que é o feito pelos grandes meios de comunicação”, declara Vivian Mendes do MPSC .

 

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Em Portugal exigem a cessação do bloqueio a Cuba e a libertação dos Cinco

 

 

 

Postado; Rádio Havana de Cuba

 

Havana, 30 abril (RHC).- A presidente da Associação de Amizade Cuba-Portugal Armanda Fonseca exigiu o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba, e a libertação dos Cinco cubanos presos injustamente em cárceres norte-americanos por lutar contra o terrorismo.

Em programa radiofônico dedicado a analisar os primeiros 100 dias de governo do presidente norte-americano Barack Obama, a chefe da associação de amizade assinalou que não existia nenhuma justificação para a manutenção do bloqueio, e exigiu sua cessação, e o estabelecimento de relações normais com Cuba.

 

Solidariedade aos Cinco patriotas cubanos cresce em 2009

 

Em 2009, se completaram 11 anos da injusta e ilegal prisão, nos Estados Unidos, dos Cinco Heróis antiterroristas cubanos - Gerardo Hernandez, Ramón Labañino, Fernando Gonzalez, Antonio Guerrero e René Gonzalez - . Os Cinco enfrentam com dignidade e firmeza as retaliações do império, enquanto isso, os verdadeiros terroristas, como Luis Posada Carriles, passeiam livremente pelas ruas da cidade de Miami.

 

HOMENAJE A LOS CINCO HEROES DE CUBA

 

 

 

 

Gerardo Hernández
# 58739-004
USP Victorville
PO BOX 5300
Adelanto, CA 92301

Ramón Labañino Salazar
(Luís Medina)
#58734-004
U.S.P. McCreary
P.O. Box 3000
Pine Knot, KY 42635

Fernando González Llort
(Rubén Campa)
#58733-004
FCI TERRE HAUTE
P.O. BOX 33
TERRE HAUTE, IN 47808

René González
#58738-004
FCI Marianna
P.O. Box 7007
Marianna, FL 32447-7007

Antonio Guerrero Rodríguez
#58741-004
U.S.P. Florence
P.O. Box 7500
Florence CO 81226

Antonio Guerrero, filho:

]"Tu és"Tu és minha mão,
Se aos amigos longínquos
não posso cumprimentar.

Mensagem de Antonio Guerrero para os trabalhadores e ouvintes de Rádio Havana Cuba pelo 50º aniversário da vitória da Revolução Cubana

 

Às vésperas do glorioso 1º de Janeiro que marca o 50º aniversário de nossa Revolução, quero em nome de René, Fernando, Gerardo, Ramón e no meu próprio, enviar uma saudação e um forte abraço revolucionário aos trabalhadores de Rádio Havana Cuba e a todos os seus ouvintes desejando-lhes um 2009 repleto de êxitos, saúde, paz e felicidade.

À nossa amada pátria serviremos sempre com lealdade e com carinho, e sejam quais forem as condições, jamais deixaremos de confiar na vitória.

A Revolução irá para frente contra vento e tempestade, sob a certeira e eterna guia de Fidel e do glorioso Partido Comunista.

Como dissera o Herói de nossa independência José Marti, e renovamos hoje: … a Revolução há de viver, porque é a alma de nosso povo".

 

 

Assistam os Vídeo

EN EL CENTRAL AL LADO DE LA ESTATUA DE SIMON BOLIVAR. DESPUES DE UNA MARCHA POR LA LIBERTAD DE LOS 5 CUBANOS DETENIDOS EN LOS ESTADOS. UNIDOS.

 

LIBERTAD A LOS 5 CUBANOS PRESOS EN EEUU

¿Quiénes son los cinco patriotas cubanos presos en EE.UU.? Con el triunfo de la revolución en enero 1959 el pueblo cubano conquista por primera vez la plena soberanía política, económica y social….

 

 

Cartas para los 5 Héroes Cubanos

Estudiantes vietnamitas le escriben sobre su país a los 5 Héroes cubanos presos injustamente en los Estados Unidos…

 

LIBERTAD PARA LOS CINCO

Desde 1998 cinco cubanos estan presos en EE.UU.¿su delito? luchar contra el imperialismo.

 

Documental cinco cubanos

Un resumen en imagenes del caso de los cinco cubanos luchadores contra el terrorismo, presos en los Estados Unidos

 

Solidaridad por la Liberacion de los Cinco Heroes

 

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Che Pueblo

Escrito por Celso Lungaretti

31-Mar-2009

"El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto, antes que a definitiva noite se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es Pueblo, el nombre del hombre es Pueblo"

("Soy Loco Por Ti America", Capinan, Gil e Torquato)

Che, de Steven Soderbergh, consegue um prodígio, em termos de grandes produções estadunidenses enfocando personagens revolucionários: é um filme honesto.

Claro que, precavendo-se contra as inevitáveis críticas dos direitistas, Soderbergh e o roteirista Peter Buchman evitaram manifestar simpatia ostensiva pela causa revolucionária, limitando-se a colocar na tela os episódios narrados nos diários de Che Guevara.

Então, os aspectos políticos, como o relacionamento entre a guerrilha e a oposição desarmada, são tratados de forma muito superficial, enquanto as cenas de batalhas tomam tempo demais do filme.

Um cineasta do ramo, como Costa-Gravas, certamente aprofundaria mais os personagens e situações, ao invés de ficar no meramente descritivo. Só que Hollywood jamais bancaria um filme sobre Guevara que tivesse Costa-Gravas como diretor…

Justiça seja feita: o atual Che é extremamente mais digno do que o Che! de 1969, dirigido por Richard Fleischer, com Omar Shariff no papel principal. Caricaturas e preconceitos desta vez ficaram de fora. A guerra fria acabou, felizmente.

Chamou-me a atenção o tratamento respeitoso que Fidel Castro (interpretado pelo bom ator mexicano Demián Bichir) recebe. Ele é mostrado como líder inconteste da revolução: ao mesmo tempo o visionário que apostou numa possibilidade remotíssima de vitória, o carismático que soube contagiar os outros com seu sonho e o pragmático que tomou quase sempre as decisões corretas ao longo da campanha.

Benicio Del Toro, obviamente, é quem sustenta o filme.

A opção foi abarcar, nesta primeira parte do épico - há uma segunda, Che - A Guerrilha, que ainda não tem estréia marcada no Brasil -, o período que vai do primeiro encontro entre Che e Fidel (1955) até a derrubada do ditador Fulgencio Batista (1959); afora isto, só existe um pequeno salto para o futuro, o pronunciamento de Guevara na ONU (1964).

Nesses quatro anos de que se ocupa o filme, o idealismo e a capacidade de enternecer-se de Guevara não se ressalta tanto nas situações propriamente ditas, como nos Diários de Motocicleta, de Walter Salles.

Aqui e ali, o roteiro cumpre esse papel, como ao mostrar Guevara fragilizado ao sofrer ataques de asma, compassivo no trato com os camponeses e solidário com um novato a ponto alfabetizá-lo nos intervalos das batalhas e caminhadas.

E há também a bela frase dos diários do Che, sobre o amor que move os revolucionários.

Mesmo assim, dependia em muito do ator passar ou não para os espectadores a humanidade de um herói que não foi um homem de ferro e, muito menos, o sanguinário em que parte da mídia o quer hoje transformar.

Benício conseguiu, oferecendo-nos um verdadeiro tour de force interpretativo. Seu Che é mesmo um idealista obrigado a endurecer-se para cumprir seu papel histórico, mas que não perde a ternura jamais.

Enfim, o cinema ainda continua nos devendo um filme definitivo sobre a revolução cubana. Mas, tenho a impressão de que este Che é o máximo que podemos esperar de Hollywood.

E vale para estimular o interesse das novas gerações por um dos personagens mais emblemáticos do século passado.

Culto Perene

É claro que muitos jovens, antes desse filme, já viam Guevara como o próprio símbolo da revolução.

Enquanto Marx, Lênin, Stalin, Trotsky, Mao e o próprio Fidel só significam algo para os politizados, o Che tem uma força simbólica indiscutivelmente maior - e muito mais adeptos na faixa da adolescência e mocidade.

Quais os motivos de culto tão perene?

Há quem o atribua, depreciativamente, à semelhança visual entre o Che abatido e o Cristo crucificado, omitindo que as trajetórias também são semelhantes.

Ambos desdenharam os bens materiais e foram solidarizar-se com os pobres, oferecendo-lhes apoio e esperanças. Despertaram a fúria dos poderosos de seu tempo e foram por eles destruídos, terminando sua jornada com muito sofrimento.

Evidentemente, os relatos que chegaram até nós sobre Jesus Cristo não têm áreas nebulosas como aqueles episódios em que Guevara parece haver incorrido em violência excessiva.

Mas, se o Salvador disse que não vinha "trazer a paz, mas a espada", foi Guevara quem a empunhou. E a guerra nunca inspirou os melhores sentimentos ao ser humano. Pelo contrário, desperta seus piores instintos.

Então, a luta justificada e necessária contra o tirano Fulgêncio Batista pode ter feito aflorar o Robespierre latente naquele homem afável, tão bem retratado nos Diários de Motocicleta.

Mas contradições são inerentes a todo ser humano. Não existe o herói perfeito e impoluto, salvo em nossa imaginação.

O certo é que Guevara continuou sacrificando tudo por seu ideal de justiça social. Como Garibaldi, foi levar a chama da revolução a outro mundo, a África. E tentou outra vez na Bolívia, onde finalmente o Império o fez executar (mais um paralelo com Cristo!).

Sua vida só foi uma sucessão de fracassos (como já se alegou) para quem reduz a existência à busca do sucesso fácil, descartando valores como a solidariedade, a coerência e a dignidade.

Os que o recriminam, certamente jamais agiriam como Guevara, abrindo mão do poder e honrarias para efetuar desesperadas tentativas de romper o isolamento da revolução cubana.

Pode-se supor que, como Trotsky, ele tenha concluído que a revolução invariavelmente se deforma quando fica restrita a um só país – ainda mais uma nação pobre, atrasada e asfixiada pelo embargo comercial, como Cuba. E fez o que poucos fariam: assumiu a missão de encontrar uma saída para o impasse, nas condições mais desfavoráveis.

No mundo todo, os jovens que também lutavam contra o Império se identificaram com seus sonhos e seu martírio. Não foram uma foto e um pôster que o transformaram em mito, mas sim esse exemplo de dedicação a uma causa justa até o sacrifício extremo.

E, como os corações mais sensíveis e as mentes mais lúcidas não conseguiram vencer o sistema regido pela desigualdade e ganância, Che inspira até hoje os que não aceitam o capitalismo globalizado como o fim da História.

Daí a inutilidade dos freqüentes ataques à memória do homem Ernesto Guevara - como os lançados pela mídia reacionária, a Veja à frente, quando do 40º aniversário da morte do herói.

Jamais atingirão, contudo, o mito Che Pueblo, personificação dos ideais igualitários que os melhores seres humanos vêm acalentando através dos tempos.

 

Assista

Celso Lungartti, jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/ e http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

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O socialismo, em Cuba, é irrevogável

Na quarta parte da série de matérias sobre os 50 anos da Revolução Cubana, moradores da ilha fazem críticas e ponderações sobre os problemas internos do país, mas afastam possibilidade de retorno ao capitalismo Da Baía dos Porcos, a distância até Jagüey Grande, à beira da Rodovia Central, não é grande. Uma estreita estrada esburacada, de uns 50 ou 60 quilômetros, separa os dois locais. Mas não são os defeitos no asfalto que mais chamam a atenção. Assim como em quase todos os cruzamentos e acostamentos, dezenas e pessoas pedem carona. (Em Cuba, essa prática é institucionalizada). Uma delas é uma jovem na faixa dos 25 anos, que sobe ao carro na companhia de uma amiga. Cubana de nascimento, já não mora na ilha caribenha há sete anos, desde que mudou para Paris com seu marido francês. De férias, veio a seu país de origem para visitar a família. Perguntada sobre o que acha da Revolução e do governo, não demora a fazer críticas. Lamenta as restrições às viagens para o exterior, as proibições de hospedagem a estrangeiros, a falta de possibilidades para a abertura para pequenos negócios. (Leia mais na edição 315 do Brasil de Fato) A solução, então, é o capitalismo? “Não, de jeito nenhum!”, exclama. Em Cuba, o fim do socialismo está fora de cogitação. Pelo menos essa é a impressão que fica ao se viajar pelo país, andar pelas ruas, falar com o povo. “Muita gente sai do país achando que será melhor, mas, quando saímos, vemos que não é assim. Aqui não tem crianças na rua, todo mundo tem saúde. Só acho que tem que melhorar algumas coisas”, se explica a jovem, que trabalha como garçonete na capital da França. Orgulho Apesar das muitas ponderações sobre os problemas internos, a mudança do sistema político e social não entra na conversa. Nas bocas da população, a Revolução é sinônimo de independência, dignidade e, sobretudo, justiça social. E as cubanas e cubanos se orgulham disso. A ocasião da comemoração dos 50 anos da Revolução é ideal para comprovar tal sentimento. Durante o período entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, podia-se ver, nas fachadas de muitas casas e estabelecimentos, bandeiras de Cuba, do Movimento 26 de Julho (criado por Fidel Castro antes do triunfo), faixas e cartazes lembrando a data. Muitos dos prédios ornamentados, é verdade, eram hotéis, restaurantes e ministérios estatais. Mas pessoas “comuns” também faziam questão de mostrar que estão com a Revolução. Em suas residências, cartazes simples, de papelão, pintados com singelas inscrições, recordavam o cinquentenário da definitiva vitória rebelde sobre as forças do ex-ditador Fulgencio Batista. O orgulho, porém, se mostra mesmo nas palavras. “Aqui não se paga pela educação, nem pela saúde. Quem precisa de uma cirurgia, de um atendimento médico, é só ir no hospital. Os remédios custam quase nada, têm um preço irrisório”, conta uma moradora de Bayamo, no oriente de Cuba, após se gabar de que seu país, ao contrário do Brasil, não sentiria os efeitos da crise econômica mundial: “aqui não!”. “Irrevogável” Talvez a demonstração mais contundente, até hoje, do apoio popular ao socialismo em Cuba foi dada em 2002, após o ex-presidente estadunidense, George W. Bush, “exigir” mudanças no sistema político cubano. Entre os dias 15 e 18 de junho, mais de oito milhões de pessoas (de uma população de cerca de 11 milhões), atendendo ao chamado de organizações sociais, firmaram um abaixo-assinado pedindo uma reforma constitucional que estabelecesse, na Carta Magna, o caráter “permanente” e “irrevogável” do socialismo e do modelo político e social do país. Assim, após a aprovação da alteração na Assembléia Nacional, o novo artigo 3 da Constituição reforçava: “O socialismo e o sistema político e social revolucionário estabelecido nesta Constituição, testado por anos de heróica resistência diante das agressões de todo tipo e da guerra econômica dos governos da potência imperialista mais poderosa que já existiu e, havendo demonstrado sua capacidade de transformar o país e criar uma sociedade inteiramente nova e justa, é irrevogável, e Cuba nunca mais voltará ao capitalismo”. Poder popular O socialismo cubano, na prática, havia sido paulatinamente implementado desde o triunfo da Revolução, em 1959. No entanto, foi só a partir de fevereiro de 1976 que o sistema político ganhou caráter oficial, com a promulgação da nova Constituição do país, que foi aprovada pelo voto livre, direto e secreto de 97,7% dos eleitores. A partir daí, consolidava-se um Estado Socialista de Direito. Entre os pontos, estavam a instituição de um sistema de poder popular, como a nominação direta, pelo povo, de candidatos às eleições, a revogação de cargos e a rendição de contas aos eleitores; grandes prerrogativas legais para o Conselho de Ministros e de Estado; protagonismo do Estado no sistema político do país, com estrutura centralizada de direção; reconhecimento do Partido Comunista Cubano (PCC) como a força dirigente do Estado e da sociedade; propriedade estatal de tudo que não fosse pessoal, de pequeno produtor, de cooperativas ou de organizações sociais; e a unidade de poder e o centralismo democrático. Em 1992, após a queda da União Soviética (URSS), o fim do suporte econômico e a entrada no chamado Período Especial, Cuba, vendo-se diante de uma situação bastante difícil, realizou uma ampla reforma em sua Constituição. Entre as modificações, figuraram a permissão do investimento estrangeiro; a limitação da propriedade estatal aos meios fundamentais de produção, permitindo, na prática, a propriedade privada sobre estes; e o estabelecimento de eleições diretas para as assembléias provinciais e nacional. A idéia, com a reforma, era conceder mais poder aos cidadãos: ampliação das eleições diretas de juízes e a criação dos Conselhos Populares, entre outras medidas. Transformação “Meu nome é Guadalupe, mas todos me chamam de Lupita”. Sorriso e maquiagem no rosto, brincos, colar e pulseiras, Lupita recebe os hóspedes com amabilidade. Mostra os quartos numa área anexa de sua casa, explica o funcionamento do chuveiro, pede os passaportes e, em seguida, volta oferecendo cerveja em lata. Negra, aparentando uns 60 anos, mora com o marido, o filho e uma irmã. Seu canto, em Santiago de Cuba, é simples, mas bem decorado. Artesanatos, fotos, panos, flores… O olhar do visitante, viciado com a dura realidade brasileira, já conclui: família simples, de pouca instrução. No dia seguinte, a impressão se desfaz nas primeiras palavras de Lupita: “Dáli, minha irmã, é médica-ginecologista. Luis, meu filho, estuda Direito”. Em seguida, “provocados”, todos começam a falar sobre os mais variados temas, nacionais e internacionais: democracia, embargo estadunidense, União Soviética, economia, Equador, Obama, Lula… “Se não fosse a Revolução, não estaríamos conversando agora. Não teríamos como pagar os estudos de minha irmã e meu filho. Seria muito custoso. Poderíamos até ter profissão, mas não haveria emprego”, sentencia Lupita. Sua vida e a de seus familiares, assim como a de milhões de cubanos, mudou após o triunfo da Revolução, em 1959. Se os rebeldes não tivessem chegado ao poder, provavelmente ela e seus parentes não teriam o nível de vida que possuem hoje. Com o novo sistema político, Cuba conquistou níveis de universalização e qualidade no que se refere ao acesso à educação e à saúde, pilares da política social do regime, juntamente com a seguridade social. “Hoje, não tem ninguém desamparado. O pouquinho que há, se reparte entre todos. Se você fica doente, vai ao médico e não custa nada. Se não existisse o bloqueio econômico, estaríamos muito melhor. Hoje, mesmo com todos os ciclones, não falta nada a ninguém”, afirma Pedro Luis Sánchez, ex-carvoeiro de Playa Las Coloradas, no oriente cubano.

Texto: Igor Ojeda e Tatiana Merlino/enviados a Cuba/Brasi / Postado em 12/03/2009

Por: Pátria Latina

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Cuba e EUA devem normalizar relação e conversar

"A maior parte dos membros da nossa delegação acredita que nós precisamos na verdade normalizar as relações e então os detalhes do que isto significa virão a seguir", afirmou a deputada Barbara Lee, em uma coletiva de imprensa.

A delegação de sete democratas, formada principalmente por legisladores afro-americanos, se encontrou com o presidente do Parlamento Ricardo Alarcon e com o ministro do Exterior Bruno Rodriguez, no que a legisladora norte-americana definiu como um esforço para melhorar as relações entre Washington e a ilha de regime comunista.

Eles também visitaram instalações cubanas, incluindo um complexo farmacêutico e de engenharia genética.

Os Estados Unidos são o único país no hemisfério, além de El Salvador, que não mantêm relações diplomáticas e econômicas normais com Cuba.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou uma revisão da política em relação à Cuba, mas afirmou que o embargo, que já dura décadas, deve continuar para pressionar Havana rumo a uma mudança democrática.

Obama poderia relaxar as relações diplomáticas com Cuba, mas, para suspender o embargo, ele precisaria contar com a aprovação do Congresso.

A delegação de legisladores do Congresso é a primeira a visitar Cuba desde que Obama tomou posse, em janeiro.

Texto: Marc Frank - Reuters / Postado em 05/04/2009 ás 23:15

Por: Pátria Latina

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Rendem homenagem a heroína da revolução cubana

Rendem homenagem a heroína da revolução cubana

Havana (Prensa Latina) A heroína cubana Melba Hernández agradeceu a homenagem realizada pela direção nacional dos Comitês de Defesa da Revolução durante seu aniversário 87.
Ao chegar a essa idade na véspera, a Heroína da República de Cuba recebeu um reconhecimento popular por sua participação nas ações revolucionárias e a felicitação do presidente cubano, Raúl Castro.
Melba acolheu aos representantes da maior organização de massas cubana, com quase oito milhões de filiados, e expressou-lhes sua gratidão pelo gesto, segundo mostrou o noticiário televisivo.
Esta é a obra de Fidel e Raúl, e de todos aqueles que participaram desta data tão gloriosa, afirmou a emblemática mulher depois de receber a mensagem.
Ela -junto a Haydée Santamaría- participou no assalto ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953 sob as ordens de Fidel, ação que iniciou a luta insurrecional pela independência nacional.
Os assaltos aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, há 55 anos, não conseguiram o triunfo militar mas significaram a primeira vitória política frente à ditadura de Fulgêncio Batista.
Para os cubanos, a data equivale a um momento crucial na história do país ao ser reconhecida como a continuidade das lutas pela independência, iniciadas em 10 de outubro de 1868.

Texto: Prensa Latina / Postado em 30/07/2008 ás 01:26

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Pela 17ª vez, ONU condena bloqueio dos EUA a Cuba Felipe festeja

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, pela 17ª vez consecutiva, uma resolução que condena os Estados Unidos pelo bloqueio imposto contra Cuba há 47 anos. A resolução foi votada hoje pelo órgão de 192 países, com 185 condenando o embargo e pedindo seu fim, três votos a favor (EUA, Israel e Palau) e duas abstenções (Micronésia e Ilhas Marshal). No ano passado, o bloqueio americano foi condenado por 184 votos a quatro, com uma abstenção.
O ministro do exterior de Cuba, Felipe Pérez Roque, afirmou antes da votação que será uma tarefa para o próximo presidente dos Estados Unidos decidir se o bloqueio é uma política fracassada.
O projeto de resolução, intitulado ‘’Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba'’ foi apresentado pelo ministro cubano de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque.
Na introdução desse documento, aparece destacada a preocupação pela promulgação e aplicação por parte dos Estados Unidos de legislações e disposições regulamentares de alcance extraterritorial como a Lei Helms-Burton.
Na 16ª votação deste projeto em 2007, a demanda de extinguir a política coercitiva americana contra Cuba recebeu apoio quase unânime da Assembléia Geral quando 184 de seus 192 membros votaram a favor.
Os Estados Unidos foram acompanhados apenas por Israel, Ilhas Marshall e Palau em sua oposição a esse projeto de resolução, enquanto a Micronésia absteve-se e Albânia, El Salvador e Iraque estiveram ausentes.
Um porta-voz oficial cubano disse que ‘’pela décima sétima vez, a comunidade internacional terá a oportunidade de expressar novamente sua condenação à política genocida de bloqueio que o governo estadunidense mantém contra nosso país'’.
A aplicação dessa política por quase 50 anos contra Cuba ‘’constitui o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico e social do país e uma flagrante violação dos direitos humanos de todo o povo cubano'’, observou.
Mas apesar da reiterada rejeição da Assembléia Geral ao bloqueio econômico contra Cuba, Washington continua a aplicação dessa medida coercitiva de maneira impune, porque as decisões deste alto organismo da ONU não são de cumprimento obrigatório.
O projeto de resolução expressa preocupação pelo fato de que após a rejeição ao bloqueio a Cuba durante 16 anos consecutivos, as autoridades americanas continuam promulgando e aplicando novas medidas para reforçá-lo.
Em declarações à Prensa Latina sobre este tema, o presidente da Assembléia Geral, o diplomata nicaragüense Miguel d’Escoto, referiu-se a este fato como um dos casos que explicam a necessidade de reforma requerida pela ONU.
‘’A idéia de que a clara e inequívoca voz da Assembléia Geral deve ser tomada como uma simples recomendação sem nenhuma obrigatoriedade deve ser enterrada para sempre'’, expressou d’Escoto.
De todas as formas, os diplomatas cubanos insistem em que seu país ‘’continuará exigindo o levantamento do bloqueio e não cederá em seu empenho até conseguir sua eliminação'’.

Texto: Prensa Latina / Postado em 30/10/2008 ás 02:55

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