Da Servidão Moderna
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
No dia 13 de abril de 2010, policiais tentam intimidar ocupação de latifúndio ligado ao Vera Cruz Empreendimentos Imobiliários e a importantes acionistas do Banco Real, realizada na região de Campinas pelo MST-SP, numa das atividades integradas à Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Por Passa Palavra
Em pronunciamento nesta quarta-feira (14) no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do partido Ivan Valente destacou a escolha do PSOL em sua III Conferência Nacional do nome de Plínio de Arruda Sampaio como pré-candidato à Presidência da República.
Confira o pronunciamento:
Mulheres em Marcha até que todas sejamos livres!
Mulheres em Marcha até que todas sejamos livres!
Marcha das Mulheres em São Paulo
Marcha Mundial das Mulheres Bancários na Luta
Leci Brandão adere à Marcha Mundial Pela Paz e a Não Violência
Marcha do Dia Internacional da Mulher - 8 de Março/ 2010 - Salvador - Bahia
International Women’s Day "Tokyo Mimoza Parade 2010"
Marcha Mundial las Mujeres
March 8th, International Women’s Day
Marcha Mundial das Mulheres en Vigo o día 19 de outubro 2009.
Mulheres catadoras da Coopere Centro na Marcha Mundial 2008
El subcomandante insurgente Marcos muestra quien esta en realidad detras del pasamontañas, que ha caracterizado al EZLN y al movimento Zapatista.
Somos todos Zapatistas! Viva a Luta do povo Mexicano!
Dafne Melo
da Redação Brasil de Fato
“Cidadão Boilesen” aborda a Operação Bandeirantes por meio de um de seus maiores entusiastas: um executivo do Grupo Ultragás
À primeira vista, Hennig Boilesen era um cidadão acima de qualquer suspeita. Um “cidadão do bem”. Dinamarquês de origem humilde, imigrou para o Brasil no final de década de 1930. Aqui, identificou-se com a cultura brasileira e decidiu ficar. Fixou-se em São Paulo e logo iniciou sua bem sucedida carreira de administrador de empresas.
No olhar dos amigos, era uma pessoa falante, alegre, extrovertida. Seu filho comenta sua adoração por futebol: ia ao estádio com frequência misturar-se em meio ao povo para torcer pelo Palmeiras, e metia-se em brigas se preciso fosse. Como um bom cidadão, tinha também preocupações sociais. Fundou o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee) e ajudava em diversas entidades que atuavam junto a adolescentes e crianças com deficiência física, talvez motivado pelo fato de um de seus filhos ter uma deficiência visual. Na década de 1960, chegou à presidência do Grupo Ultragás, consolidando sua posição de alto executivo.
“Ele era um cara muito bacana e pensava como a gente”. “Era puro e íntegro”. Estas frases reforçariam a boa imagem de Boilesen. Mas elas saem das bocas do militar reformado Erasmo Dias (coronel que comandou a invasão na PUC-SP, em 1977), e de Paulo Egídio Martins (governador de São Paulo escolhido por Ernesto Geisel), respectivamente. Como a esmagadora maioria dos empresários, Henning apoiava a ditadura instaurada em 1964 e aprovava a repressão a organizações revolucionárias. Mas, ao que tudo indica, Boilesen foi bem mais além do apoio político.
Empresários & militares
Henning é o personagem principal do documentário “Cidadão Boilensen”, dirigido por Chaim Litewsi, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. O interesse do cineasta, porém, não foi o carisma ou sua carreira bem sucedida exatamente, mas sua participação ativa na Operação Bandeirantes (Oban), uma estrutura ilegal do Exército que tinha como objetivo investigar e reprimir organizações e militantes de esquerda durante a ditadura.
A Oban contou com participação ativa de setores do empresariado brasileiro – sobretudo o paulista, área de abrangência do operativo – que, inclusive, financiava suas atividades. Tendo o empresário dinamarquês como gancho, o filme apresenta como tema central, na realidade, a relação entre a elite econômica e o setor militar. “Sempre me interessei em entender a relação entre aparelhos de repressão e empresários, o que não ocorreu só no Brasil. Mais do que entender a relação entre os dois setores, que todos sabem que existia, quis entender como eram os mecanismos. Não me interessava apenas dizer que existia, mas como dava essa relação simbiótica entre governos e empresários”, revela Litewski.
Boilesen não chegava a ser o empresário de maior peso e importância, mas possuía um papel de articulador, entrando em contato com outros donos de empresas para que participassem da “caixinha” destinada ao financiamento da Oban. Um dos depoimentos é do empresário e bibliófilo José Mindlin, que afirma ter sido abordado por Boilesen pessoalmente, mas que declinou o convite. Antônio Ermírio de Moraes também teria se recusado. Muitos outros, como a família Frias – dona da Folha de S. Paulo –, o grupo Camargo Corrêa, Ford e General Motors, aceitaram.
Sadismo
No caso de Boilesen, a participação foi ainda mais além. Diversas fontes, da direita e da esquerda, confirmam no documentário que o empresário da Ultragás chegou a assistir e participar de algumas sessões de tortura. Mais: ele teria trazido, dos Estados Unidos, um aparelho de eletrochoque com um teclado que emitia descargas crescentes e que foi apelidada pelos torturadores de “pianola Boilesen”.
O dinamarquês teria, portanto, infringido uma das regras básicas para um integrante da elite econômica: a discrição. Em depoimento, Erasmo Dias afirma que Boilesen não era tão importante assim, mas que, ao se expor, correu riscos. “Eu citaria mais uns dez [empresários]”, diz o coronel.
Carlos Eugênio da Paz, ex-militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), aponta no filme que alguns companheiros começaram a juntar os boatos da presença de Boilesen em torturas com o fato de que em diversas ações da polícia contra militantes havia caminhões da Ultragás por perto.
Após algumas pesquisas, e confirmada a participação do Grupo Ultragás, o MRT, juntamente com a Aliança Libertadora Nacional (ALN), elaborou um plano para justiçar Henning Boilesen. No dia 15 de abril de 1971, ele foi encurralado próximo a sua casa em São Paulo e morto a tiros na alameda Casa Branca, mesma rua em que cerca de um ano e meio antes Carlos Marighella foi assassinado em uma operação comandada pelo delegado do Doi-Codi Sérgio Fleury – amigo pessoal de Boilesen.
Assista o Cidadão Boilesen - International Trailer (2009)
Xenofobia, homofobia, racismo e preconceito de classe. Tudo em menos de 3 minutos
Vinícius Mansur
de La Paz Postado: Brasil de Fato
Era domingo, 6 de dezembro, dia de eleições na Bolívia. Conformamos um grupo de comunicadores, articulados pela versão boliviana do Grito dos Excluídos, para fazer a cobertura da jornada eleitoral.
Por volta de meio dia, uma equipe de reportagem se dirigiu a uma escola no bairro de classe média de La Paz, Sopocachi. Ali votaria o vice-presidente, Álvaro Garcia Linera.
Ao chegar, o candidato à reeleição foi ovacionado, mas rapidamente caminhou para a sala de votação, cercado por seguranças. Ao sair, parou para dar entrevista as dezenas de jornalistas que o esperavam. Neste momento a ovação foi ainda maior, porém gritos de repúdio começaram a polarizar o pátio da escola. Nos chamou a atenção as palavras ríspidas utilizadas pelos “anti-proceso de cambio” e fomos entrevistá-los.
Xenofobia, homofobia, racismo e preconceito de classe. Tudo em menos de 3 minutos. Essa é a caricatura da direita boliviana. Veja o vídeo:
Notas:
1: Certamente, a maioria esmagadora das pessoas que estavam na escola eram bolivianas. O grosso dos estrangeiros, eram jornalistas que chegaram para cobrir as eleições.
2: Na cidade de La Paz, aproximadamente 80% dos votos foram para a chapa Evo Morales-Álvaro Garcia Linera (MAS-IPSP).
3: Chamar o vice-presidente de "maricon" é atitude corrente de setores conservadores da Bolívia.
4: Leopoldo, candidato a vice-presidente da chapa de Manfred Reyes Villa, está preso, acusado de ser o responsável pelo massacre de Pando, em setembro de 2008, no episódio que ficou conhecido como tentativa de golpe de Estado cívico-prefeitural.