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	<title>Blog do IZB</title>
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	<description>Socialismo e Democracia</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:43:08 +0000</pubDate>
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		<title>Jogo de cena esconde o real objetivo do conflito em Gaza</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Internacional</category>

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Ainda n&#227;o h&#225; previs&#227;o para o fim da escalada genocida na Faixa de Gaza, iniciada em 27 dezembro e chamada por Israel de &#8220;Opera&#231;&#227;o Chumbo Fundido&#8221;. Mas qual &#233; mesmo o objetivo da guerra? Por traz das t&#227;o exploradas controv&#233;rsias religiosas, do suposto apelo americano pelo fim dos ataques de Israel, e o absurdo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 5px" height="86" src="http://www.patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/05-01-2009_11_23_51_.jpg" width="115" align="left" /> </p>
<p>Ainda n&#227;o h&#225; previs&#227;o para o fim da escalada genocida na Faixa de Gaza, iniciada em 27 dezembro e chamada por Israel de &#8220;Opera&#231;&#227;o Chumbo Fundido&#8221;. Mas qual &#233; mesmo o objetivo da guerra? Por traz das t&#227;o exploradas controv&#233;rsias religiosas, do suposto apelo americano pelo fim dos ataques de Israel, e o absurdo sil&#234;ncio da ONU, uma an&#225;lise mais detida do conflito pode revelar um complexo jogo geopol&#237;tico para garantir &#224; elite israelense a tomada da Palestina e aos EUA o controle do Oriente M&#233;dio.   <br />Segundo o chefe dos servi&#231;os de emerg&#234;ncia do Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Hamas em Gaza, os ataques do Ex&#233;rcito israelense j&#225; mataram pelo menos 500 palestinos, sendo 87 deles crian&#231;as, e deixou 2.450 feridos. Hasanein destacou que 22 dos 40 palestinos mortos na invas&#227;o terrestre a Gaza, iniciada na noite de s&#225;bado (3), eram civis. Entre os mortos deste domingo (4) est&#227;o uma m&#227;e palestina e seus quatro filhos, atingidos por bombardeio israelense.    <br />Mesmo diante de tantas mortes, a fome de sangue do Ex&#233;rcito israelense n&#227;o est&#225; nem perto de acabar. O chefe dos servi&#231;os de emerg&#234;ncia relatou que na manh&#227; deste domingo, for&#231;as israelenses abriram fogo contra uma zona comercial na Cidade de Gaza, provocando um n&#250;mero ainda n&#227;o determinado de mortos e feridos.     <br />Ainda neste domingo, palestinos disseram &#224; imprensa que testemunharam a chegada de mais de 80 ve&#237;culos blindados do Ex&#233;rcito, como tanques, sendo estacionados no antigo assentamento judaico de Mitzarin, cerca de tr&#234;s quil&#244;metros ao sul da Cidade de Gaza.    <br />Palestina: 500 mortos; Israel: cinco    <br />O desproporcional poderio b&#233;lico de Israel comprova-se pelas not&#237;cias divulgadas na m&#237;dia da regi&#227;o. Segundo a rede de TV qatariana Al Jazeera, o Hamas disse ter matado cinco soldados israelenses e ferido outros 20 nos combates deste domingo em Gaza. J&#225; o Ex&#233;rcito de Israel confirmou, por meio de um porta-voz, a morte de apenas um soldado.    <br />Foi a primeira morte israelense anunciada pelo servi&#231;o militar desde o in&#237;cio da opera&#231;&#227;o por terra na Faixa de Gaza. Segundo Israel, outros 32 israelenses ficaram feridos durante a invas&#227;o por terra.    <br />O sanguin&#225;rio presidente de Israel, Shimon Peres, voltou a destilar seu &#243;dio neste domingo ao reafirmar que n&#227;o haver&#225; interrup&#231;&#227;o nos ataques a Gaza. &#8216;&#8217;Queremos acabar com o terrorismo. E o Hamas precisa de uma li&#231;&#227;o real e s&#233;ria. E agora eles est&#227;o tendo essa li&#231;&#227;o'&#8217;, disse Peres ao programa This Week, da ABC News.     <br />Onde Peres diz &#8216;li&#231;&#227;o&#8217;, pela determina&#231;&#227;o com que o chefe de Estado tem levado &#224; frente sua guerra cruel, e a despeito dos milhares de protestos pela paz que crescem em todo o mundo, inevitavelmente se compreende &#8216;exterm&#237;nio&#8217;.    <br />ONU permanece calada    <br />Em sua terceira reuni&#227;o desde que o conflito se iniciou, e ap&#243;s quatro horas de debates a portas fechadas &#8212; e apenas algumas depois da invas&#227;o terrestre de Israel a Palestina &#8212;, a conclus&#227;o da reuni&#227;o deste s&#225;bado do Conselho de Seguran&#231;a da ONU foi vexat&#243;ria. De l&#225; n&#227;o saiu qualquer acordo sobre os termos de uma declara&#231;&#227;o pedindo o cessar-fogo na Faixa de Gaza.    <br />&#8216;&#8217;N&#227;o houve acordo entre os pa&#237;ses membros, mas houve concord&#226;ncia quanto &#224; preocupa&#231;&#227;o sobre a escalada da viol&#234;ncia e a deteriora&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o, al&#233;m de um forte consenso quanto a um cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado pelas partes&#8221;, tentou amenizar Jean-Maurice Ripert, que preside o Conselho.     <br />O presidente geral da Assembl&#233;ia da ONU, o nicaraguense Miguel D&#8217;Escoto, foi mais realista e classificou a incurs&#227;o israelense como &#8216;&#8217;uma monstruosidade'&#8217;, acrescentando, &#8220;e, mais uma vez, o mundo assiste consternado a disfuncionalidade do Conselho de Seguran&#231;a'&#8217;.    <br />Os EUA foram decisivos para o fracasso da reuni&#227;o. O pa&#237;s, um dos cinco com poder de veto no grupo e aliado de Israel, vetou a proposta de cessar-fogo sob a alega&#231;&#227;o de que o Hamas n&#227;o acataria as medidas. &#8220;O direito de defesa de Israel &#233; inegoci&#225;vel&#8221;, disse o embaixador americano, Alejandro Wolff.    <br />Diante dos fatos, a justificativa para o in&#237;cio da invas&#227;o &#8212; proteger o sul israelense dos ataques de foguetes do Hamas &#8212; n&#227;o convence a ningu&#233;m. Mesmo assim, com o voto dos Estados Unidos &#8212; justamente no Ano Novo, momento de apelo &#224; paz e n&#227;o de um chamado &#224; guerra &#8212;, a ONU preserva o sil&#234;ncio assustador sobre o genoc&#237;dio de Israel a Palestina.    <br />A disputa pol&#237;tica pela paz    <br />Com Shimon Peres de um lado, e de outro a pol&#234;mica t&#225;tica de resist&#234;ncia do Hamas, os setores mais elitistas de Israel encontram um cen&#225;rio prop&#237;cio para colocar em pr&#225;tica um antigo plano: o controle pol&#237;tico da Palestina.     <br />Para tanto, como tem reiteradamente mostrado o presidente israelense, n&#227;o ser&#227;o poupados nem mesmo os mais s&#243;rdidos meios para que a Palestina tenha a sua &#8216;li&#231;&#227;o&#8217;. Doa a quem doer, gostem ou n&#227;o gostem: o verdadeiro terrorismo de Estado &#233; praticado por Shimon Peres, escrevem colunistas.    <br />Corroborara com o plano de Israel o sil&#234;ncio garantido pelos EUA do Conselho de Seguran&#231;a. Ao calar a ONU &#8212; al&#233;m de abrir graves precedentes contra a paz mundial &#8212; o governo americano sustenta &#224; guerra de Israel e, em troca, ganha o apoio israelense para controlar a regi&#227;o.     <br />Solidariedade e luta pela paz    <br />A fim de melar o propalado acordo geopol&#237;tico, espera-se que o crescente aumento do n&#250;mero de v&#237;timas civis intensifique a press&#227;o internacional sobre Israel para que encerre sua maior opera&#231;&#227;o na Faixa de Gaza em quatro d&#233;cadas. H&#225; tamb&#233;m os significativos riscos pol&#237;ticos que os combates &#8212; especialmente se suas for&#231;as sofrerem pesadas baixas nos confrontos de rua &#8212; trazem para os l&#237;deres israelenses nas v&#233;speras da elei&#231;&#227;o nacional, marcada para 10 de fevereiro.    <br />Como se v&#234;, neste complexo e hist&#243;rico conflito joga grande papel a solidariedade &#224; Palestina e a mobiliza&#231;&#227;o mundial pela paz. Em diversas cidades, de in&#250;meros pa&#237;ses e em todos os continentes, crescem os protestos pela imediata retirada das tropas de Israel e luta pela paz.     <br />Mesmo estando t&#227;o distante, a popula&#231;&#227;o brasileira j&#225; come&#231;ou a dar a sua contribui&#231;&#227;o realizando, na &#250;ltima sexta (2), um ousado ato que contou com mais de 300 pessoas. &#8220;Me comovi com as not&#237;cias da viol&#234;ncia que eles est&#227;o sofrendo. &#201; a primeira vez que me envolvo em uma manifesta&#231;&#227;o assim&#8221;, disse na ocasi&#227;o a estudante K&#225;tia da Costa, de 17 anos. K&#225;tia n&#227;o &#233; descendente de &#225;rabes e nem &#233; mu&#231;ulmana. Ela foi at&#233; a Avenida Paulista por se identificar com a causa e ficou sabendo do ato por uma comunidade do Orkut. </p>
<p>Texto: Por Carla Santos, do site Vermelho/com informa&#231;&#245;es / Postado em 05/01/2009 &#225;s 11:23</p>
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		<title>A m&#237;dia em Israel toca as trombetas da guerra</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:39:41 +0000</pubDate>
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H&#225; not&#237;cia de que 40 tanques
 israelenses avan&#231;am por terra
O presidente da Fran&#231;a, Nicolas Sarkozy, se encontra nesta segunda-feira no Cairo com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, como parte de duas iniciativas europ&#233;ias para tentar mediar um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde uma opera&#231;&#227;o militar israelense entra em seu d&#233;cimo dia.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 0px 0px 0px 5px" height="80" src="http://www.patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/05-01-2009_11_28_48_.jpg" width="107" align="left" /> </p>
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<p><em><strong><font color="#ff0000">H&#225; not&#237;cia de que 40 tanques</font></strong></em></p>
<p><strong><font color="#ff0000"><em> israelenses avan&#231;am p</em>or terra</font></strong></p>
<p>O presidente da Fran&#231;a, Nicolas Sarkozy, se encontra nesta segunda-feira no Cairo com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, como parte de duas iniciativas europ&#233;ias para tentar mediar um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde uma opera&#231;&#227;o militar israelense entra em seu d&#233;cimo dia.    <br />Sarkozy segue depois para encontros em Jerusal&#233;m, Ramallah, na Cisjord&#226;nia, e na capital s&#237;ria, Damasco. Uma outra delega&#231;&#227;o, da Uni&#227;o Europ&#233;ia, liderada pelo ministro do Exterior da Rep&#250;blica Tcheca, Karel Schwartzenberg, tamb&#233;m manteve reuni&#245;es com lideran&#231;as eg&#237;pcias no Cairo.     <br />Enquanto isso, o Ex&#233;rcito israelense segue avan&#231;ando na Faixa de Gaza. H&#225; not&#237;cia de que cerca de 40 tanques israelenses est&#227;o se dirigindo &#224; cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.     <br />Palestinos dizem que dois adultos e cinco crian&#231;as foram mortos, somando-se &#224;s mais de 500 pessoas que j&#225; morreram desde que a ofensiva come&#231;ou, h&#225; dez dias.     <br />Segundo representantes do Hamas, dez de seus combatentes foram mortos at&#233; agora na ofensiva por terra. Os militares israelenses, por sua vez, afirmam que um de seus soldados morreu e 34 ficaram feridos.     <br />Ajuda humanit&#225;ria    <br />Depois de conversa&#231;&#245;es com o ministro do Exterior do Egito, Ahmed Abul Gheit, Schwartzenberg apelou para que Israel suspenda o bombardeio &#224; Faixa de Gaza e para que os militantes palestinos parem de lan&#231;ar foguetes em territ&#243;rio israelense.     <br />Gheit disse que h&#225; necessidade urgente de uma resolu&#231;&#227;o do Conselho de Seguran&#231;a das Na&#231;&#245;es Unidas.    <br />H&#225; ainda not&#237;cias de que o movimento palestino, Hamas, pretende enviar uma delega&#231;&#227;o ao Egito a convite de Mubarak, que mediou o cessar-fogo entre o Hamas e Israel expirado no m&#234;s passado.     <br />A Comiss&#225;ria para Rela&#231;&#245;es Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse que &#233; vital fazer chegar alimentos e suprimentos m&#233;dicos na Faixa de Gaza para garantir que hospitais estejam em condi&#231;&#245;es de funcionar.     <br />Israel disse que vai permitir a entrada de mais ajuda humanit&#225;ria em Gaza, entregue por 80 caminh&#245;es carregados de comida e rem&#233;dios.     <br />Em outra iniciativa, o emiss&#225;rio da Presid&#234;ncia da R&#250;ssia, Alexander Saltanov, reuniu-se com a ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, no domingo, mas n&#227;o conseguiu persuadi-la a aceitar Moscou como mediador em negocia&#231;&#245;es com o Hamas.     <br />O analista de assuntos internacionais da BBC, Jonathan Marcus, disse que &#233; improv&#225;vel que toda esta atividade diplom&#225;tica traga resultados r&#225;pidos.     <br />Segundo Marcus, Israel n&#227;o dever&#225; suspender as opera&#231;&#245;es antes de conseguir seus objetivos militares e o Hamas dificilmente ir&#225; capitular, como mostra seu lan&#231;amento cont&#237;nuo de foguetes contra alvos no sul de Israel.     <br />V&#237;timas    <br />O Minist&#233;rio da Sa&#250;de palestino afirma que 509 palestinos, a maioria civis, foram mortos desde o in&#237;cio dos ataques israelenses, em 27 de dezembro. Outras 2,5 mil pessoas ficaram feridas.     <br />Mais de 70 palestinos morreram desde o in&#237;cio da ofensiva terrestre, entre eles 21 crian&#231;as, conforme o minist&#233;rio.    <br />Do lado israelense, foi confirmada a morte de um soldado desde o in&#237;cio da a&#231;&#227;o terrestre. De acordo com o Ex&#233;rcito de Israel, outros 34 soldados ficaram feridos, tr&#234;s deles em estado grave.     <br />O Ex&#233;rcito afirma que 80% dos mortos na ofensiva terrestre eram militantes do Hamas. O grupo palestino afirma que 10 de seus combatentes foram mortos.     <br />Apesar da ofensiva terrestre, militantes palestinos continuam lan&#231;ando foguetes contra o territ&#243;rio israelense.     <br />Nas &#250;ltimas horas, pelo menos 40 m&#237;sseis foram lan&#231;ados contra sul de Israel. Duas pessoas ficaram levemente feridas na regi&#227;o de Eshkol e outra na cidade de Sderot.     <br />Na Cisjord&#226;nia, houve novos protestos violentos contra a ofensiva israelense. Segundo fontes m&#233;dicas, um palestino foi morto a tiros por tropas israelenses que enfrentaram manifestantes perto da cidade de Qalqilya.     <br />Blecautes    <br />Na noite deste domingo, diversos blecautes deixaram a maior parte da Faixa de Gaza no escuro. No entanto, as luzes das explos&#245;es podiam ser vistas claramente na fronteira ao norte do territ&#243;rio, e o som regular de tiros tamb&#233;m podia ser ouvido.     <br />Segundo correspondentes, ao longo do dia os combates se deslocaram do norte do territ&#243;rio em dire&#231;&#227;o a &#225;reas mais populosas no oeste.     <br />De acordo com membros do Hamas e testemunhas, os principais combates est&#227;o ocorrendo em cinco &#225;reas: a leste do campo de refugiados de Jabaliya; em Zeitoun, a leste da Cidade de Gaza; na rodovia costeira pr&#243;xima ao antigo assentamento judaico de Netzarim, ao sul da Cidade de Gaza; no centro de Gaza e nas proximidades da cidade de Khan Younis, no sul.     <br />O Hamas afirmou que seus combatentes est&#227;o, em alguns casos, envolvidos em batalhas &quot;cara a cara&quot; com soldados israelenses.    <br />O Ex&#233;rcito israelense havia dito anteriormente que os militantes palestinos n&#227;o estavam envolvidos em combates diretos com os soldados, mas usando morteiros e bombas improvisadas.     <br />Como Israel continua impedindo a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza, muitos dos relatos sobre o conflito n&#227;o podem ser confirmados.     <br />Ajuda humanit&#225;ria    <br />Segundo o correspondente da BBC na Cidade de Gaza, Rushdi Abu Alouf, os combates interromperam o envio de suprimentos m&#233;dicos aos hospitais.     <br />O ministro da Sa&#250;de palestino, Fathi Abumoghli, disse que o Ex&#233;rcito israelense estava restringindo a movimenta&#231;&#227;o de ambul&#226;ncias, fazendo com que feridos morressem antes de receber socorro. Segundo Abumoghli, um m&#233;dico e dois param&#233;dicos tamb&#233;m foram mortos.     <br />A organiza&#231;&#227;o de ajuda humanit&#225;ria Oxfam tamb&#233;m afirmou que um param&#233;dico de uma organiza&#231;&#227;o parceira foi morto e outros dois feridos por uma bomba.     <br />A Oxfam disse que foi obrigada a suspender seus trabalhos, mantendo apenas aux&#237;lio m&#233;dico emergencial, devido &#224; falta de suprimentos.    <br />Israel afirma que 400 caminh&#245;es carregados com ajuda humanit&#225;ria puderam entrar na Faixa de Gaza desde o in&#237;cio dos ataques. No entanto, muitas ag&#234;ncias que atuam no territ&#243;rio dizem que a quantidade n&#227;o &#233; suficiente.     <br />Rea&#231;&#245;es    <br />O vice-presidente americano, Dick Cheney, defendeu neste domingo a a&#231;&#227;o terrestre israelense.    <br />Em entrevista &#224; rede de TV americana CBS, Cheney disse que ataques a&#233;reos n&#227;o eram suficientes para destruir as bases de onde os militantes palestinos lan&#231;am foguetes contra Israel.     <br />Cheney tamb&#233;m afirmou que Israel n&#227;o buscou o aval americano para lan&#231;ar sua ofensiva terrestre.    <br />O presidente de Israel, Shimon Peres, rejeitou apelos por um cessar-fogo, mas disse que seu pa&#237;s n&#227;o pretende reocupar a Faixa de Gaza nem destruir o Hamas.     <br />O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse estar fazendo todo o poss&#237;vel para interromper a &quot;cruel agress&#227;o&quot; israelense.     <br />Uma miss&#227;o da Uni&#227;o Europ&#233;ia foi enviada &#224; regi&#227;o. Segundo o chefe de Pol&#237;tica Externa do bloco, Javier Solana, a crise na Faixa de Gaza representa um fracasso da diplomacia. </p>
<p>Texto: Fonte: BBC Brasil / Postado em 05/01/2009 &#225;s 11:28</p>
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		<title>Esquerda Palestina repudia agress&#227;o sionista</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[5 DE JANEIRO DE 2009 - 13h57
Por: O Vermelho
&#160;
As for&#231;as da Esquerda Palestina nos territ&#243;rios ocupados pelo ex&#233;rcito de Israel divulgaram uma declara&#231;&#227;o pol&#237;tica na qual condenam a &#8220;criminosa agress&#227;o sionista&#8221; ao povo palestino.
&#8216;&#8217;&#201; tempo de sangue e sacrif&#237;cio'&#8217;, diz o documento, que conclama o povo palestino a resistir aos ataques criminosos israelenses. Leia abaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5 DE JANEIRO DE 2009 - 13h57</p>
<p>Por: O Vermelho</p>
<h3>&#160;</h3>
<p>As for&#231;as da Esquerda Palestina nos territ&#243;rios ocupados pelo ex&#233;rcito de Israel divulgaram uma declara&#231;&#227;o pol&#237;tica na qual condenam a &#8220;criminosa agress&#227;o sionista&#8221; ao povo palestino.</p>
<p>&#8216;&#8217;&#201; tempo de sangue e sacrif&#237;cio'&#8217;, diz o documento, que conclama o povo palestino a resistir aos ataques criminosos israelenses. Leia abaixo o texto:</p>
<p><strong>Declara&#231;&#227;o conjunta da Esquerda Palestina</strong></p>
<p>Nesta quinta feira, dia 1&#186; de janeiro de 2009, a dire&#231;&#227;o da Frente de Esquerda, da qual participam a Frente Democr&#225;tica para Liberta&#231;&#227;o da Palestina, a Frente Popular para Liberta&#231;&#227;o da Palestina e o Partido do Povo Palestino, se reuniu para analisar o modo de enfrentar e resistir &#224; criminosa agress&#227;o sionista contra o nosso povo e declarou o seguinte:</p>
<p>Continua o brutal ataque contra nosso povo; aumenta o n&#250;mero de m&#225;rtires entre as crian&#231;as, mulheres e idosos; se multiplica, indiscriminadamente, a destrui&#231;&#227;o das casas dos palestinos.</p>
<p>Mas, por nossa vez, a resist&#234;ncia palestina representada pela unidade popular, com participa&#231;&#227;o de todas as organiza&#231;&#245;es e bra&#231;os armados continua atuando e lutando! Saudamos nosso povo e saudamos nossos aguerridos lutadores!</p>
<p>Hoje o povo palestino escreve uma p&#225;gina de gl&#243;ria que demanda lealdade e responsabilidade ante estes sacrif&#237;cios, assim como responder &#224; urgente necessidade de consolidar a Resist&#234;ncia e unir suas fileiras para poder enfrentar o agressor.</p>
<p>Reiteramos, uma vez mais, nossos chamamentos para solucionar a divis&#227;o interna e convocamos ao di&#225;logo nacional para recuperar a unidade. No dia de ontem, recebemos dos irm&#227;os Mahmoud Abbas, presidente palestino, e Ismail Haniyeh, respostas positivas neste sentido. Acolhemos com alegria a aceita&#231;&#227;o e disposi&#231;&#227;o de ambas as partes ao di&#225;logo e a reconcilia&#231;&#227;o e de prevalecer as contradi&#231;&#245;es com o inimigo sionista.</p>
<p>&#201; tempo de sangue e sacrif&#237;cio; n&#227;o &#233; suficiente repetir palavras; estes tempos exigem fatos concretos, um movimento urgente e passos precisos e s&#233;rios que conduzam ao imediato e desejado di&#225;logo.</p>
<p>Aos filhos de nosso querido povo:</p>
<p>Ainda que hoje estejam marcando o mais valioso exemplo de resist&#234;ncia e sacrif&#237;cio, convocamos todos a:</p>
<p>1 - Levar a cabo a coordena&#231;&#227;o local atrav&#233;s de um posto de mando unido entre os diferentes bra&#231;os armados, sem exce&#231;&#227;o, para que se logre organizar a resist&#234;ncia de forma unida frente ao agressor.</p>
<p>2 - Criar comit&#234;s populares nos acampamentos e bairros, nas cidades e aldeias. Que sejam inclu&#237;das nessas fileiras todas as for&#231;as pol&#237;ticas, organiza&#231;&#245;es da sociedade civil e personalidades nacionais que desejem colaborar para que estas estruturas sejam as que organizem todas as formas de solidariedade e socorro para os necessitados.</p>
<p>3 - Ditos comit&#234;s ter&#227;o a tarefa de coordenar e manter a comunica&#231;&#227;o com a UNRWA ( Ag&#234;ncia da ONU para os refugiados palestinos) e as sedes municipais e outras institui&#231;&#245;es oficiais com o objetivo de unir o trabalho e garantir um alto n&#237;vel de solidariedade e apoio que se faz necess&#225;rio.</p>
<p>Saudamos o nosso querido povo!   <br />Gl&#243;ria aos nossos m&#225;rtires!    <br />Vitoria para a Resist&#234;ncia!</p>
<p>Partido do Povo Palestino   <br />Frente Popular para a Liberta&#231;&#227;o da Palestina    <br />Frente Democr&#225;tica para a Liberta&#231;&#227;o da Palestina</p>
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		<title>Despedimentos pro&#237;bidos na Venezuela at&#233; ao final de 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 19:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>América Latina</category>

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		<description><![CDATA[ Na Venezuela, os patr&#245;es n&#227;o podem despedir trabalhadores que ganhem menos de tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos. A medida j&#225; se encontra em pr&#225;tica desde 2002, sendo renovada periodicamente. O governo anunciou que vai estender o decreto de &#34;imobilidade laboral&#34; por mais mais um ano, vigorando at&#233; Dezembro de 2009, e sublinha que o pa&#237;s tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 5px" height="62" src="http://www.esquerda.net/images/stories/internacional/janeiro09/chavez_hugo.jpg" width="82" align="left" /> Na Venezuela, os patr&#245;es n&#227;o podem despedir trabalhadores que ganhem menos de tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos. A medida j&#225; se encontra em pr&#225;tica desde 2002, sendo renovada periodicamente. O governo anunciou que vai estender o decreto de &quot;imobilidade laboral&quot; por mais mais um ano, vigorando at&#233; Dezembro de 2009, e sublinha que o pa&#237;s tem a taxa de desemprego mais baixa dos &#250;ltimos 10 anos.</p>
<p>O governo venezuelano decidiu prolongar outra vez a vig&#234;ncia do decreto de &quot;imobilidade laboral&quot; que impede os patr&#245;es de despedir trabalhadores, desta feita at&#233; Dezembro de 2009. Na verdade, trata-se da 15&#170; extens&#227;o do decreto, pela primeira vez aprovado em Maio de 2002. Contudo, se nas primeiras aprova&#231;&#245;es do decreto a sua validade era apenas de alguns meses, as duas &#250;ltimas extens&#245;es da medida foram anuais: em Dezembro de 2007 a validade do decreto foi estendida at&#233; ao final de 2008 e agora o governo decidiu estend&#234;-lo at&#233; ao final de 2009.   <br />A medida permite &quot;proteger os empregados dos sectores p&#250;blico e privado, regidos pela Lei Org&#226;nica do Trabalho&quot; e estipula que os trabalhadores que ganhem mensalmente o equivalente at&#233; tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos mensais (aproximadamente 800 euros) n&#227;o podem ser despedidos.    <br />Para o governo venezuelano, que prev&#234; dificuldades com a crise econ&#243;mica mundial, esta medida &#233; fundamental para n&#227;o p&#244;r em risco a consistente descida do desemprego no pa&#237;s. H&#225; poucas semanas, Chavez vangloriava-se de ter atingido a taxa de desemprego mais baixa dos &#250;ltimos 10 anos, que se cifrou em 6,1% no passado m&#234;s de Novembro.    <br />No entanto, o decreto de &quot;imobilidade laboral&quot; n&#227;o &#233; universal, pois deixa de fora trabalhadores tempor&#225;rios ou ocasionais, cargos de confian&#231;a, empregados que aufiram mais de tr&#234;s sal&#225;rios m&#237;nimos mensais, e certos casos em que a redu&#231;&#227;o de pessoal se fa&#231;a por acordos volunt&#225;rios entre trabalhadores e patr&#245;es.    <br />O objectivo futuro do governo venezuelano &#233; integrar a medida definida por este decreto na reforma da Lei Org&#226;nica do Trabalho, pendente h&#225; quase dez anos. Al&#233;m de proibir o despedimento de trabalhadores, a nova Lei Org&#226;ncia do Trabalho dever&#225; incluir a redu&#231;&#227;o do hor&#225;rio de trabalho para seis horas por dia e o aumento dos dias de f&#233;rias.</p>
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		<title>Invas&#227;o israelita &#233; &#34;intoler&#225;vel crime de guerra&#34;, diz Bloco</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 19:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Internacional</category>

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		<description><![CDATA[A entrada de tropas israelitas em Gaza &#233; um &#34;intoler&#225;vel crime de guerra&#34; que ir&#225; precipitar a crise humanit&#225;ria que se vive no territ&#243;rio. No comunicado enviado &#224; imprensa, o Bloco critica ainda o governo portugu&#234;s e a Uni&#227;o Europeia por manterem uma posi&#231;&#227;o conciliat&#243;ria com o ataque israelita.
Bloco de Esquerda est&#225; preocupado com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A entrada de tropas israelitas em Gaza &#233; um &quot;intoler&#225;vel crime de guerra&quot; que ir&#225; precipitar a crise humanit&#225;ria que se vive no territ&#243;rio. No comunicado enviado &#224; imprensa, o Bloco critica ainda o governo portugu&#234;s e a Uni&#227;o Europeia por manterem uma posi&#231;&#227;o conciliat&#243;ria com o ataque israelita.</p>
<p>Bloco de Esquerda est&#225; preocupado com a crise humanit&#225;ria em Gaza. Em comunicado, afirma que &quot;a entrada de tropas israelitas em Gaza &#233; um intoler&#225;vel crime de guerra que ir&#225; precipitar a crise humanit&#225;ria que j&#225; se vive actualmente neste territ&#243;rio totalmente cercado e bloqueado por Israel&quot;.    <br />E exige do governo portugu&#234;s e da Uni&#227;o Europeia uma posi&#231;&#227;o firme de condena&#231;&#227;o da invas&#227;o israelita. &quot;O Governo portugu&#234;s e a UE n&#227;o podem manter uma posi&#231;&#227;o conciliat&#243;ria com a ataque e ocupa&#231;&#227;o de Gaza, que, ao contr&#225;rio do que &#233; propagandeado por Israel, n&#227;o deixar&#225; de afectar essencialmente a popula&#231;&#227;o civil, devendo concentrar todos os esfor&#231;os diplom&#225;ticos para for&#231;ar o imediato cessar-fogo e a retirada das for&#231;as israelitas de ocupa&#231;&#227;o&quot;, sublinha o Bloco, em comunicado enviado &#224; imprensa.     <br />A posi&#231;&#227;o da Uni&#227;o Europeia, sobre a invas&#227;o israelita a Gaza, tem sido confusa e pol&#233;mica. S&#225;bado &#224; noite, o porta-voz do primeiro-ministro checo Mirek Topolanek para a presid&#234;ncia da UE qualificou a opera&#231;&#227;o de Israel de &quot;mais defensiva do que ofensiva&quot;. &quot;Trata-se de um passar da fronteira de Gaza, n&#227;o houve viol&#234;ncia, nem v&#237;timas. Esperamos mais informa&#231;&#245;es&quot;, disse ent&#227;o &#224; France Press. Mais tarde, o Minist&#233;rio checo dos Neg&#243;cios Estrangeiros recuou e, em nome da presid&#234;ncia da UE, declarou que Israel n&#227;o tinha o direito de executar ac&#231;&#245;es militares que &quot;afectam os civis&quot;.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Por: Esquerda.NET</p>
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		<title>Por que bombardear Asklan &#233; a mais tr&#225;gica ironia</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 19:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Internacional</category>

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		<description><![CDATA[Tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na d&#233;cada de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, que sumisse mar adentro. A exist&#234;ncia de Gaza &#233; um ind&#237;cio permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor &#224; limpeza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na d&#233;cada de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, que sumisse mar adentro. A exist&#234;ncia de Gaza &#233; um ind&#237;cio permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor &#224; limpeza &#233;tnica executada por Israel h&#225; 60 anos. A an&#225;lise &#233; de Robert Fisk.</p>
<p>Robert Fisk - The Independent</p>
<p>Como &#233; f&#225;cil desconectar o presente da hist&#243;ria palestina, deletar a narrativa de sua trag&#233;dia, e evitar a ironia grotesca de Gaza que, em qualquer outro conflito, os jornalistas estariam descrevendo desde suas primeiras reportagens: qual seja, que os habitantes originais e legais da terra israelense almejada pelos foguetes do Hamas, hoje vivem em Gaza.   <br />Por isso existe Gaza: porque os Palestinos que vivem em Ashkelon e campos ao seu redor &#8211; Asklan em &#225;rabe - foram destitu&#237;dos de suas terras em 1948 quando foi criado o Estado de Israel e empurrados para onde residem hoje, na Faixa de Gaza. Eles &#8211;ou seus filhos, netos e bisnetos- est&#227;o entre o um milh&#227;o e meio de Palestinos espremidos na fossa s&#233;ptica de Gaza. 80% dessas fam&#237;lias viviam no que &#233; hoje o Estado de Israel.     <br />Assistindo os notici&#225;rios, tem-se a impress&#227;o de que a hist&#243;ria come&#231;ou apenas ontem, que um bando de lun&#225;ticos isl&#226;micos barbudos anti-semitas apareceu de repente nas favelas de Gaza &#8211;um lix&#227;o povoado por pessoas destitu&#237;das de origem - e come&#231;ou a atirar m&#237;sseis contra a democr&#225;tica e pac&#237;fica Israel, apenas para dar de encontro com a indignada vingan&#231;a da for&#231;a a&#233;rea israelense. Nessa hist&#243;ria simplesmente n&#227;o consta o fato de que as cinco meninas mortas no campo de Jabalya tinham av&#243;s oriundos da mesm&#237;ssima terra de onde os atuais habitantes as bombardearam &#224; morte.    <br />Percebe-se porque tanto Yitzhak Rabin como Shimon Peres declararam, ainda na d&#233;cada de 1990, que desejavam que Gaza simplesmente desaparecesse, que sumisse mar adentro. A exist&#234;ncia de Gaza &#233; um ind&#237;cio permanente das centenas de milhares de Palestinos que perderam suas casas para o Estado de Israel, que fugiram apavorados ou foram expulsos por temor &#224; limpeza &#233;tnica executada por Israel h&#225; 60 anos, momento no qual uma imensa onda de refugiados varria a Europa no p&#243;s Segunda Guerra Mundial, e um punhado de &#225;rabes expulsos de suas propriedades n&#227;o importava ao mundo.    <br />Mas agora o mundo deveria se preocupar. Espremido nos poucos quil&#244;metros quadrados mais densamente povoados do mundo, est&#225; um povo destitu&#237;do, vivendo no isolamento, no esgoto, e, durante os &#250;ltimos seis meses, na fome e no escuro, sancionados pelo Ocidente. Gaza sempre foi insurrecional. A &quot;pacifica&#231;&#227;o&quot; sangrenta de Ariel Sharon, come&#231;ando em 1971, levou dois anos para ser completada e n&#227;o vai ser agora que conseguir&#227;o dobrar Gaza.    <br />Infelizmente para os palestinos, perderam sua mais poderosa voz pol&#237;tica &#8211;refiro-me a Edward Said e n&#227;o o corrupto Yasser Arafat (e como os Israelenses devem sentir sua falta)- ficando a sua sorte, em grande medida, sem explica&#231;&#227;o, no que depender dos seus atuais porta-vozes ineptos. &quot;&#201; o lugar mais deplor&#225;vel que j&#225; vi&quot;, disse Said, certa vez, sobre Gaza. &quot;&#201; um lugar terrivelmente triste devido ao desespero e &#224; mis&#233;ria em que vivem as pessoas. N&#227;o estava preparado para encontrar campos que s&#227;o piores do que qualquer coisa que eu tivesse visto na &#193;frica do Sul&quot;.    <br />Claro que ficou a cargo da Ministra de Rela&#231;&#245;es Externas, Tzipi Livni, admitir que &quot;&#224;s vezes os civis tamb&#233;m pagam o pre&#231;o&quot;, um argumento que ela n&#227;o usaria se a estat&#237;stica de mortes fosse invertida. Foi certamente educativo ouvir ontem um membro do Instituto Empresarial Americano &#8211;repetindo fielmente os argumentos israelenses- defender o indefens&#225;vel n&#250;mero de mortos palestinos, dizendo que &quot;n&#227;o faz sentido entrar no m&#233;rito dos n&#250;meros&quot;. No entanto, se mais de 300 israelenses tivessem sido mortos, contra dois palestinos, pode ter certeza que se entraria &quot;no m&#233;rito dos n&#250;meros&quot;, e a viol&#234;ncia desproporcional seria absolutamente relevante. O simples fato &#233; que as mortes palestinas importam muito menos que as mortes israelenses. &#201; verdade que 180 dos mortos eram membros do Hamas, mas e o restante? Se a estat&#237;stica conservadora da ONU de 57 civis mortos for verdade, ainda assim seria uma desgra&#231;a.    <br />N&#227;o &#233; de surpreender que nem os EUA nem a Gr&#227;-Bretanha condenem o ataque Israelense, e ponham a culpa no Hamas. A pol&#237;tica norte-americana para o Oriente M&#233;dio &#233; indistingu&#237;vel da israelense, sendo que Gordon Brown est&#225; assumindo a mesma devo&#231;&#227;o de c&#227;o &#224; administra&#231;&#227;o Bush, j&#225; demonstrada pelo seu antecessor.    <br />Como sempre, os Estados &#225;rabes clientes &#8211;pagos e armadas pelo Ocidente- permanecem em sil&#234;ncio, absurdamente, chamando uma c&#250;pula &#225;rabe para discutir e (se chegar a isso) apontar um &quot;comit&#234; de a&#231;&#227;o&quot; que redigiria um relat&#243;rio que jamais ser&#225; escrito. &#201; assim que funcionam o mundo &#225;rabe e seus l&#237;deres corruptos. Quanto ao Hamas, este ter&#225;, &#233; claro, que suportar a desmoraliza&#231;&#227;o dos Estados &#225;rabes enquanto cinicamente esperam que Israel fale com eles. O que far&#227;o. De fato, dentro de alguns meses, chegar&#225; a not&#237;cia de que Israel e Hamas mant&#234;m &quot;di&#225;logos secretos&quot; &#8211;assim como outrora ouvimos falar em rela&#231;&#227;o a Israel e a ainda mais corrupta OLP. Mas, at&#233; l&#225;, os mortos estar&#227;o enterrados e estaremos ingressando na pr&#243;xima crise do Oriente M&#233;dio.    <br /><i>Artigo publicado originalmente no jornal <a href="http://www.independent.com.uk">The Independent</a> e reproduzido na Folha de S&#227;o Paulo.</i></p>
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		<title>Crise sist&#233;mica global: Novo ponto de inflex&#227;o em Mar&#231;o de 2009</title>
		<link>http://blog.zequinhabarreto.org.br/2008/12/29/crise-sistmica-global-novo-ponto-de-inflexo-em-maro-de-2009/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 19:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Para endender a Crise Mundial</category>

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		<description><![CDATA[&#160;
&#8212; &#8216;quando o mundo tomar consci&#234;ncia de que esta crise &#233; pior que a dos anos 1930&#8242; 
por GEAB [*] 
O LEAP/E2020 prev&#234; que em Mar&#231;o de 2009 a crise sist&#233;mica global venha a experimentar um novo ponto de inflex&#227;o de uma import&#226;ncia an&#225;loga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>&#160;</h3>
<h4>&#8212; &#8216;quando o mundo tomar consci&#234;ncia de que esta crise &#233; pior que a dos anos 1930&#8242; </h4>
<p><b>por GEAB <a href="http://resistir.info/#asterisco">[*]</a> </b></p>
<p>O LEAP/E2020 prev&#234; que em Mar&#231;o de 2009 a crise sist&#233;mica global venha a experimentar um novo ponto de inflex&#227;o de uma import&#226;ncia an&#225;loga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que este per&#237;odo do ano de 2009 ser&#225; caracterizado por uma tomada de consci&#234;ncia geral da exist&#234;ncia de tr&#234;s importantes processos desestabilizadores da economia mundial, a saber:    <br />1. A tomada de consci&#234;ncia da longa dura&#231;&#227;o da crise     <br />2. A explos&#227;o do desemprego no mundo inteiro     <br />3. O risco do colapso brutal do conjunto dos sistema de pens&#227;o por capitaliza&#231;&#227;o.     <br />Este ponto de inflex&#227;o ser&#225; assim caracterizado por um conjunto de factores psicol&#243;gicos, a saber: a percep&#231;&#227;o geral pelas opini&#245;es p&#250;blicas na Europa, na Am&#233;rica e na &#193;sia de que a crise em curso escapou ao controle de qualquer autoridade p&#250;blica, nacional ou internacional, que ela afecta severamente todas as regi&#245;es do mundo ainda que algumas sejam mais afectadas do que outras (ver GEAB N&#186; 28), que ela atinge directamente centenas de milh&#245;es de pessoas no mundo &#8216;desenvolvido&#8217; e que ela n&#227;o faz sen&#227;o pior &#224; medida em que as consequ&#234;ncias se fazem sentir na economia real. Os governos nacionais e as institui&#231;&#245;es internacionais t&#234;m apenas um trimestre para se prepararem para este situa&#231;&#227;o que potencialmente &#233; portadora de um risco importante de caos social. Os pa&#237;ses menos bens equipados para gerir socialmente a ascens&#227;o r&#225;pida do desemprego e o risco crescente sobre as reformas ser&#227;o os mais desestabilizados por este tomada de consci&#234;ncia das opini&#245;es p&#250;blicas.     <br />Neste GEAB N&#186; 30, a equipe do LEAP/E2020 pormenoriza estes tr&#234;s processos desestabilizadores (dois dos quais s&#227;o apresentados neste comunicado p&#250;blico) e apresenta as suas recomenda&#231;&#245;es para enfrentar este aumento dos riscos. Al&#233;m disso, este n&#250;mero faz tamb&#233;m, como todos os anos, uma avalia&#231;&#227;o objectiva da fiabilidade das antecipa&#231;&#245;es do LEAP/E2020, que permite precisar igualmente certos aspectos metodol&#243;gicos do processo de an&#225;lise que executamos. Em 2008, a taxa de &#234;xito do LEAP/E2020 &#233; de 80%, com uma ponta de 86% para as antecipa&#231;&#245;es estritamente s&#243;cio-econ&#243;micas. Para um ano de grandes perturba&#231;&#245;es, &#233; um resultado de que estamos orgulhosos. </p>
<p><a href="http://blog.zequinhabarreto.org.br/up/z/ze/blog.zequinhabarreto.org.br/geab30.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="360" alt="geab30" src="http://blog.zequinhabarreto.org.br/up/z/ze/blog.zequinhabarreto.org.br/geab30_thumb.jpg" width="470" border="0" /></a> </p>
<p>Como pormenoriz&#225;mos no <a href="http://resistir.info/crise/geab_28.html">GEAB N&#186; 28</a> , a crise afectar&#225; de maneira diversificada as diferentes regi&#245;es do mundo. Contudo, e o LEAP/E2020 deseja ser muito claro acerca deste ponto, ao contr&#225;rio dos discursos actuais dos mesmos peritos que negavam a exist&#234;ncia de uma crise em gesta&#231;&#227;o h&#225; tr&#234;s anos, que negavam que ela fosse global h&#225; dois anos e que negavam h&#225; apenas seis meses que ela seja sist&#233;mica, nos antecip&#225;mos uma dura&#231;&#227;o m&#237;nima de tr&#234;s anos para esta fase de decanta&#231;&#227;o da crise <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[1]</b></a> . Ela n&#227;o estar&#225; terminada nem na Primavera de 2009, nem no Ver&#227;o de 2009, nem no princ&#237;pio de 2010. &#201; s&#243; nos fins de 2010 que a situa&#231;&#227;o come&#231;ar&#225; a se estabilizar e a melhorar um pouco em certas regi&#245;es do mundo, a saber na &#193;sia e na zona Euro, assim como para os pa&#237;ses produtores de mat&#233;rias-primas energ&#233;ticas minerais ou alimentares <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[2]</b></a> . Alhures, ela continuar&#225;. Em particular nos Estados Unidos e no Reino Unido e nos pa&#237;ses mais ligados a estas economias, em que ela se inscreve numa l&#243;gica decenal. &#201; apenas por volta de 2018 que estes pa&#237;ses podem encarar um retorno ao crescimento real.     <br />Al&#233;m disso, n&#227;o se pode imaginar que a melhoria do fim de 2010 assinalar&#225; o retorno a um crescimento forte. A convalescen&#231;a ser&#225; longa. As bolsas, por exemplo, precisar&#227;o igualmente de uma d&#233;cada para retornar aos n&#237;veis do ano de 2007, se elas ali chegarem um dia. &#201; preciso recordar que a Wall Street precisou de 20 anos para retornar aos seus n&#237;veis do fim dos anos 1920. Ora, segundo o LEAP/E2020 esta crise &#233; mais profunda e dur&#225;vel que aquela dos anos 1930. Esta tomada de consci&#234;ncia da longa dura&#231;&#227;o da crise vai progressivamente tornar-se clara junto &#224;s opini&#245;es p&#250;blicas no decorrer do pr&#243;ximo trimestre. E ela desencadear&#225; imediatamente dois fen&#243;menos portadores de instabilidade s&#243;cio-econ&#243;mica: o medo p&#226;nico do amanha e a cr&#237;tica refor&#231;ada dos dirigentes do pa&#237;s.     <br /><b>O risco de colapso brutal do conjunto dos sistemas de pens&#227;o por capitaliza&#231;&#227;o </b>    <br />Finalmente, no quadro das consequ&#234;ncias da crise que afectar&#227;o directamente dezenas de milh&#245;es de pessoas nos Estados Unidos, no Canad&#225;, no Reino Unido, no Jap&#227;o, na Holanda e na Dinamarca em particular <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[3]</b></a> , &#233; preciso integrar o facto de que a partir deste fim de ano de 2008 v&#227;o multiplicar-se noticias referentes a perdas maci&#231;as dos organismos que gerem activos destinados a financiar estas reformas. A OCDE estima e US$4 milh&#245;es de milh&#245;es as perdas dos fundos de pens&#227;o apenas para o ano de 2008 <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[4]</b></a> . Na Holand <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[5]</b></a> assim como no Reino Unido <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[6]</b></a> , os organismos de vigil&#226;ncia dos fundos de pens&#227;o acabam de lan&#231;ar gritos de alarme exigindo com urg&#234;ncia um acr&#233;scimo das quotiza&#231;&#245;es obrigat&#243;rios e uma interven&#231;&#227;o do Estado. Nos Estados Unidos, s&#227;o an&#250;ncios m&#250;ltiplos de aumento das contribui&#231;&#245;es e de diminui&#231;&#227;o dos pagamentos que s&#227;o emitido a um ritmo crescente <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[7]</b></a> . E &#233; s&#243; nas pr&#243;ximas semanas que numerosos fundos v&#227;o poder fazer realmente o c&#225;lculo do que perderam <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[8]</b></a> . Muitos iludem-se ainda sobre a sua capacidade de reconstituir o seu capital no momento de uma pr&#243;xima sa&#237;da da crise. Em Mar&#231;o de 2009, quando gestores de fundos de pens&#227;o, reformados e governos v&#227;o simultaneamente tomar consci&#234;ncia de que a crise vai durar, que ela vai coincidir com a chegada maci&#231;a dos &quot;babyboomers&quot; &#224; aposentadoria e que as bolsas tem pouco probabilidade de recuperar antes de longos anos os seus n&#237;veis de 2007 <a href="http://resistir.info/#notas"><b>[9]</b></a> , o caos vai instalar-se neste sector e os governos v&#227;o se aproximar cada vez mais da obriga&#231;&#227;o de intervir para nacionalizar todos estes fundos. A Argentina, que tomou esta decis&#227;o h&#225; alguns meses, surgir&#225; ent&#227;o como um precursor.     <br />Todas estas tend&#234;ncias j&#225; est&#227;o em curso. A sua conjun&#231;&#227;o e a tomada de consci&#234;ncia pelas opini&#245;es p&#250;blicas das consequ&#234;ncias que elas implicam constituir&#225; o grande choque psicol&#243;gico mundial da Primavera de 2009, a saber, que estamos todos mergulhados numa crise pior que aquela de 1929; e que n&#227;o h&#225; sa&#237;da poss&#237;vel da crise a curto prazo. Esta evolu&#231;&#227;o ter&#225; um impacto decisivo sobre a mentalidade colectiva mundial dos povos e dos decisores e modificar&#225; pois consideravelmente o processo do desenrolar d crise no per&#237;odo que se seguir&#225;. Com mais de ilus&#245;es e menos de certezas, a instabilidade s&#243;cio-pol&#237;tica global vai aumentar consideravelmente.     <br />Finalmente, este GEAB N&#186; 30 apresenta igualmente uma s&#233;rie de 13 perguntas/respostas a fim de ajudar de maneira quase interactiva os poupadores/investidores/decisores a melhor compreender e antecipar os desenvolvimentos a acontecer da crise sist&#233;mica global:     <br />1- Esta crise ser&#225; diferente das crise que anteriormente afectaram o capitalismo?     <br />2- Esta crise ser&#225; diferente da crise dos anos 1930?     <br />3- A crise ser&#225; t&#227;o grave na Europa e na &#193;sia quanto nos Estados Unidos?     <br />4- As medidas empreendidas actualmente pelos Estados do mundo inteiro ser&#227;o suficiente para jugular a crise?     <br />5- Quais os principais riscos que pesam sobre o sistema financeiro internacional? E todas as poupan&#231;as s&#227;o iguais face &#224; crise?     <br />6- A zona Euro constituir&#225; uma verdadeira protec&#231;&#227;o contra os piores aspecto da crise? E o que poderia ela fazer para melhorar este estatuto?     <br />7- O sistema de Bretton Woods (sob a sua &#250;ltima vers&#227;o dos anos 1970) est&#225; em vias de afundar? O euro deve substituir o d&#243;lar?     <br />8- O que se pode esperar do pr&#243;ximo G20 em Londres?     <br />9- Pensa que a defla&#231;&#227;o seja actualmente a maior amea&#231;a que paira sobre as economias mundiais?     <br />10- Pensa que o governo Obama estar&#225; em condi&#231;&#245;es de impedir os Estados Unidos de so&#231;obrar na &quot;Muito grande depress&#227;o americana&quot;?     <br />11- Em termos de moedas, para al&#233;m da vossa antecipa&#231;&#227;o referente &#224; retomada da queda do d&#243;lar dos EUA ao longo de todos os pr&#243;ximos meses, pensa que a libra esterlina e o franco su&#237;&#231;o sejam sempre moedas de estatuto internacional?     <br />12- Pensa que o mercado dos CDS esteja a ponto de implodir? E quais seriam as consequ&#234;ncias de um tal fen&#243;meno?     <br />13- A &quot;bolha dos T&#237;tulos do Tesouro dos EUA&quot; estar&#225; a ponto de explodir? </p>
<p>16/Dezembro/2008 </p>
<p><a name="notas"></a><b>Notas: </b>    <br />(1) Acerca desta crise &#233; &#250;til ler uma contribui&#231;&#227;o muito interessante de Robert Guttmann publicada no 2&#186; semestre de 2008 no s&#237;tio web <a href="http://regulation.revues.org/document5843.html">Revues.org</a> , apoiado pela Maison des Sciences de l&#8217;Homme Paris-Nord..     <br />(2) S&#227;o as mat&#233;rias-primas que come&#231;am a relan&#231;ar o mercado do transporte mar&#237;timo internacional. Fonte: <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/fa1ec080-ca0b-11dd-93e5-000077b07658.html?nclick_check=1"><i>Financial Times,</i></a> 14/12/2008     <br />(3) Um vez que s&#227;o os pa&#237;ses que mais desenvolveram os sistemas de reforma por capitaliza&#231;&#227;o. Ver <a href="http://resistir.info/crise/geab_23.html">GEAB N&#186; 23</a> . Mas tamb&#233;m &#233; o caso da Irlanda. Fonte: <a href="http://www.independent.ie/breaking-news/national-news/report-reveals-pension-schemes-will-collapse-1558496.html"><i>Independent,</i></a> 30/11/2008     <br />(4) Fonte: <a href="http://www.oecd.org/document/55/0,3343,en_2649_34853_41668791_1_1_1_1,00.html">OCDE</a> , 12/11/2008     <br />(5) Fonte: <a href="http://www.nu.nl/economie/1874887/pensioenfondsen-door-reserves-heen.html">NU.NL</a> , 15/12/2008     <br />(6) Fonte: <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7773091.stm">BBC</a> , 09/12/2008     <br />(7) Fontes: <a href="http://online.wsj.com/article/SB122697314215535917.html?mod=googlenews_wsj"><i>WallStreetJournal,</i></a> 17/11/2008 ; <a href="http://blogs.phillyburbs.com/news/bcct/state-teacher-government-pension-funds-post-losses/">Phillyburbs</a> , 25/11/2008 ; <a href="http://m.rockymountainnews.com/news/2008/nov/19/legislature-needs-to-address-states-pension/">RockyMountainNews</a> , 19/11/2008     <br />(8) Fonte: <a href="http://www.cnbc.com/id/28058194">CNBC</a> , 05/12/2008     <br />(9) E n&#227;o mencionamos sequer a influ&#234;ncia da explos&#227;o da bolha dos T&#237;tulos do Tesouro dos EUA que tamb&#233;m afectar&#225; brutalmente os fundos de pens&#227;o. Ver Q&amp;A, GEAB N&#176;30.     <br /><b><a name="asterisco">[*]</a> Global Europe Anticipation Bulletin.       <br />O original encontra-se em <a href="http://www.leap2020.eu/GEAB-N-30-est-disponible-!-Crise-systemique-globale-Nouveau-point-d-inflexion-en-Mars-2009-Quand-le-monde-prend_a2558.html">www.leap2020.eu</a> </b>    <br /><b>Este comunicado encontra-se em <a href="http://resistir.info/">http://resistir.info/</a> . </b></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Apelo da sociedade civil palestina: &#34;Cessar o massacre de Gaza j&#225;!&#34;</title>
		<link>http://blog.zequinhabarreto.org.br/2008/12/29/apelo-da-sociedade-civil-palestina-cessar-o-massacre-de-gaza-j/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 17:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

		<category>Internacional</category>

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		<description><![CDATA[O sionismo volta a assassinar:
282 mortos e 900 feridos pelos F-16 de Israel 
100 toneladas de bombas sobre uma popula&#231;&#227;o civil indefesa 
cumplicidade da Uni&#227;o Europeia no crime 

Apelo da sociedade civil palestina:      &#34;Cessar o massacre de Gaza &#8211; Boicotar Israel j&#225;!&#34; 
por BNC [*] 
&#160; 


Hoje, 27/Dezembro/2008,o ex&#233;rcito israelense [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>O sionismo volta a assassinar:
<li>282 mortos e 900 feridos pelos F-16 de Israel </li>
<li>100 toneladas de bombas sobre uma popula&#231;&#227;o civil indefesa </li>
<li>cumplicidade da Uni&#227;o Europeia no crime </li>
<h3></h3>
<h3>Apelo da sociedade civil palestina:      <br />&quot;Cessar o massacre de Gaza &#8211; Boicotar Israel j&#225;!&quot; </h3>
<p><b>por BNC <a href="http://resistir.info/#asterisco">[*]</a> </b></p>
<p>&#160;<a href="http://blog.zequinhabarreto.org.br/up/z/ze/blog.zequinhabarreto.org.br/gaza_27dez08.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="337" alt="gaza_27dez08" src="http://blog.zequinhabarreto.org.br/up/z/ze/blog.zequinhabarreto.org.br/gaza_27dez08_thumb.jpg" width="460" border="0" /></a> </p>
</h4>
<li>
<p>Hoje, 27/Dezembro/2008,o ex&#233;rcito israelense de ocupa&#231;&#227;o cometeu um novo massacre em Gaza, matando e ferindo centenas de civis palestinos, inclusive um n&#250;mero ainda n&#227;o estabelecido de escolares que retornavam da escala quando come&#231;aram os primeiros ataques israelenses. Este &#250;ltimo banho de sangue, se bem que mais implac&#225;vel que os anteriores, n&#227;o &#233; o primeiro perpetrado perpetrado pelo Estado sionista. Ele coroa meses de um s&#237;tio israelense contra Gaza que deveria ser amplamente condenado e sancionado como um acto de genoc&#237;dio contra 1,5 milh&#227;o de palestinos que vivem naquela faixa costeira.      <br />Gaza, 27 d&#233;cembre 2008 (palestine-info.cc)       <br />Israel parece querer marcar o seu 60&#186; ano de exist&#234;ncia da mesma maneira como se instalou &#8211; a perpetrar massacres contra o povo palestino. Em 1948, a maioria da popula&#231;&#227;o palestina aut&#243;ctone sofreu uma limpeza &#233;tnica sendo expulsa dos seus lares e das suas terras, em parte por massacres como o de Deir Yassin. Hoje, os palestinos de Gaza, cuja maior parte &#233; constitu&#237;da por refugiados, n&#227;o tem mesmo a op&#231;&#227;o de procurar ref&#250;gio em outro lado. Aprisionados por tr&#225;s dos muros de um gueto e acuados &#224; beira da fome pelo s&#237;tio, eles s&#227;o os alvos f&#225;ceis dos bombardeamentos cegos de Israel.       <br />O professor Richard Falk, relator especial do Conselho dos Direitos Humanos das Na&#231;&#245;es Unidas para os Territ&#243;rios Palestinos Ocupados e professor em&#233;rito de direito internacional na Universidade de Princeton, descreveu nestes termos o cerca israelense de Gaza no ano passado, quando este ainda n&#227;o era compar&#225;vel em gravidade &#224; situa&#231;&#227;o actual: </p>
</li>
<li>
<blockquote>
<p><b>&quot;Ser&#225; um exagero irrespons&#225;vel associar o tratamento dos palestinos &#224;s pr&#225;ticas de atrocidades colectivas dos nazis? N&#227;o creio. Os recentes desenvolvimentos em Gaza s&#227;o particularmente inquietantes porque exprimem de modo evidente uma inten&#231;&#227;o deliberada da parte de Israel e dos seus aliados de submeter toda uma comunidade humana a condi&#231;&#245;es da maior crueldade que p&#245;em em perigo a sua vida. A sugest&#227;o de que este esquema de conduta &#233; um holocausto em vias de ser feito representa um apelo bastante desesperado aos governos do mundo e &#224; opini&#227;o p&#250;blica internacional para que ajam com urg&#234;ncia a fim de impedir que estas tend&#234;ncias actuais ao genoc&#237;dio n&#227;o conduzam a uma trag&#233;dia colectiva&quot;. </b></p>
</blockquote>
<p><b>O epis&#243;dio mais brutal desta &quot;trag&#233;dia colectiva&quot; &#233; o que vemos hoje </b>      <br />Os crimes de guerra de Israel e outras graves viola&#231;&#245;es do direito internacional em Gaza, assim como no resto dos territ&#243;rios palestinos ocupados, inclusive Jerusal&#233;m, n&#227;o teriam podido ser cometidos sem a cumplicidade directa ou indirecta dos governos do mundo, em particular dos Estados Unidos, da Uni&#227;o Europeia, do Egipto e de outros regimes &#225;rabes.       <br />Enquanto o governo dos Estados Unidos sempre apadrinhou, financiou e protegeu da censura internacional as pol&#237;ticas do apartheid e coloniais de Israel contra a popula&#231;&#227;o aut&#243;ctone da Palestina, a Uni&#227;o Europeia mostrou-se incapaz no passado de apresentar uma cara de respeito pelo direito internacional e pelos direitos humanos universais. Esta distin&#231;&#227;o terminou efectivamente a 9 de Dezembro &#250;ltimo, quando o Conselho da Uni&#227;o Europeia decidiu por unanimidade recompensar o desprezo criminoso de Israel pelo direito internacional com a revaloriza&#231;&#227;o do Acordo de associado entre a UE e Israel. Este deduziu claramente, a partir desta decis&#227;o, que a UE tolera as suas ac&#231;&#245;es contra os palestinos submetidos &#224; sua ocupa&#231;&#227;o. A sociedade civil palestina recebeu igualmente a mensagem: os governos europeus tornaram-se t&#227;o c&#250;mplices dos crimes de guerra de Israel quanto o governo dos EUA.       <br />A grande maioria dos governos do mundo, particularmente no Sul, t&#234;m igualmente uma parte da responsabilidade. Continuando como de costume a fazer neg&#243;cios com Israel, por acordos comerciais, compras de armas, liga&#231;&#245;es universit&#225;rias e culturais, aberturas diplom&#225;ticas, ele forneceram a base necess&#225;ria para a cumplicidade das pot&#234;ncias mundiais e, em consequ&#234;ncia, &#224; impunidade de Israel. Al&#233;m disso, a sua inac&#231;&#227;o na ONU &#233; indesculp&#225;vel.       <br />O padre Miguel D&#8217;Escoto Brockman, presidente da Assembleia Geral da ONU, preconizou num discurso recente diante da Assembleia o &#250;nico caminho moral a seguir pelas na&#231;&#245;es do mundo nas suas rela&#231;&#245;es com Israel: </p>
<blockquote><p><b>&quot;H&#225; mais de 20 anos, n&#243;s, as Na&#231;&#245;es Unidas, hav&#237;amos seguido a via da sociedade civil quando hav&#237;amos acordado que eram necess&#225;rias san&#231;&#245;es para proporcionar meios de press&#227;o n&#227;o violentos contra a &#193;frica do Sul a fim de que ela ponha fim &#224;s suas viol&#234;ncias. Hoje dever&#237;amos considerar seguir a via de uma nova gera&#231;&#227;o da sociedade civil, que apela a uma campanha n&#227;o violenta semelhante de boicote, de desinvestimento e de san&#231;&#245;es para fazer press&#227;o sobre Israel a fim de que ponha um fim &#224;s suas viola&#231;&#245;es&quot;. </b></p>
</blockquote>
<p>Agora, mais do que nunca, o Comit&#233; Nacional Palestino para o Boicote, o Desinvestimento e as San&#231;&#245;es (BNC) apela &#224; sociedade civil internacional a que n&#227;o se limite a protestar e condenar de diversas maneiras o massacre perpetrado por Israel em Gaza, mas a igualmente associar-se &#224; campanha internacional de Boicote, Desinvestimento e San&#231;&#245;es contra Israel para por fim &#224; sua impunidade e faz&#234;-lo respons&#225;vel por suas viola&#231;&#245;es sistem&#225;ticas do direito internacional e dos direitos dos palestinos. Sem uma press&#227;o sustentada e eficaz exercida pelas pessoas de consci&#234;ncia do mundo inteiro, Israel continuar&#225; a perpetrar gradualmente seus actos de genoc&#237;dio contra os palestinos, enterrando toda perspectiva de uma paz justa no sangue e sob as ru&#237;nas de Gaza, Nablus e Jerusal&#233;m.      <br />Comit&#233; Nacional Palestino para o Boicote, o Desinvestimento e as San&#231;&#245;es (BNC)       <br />[Palestinian Boycott, Divestment and Sanctions National Committee, (BNC)]       <br />Ramal&#225; ocupada, Palestina       <br />27 de Dezembro de 2008. </p>
<p><a name="asterisco">[*]</a> O Comit&#233; Nacional Palestino para o Boicote, o Desinvestimento e as San&#231;&#245;es (BNC) inclui as seguintesorganiza&#231;&#245;es:       <br />Council of National and Islamic Forces in Palestine ; General Union of Palestinian Workers ; Palestinian General Federation of Trade Unions ; Palestinian Non-Governmental Organizations&#8217; Network (PNGO) ; Federation of Independent Trade Unions ; Union of Palestinian Charitable Organizations ; Global Palestine Right of Return Coalition ; Occupied Palestine and Golan Heights Advocacy Initiative (OPGAI) ; General Union of Palestinian Women ; Palestinian Farmers Union (PFU) ; Grassroots Palestinian Anti-Apartheid Wall Campaign (STW) ; Palestinian Campaign for the Academic and Cultural Boycott of Israel (PACBI) ; National Committee to Commemorate the Nakba ; Civic Coalition for the Defense of Palestinian Rights in Jerusalem (CCDPRJ) ; Coalition for Jerusalem ; and Palestinian Economic Monitor.       <br /><b>Ver tamb&#233;m <a href="http://www.uruknet.de/?l=x&amp;p=-6&amp;size=1&amp;hd=0">http://www.uruknet.de/?l=x&amp;p=-6&amp;size=1&amp;hd=0</a>        <br />Texto original em ingl&#234;s: <a href="http://www.bds-palestine.net/ ?q=node/235">http://www.bds-palestine.net/ ?q=node/235</a>        <br />Texto em franc&#234;s: <a href="http://www.silviacattori.net/article646.html">http://www.silviacattori.net/article646.html</a> </b>      <br /><b>Este texto encontra-se em <a href="http://resistir.info/">http://resistir.info/</a> . </b></p>
</li>
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		<title>Hist&#243;ria da Intifada Palestina</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 17:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Internacional</category>

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		<description><![CDATA[Israel: cinco d&#233;cadas de pilhagem e limpeza &#233;tnica    
Por Cec&#237;lia Toledo, jornalista e militante do PSTU,    para a revista Marxismo Vivo
&#8220;Foi para uma terra sem povo que lentamente, no final do s&#233;culo passado, come&#231;ou a se encaminhar um povo sem terra&#8221;.1 Essa hist&#243;ria, que desde a funda&#231;&#227;o de Israel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>Israel: cinco d&#233;cadas de pilhagem e limpeza &#233;tnica</b>    </p>
<p>Por Cec&#237;lia Toledo, jornalista e militante do PSTU,    <br />para a revista <a href="http://www.marxismalive.org/homeportugues.html">Marxismo Vivo</a></p>
<p>&#8220;Foi para uma terra sem povo que lentamente, no final do s&#233;culo passado, come&#231;ou a se encaminhar um povo sem terra&#8221;.<sup>1</sup> Essa hist&#243;ria, que desde a funda&#231;&#227;o de Israel em 1948 vem sendo martelada na cabe&#231;a dos povos do mundo inteiro, come&#231;a a ruir. E j&#225; n&#227;o mais apenas por obra dos marxistas revolucion&#225;rios, mas dos pr&#243;prios israelenses. Tom Segev, um dos mais destacados historiadores de Israel da atualidade, entrevistado recentemente pelo jornal Folha de S.Paulo<sup>2</sup>, demonstra essa fal&#225;cia. Autor do livro 1949 &#8211; Os Primeiros Israelenses, Segev se baseia no di&#225;rio do pai-fundador de Israel, David Ben Gurion, no qual ele descreve sua pol&#237;tica para for&#231;ar a sa&#237;da dos &#225;rabes do rec&#233;m-criado pa&#237;s. O livro, antes repudiado por mostrar que a vers&#227;o oficial, em voga at&#233; ent&#227;o, era fantasiosa e que os &#225;rabes n&#227;o deixaram Israel por vontade pr&#243;pria, mas foram expulsos com requintes de crueldade, j&#225; est&#225; inclusive sendo adotado nas escolas.</p>
<p>Esse &#8220;reconhecimento&#8221; por parte da hist&#243;ria oficial &#233; um tanto quanto tardio se levamos em conta que outros autores, em especial os marxistas, j&#225; haviam, exaustivamente, contado a hist&#243;ria real do sionismo e desmascarado uma das mais monumentais falsifica&#231;&#245;es hist&#243;ricas j&#225; feitas at&#233; hoje. Entre esses historiadores marxistas destacam-se o militante revolucion&#225;rio Abraham Leon, morto nas c&#226;maras de g&#225;s de Auschwitz aos 26 anos, e autor do importante livro A Quest&#227;o Judia, e Ralh Schoenman, que escreveu a Hist&#243;ria Oculta do Sionismo, um relato detalhado e que n&#227;o deixa d&#250;vidas sobre a ocupa&#231;&#227;o judia da Palestina. No entanto, esse reconhecimento &#233; mais uma demonstra&#231;&#227;o de que a situa&#231;&#227;o &#233; t&#227;o grave e o avan&#231;o da Intifada t&#227;o forte que at&#233; importantes historiadores israelenses j&#225; est&#227;o admitindo que a ideologia &#8220;da terra sem povo&#8221; &#233; pura invencionice, e negam a torrente de mentiras que os sionistas v&#234;m pregando h&#225; d&#233;cadas e que serviram para iludir muita gente.    <br /><a name="judeus"></a>    <br /><b>Judeus: um povo-classe nas sociedades pr&#233;-capitalistas</b></p>
<p>Abraham Le&#243;n parte da proposta de Marx para demonstrar que a suposta originalidade do povo judeu tem causas materiais e hist&#243;ricas, sem qualquer rela&#231;&#227;o com Jeov&#225; ou uma pseudo &#8220;ess&#234;ncia&#8221; racial imut&#225;vel, como sup&#245;em tanto os anti-semitas quanto os sionistas. Segundo Marx, para entender a quest&#227;o judia, &#8220;n&#227;o devemos buscar o segredo do judeu em sua religi&#227;o, mas o segredo da religi&#227;o no judeu real&#8221; <sup>3</sup>. Partir da religi&#227;o, como normalmente se costuma fazer, n&#227;o explica a quest&#227;o judia; para entend&#234;-la &#233; preciso entender o judeu em seu papel econ&#244;mico e social. </p>
<p>Le&#243;n vai em busca das origens do povo judeu e chega &#224; importante e rica no&#231;&#227;o de povo-classe. Nas sociedades pre-capitalistas, os judeus foram uma classe social, um povo-classe<sup>4</sup>, como s&#227;o, entre outros povos, os ciganos. Os judeus representavam as formas &#8220;pr&#233;-hist&#243;ricas&#8221; do capital, tanto no mundo antigo como no mundo feudal. No feudalismo, as transa&#231;&#245;es com dinheiro ocorriam relativamente &#224; margem do modo de produ&#231;&#227;o, j&#225; que essas sociedades eram produtoras de valores de uso e n&#227;o de troca. Por ser uma atividade marginal, era exercida por &#8220;estrangeiros&#8221;, por povos-comerciantes, como os fen&#237;cios, os judeus e os lombardos. Esses eram povos-classe que, como dizia Marx, existiam nos poros da sociedade produtora de valores de uso. Assim, os judeus s&#227;o a sobreviv&#234;ncia de uma velha classe mercantil e financeira pre-capitalista. </p>
<p>Sobre essas rela&#231;&#245;es materiais dos judeus se assentava uma superestrutura institucional e ideol&#243;gica: autoridades comunit&#225;rias, uma religi&#227;o &#8220;especial&#8221; e o mito de considerar-se descendentes do primitivo povo hebreu que habitava a Palestina no in&#237;cio de nossa era. Essa superestrutura ajudava a manter a coes&#227;o do povo-classe mas, ao mesmo tempo, falsificava a verdadeira natureza de sua exist&#234;ncia. &#201; o fen&#244;meno da falsa consci&#234;ncia, comum a todas as ideologias. E explica porque n&#227;o h&#225; unidade racial entre os judeus. Oculto sob esse manto ideol&#243;gico-religioso, ocorria o fen&#244;meno da incorpora&#231;&#227;o de indiv&#237;duos ou grupos inteiros ao povo-classe. Isso explica que tenha existido judeus de &#8220;ra&#231;a&#8221; mong&#243;lica no Daghest&#227;o, judeus negros (os falasha) na Eti&#243;pia, judeus &#225;rabes no Isl&#227; e judeus de origem eslava na Europa Oriental. Isso prova que a descend&#234;ncia comum de Abraham ou dos habitantes da Palestina no in&#237;cio de nossa era &#233; puro mito. </p>
<p>Com o desenvolvimento do capitalismo, a velha classe comercial pre-capitalista judia foi perdendo as bases materiais de sua exist&#234;ncia como povo-classe. Na Europa Ocidental, especialmente na Inglaterra, os judeus come&#231;am a assimilar-se de forma natural. Mas antes que esse processo atingisse a Europa Oriental, de capitalismo mais atrasado, entramos na etapa imperialista do capitalismo, de decomposi&#231;&#227;o no mundo todo. </p>
<p>Os judeus, tanto na Europa Ocidental quanto Oriental, passaram a enfrentar uma situa&#231;&#227;o dram&#225;tica. Ao colocar a solu&#231;&#227;o do problema judeu nos termos na luta pelo socialismo, o marxismo come&#231;ou a exercer uma grande atra&#231;&#227;o sobre as massas judias. Seu caminho era fundir-se com a classe trabalhadora em suas lutas contra o capitalismo, porque para as massas judias miser&#225;veis de Vars&#243;via ou de Kiev, o caminho seguido por seus correligion&#225;rios mais afortunados da Inglaterra ou da Fran&#231;a, da assimila&#231;&#227;o como burgueses nos marcos do capitalismo, j&#225; estava fechado para elas. Na R&#250;ssia, enquanto o imp&#233;rio zarista alentava os choques entre russos e polacos ou ucranianos, ou destes contra os judeus, e enquanto o Imp&#233;rio Austro-H&#250;ngaro fazia o mesmo no mosaico de povos que dominava, os marxistas revolucion&#225;rios chamavam a unidade de todos os trabalhadores (de qualquer l&#237;ngua, nacionalidade ou &#8220;ra&#231;a&#8221;) para lutar contra esses regimes e contra toda a burguesia imperialista europ&#233;ia. </p>
<p>Por isso, muitos oper&#225;rios, estudantes e intelectuais de origem judia ingressaram nas fileiras socialistas e se assimilaram aos trabalhadores de seus pa&#237;ses. Mas o velho povo-classe, nas condi&#231;&#245;es do capitalismo moderno, era cada vez menos homog&#234;neo. E assim tamb&#233;m fam&#237;lias ricas, como os Rothschild e outros milion&#225;rios se ligaram &#224; burguesia imperialista dos diversos pa&#237;ses europeus. E, entre as sa&#237;das burguesas para o problema judeu apontadas por esses setores, a mais importante &#233; o sionismo. Outra sa&#237;da reformista foi proposta por aqueles que ficaram conhecidos como bundistas.   <br /><b></b></p>
<p><b>O que foi o bundismo</b></p>
<p>Os bundistas eram membros do Bund, a Uni&#227;o Geral de Oper&#225;rios Judeus da Litu&#226;nia, Pol&#244;nia e R&#250;ssia, fundada em 1897. Surgiram na R&#250;ssia como um setor da social-democracia, tanto que, no in&#237;cio, fez parte do Partido Oper&#225;rio Social-Democrata Russo, mas quando este se dividiu, o Bund se colocou contra os bolcheviques<sup>5</sup>. </p>
<p>A base social do Bund era constitu&#237;da por setores de artes&#227;os, semiprolet&#225;rios ou oper&#225;rios de pequenas oficinas, especialmente da ind&#250;stria de vestu&#225;rio. Era um vasto setor com um p&#233; no velho gueto e outro no proletariado industrial moderno. Isto se refletia na ideologia do Bund que, por um lado se reivindicava marxista e revolucion&#225;rio e, de outro, negava o internacionalismo ao levantar barreiras entre os oper&#225;rios de distintas nacionalidades. Com a bandeira de defender a cultura nacional, pregava que os oper&#225;rios judeus deviam organizar-se de forma separada dos oper&#225;rios russo, poloneses etc. Assim, acabava por fazer o jogo da burguesia, ao dividir os trabalhadores de cada f&#225;brica ou cidade segundo sua origem nacional ou &#8220;racial&#8221;.</p>
<p>Esse car&#225;ter contradit&#243;rio, reflexo de uma contradi&#231;&#227;o real de sua base social, determinava que, apesar de sua capitula&#231;&#227;o ao nacionalismo burgu&#234;s, o Bund n&#227;o propunha que os trabalhadores judeus se separassem da luta de classe e se unissem &#224; burguesia judia para ir colonizar a Palestina ou algum outro territ&#243;rio. Quem fez isso foram os sionistas.   </p>
<p><b>O surgimento do sionismo</b></p>
<p>Tamb&#233;m em 1897, quando surgiu o Bund, realizou-se em Basil&#233;ia, Su&#237;&#231;a, o Congresso de Funda&#231;&#227;o da Organiza&#231;&#227;o Sionista<sup>6</sup>. O pano de fundo da irrup&#231;&#227;o do movimento sionista foi a r&#225;pida capitaliza&#231;&#227;o da economia russa depois da reforma de 1863, que tornou insustent&#225;vel a situa&#231;&#227;o das massas judias das pequenas cidades. No Ocidente, as classes m&#233;dias, trituradas pela concentra&#231;&#227;o capitalista, come&#231;am a se voltar contra o elemento judeu, cuja competi&#231;&#227;o agrava sua situa&#231;&#227;o.<sup>7</sup></p>
<p>Em meio a esse clima, surge na R&#250;ssia a Associa&#231;&#227;o dos Amantes de Sion e &#233; publicado o livro de Le&#243;n Pinsker, A Auto-emancipa&#231;&#227;o, preconizando o retorno &#224; Palestina como &#250;nica solu&#231;&#227;o poss&#237;vel para os judeus. Logo depois, um jornalista judeu de Budapest, Teodoro Herzl, escreve O Estado Judeu, que at&#233; hoje &#233; considerado o evangelho do movimento sionista, segundo Abraham Leon.<sup>8</sup> Na Fran&#231;a, o bar&#227;o de Rothschild, junto com outros magnatas judeus, se op&#245;e &#224; chegada em massa de imigrantes judeus nos pa&#237;ses ocidentais e come&#231;a a apoiar a obra de coloniza&#231;&#227;o judia da Palestina. &#8220;A seus &#8216;irm&#227;os desafortunados&#8217; a voltar ao pa&#237;s de seus &#8216;antepassados&#8217;, ou seja, a ir o mais longe poss&#237;vel, nada tinha de desagrad&#225;vel para a burguesia judia do Ocidente, que temia, com raz&#227;o, o crescimento do anti-semitismo&#8221;, diz Le&#243;n. Assim, ainda que a Organiza&#231;&#227;o Sionista passasse a disputar a mesma clientela que o Bund e inclusive o socialismo revolucion&#225;rio, seu car&#225;ter de classe era marcadamente distinto: aparecia como o programa de um setor da grande burguesia judia, que terminaria sendo dominante dentro dela.</p>
<p>No princ&#237;pio, o sionismo aparece como uma rea&#231;&#227;o da pequena burguesia judia, duramente golpeada pela crescente onda de anti-semitismo, tendo que se bandear de um pa&#237;s a outro, que quer atingir a Terra prometida a todo custo para livrar-se dessa situa&#231;&#227;o. No entanto, o sionismo procura assentar-se em uma explica&#231;&#227;o religiosa para justificar sua exist&#234;ncia. No ano 70 da era crist&#227;, os judeus teriam sido expulsos de Jerusal&#233;m, ocupada pelos invasores romanos. Como na B&#237;blia, Jerusal&#233;m era considerada a p&#225;tria dos judeus, eles teriam sido expatriados; foi a famosa di&#225;spora, que espalhou os judeus pelos quatro cantos do mundo. </p>
<p>Voltando a Marx, para entender a quest&#227;o judia &#233; preciso partir das condi&#231;&#245;es materiais de vida do judeu e n&#227;o da religi&#227;o, das fantasias e ideologias criadas ao longo da hist&#243;ria. &#8220;Enquanto que o sionismo &#233;, realmente, produto da &#250;ltima fase do capitalismo, ou seja, do capitalismo que come&#231;a a se descompor, se vangloria de ter sua origem em um passado mais que bimilen&#225;rio. E se bem o sionismo &#233; essencialmente uma rea&#231;&#227;o contra a crise do juda&#237;smo gerada pela combina&#231;&#227;o do desmoronamento do feudalismo com a decad&#234;ncia do capitalismo, afirma ser uma rea&#231;&#227;o contra a situa&#231;&#227;o existente desde a queda de Jerusal&#233;m, no ano 70 da era crist&#227;&#8221;, diz A.Le&#243;n.</p>
<p>Mas o pr&#243;prio surgimento do movimento sionista refuta essas pretens&#245;es. &#8220;Como crer que o rem&#233;dio a um mal existente h&#225; dois mil anos s&#243; tenha sido encontrado no final do s&#233;culo XIX? O sionismo v&#234; a queda de Jerusal&#233;m como causa da dispers&#227;o e por conseguinte, a origem de todos os males do judeus no passado, no presente e no futuro. &#8220;A fonte de todas as desgra&#231;as do povo judeu est&#225; na perda de sua p&#225;tria hist&#243;rica e sua dispers&#227;o em todos os pa&#237;ses&#8221;, declara a delega&#231;&#227;o &#8220;marxista&#8221; do Poal&#233;-Si&#243;n no Comit&#234; holando-escandinavo<sup>9</sup>. </p>
<p>Essa hist&#243;ria dos judeus, como &#233; contada pelos sionistas, trata de criar o pano de fundo para justificar a ocupa&#231;&#227;o da Palestina. Assim, depois da violenta dispers&#227;o dos judeus por obra dos romanos, os judeus n&#227;o quiseram assimilar-se. Imbu&#237;dos de sua &#8220;coes&#227;o nacional&#8221;, &#8220;de um sentimento &#233;tico superior&#8221; e de &#8220;uma indestrut&#237;vel cren&#231;a em um Deus &#250;nico&#8221;, teriam resistido a todas as tentativas de assimila&#231;&#227;o.<sup>10</sup> O que n&#227;o &#233; verdade, j&#225; que, como vimos anteriormente, houve ao longo desses dois mil anos in&#250;meros casos de assimila&#231;&#227;o. Mas, de acordo com a hist&#243;rica constru&#237;da pelos sionistas, isso jamais teria ocorrido; a &#250;nica esperan&#231;a dos judeus durante esses dias sombrios que duraram dois mil anos era retornar &#224; antiga p&#225;tria.</p>
<p>Segundo A.Le&#243;n, nunca o sionismo havia se colocado essa quest&#227;o de forma s&#233;ria. Por que, pergunta, durante esses dois mil anos jamais tentaram voltar realmente a essa p&#225;tria? Por que foi necess&#225;rio esperar at&#233; o fim do s&#233;culo XIX para que Herzl os convencesse dessa necessidade? Por que todos os seus predecessores eram tratados como falsos messias? Para responder a essas inc&#244;modas perguntas, o sionismo recorre aos mitos. &#8220;Enquanto as massas acreditaram que deviam esperar na Di&#225;spora at&#233; a chegada do Messias, foi preciso sofrer em sil&#234;ncio&#8221;, diz Zitlovski.<sup>11</sup> No entanto, como diz Le&#243;n, essa explica&#231;&#227;o n&#227;o explica nada. Se trata precisamente de saber por que as massas judias acreditavam que deviam esperar o Messias para poder &#8216;regressar &#224; sua p&#225;tria&#8217;. Como a religi&#227;o &#233; um reflexo ideol&#243;gico dos interesses sociais, a partir do final do s&#233;culo XIX ela come&#231;ou a deixar de ser um obst&#225;culo para o avan&#231;o do sionismo e a se transformar numa cortina de fuma&#231;a para seu expansionismo, servindo para encobrir e justificar todas as suas mazelas. </p>
<p>Essas concep&#231;&#245;es idealistas do sionismo s&#227;o insepar&#225;veis do dogma do anti-semitismo eterno, ou seja, de que passe o que passe, os judeus ser&#227;o sempre perseguidos. Dessa forma, o sionismo transp&#245;e o anti-semitismo moderno para toda a hist&#243;ria, economizando o trabalho de investigar as diversas formas de anti-semitismo e suas causas, e inclusive omitindo o fato de que em diversas &#233;pocas hist&#243;ricas os judeus n&#227;o foram oprimidos, mas opressores, como membros da classe dominante.</p>
<p>&#8220;Na verdade, a ideologia sionista, como toda ideologia, n&#227;o &#233; sen&#227;o o reflexo desfigurado dos interesses de uma classe. &#201; a ideologia da pequena burguesia judia, oprimida entre o feudalismo em ru&#237;nas e o capitalismo em decad&#234;ncia, sintetiza A.Le&#243;n. Ele ressalta um fato justo, ou seja, que a refuta&#231;&#227;o das fantasias ideol&#243;gicas do sionismo n&#227;o refuta, naturalmente, as necessidades reais que o fizeram nascer. &#201; o moderno anti-semitismo e n&#227;o o m&#237;tico anti-semitismo &#8220;eterno&#8221; o melhor agitador em favor do sionismo. Assim a quest&#227;o fundamental &#233; saber em que medida o sionismo &#233; capaz de resolver n&#227;o &#8220;o eterno problema judeu&#8221; mas a quest&#227;o judia na &#233;poca da decad&#234;ncia capitalista. </p>
<p>O defensores do sionismo o comparam com os demais movimentos nacionais. Mas o movimento nacional da burguesia europ&#233;ia &#233; conseq&#252;&#234;ncia do desenvolvimento capitalista; reflete a vontade da burguesia de criar as bases nacionais da produ&#231;&#227;o, de abolir os resqu&#237;cios feudais. Mas no s&#233;culo XIX, &#233;poca do florescimento dos nacionalismos, a burguesia judia, longe de ser sionista, era profundamente assimilacionista. O processo econ&#244;mico que fez surgir as na&#231;&#245;es modernas lan&#231;ava as bases para a integra&#231;&#227;o da burguesia judia na na&#231;&#227;o burguesa. S&#243; quando o processo de forma&#231;&#227;o das na&#231;&#245;es chega ao fim, quando as for&#231;as produtivas deixam de crescer, premidas pelas fronteiras nacionais, surge o processo de expuls&#227;o dos judeus da sociedade capitalista e o moderno anti-semitismo. A elimina&#231;&#227;o do juda&#237;smo acompanha a decad&#234;ncia do capitalismo. Longe de ser um produto do desenvolvimento das for&#231;as produtivas, o sionismo &#233; justamente a conseq&#252;&#234;ncia da total paralisia desse desenvolvimento, da petrifica&#231;&#227;o do capitalismo, nas palavras de A Leon. Assim, enquanto o movimento nacional &#233; um produto do per&#237;odo ascendente do capitalismo, o sionismo &#233; fruto da era imperialista. A trag&#233;dia judia do s&#233;culo XX &#233; uma conseq&#252;&#234;ncia direta da decad&#234;ncia do capitalismo.<sup>12</sup></p>
<p>Com toda raz&#227;o, A.Le&#243;n lembra que justamente a&#237; est&#225; o principal obst&#225;culo para a realiza&#231;&#227;o do sionismo, a chave para se compreender a crise que vive a Palestina desde a funda&#231;&#227;o do Estado de Israel. A decad&#234;ncia capitalista, base do crescimento do sionismo, &#233; tamb&#233;m a causa da impossibilidade de sua realiza&#231;&#227;o. A burguesia judia se v&#234; obrigada a criar um Estado nacional e assegurar as condi&#231;&#245;es para o desenvolvimento de suas for&#231;as produtivas justamente na &#233;poca em que as condi&#231;&#245;es para isso desapareceram h&#225; muito tempo. A decad&#234;ncia do capitalismo, se por um lado colocou de forma t&#227;o aguda a quest&#227;o judia, por outro torna imposs&#237;vel sua solu&#231;&#227;o pela via sionista. E n&#227;o h&#225; nada de assombroso nisso, diz Leon. N&#227;o se pode suprimir um mal sem destruir suas causas. O sionismo quer resolver a quest&#227;o judia sem destruir o capitalismo, principal fonte dos sofrimentos dos judeus&#8221;.<sup>13</sup></p>
<p>Isso remarca, como ferro em brasa, o car&#225;ter de classe do movimento sionista. &#201; certo que os pioneiros da coloniza&#231;&#227;o da Palestina eram artes&#227;os, pequenos comerciantes pobres, pessoas sem grandes posses. Dessa forma, tratou-se de criar uma imagem &#8220;pleb&#233;ia&#8221; e at&#233; &#8220;oper&#225;ria&#8221; e &#8220;socialista&#8221; ao sionismo. Seus defensores, principalmente os que se dizem de esquerda, aceitam a id&#233;ia de que o movimento sionista n&#227;o era um fator progressivo na pol&#237;tica europ&#233;ia, mas argumentam que isso era secund&#225;rio frente a um fato essencial: o sionismo seria o movimento de libera&#231;&#227;o nacional do povo judeu. E do &#8220;povo mais pobre&#8221;, da&#237; ser uma &#8220;causa justa&#8221;. </p>
<p>&#201; claro que n&#227;o estava nos planos de Rothschild e da grande burguesia judia irem pessoalmente &#224; Palestina cultivar a terra. O que fizeram foi um impulsionar um movimento para confinar os judeus mais pobres na Terra Santa e, com isso, afast&#225;-los da luta de classes na Europa e dos partidos de esquerda, e, por outro lado, livrarem-se, eles em primeiro lugar, da f&#250;ria antisemita que crescia a olhos vistos. Outro objetivo desse movimento impulsionado pela burguesia judia era transferir essas massas para fora da Europa para constituir um Estado Judeu num ponto estrat&#233;gico, em meio &#224; maiores reservas de petr&#243;leo do mundo, amea&#231;adas pelo ascenso das massas &#225;rabes. Por isso, o Estado de Israel se tornou um enclave do imperialismo na regi&#227;o, o gendarme do mundo &#225;rabe.    <br /><a href="http://www.pstu.org.br/#topo">     <br /></a><b>Uma regi&#227;o &#8220;vazia&#8221;</b></p>
<p>Segundo os sionistas, a Palestina era uma regi&#227;o praticamente vazia. &#8220;Vastas regi&#245;es do pa&#237;s permaneciam inexploradas e pertenciam a senhores feudais ausentes. Estavam infestadas de mal&#225;ria e, al&#233;m de algumas barracas de bedu&#237;nos dispersas, estavam desabitadas e, por isso, dispon&#237;veis&#8221;.<sup>14</sup> Nas vizinhan&#231;as da Terra Santa havia apenas alguns n&#250;cleos heterog&#234;neos, mu&#231;ulmanos, chequizes, maronitas, crist&#227;os e gregos ortodoxos. Foi para uma terra sem povo que lentamente, no final do s&#233;culo passado, se come&#231;ou a encaminhar um povo sem terra&#8221;.<sup>15</sup></p>
<p>Vive-se a &#233;poca da expans&#227;o colonial da Europa na &#193;sia e &#193;frica. &#201; nesse marco hist&#243;rico se inicia o sionismo. E a Palestina, longe de ser uma terra vazia e sem dono, estava ocupada por outro povo, o povo &#225;rabe. Isso era um problema para a burguesia judia europ&#233;ia, tanto que Herzl nem menciona a palavra &#8220;&#225;rabe&#8221; em seu livro, apesar de saber, obviamente, da exist&#234;ncia dos &#225;rabes. Essa falsifica&#231;&#227;o, escondida durante tantos anos, n&#227;o resiste mais &#224; evid&#234;ncia dos fatos e, principalmente, ao recrudescimento da luta palestina, obrigando at&#233; mesmo os historiadores oficiais de Israel a reconhecer que aquela &#8220;n&#227;o era uma terra sem povo&#8221;.</p>
<p>Esse foi o papel reservado aos desesperados judeus da Europa Oriental: servir de ponta de lan&#231;a dos planos colonizadores da burguesia imperialista, em especial os Estados Unidos, interessados em criar uma cabe&#231;a de lan&#231;a no Oriente M&#233;dio. Com um discurso filantr&#243;pico, a expans&#227;o colonial usava as massas miser&#225;veis de judeus para seus fins nada louv&#225;veis. Quem poderia se opor a que os pobres judeus sa&#237;ssem da escurid&#227;o dos guetos para o sol da Palestina? Infelizmente, essa troca, por mais ben&#233;fica que tivesse sido para eles, foi feita &#224;s custas dos &#225;rabes, massacrados e, estes sim, expulsos de sua terra de fato, e n&#227;o por obra e gra&#231;a de uma hist&#243;ria b&#237;blica.   </p>
<p><b>Declara&#231;&#227;o Balfour: a segunda etapa do sionismo</b></p>
<p>A pol&#237;tica de Teodoro Herzl, o pai do sionismo, e seus sucessores foi a de aproveitar-se do processo de expans&#227;o colonial imperialista para ocupar a Palestina. Para isso, precisava que alguma pot&#234;ncia imperialista abra&#231;asse a causa sionista. Assim, sua atividade principal foram as gest&#245;es perante as diversas pot&#234;ncias europ&#233;ias, buscando insertar o sionismo como parte de sua pol&#237;tica colonial. Esse apoio veio, em primeiro lugar, da Inglaterra, um imp&#233;rio que, desde meados do s&#233;culo, se expandia a todo vapor. </p>
<p>As gest&#245;es de Herzl em Londres foram bem acolhidas, mas havia um problema objetivo: a Palestina estava em m&#227;os da Turquia. A Inglaterra ent&#227;o oferece a Herzl colonizar a Uganda ou o Sinai eg&#237;pcio, mas essa possibilidade n&#227;o se concretiza. Havia um segundo problema objetivo: o sionismo n&#227;o era muito forte entre as massas judias. Os que queriam emigrar, o faziam massivamente para a Am&#233;rica; tanto que uma das op&#231;&#245;es discutidas foi a constitui&#231;&#227;o do Estado sionista na Argentina. Pouqu&#237;ssimos judeus iam para a Palestina. E uma boa parte dos que ficavam eram antisionistas, ou estavam sob a influ&#234;ncia dos partidos de esquerda. </p>
<p>Com a I Guerra Mundial, chegara a hora da reparti&#231;&#227;o da Turquia. Para apress&#225;-la, a Inglaterra se serve do movimento nacional dos &#225;rabes que havia come&#231;ado a despertar. E, por outro lado, firma um acordo com a Fran&#231;a, de reparti&#231;&#227;o da zona, al&#233;m de assinar a chamada Declara&#231;&#227;o Balfour (2/11/1917), que ficou conhecida como a &#8220;alian&#231;a de casamento&#8221; entre o sionismo e o imperialismo ingl&#234;s.</p>
<p>Assim come&#231;ava a segunda etapa do sionismo, que culminaria com a cria&#231;&#227;o do Estado de Israel. Al&#233;m de dar aos ingleses um valioso auxiliar para estabelecer um futuro protetorado em Palestina, a Declara&#231;&#227;o Balfour colocava em m&#227;os inglesas uma poderosa arma para liquidar o movimento nacional &#225;rabe, fortalecer a pol&#237;tica de guerra do imperialismo brit&#226;nico e sua luta contra a Revolu&#231;&#227;o Russa.</p>
<p>O caminho em dire&#231;&#227;o a Israel estava sendo tra&#231;ado com as seguintes caracter&#237;sticas: 1) por uma declara&#231;&#227;o unilateral de uma grande pot&#234;ncia imperialista; 2) essa declara&#231;&#227;o impunha o destino de uma regi&#227;o da &#193;sia que jamais havia pertencido &#224; Inglaterra, que dava de presente a Lorde Rothschild o territ&#243;rio de uma na&#231;&#227;o alheia; 3 n&#227;o levava em conta os desejos do povo palestino, que era 93% &#225;rabe em 1917. Esses 93% eram reduzidos &#224; condi&#231;&#227;o de n&#227;o-judeus, confinados em um &#8220;lar nacional judeu&#8221;, ou seja tratados como estrangeiros em sua pr&#243;pria terra.   <br /><b></b></p>
<p><b>O mandato brit&#226;nico (1918-1948)</b></p>
<p>No final da I Guerra Mundial, os Aliados (Inglaterra, Fran&#231;a, It&#225;lia e EUA) criaram a Sociedade das Na&#231;&#245;es, antecessora da atual ONU, que &#8220;outorgou&#8221; &#224; Inglaterra o mandato sobre a Palestina. Mas naqueles tempos as coisas n&#227;o corriam muito tranq&#252;ilas para o imperialismo. Havia surgido, pela primeira vez na hist&#243;ria, um Estado Oper&#225;rio, a URSS que se opunha &#224; expans&#227;o colonialista e em todo o mundo colonial come&#231;ava uma grande onda de lutas antiimperialistas.</p>
<p>Dentro do mundo &#225;rabe, o Oriente M&#233;dio concentrou as lutas mais importantes contra os imperialismos ingl&#234;s e franc&#234;s. A Palestina foi o eixo dessa luta, especialmente durante a insurrei&#231;&#227;o de 1936/39, que come&#231;ou com uma greve geral que durou seis meses e, para ser sufocada, exigiu a metade dos efetivos de todo o ex&#233;rcito brit&#226;nico, um dos mais poderosos do mundo nesse momento. Centenas e centenas de palestinos foram mortos, detidos e condenados &#224; forca ou a longas penas de pris&#227;o. Em 1939, o povo palestino estava derrotado. Essa &#233; a chave para entender a relativa facilidade com que em 1947/48 foi instalado a&#237; o Estado de Israel.<sup> 16</sup></p>
<p>A ocupa&#231;&#227;o, explica Jon Rothschild, se deu em base a tr&#234;s pilares do movimento sionista: kibush hakarka (conquista da terra), kibush haavoda (conquista do trabalho) e t&#8217;ozteret haaretz (produto da terra)<sup>17</sup>. &#8220;Detr&#225;s dessas sonoras palavras havia uma dura realidade. Conquista da terra significava que toda a terra poss&#237;vel fosse adquirida (legalmente ou n&#227;o) dos &#225;rabes, e que nenhuma terra de judeus fosse vendida ou de alguma maneira retornasse aos &#225;rabes. Conquista do trabalho significava que nas f&#225;bricas e terras de judeus dava-se prefer&#234;ncia aos trabalhadores judeus. O trabalhador &#225;rabe era boicotado. De fato, a Histadrut, que hoje se diz a Central Oper&#225;ria em Israel, foi criada para impor o boicote aos trabalhadores &#225;rabes. Produto da terra significava praticar o boicote &#224; produ&#231;&#227;o &#225;rabe por parte dos colonizadores judeus, e manter somente a compra de produtos das terras ou neg&#243;cios judeus&#8221;.<sup>18</sup></p>
<p>Essa pol&#237;tica de ocupa&#231;&#227;o &#8211; da qual os sionistas faziam propaganda dizendo que era uma pol&#237;tica &#8220;socialista&#8221;, que visava ajudar os trabalhadores e pobres judeus &#8211; significou a desgra&#231;a para o povo palestino, porque foi imposta sobre a terra que eles ocupavam. Apesar de serem minoria no in&#237;cio (depois cresceram muito), os sionistas tinham um poder econ&#244;mico muito maior que os &#225;rabes, al&#233;m de contar com o apoio do imperialismo. Isso lhes deu for&#231;a para cair arrasando o povo &#225;rabe da Palestina, que ficaram reduzidos a trabalhadores sem trabalho e camponeses sem terra. Muito estranho esse tipo de socialismo, que ataca os trabalhadores. &#8220;O &#225;rabes eram expulsos ou boicotados nas empresas de propriedade sionista ou de capital estrangeiro (concess&#245;es), que geralmente eram administradas por gerentes sionistas. Cerca de 53% das empresas eram concess&#245;es e 40% de propriedade sionista, sendo que apenas 6% eram de propriedade de &#225;rabes (dados de 1939). Assim, ficava um mercado de trabalho super-reduzido para os trabalhadores &#225;rabes. </p>
<p>Outro tanto ocorria com o t&#8217;ozteret haaretz (produto da terra), uma pol&#237;tica que significava o boicote &#224; for&#231;a, praticado por bandos armados da Histadrut, de todo produto &#225;rabe, uma repress&#227;o que n&#227;o poupava nem mesmo os judeus que ousassem adquirir algum alimento produzido por m&#227;os &#225;rabes.</p>
<p>Alijados da terra, do trabalho e da possibilidade de comercializar seus produtos, os palestinos se tornaram uma massa marginalizada e pronta para ser expulsa de suas terras. A resist&#234;ncia palestina, em forma de guerrilha, &#233; praticamente esmagada em 1939 pelo Ex&#233;rcito Brit&#226;nico e a Hagan&#225;, o ex&#233;rcito extra-oficial formado pelo sionismo, num ataque conjunto para mostrar &#8220;quem manda na Palestina&#8221;. Nessa &#233;poca, tinha in&#237;cio a Segunda Guerra Mundial e os sionistas estavam preocupados com o destino da Inglaterra, seu imperialismo protetor, diante de uma nova reparti&#231;&#227;o do mundo em zonas de influ&#234;ncia. Queriam garantir para a Palestina a prote&#231;&#227;o imperialista, j&#225; que tudo indicava que os EUA e n&#227;o mais a Inglaterra seriam da&#237; em diante o grande senhor do mundo. A suposta luta antiimperialista alardeada pelo sionismo era, simplesmente, o desejo de passar de um s&#243;cio menos forte para outro mais poderoso. Isso foi expresso com clareza por Ben Gurion: </p>
<p>&#8220;Nossa maior preocupa&#231;&#227;o era a sorte que seria reservada &#224; Palestina depois da guerra. J&#225; estava claro que os ingleses n&#227;o conservariam seu Mandato. Se se tinha todas as raz&#245;es para crer que Hitler seria vencido, era evidente que a Gr&#227; Bretanha, mesmo vitoriosa, sairia muito debilitada do conflito. Por isso, eu n&#227;o tinha d&#250;vidas de que o centro de gravidade de nossas for&#231;as deveria passar do Reino Unido para a Am&#233;rica do Norte, que estava em vias de assumir o primeiro lugar no mundo&#8221;. <sup>19</sup></p>
<p>Sob a &#243;rbita norte-americana, o sionismo come&#231;ou a dar passos largos em dire&#231;&#227;o &#224; cria&#231;&#227;o do Estado de Israel. Ao final da guerra, as grandes pot&#234;ncias, atrav&#233;s da ONU, n&#227;o s&#243; fizeram vistas grossas &#224; ocupa&#231;&#227;o e massacre do povo palestino, como deram o status legal &#224; situa&#231;&#227;o colonial criada durante a domina&#231;&#227;o brit&#226;nica. Em base a uma proposta de partilha da Palestina feita durante o Mandato ingl&#234;s<sup>20</sup> e que incendiou a revolta em todo o mundo &#225;rabe, em 29 de novembro de 1947 vota-se a divis&#227;o do pa&#237;s em dois estados: um sionista e outro &#225;rabe. Novamente, sem qualquer consulta ao povo palestino e com o aval da burocracia sovi&#233;tica, que enviou armas e avi&#245;es para ajudar o imperialismo a massacrar os &#225;rabes. Afogada em um banho de sangue a resist&#234;ncia palestina, &#233; proclamado o Estado de Israel, em maio de 1948.     <br /><b></b></p>
<p><b>Israel: a trag&#233;dia palestina</b></p>
<p>Em 1947 havia 630 mil judeus e um milh&#227;o e trezentos mil &#225;rabes palestinos<sup>21</sup>. Assim, no momento em que as Na&#231;&#245;es Unidas dividem a Palestina, os judeus eram minoria (31% da popula&#231;&#227;o). Essa divis&#227;o, promovida pelas principais pot&#234;ncias imperialista com o apoio de Stalin, deu 54% da terra f&#233;rtil ao movimento sionista. Mas, antes de que se formasse o Estado de Israel, o Irgun e as Haganah (organiza&#231;&#245;es paramilitares israelenses) j&#225; haviam se apoderado das tr&#234;s quartas partes da terra e expulsado seus habitantes. Assim, dos 475 povoados palestinos que havia em 1948, 385 foram completamente arrasados, reduzidos a cinzas e os 90 que ficaram tiveram suas terras confiscadas. Esse processo ficou conhecido como a &#8220;judaiza&#231;&#227;o&#8221; da Palestina.</p>
<p>Raphael Eitan, ent&#227;o chefe do Estado Maior das For&#231;as Armadas israelenses, n&#227;o podia ser mais claro quando disse que &#8220;Declaramos abertamente que os &#225;rabes n&#227;o t&#234;m qualquer direito a um s&#243; cent&#237;metro de Eretz Israel. Os de bom cora&#231;&#227;o, os moderados, devem saber que as c&#226;maras de g&#225;s de Adolf Hitler ser&#227;o como brincadeira de crian&#231;a. O &#250;nico que entendem e entender&#227;o &#233; a for&#231;a. Utilizaremos a for&#231;a mais decisiva, at&#233; que os palestinos se aproximem de n&#243;s de joelhos&#8221;.<sup>22</sup></p>
<p>David Ben Gurion, em um discurso pronunciado em 13 de outubro de 1936, formulava assim a estrat&#233;gia sionista: &#8220;Quando nos tornemos uma for&#231;a com peso depois da cria&#231;&#227;o do estado, aboliremos a parti&#231;&#227;o e nos expandiremos a toda Palestina. O estado ser&#225; somente uma etapa na realiza&#231;&#227;o do sionismo, e sua tarefa &#233; preparar o terreno para nossa expans&#227;o. O estado ter&#225; que preservar a ordem, n&#227;o com palavras, mas com metralhadoras&#8221;.<sup>23</sup></p>
<p>E, de fato, assim foi feito. Entre 29 de novembro de 1947, data da divis&#227;o da Palestina pela ONU e 15 de maio de 1948, quando foi formalmente proclamado o Estado de Israel, o ex&#233;rcito sionista e as mil&#237;cias paramilitares se apoderaram de 75% da Palestina, expulsando do pa&#237;s 780 mil &#225;rabes. Os que ficaram foram v&#237;timas de persegui&#231;&#245;es selvagens e uma carnificina s&#243; comparada ao holocausto nazista. </p>
<p>Assim come&#231;ou a trag&#233;dia palestina que dura at&#233; hoje.   </p>
<p><b>Roubo, puro e simples, das terras e dos neg&#243;cios dos &#225;rabes</b></p>
<p>&#201; preciso entender o alcance e as conseq&#252;&#234;ncias dessa pol&#237;tica assassina por parte do sionismo. No territ&#243;rio ocupado por Israel depois da partilha havia 950 mil &#225;rabes palestinos, vivendo em cerca de 500 povoados e em todas as grandes cidades, entre elas Tiber&#237;ades, Safed, Nasar&#233;, Shafa Amr, Acre, Haifa, Yaffa, Lidda, Ramle, Jerusal&#233;m, Majdal (Ashquelon), Isdud (Ashdod) e Beersheba. Em menos de seis meses sobraram apenas 138 mil pessoas. A grande maioria dos palestinos haviam sido assassinados, expulsos pela for&#231;a ou fugido aterrorizados diante dos bandos assassinos das unidades do ex&#233;rcito israelense. </p>
<p>Em discurso pronunciado para uma plat&#233;ia de estudantes do Instituto de Tecnologia de Israel, Moshe Dayan, her&#243;i da &#8220;guerra dos seis dias&#8221;, n&#227;o se preocupou em esconder o fato de que Israel fora fundada sobre uma tenebrosa falsifica&#231;&#227;o hist&#243;rica: &#8220;Viemos aqui, a um pa&#237;s que estava povoado por &#225;rabes, e estamos construindo aqui um estado hebreu, judeu. No lugar dos povoados &#225;rabes levantamos povoados judeus. Voc&#234;s nem sequer sabem os nomes desses povoados, e n&#227;o os reprovo por isso, porque esses livros de geografia j&#225; n&#227;o existem. Nem os livros, nem os povos existem mais. Nahalal surgiu no lugar ocupado antes por Mahalul, Gevat no lugar de Jibta, Sarid no lugar de Hanifas e Kafr Yehoushu&#8217;a no lugar de Tel Shamam. N&#227;o h&#225; um s&#243; assentamento que n&#227;o tenha sido constru&#237;do no lugar que um antigo povoado &#225;rabe&#8221;.<sup>24</sup></p>
<p>Com isso, grandes extens&#245;es de terra foram confiscadas ao amparo da Lei de Propriedades de Ausentes, ditada em 1950 em Israel. At&#233; 1947, os judeus possu&#237;am 6% da terra da Palestina. Quando surge formalmente o Estado de Israel, o Fundo Nacional Judeu calcula que tenha se apoderado de 90% da terra. O valor das propriedades roubadas aos &#225;rabes era superior a 300 milh&#245;es de d&#243;lares, em c&#225;lculos da &#233;poca. Se multiplicamos essa cifra pelo valor atual do d&#243;lar, cai a m&#225;scara: Israel tem pouco a ver com Jeov&#225; ou a terra santa, e muito a ver com a pirataria e a pilhagem.</p>
<p>A ocupa&#231;&#227;o das propriedades palestinas era indispens&#225;vel para que o Estado de Israel fosse vi&#225;vel. Entre 1948 e 1953 foram criados 370 povoados e assentamentos judeus, sendo 350 deles em propriedades de &#8220;ausentes&#8221;. Em 1954, calculava-se que 35% dos judeus de Israel viviam em propriedades confiscadas de &#8220;ausentes&#8221; e 250 mil novos imigrantes se haviam estabelecido em &#225;reas urbanas das quais os palestinos haviam sido expulsos. </p>
<p>Dez mil empresas e com&#233;rcios foram entregues a colonos judeus. Se na zona urbana, o saque foi generalizado, no campo a usurpa&#231;&#227;o corria solta. Todas as planta&#231;&#245;es de lim&#227;o dos palestinos foram confiscadas; cobriam mais de 240 mil dunums (correspondentes a 21.200 hectares). At&#233; 1951, um milh&#227;o de caixas de lim&#245;es colhidos de propriedades arrebatadas dos &#225;rabes &#8211; o que correspondia a 10% de todas as divisas de exporta&#231;&#227;o &#8211; estavam em m&#227;os israelenses. Nesse mesmo ano, 95% das planta&#231;&#245;es de oliveiras de Israel eram feitas em terra palestina ocupada. As azeitonas que produziam representavam o terceiro produto mais exportado por Israel, depois dos lim&#245;es e dos diamantes. Um ter&#231;o da produ&#231;&#227;o de pedra provinha de 52 pedreiras palestinas usurpadas. As terras confiscadas dos &#225;rabes iam parar num Fundo Nacional Judeu, criado em 1954 pelo governo israelense.</p>
<p>Como lembra Schoenman, a mitologia sionista pretende passar a id&#233;ia de que o esp&#237;rito de sacrif&#237;cio, de abnega&#231;&#227;o no trabalho e de per&#237;cia dos judeus transformaram a terra des&#233;rtica, descuidada por seus anteriores guardi&#227;es &#225;rabes &#8211; n&#244;mades e primitivos &#8211; fazendo florescer o deserto. As planta&#231;&#245;es palestinas, a ind&#250;stria, a madeira, as f&#225;bricas, casas e fazendas foram espoliadas e saqueadas depois de uma conquista sangrenta: &#8220;o barco do estado &#233; um barco pirata, a bandeira que carrega &#233; a caveira com dois ossos cruzados.&#8221;<sup>25</sup>    </p>
<p><b>Racismo contra o trabalhador &#225;rabe</b></p>
<p>Mas Israel n&#227;o &#233; s&#243; isso. A sua &#233; uma hist&#243;ria que come&#231;ou com uma grande espolia&#231;&#227;o e isso obrigou o pa&#237;s a continu&#225;-la, mais e mais. O barco da espolia&#231;&#227;o nunca encontrou um porto seguro. Essa viagem macabra continuou em frente, espoliando tamb&#233;m o mercado de trabalho dos &#225;rabes, tanto no campo quanto nas cidades. Esse processo de judaiza&#231;&#227;o do trabalho se assentou em uma ideologia racista contra o trabalhador &#225;rabe.</p>
<p>No campo, qualquer rela&#231;&#227;o do homem com a terra era regida por uma lei racista: &#8220;O arrendat&#225;rio deve ser judeu e tem de aceitar realizar todas as atividades relacionadas com o cultivo da terra somente com m&#227;o-de-obra judia&#8221;. <sup>26</sup> Portanto, a terra n&#227;o pode ser arrendada por um n&#227;o-judeu, nem subarrendada, vendida, hipotecada, dada ou cedida a um n&#227;o-judeu. Os n&#227;o-judeus n&#227;o podem ser empregados na terra e nem em qualquer trabalho relacionado com o cultivo. </p>
<p>Em Israel, as terras estatais, que est&#227;o nas m&#227;os do Fundo Nacional Judeu, s&#227;o consideradas &#8220;terra nacional&#8221;, o que significa terra judia. A contrata&#231;&#227;o de trabalhadores n&#227;o-judeus &#233; ilegal. Devido a escassez de oper&#225;rios agr&#237;colas judeus, e dado que os palestinos ganham um sal&#225;rio menor que os trabalhadores judeus, alguns agricultores judeus (como Ariel Sharon) contratam m&#227;o-de-obra &#225;rabe, violando explicitamente a lei.</p>
<p>Schoenman ressalta que Israel emprega todas as express&#245;es normais em um sentido racista. O &#8220;povo&#8221; significa somente os judeus. Um &#8220;imigrante&#8221; ou um &#8220;colono&#8221; s&#243; pode ser um judeu. Um assentamento significa um assentamento s&#243; para judeus. A terra nacional significa terra judia, n&#227;o terra israelense.<sup>27</sup> Dessa maneira, a lei e os direitos, as garantias e o direito ao trabalho ou &#224; propriedade correspondem somente aos judeus. A cidadania ou nacionalidade israelense corresponde estritamente aos judeus em todas as aplica&#231;&#245;es espec&#237;ficas de seu significa e jurisdi&#231;&#227;o. Como a defini&#231;&#227;o de judeu se baseia inteiramente num preceito religioso ortodoxo, gera&#231;&#245;es de ascend&#234;ncia materna judia &#233; o pr&#233;-requisito para gozar do direito de propriedade, de emprego e de prote&#231;&#227;o legal. Atualmente, 93% da terra do chamado Estado de Israel &#233; administrada pelo Fundo Nacional Judeu, sendo que para ter o direito a viver na terra, arrend&#225;-la ou trabalhar nela, a pessoa tem de demonstrar que tem pelo menos tr&#234;s gera&#231;&#245;es de ascend&#234;ncia materna judia.    </p>
<p><b>O sionismo, o fascismo e os judeus</b></p>
<p>Se &#233; importante que a hist&#243;ria oficial comece a reconhecer que a Palestina n&#227;o era uma terra sem povo, &#233; preciso tamb&#233;m esclarecer outro aspecto t&#227;o s&#243;rdido quanto esse que envolve a cria&#231;&#227;o do Estado de Israel. Trata-se da rela&#231;&#227;o do sionismo com os pr&#243;prios judeus e com o nazi-fascismo.</p>
<p>O car&#225;ter racista do movimento sionista tem sua face mais abomin&#225;vel na rela&#231;&#227;o que sempre manteve com os pr&#243;prios judeus. Ralph Schoenman lembra que &#8220;os fundadores do sionismo estavam desesperados por combater o anti-semitismo e, paradoxalmente, consideravam os pr&#243;prios anti-semitas como aliados, porque compartiam o desejo de arrancar os judeus dos pa&#237;ses em que viviam. Passo a passo, assimilaram os valores do &#243;dio aos judeus e o anti-semitismo, chegando, o movimento sionista, a olhar os pr&#243;prios anti-semitas como seus mais fi&#233;is padrinhos e protetores&#8221;.<sup>28</sup> Ele cita inclusive uma carta que Theodor Herzl enviou ao Conde Von Plehve, autor dos piores pogroms na R&#250;ssia &#8211; os pogroms de Kishinev &#8211; com a seguinte proposta: &#8220;Ajude-me a conseguir o quanto antes a terra (Palestina) e a revolta (contra a domina&#231;&#227;o zarista) acabar&#225;. Von Plehve concordou e come&#231;ou a financiar o movimento sionista</p>
<p>Trata-se, na verdade, de um pedido de colabora&#231;&#227;o entre a burguesia sionista e as classes dominantes de outros pa&#237;ses para combater os judeus de esquerda, que se incorporavam aos partidos revolucion&#225;rios. Nesse sentido, o sionismo, em sua colabora&#231;&#227;o com o fascismo, cumpriu um papel s&#243;rdido, pois jogava com os sentimentos religiosos dos judeus para massacrar os que fossem de esquerda. O movimento juvenil sionista Betar serviu de bucha de canh&#227;o para Mussolini formando esquadr&#245;es com camisas negras. Quando Menajem Beguin se tornou chefe do Betar, trocou suas camisas negras pelas beges, como usavam os bandos de Hitler; era o uniforme que Beguin e os membros do Betar usavam em todas as assembl&#233;ias e concentra&#231;&#245;es. </p>
<p>A estrat&#233;gia do sionismo foi recrutar os europeus que odiavam os judeus e alinhar-se com os movimentos e regimes mais perversos, para que apoiassem a cria&#231;&#227;o de uma col&#244;nia sionista na Palestina. E essa estrat&#233;gia incluiu o nazismo. A Federa&#231;&#227;o Sionista da Alemanha enviou um memorando de apoio ao Partido Nazista em 21 de junho de 1933. Dizia: &#8220;&#8230; um renascimento da vida nacional como o que ocorre na vida alem&#227;&#8230; deve ocorrer tamb&#233;m no grupo nacional judeu. Sobre as base de um novo estado (nazi) que estabeleceu o princ&#237;pio da ra&#231;a, desejamos enquadrar nossa comunidade na estrutura de conjunto de maneira que tamb&#233;m para n&#243;s, na esfera a n&#243;s designada, possa desenvolver uma atividade frut&#237;fera pela P&#225;tria&#8230;&#8221;.<sup>29</sup></p>
<p>Longe de repudiar essa pol&#237;tica, o Congresso da Organiza&#231;&#227;o Sionista Mundial, de 1933, derrotou por 240 votos contra 43 uma resolu&#231;&#227;o que chamava a atuar contra Hitler. Durante esse mesmo congresso, Hitler anunciou um acordo comercial com o Banco Anglopalestino da Organiza&#231;&#227;o Sionista Mundial (OSM), que significava o rompimento do boicote judeu ao regime nazista em um momento em que a economia alem&#227; era extremamente cr&#237;tica. A OSM rompeu o boicote judeu e se tornou a principal distribuidora de produtos nazis em todo o Oriente M&#233;dio e Norte da Europa. Fundaram na Palestina o Ha&#8217;avara, banco destinado a receber dinheiro da burguesia judia-alem&#227;, com o qual se adquiriu grande quantidade de produtos nazis.   <br /><b></b></p>
<p><b>Traindo a Resist&#234;ncia</b></p>
<p>Um dos reflexos mais s&#243;rdidos dessa pol&#237;tica foi a a&#231;&#227;o do sionismo em rela&#231;&#227;o &#224; resist&#234;ncia judaica contra os massacres de judeus na Europa. Em julho de 1944, o dirigente judeu eslovaco, rabino Dov Michael Weissmandel, escreveu aos funcion&#225;rios sionistas encarregados das &#8220;organiza&#231;&#245;es de resgate&#8221;, propondo uma s&#233;rie de medidas para salvar os judeus de Auschwitz. Ofereceu mapas exatos das ferrovias e planejou o bombardeio das linhas que levavam aos cremat&#243;rios. Pediu que bombardeassem os fornos de Auschwitz, que lan&#231;assem de p&#225;ra-quedas muni&#231;&#227;o para 80 mil presos e bombas para explodir o campo e p&#244;r fim &#224; crema&#231;&#227;o de 13 mil judeus por dia.</p>
<p>Caso os aliados se recusassem a colaborar, Weissmandel propunha que os sionistas, que dispunham de fundos e organiza&#231;&#227;o, comprassem avi&#245;es, recrutassem volunt&#225;rios e fizessem a opera&#231;&#227;o.</p>
<p>Weissmandel n&#227;o era o &#250;nico a pedir isso. No final dos anos 40 e durante os anos 40, porta-vozes judeus da Europa pediram socorro, campanhas p&#250;blicas, resist&#234;ncia organizada, manifesta&#231;&#245;es para obrigar os governos aliados a colaborar. Mas sempre se deparavam com o sil&#234;ncio sionista ou mesmo com sua sabotagem ativa.</p>
<p>O rabino Weissmandel, em julho de 1944, um ano antes de terminar a guerra, enviou aos sionistas uma carta de protesto, publicada em parte em Hist&#243;ria Oculta do Sionismo, de Schoenman: &#8220;Por que n&#227;o fizeram nada at&#233; agora? Quem &#233; o culpado por esta terr&#237;vel neglig&#234;ncia? N&#227;o s&#227;o voc&#234;s os culpados, irm&#227;os judeus, que t&#234;m a maior sorte do mundo, a liberdade? Enviamos a voc&#234;s esta mensagem especial: informamos que ontem os alem&#227;es iniciaram a deporta&#231;&#227;o de judeus da Hungria. Os que foram para Auschwitz ser&#227;o mortos com g&#225;s cianido. Essa &#233; a ordem do dia de Auschwitz desde ontem: A cada dia ser&#227;o asfixiados doze mil judeus &#8211; homens, mulheres e crian&#231;as, anci&#227;os, crian&#231;as de peito, doentes ou n&#227;o. </p>
<p>E voc&#234;s, nossos irm&#227;os a&#237; na Palestina, e de todos os pa&#237;ses livres, e voc&#234;s, ministros de todos os reinos, por que mant&#234;m sil&#234;ncio diante desse grande assassinato? Silenciam enquanto assassinam milhares, j&#225; s&#227;o seis milh&#245;es de judeus? Silenciam agora, quando dezenas de milhares est&#227;o sendo assassinados ou esperam na fila da morte? Seus cora&#231;&#245;es destro&#231;ados pedem socorro, choram por vossa crueldade.</p>
<p>S&#227;o brutais, voc&#234;s tamb&#233;m s&#227;o assassinos, pelo sangue frio do sil&#234;ncio com que olham, porque est&#227;o sentados com os bra&#231;os cruzados sem fazer nada, apesar de que nesse mesmo instante poderiam deter ou postergar o assassinato de judeus.</p>
<p>Voc&#234;s, nossos irm&#227;os, filhos de Israel, est&#227;o loucos? N&#227;o sabem o inferno que nos rodeia? Para quem guardam seu dinheiro? Assassinos! Loucos! Quem faz caridade aqui, voc&#234;s, que soltam uns centavos da&#237;, de suas casas seguras, ou n&#243;s, que entregamos nosso sangue neste inferno?&#8221;</p>
<p>Nenhum dirigente sionista apoiou esta peti&#231;&#227;o, nem os governos ocidentais bombardearam um &#250;nico campo de concentra&#231;&#227;o. </p>
<p>A colabora&#231;&#227;o entre o sionismo e o fascismo fez com que o primeiro tra&#237;sse a resist&#234;ncia e voltasse as costas para o operativo que resultou na morte de pelo menos 6 milh&#245;es de judeus. Hoje, quando se lembra mais um anivers&#225;rio do holocausto, &#233; preciso dizer com toda clareza que o sionismo n&#227;o lutou de fato para impedi-lo. E, mesmo assim, o utiliza como &#225;libi para massacrar os palestinos. Algo t&#227;o indignante que a jornalista israelense Amira Hass, do jornal Haaretz, chegou a exortar os sobreviventes do Holocausto e seus descendentes a n&#227;o interpretarem o assassinato de seu povo e o de suas fam&#237;lias na Europa como um eterno aval para suprimir e expropriar o povo palestino e para apresent&#225;-lo como o inimigo que substituiu os alem&#227;es <sup>30</sup>. </p>
<p>De fato. Est&#225; na hora de Israel deixar de usar o holocausto como justificativa para oprimir e perseguir os palestinos, fazendo com eles o mesmo que os alem&#227;es fizeram com os judeus.   </p>
<p><b>NOTAS</b></p>
<p>1 Frase do livro de Dov Barnir, Os Judeus, O Sionismo e o Progresso, p.486, citada em Revista de Am&#233;rica, n.12.</p>
<p>2 A entrevista com Tom Segev est&#225; na edi&#231;&#227;o da Folha de S. Paulo de 4 de fevereiro de 2001. </p>
<p>3 A Quest&#227;o Judia.</p>
<p>4 Abraham Le&#243;n foi um dos m&#225;ximos dirigentes do sionismo de esquerda europeu at&#233; as v&#233;speras da Segunda Guerra mundial. Escreveu A Quest&#227;o Judia, um dos mais importantes estudos marxistas sobre o tema. Le&#243;n, que chegou a romper totalmente com o sionismo e ingressar nas fileiras da IV Internacional, foi assassinado no campo de concentra&#231;&#227;o de Auschwitz pelas tropas nazistas. </p>
<p>5 Em 1917, o Bund apoiou Kerensky contra Lenin e Trotsky e, at&#233; a II Guerra Mundial, manteve grande for&#231;a na Pol&#244;nia. </p>
<p>6O termo sionismo deriva da palavra Sion (Tzion, em hebraico), que &#233; o nome de um monte em Jerusal&#233;m. Na B&#237;blia, esse nome era usado tanto para designar a Terra de Israel como &#8220;sua capital nacional e espiritual&#8221;, Jerusal&#233;m. Ao longo de toda a hist&#243;ria judaica, Sion foi sin&#244;nimo de Israel, e a express&#227;o &#8220;retorno a Sion&#8221; a bandeira do movimento sionista. </p>
<p>7 A Quest&#227;o Judia, p.150.</p>
<p>8 Idem, p. 151.</p>
<p>9 Idem, p.151.</p>
<p>10 Idem, p.152.</p>
<p>11 Em Le Materialisme et la Question nationale, ditado por A Le&#243;n, in op.cit. p.152.</p>
<p>12 A Quest&#227;o Judia, p. 154.</p>
<p>13 Idem, p.154.</p>
<p>14 Dov Barnir, &#8220;Os Judeus, o Sionismo e o Progresso&#8221;, Inova, Portugal, 1968.</p>
<p>15 Ephraim Tari, O Significado de Israel.</p>
<p>16 Revista de Am&#233;rica, p.16.</p>
<p>17 Jon Rothscild, &#8220;How the Arabs Were Driven Out of Palestine&#8221;, citado em Revista de Am&#233;rica n&#186; 12.</p>
<p>18 Idem.</p>
<p>19 Michael Bar-Zohar, em The Armed Prophet: A Biography of Ben Gurion. Citado por Revista de Am&#233;rica, p.24.</p>
<p>20 Proposta da Comiss&#227;o Peel, de 1937, aceita por Ben Guri&#243;n.</p>
<p>21 Em 1917 havia na Palestina 56 mil judeus e 644 mil &#225;rabes palestinos. Em 1922 havia 83.794 judeus e 663 mil &#225;rabes. Em 1931 havia 174.616 judeus e 750 mil &#225;rabes. (Schoenman, p.34)</p>
<p>22 Citado por Schoenman, p.40.</p>
<p>23 Citado por Schoenman, p.41.</p>
<p>24 Citado por Schoenman, p. 48, </p>
<p>25 Hist&#243;ria Oculta do Sionismo, p. 50.</p>
<p>26 Citado por Schoenman, p. 50.</p>
<p>27 Hist&#243;ria Oculta do Sionismo, p.51.</p>
<p>28 Idem, p.53.</p>
<p>29 Citado em Hist&#243;ria Oculta do Sionismo, p.54.</p>
<p>30 Publicado pelo Jornal do Brasil de 22/4/01.</p>
<p> Artigo publicado no Portal do PSTU - <a href="http://www.pstu.org.br">www.pstu.org.br</a>
</p>
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		<title>Faixa de Gaza tem cenário de destruição; veja imagens</title>
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		<title>Israel promove pior massacre na Faixa de Gaza em 40 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 16:15:39 +0000</pubDate>
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		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Diego Cruz
da redação do site do PSTU
Israel sela o ano de 2008 com mais um brutal ataque aos territórios palestinos. Na manhã desse dia 27 de dezembro, no mais violento ataque à faixa de Gaza nas últimas quatro décadas, aviões israelenses bombardearam a área e deixaram um rastro de destruição com mais de 200 mortos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diego Cruz<br />
da redação do site do PSTU</p>
<p>Israel sela o ano de 2008 com mais um brutal ataque aos territórios palestinos. Na manhã desse dia 27 de dezembro, no mais violento ataque à faixa de Gaza nas últimas quatro décadas, aviões israelenses bombardearam a área e deixaram um rastro de destruição com mais de 200 mortos e 700 feridos. À noite, os bombardeios recomeçaram, atingindo uma mesquita e instalando novamente o pânico em Gaza.</p>
<p>Ao final do dia, os palestinos contabilizavam ao menos 227 mortos. A cada hora, os números sáo superados, aproximando-se dos 300. Além de Gaza, os povoados de Jan Younis e Rafah, ao sul da faixa, também foram atingidos. O governo de Israel, como de costume, tentou justificar a ação militar afirmando que os alvos eram instalações do Hamas. Os ataques, porém, foram realizados de forma indiscriminada em área urbana e densamente povoada. Entre as centenas de mortos havia mulheres e crianças. </p>
<p>As imagens de TV mostram cenas dramáticas de hospitais lotados e médicos desesperados, sem a mínima estrutura para atender as inúmeras vítimas da carnificina perpetrada por Israel. Corpos, alguns completamente destroçados, eram alinhados na rua, próximos aos escombros de prédios destruídos pelas bombas. “Há feridos e mártires em todas as casa e ruas. Gaza hoje foi pintada de sangue”, disse o líder do Hamas, Ismail Haniyeh.</p>
<p>O massacre ocorre poucos dias após o Hamas ter se recusado a renovar o cessar-fogo que vigorava há seis meses. A razão: Israel, ao contrário do prometido, manteve nesse tempo o bloqueio e os ataques ao território. O isolamento da área vem provocando uma verdadeira crise humanitária, ampliando o desemprego e a miséria entre a população palestina. Foi o castigo de Israel pelo fato de os palestinos terem dado a vitória ao Hamas nas eleições em 2006.</p>
<p>A direção do Hamas, por sua vez, afirmou que irá resistir “até o último sangue” às ofensivas. O partido conclamou os palestinos a impulsionarem uma terceira Intifada contra a dominação israelense. </p>
<p>Genocídio<br />
Não satisfeito com o ataque covarde, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou que a ofensiva do Exército na faixa de Gaza “não será fácil e não será breve”. As forças armadas cogitam até mesmo um ataque por terra. “Há o tempo para o cessar-fogo, há o tempo para lutar; agora é o tempo de lutar”, afirmou cinicamente Barak, que denomina “lutar” o ato de despejar centenas de bombas sobre a população de Gaza.</p>
<p>A declaração do ministro israelense revela que os ataques ao povo palestino continuarão por mais tempo. É a política oficial do genocídio. “Pode levar tempo e cada um de nós deve ser paciente para que completemos a missão”, afirmou o atual primeiro-ministro Ehud Olmert. E qual missão seria essa? O fim do lançamento de mísseis palestinos ao sul de Israel, como garantem as autoridades? O discurso da ministra de relações exteriores, Tzipi Livni, dá uma pista. “Israel deve derrubar o Hamas e um governo sob minha direção o fará”, afirmou.</p>
<p>Livni é candidata ao cargo de primeira-ministra nas eleições que ocorrem dia 10 de fevereiro. Assim como Ehud Barak. O verdadeiro objetivo de Israel é, portanto, destruir o Hamas e submeter os palestinos a um controle ainda mais duro. O atual governo corre para atingir essa meta e angariar os dividendos políticos para as eleições. Com isso, tentam ainda reverter os escândalos de corrupção que marcam a gestão de Olmert.</p>
<p>O massacre revela, sobretudo, o caráter fascista do Estado de Israel, apoiado pelo imperialismo norte-americano. Israel, esse sim, utiliza o terror e os ataques em massa à população civil para manter e garantir a ocupação da Palestina. </p>
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		<title>Senhor das letras</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 13:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[O gram&#225;tico Evanildo Bechara defende acordo ortogr&#225;fico, que come&#231;a a vigorar no Brasil nesta semana
Folha de S. Paulo - 29/12/2008
O acad&#234;mico pernambucano Evanildo Bechara gesticula para explicar novas regras do portugu&#234;s, durante entrevista realizada na Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio de Janeiro    SYLVIA COLOMBO    ENVIADA ESPECIAL [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>O gram&#225;tico Evanildo Bechara defende acordo ortogr&#225;fico, que come&#231;a a vigorar no Brasil nesta semana</b></p>
<p><strong>Folha de S. Paulo - 29/12/2008</strong></p>
<p><i>O acad&#234;mico pernambucano Evanildo Bechara gesticula para explicar novas regras do portugu&#234;s, durante entrevista realizada na Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio de Janeiro</i>    <br /><b>SYLVIA COLOMBO</b>    <br />ENVIADA ESPECIAL AO RIO     <br />Evanildo Bechara tinha 11 anos quando cometeu seu primeiro erro de tradu&#231;&#227;o. Viajando de Pernambuco para o Rio de Janeiro, de navio, o garoto que se tornaria um dos gram&#225;ticos mais famosos do Brasil fez uma parada em Salvador.    <br />Entrou num restaurante e pediu um vatap&#225;. O gar&#231;om perguntou como ele queria o prato. Bechara respondeu: &quot;bem quentinho&quot;, como era costume fazer-se em sua terra para determinar a temperatura da comida. Acabou tendo de engolir um bocado com muita pimenta. Foi ent&#227;o que as l&#225;grimas brotaram de seus olhos.    <br />&quot;Aprendi na pele que &quot;bem quentinho&quot;, na Bahia, era &quot;bem apimentado&quot;. Por conta desse epis&#243;dio e de outros que vivi quando minha fam&#237;lia me mandou para o Rio para estudar, passei a me interessar pelas diferen&#231;as que a l&#237;ngua portuguesa tem em diferentes lugares. A&#237; virei professor, viajei, dei aulas no exterior, lancei meus livros e cheguei aqui&quot;, resume.    <br />Bechara, 80, hoje ocupa a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 2000, e tem uma dura tarefa pela frente. A partir de 1&#186; de janeiro, quando as regras do Novo Acordo Ortogr&#225;fico entrarem em vigor em oito na&#231;&#245;es da Comunidade dos Pa&#237;ses de L&#237;ngua Portuguesa, ser&#225; ele a autoridade m&#225;xima no Brasil para decidir as poss&#237;veis querelas e pend&#234;ncias com rela&#231;&#227;o ao modo como os brasileiros ter&#227;o de passar a escrever.    <br />&quot;N&#227;o me sinto confort&#225;vel nessa posi&#231;&#227;o. &#201; muito inc&#244;modo. E &#233; claro que a interpreta&#231;&#227;o que fiz est&#225; sujeita a erros. S&#243; n&#227;o erra quem n&#227;o faz&quot;, disse em entrevista &#224; <b>Folha</b>, na sede da institui&#231;&#227;o, no Rio.    <br />As regras t&#234;m como objetivo unificar as diferentes grafias que o portugu&#234;s tem nos pa&#237;ses em que &#233; l&#237;ngua oficial.    <br />Elas come&#231;ar&#227;o a ser aplicadas em janeiro de 2009, mas as atuais continuar&#227;o sendo aceitas at&#233; dezembro de 2012.    <br />No caso brasileiro, as principais mudan&#231;as ser&#227;o a elimina&#231;&#227;o de alguns acentos e do trema e a ado&#231;&#227;o de outras regras para a hifeniza&#231;&#227;o (leia ao lado). &quot;Tem gente fazendo tempestade em copo d&#8217;&#225;gua. J&#225; passamos por cinco reformas e nunca houve um grande trauma. E mais, o Brasil sempre foi quem mais cedeu at&#233; hoje. Nesta reforma, est&#225; acontecendo o contr&#225;rio, os outros pa&#237;ses, Portugal principalmente, &#233; que est&#227;o cedendo mais&quot;, diz.    <br />De todas as mudan&#231;as, as que regulam o uso do h&#237;fen t&#234;m causado mais pol&#234;mica. Bechara explica que a id&#233;ia, de um modo geral, foi a de &quot;suavizar&quot; sua utiliza&#231;&#227;o. &quot;Como um homem comum, que n&#227;o &#233; um gram&#225;tico nem tem forma&#231;&#227;o t&#233;cnica sobre a l&#237;ngua, pode saber, por exemplo, que uma express&#227;o &#233; um substantivo que em outros casos pode ter outra fun&#231;&#227;o? Ao tirarmos os h&#237;fens, estamos facilitando a sua vida.&quot;    <br /><b>Contexto</b>    <br />O gram&#225;tico explica que o esp&#237;rito das novas regras &#233; deixar que o contexto explique aquilo que a ortografia n&#227;o alcan&#231;a.    <br />&#201; o